Nem todos trabalham horas a mais… os do 1º ciclo e os do pré-escolar devem andar a gozar de um estatuto diferente… pelo menos levam com 25 horas letivas semanais e erguem as mãos ao céus de tão agradecidos! Já nem falo dos Representantes de Estabelecimento, porque esses, nunca tiveram qualquer beneficio em sê-lo…
Professores trabalham, em média, mais de 46 horas por semana
“Os professores não podem continuar a sacrificar as suas vidas pessoais e familiares, suportando cargas de trabalho extremas que acabam por prejudicar, direta ou indiretamente, a resposta pedagógica adequada e de qualidade para os alunos e, igualmente, o seu bem-estar psicossomático, nem a colmatar a escassez de recursos das escolas com os seus bens materiais.”
A FENPROF não podia ser mais clara na apresentação das conclusões do inquérito que promoveu a nível nacional (Norte, Região Centro, Grande Lisboa, Zona Sul, Açores e Madeira) sobre os horários dos docentes do 2º e 3º ciclos do ensino básico e ensino secundário.
Divulgadas em conferência de imprensa realizada esta manhã em Lisboa, as conclusões desse inquérito, com 5 709 respostas validadas, apontam: os professores trabalham, em média, mais de 46 horas por semana! Confirma-se, assim, um problema já conhecido mas que não tem merecido qualquer solução por parte de várias equipas ministeriais.
Mário Nogueira, Secretário Geral; Anabela Delgado (SPGL), José Manuel Costa (SPN), João Louceiro (SPRC) e Francisco Oliveira (SPM) integraram a Mesa deste encontro com a comunicação social.
O Secretário Geral da FENPROF fez uma breve introdução e Anabela Delgado apresentou o inquérito, explicando a sua estrutura e aspetos técnicos e analisando os seus principais dados. A dirigente sindical alertou ainda para as ilegalidades que se continuam a registar nos horários dos docentes, dando como exemplo a integração dos apoios a grupos de alunos na componente não letiva. / JPO




7 comentários
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E a Educação Especial?????
Parecem-me expedientes como aquele de ponderar a aposentação para quem tem 45 anos de descontos. Servem para desanuviar e para disfarçar o inqualificável tratamento que tem sido dado à classe docente. E Nogueira começa a ser falado como aquele que fica à porta do galinheiro para ver se vem alguém. Deixem-se de ladainhas e tratem-nos como tratam polícias e militares, a nossa profissão não é menos desgastante!
E protestam…
https://sol.sapo.pt/artigo/552836/cortes-nas-pensoes-policias-preparam-protesto-para-o-25-de-abril
Acho que muitos professores trabalham bem mais!
Será que foram contabilizadas as seguintes horas:
– as necessárias para fazer fichas e testes?
– as necessárias para corrigir as fichas e os testes?
– as que se perdem naquelas reuniões “que vira o disco e toca o mesmo”, para
debater o que não pode ser debatido pois já foi decidido?
– as que se usam para redigir as participações daqueles alunos com comportamento impossível?
– as que se levam para fazer adaptações, adequações, e ás vezes equações gigantescas?
– as que se levam a preencher documentos meramente burocráticos das intercalares, para as intercalares e depois das intercalares?
A verdade, é que só alguns sabem as horas de trabalho da maioria dos professores – aqueles com quem partilhamos a nossa vida mais directamente: os filhos, o marido, o cão e o gato …. Aqueles que diariamente e cada vez mais acabamos por não poder acompanhar!
Vão brincar com o c…… devem estar a contabilizar horas noturnas. Então o pessoal da pré e do 1C trabalha 60. Deixem-se de tangas e tenham vergonha. A FENPROF representa-se apenas e como sempre a si mesma. Por que é que os profs da pré e 1C não foram inquiridos?
“A dirigente sindical alertou ainda para as ilegalidades que se continuam a registar nos horários dos docentes, dando como exemplo a integração dos apoios a grupos de alunos na componente não letiva.”
Uma das questões que mais agrava as condições de trabalho docente é mesmo esta. E tem de ser revista e reposta a verdade- há componentes lectivas que, com Mª de Lurdes Rodrigues, foram consideradas não lectivas.
E assim ficou e o pessoal foi-se habituando……
Está mal!
Uma das condições a pôr em cima da mesa das negociações deveria ser esta- afinal, ao leccionar grupos de alunos em apoios, isto é lectivo ou não lectivo?
A resposta a este problema clarificaria muita coisa e seria uma espécie de dominó ao cair por terra esta grande injustiça.
A colega Fernanda tem razão, no meu caso tenho 27 tempos, todos aulas com grupos de alunos (mais de 15), e apenas alguns são considerados letivos. No inicio do ano coloquei questões, mais questões, mas até agora estou igual: dou 27 aulas semanais, tenho um dia com 7 aulas e outro com oito e as 3 horas que trabalho a mais não são pagas como extraordinárias, e ainda parece que tenho de agradecer!
Não aceitei o horário, mas continuo a cumprir … até faltas tenho, quando não deveria ter …
Temos colegas que quando ocupam alguns cargos demasiado tempo, julgam que são eles que pagam os nossos salários … ,
Pergunto o que estará mais por detrás deste tipo de gestão?