O nosso ensino profissional tem falhas graves. Não me venham com conversas de que é a preparação para o mercado de trabalho ou o ensinar uma profissão. E isto acontece porquê? Porque está mal organizado, mal direcionado, não responde às necessidades das comunidades e porque é visto como ensino de segunda. Só vai para o ensino profissional quem não é capaz de mais. Sim, é este o pensamento. A prova tenho-a à minha frente. Uma mãe que escreve sobre as expectativas que tem em relação à filha: “Pelo menos, que tire um curso profissional para poder trabalhar.”
“Pelo menos”… O nosso ensino profissional é visto como, o pelo menos. Enquanto assim for…
Governo diz que é preciso acabar com o preconceito no ensino profissional
“Portugal ainda não meteu na cabeça que o 12.º ano do curso de pastelaria é tão válido e tão digno como o 12.º ano do curso de línguas e humanidades”, diz o secretário de Estado da Educação.




9 comentários
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Tchiiii, que visionário!…
Do contra.. Se forem todos para a faculdade.. Como é que comes um bolinho na pastelaria ou bom jantar num restaurante? É só palermas..
palerma há muitos e tu és apenas mais um… disse alguma coisa sobre irem todos para a faculdade?! sabes ler?
chiça, que calhau com olhos…
E cá está estamos nós outra vez na mesma lógica do tempo da outra senhora.
O ensino profissional é excelente se os alunos forem disciplinados e interessados. Como a indisciplina não tem consequências sérias. pois os professores sáo sobrecarregados com planos de recuperação e segundos e terceiros testes os alunos percebem que o sistema os protege por isso náo se interessam e tem atitudes na aula que impedem o normal decorrer das mesmas impedindo quem quer aprender de melhorar, Soluçáo aplicar penas duras para os alunos com mais de 5 participaçóes disciplinares graves, por exemplo expulsáo imediata do curso e transferència imediata para outra escola ou trabalho comunitário. O problema do ensino profissional é que normalmente para ai são encaminhados os piores alunos e principalmente o mais indisciplinados. Resolvam o problema da indisciplina e temos o assunto resolvido,
Tem toda a razão. Todos os alunos com percursos diferentes do 3º ciclo regular são encaminhados para um curso profissional porque não podem matricular-se no ensino secundário regular (prosseguimento de estudos) e temos que os aturar e passar até aos 18 anos. Os desinteressados, indisciplinados e repetentes estão lá caídos e não fazem nem deixam os outros fazer. Existem alunos que vão para a sala de aula sem qualquer material (mas sempre com o telemóvel), não fazem nada, portam-se mal até ao bendito dia em que fazem 18 anos. Os planos de recuperação de faltas são uma treta burocrática constante bem como o testes com níveis baixos de exigências e trabalhos de copiar/colar para passarem. Os cursos em geral estão bem estruturados e preparam para a inserção no mercado de trabalho. O problema está na seleção errada de alunos. A permanência na escola até aos dezoito anos deveria estar condicionada ao bom comportamento e aproveitamento, caso contrário é um desperdício de dinheiro público. Não é possível ensinar quem NÃO quer aprender!!!!!!!!!!!
Com critérios de avaliação em que 50% da nota de qualquer disciplina é única e exclusivamente dada às atitudes e valores, temos o caso arrumado. A validade dos cursos são o que são e não o que nos querem fazer engolir que são.
Essas são as escolas que funcionam bem. Se a atitude e o trabalho na aula fosse a sério seria muito bom para qualquer futuro pasteleiro ou outra coisa. O pior é que nem isso se leva a sério pois não chumbam pelo mau comportamento. O Costa acima tem toda a razão. Resolva-se o problema da indisciplina e resolve-se o problema dos cursos profissionais. E já agora de todo o sistema de ensino. Diminuíam as retenções porque estes alunos prejudicam e prejudicam todos os outros. infelizmente são já a maioria nas turmas porque não há consequências sérias nem para eles nem para os pais.
Não percebo.
Os homens não são todos iguais; não têm as mesmas capacidades e aptidões.
Então, se nem no Ensino Básico conseguimos ter um único percurso, porque há alunos com grandes dificuldades de aprendizagem.
Ora, no Ensino Secundário as diferenças ainda aumentam.
Há vários países europeus que têm 3 vias diferentes no secundário e nós queremos acabar com os Profissionais?
Bem, só falta isso.