O Arranque Tranquilo do Ano Lectivo

Professores que defendem concurso único recorrem aos tribunais

 

 

A Associação dos Professores e Educadores Portugueses anunciou hoje que um grupo de professores vai recorrer aos tribunais para exigir o cumprimento da legislação de colocação de professores.

 

 

O presidente da associação, Luís Ferreira, disse à agência Lusa que, até ao momento cerca de 30 docentes manifestaram a intenção de avançar para tribunal contra alegados ilícitos cometidos por direções escolares.

“Da observação que fazemos das listas de colocação, estimamos que haja centenas de lesados”, acrescentou.

A associação divulgou na quinta-feira uma carta dirigida ao ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, em que denuncia e exige medidas para corrigir alegadas irregularidades nos mecanismos de contratação de escola, destinados a suprir necessidades temporárias nos estabelecimentos de ensino.

É uma responsabilidade direta, política e pessoal do senhor ministro da Educação permitir que muitas direções procedam à ocultação temporária das suas reais necessidades de professores para posteriormente procederem à sua contratação direta à margem do concurso nacional”, afirma a associação, em comunicado.

 

Da análise que fiz à RR1 verifiquei que pelo menos uma escola colocou 10 docentes contratados na RR1 no grupo 110, quando largas dezenas de professores dos quadros queriam essa escola na Mobilidade Interna e não conseguiram obter colocação nesse agrupamento, ficando colocados a largas dezenas de Km de casa.

 

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16 comentários

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    • 110 on 11 de Setembro de 2016 at 16:51
    • Responder

    Barcelos 110?

    1. sim

        • magri on 11 de Setembro de 2016 at 20:25
        • Responder

        Não foram só os professores dos quadros que foram prejudicados. Sou contratado e também fui. Mas nós somos mato.

        1. Mas as regras dizem que primeiro são colocados os docentes dos quadros, certo?
          Claro que por arrasto os contratados também são prejudicados com os horários que não entram em concurso nas alturas que deviam.

          • magri on 11 de Setembro de 2016 at 21:37

          Claro que deveria ser assim, não questiono nem me oponho às prioridades, mas as regras andam subvertidas faz muito tempo. Já era tempo de se fazer um concurso a sério. Tratar das mobilidades em junho/julho, colocar todos os professores nos quadros/escolas das suas preferências e de seguida contratavam-se pela lista. Não deve ser difícil.
          Não me lembro dum malabarismo deste na CI 3 ou 4 horários a contrato antes da mobilidade? De seguida aparecerem dezenas e não estão todos da mobilidade colocados?
          Safava-me melhor com as “renovações” e “Ofertas de Escola” embora não ache justo, já só desejava que voltassem.
          Temos é mais uma geringonça dentro da geringonça.

          • pois é! on 11 de Setembro de 2016 at 21:38

          Claro que são mato! Chama-se a isto a lógica e a hierarquia da vida…

          • magri on 11 de Setembro de 2016 at 21:50

          Mas um dia o mato cresce e depois são os do topo da hierarquia que se queixam.
          Estes anos de Crato o mato cresceu um pouco e este concurso ainda é exemplo disso, porque alguns docentes do quadro foram preteridos pelo “mato”. Mas os concursos “correram muito bem”…
          Basta que exista um professor injustiçado, sem direito ao seu lugar na “hierarquia”, então está tudo mal.

    • José Bernardo on 11 de Setembro de 2016 at 17:16
    • Responder

    …meninos, chegou a vossa hora de provar o fel da separação!

    • José Bernardo on 11 de Setembro de 2016 at 17:22
    • Responder

    …então não é que já estão a colocar técnicos nas escolas quando ainda há(e muitos) professores do grupo 530 por colocar! há muitos diretores de agrupamentos que confundem disciplinas a concurso com os grupos de recrutamento: dá-lhes cá um jeitaço colocar uma cruzinha no “não” para o grupo 530! assim vai o Portugal dos pequeninos!

      • pois é! on 11 de Setembro de 2016 at 21:39
      • Responder

      Isso chama-se aldrabar! Mas podem sempre reclamar… Aposto que esses diretores estão habituados às regras da PAF e da FNE!

    • pois é! on 11 de Setembro de 2016 at 21:36
    • Responder

    Quando uns estão bem aparecem logo outros a reclamar! Passa o tempo e os papeis invertem-se…

    Resultado, reclamam mas ninguém se interessa nem ninguém ouve!

    E a verdade é que este ano os concursos correram muito bem…

    • Marmelo on 11 de Setembro de 2016 at 23:22
    • Responder

    A memória é curta…

    2013/2014 (e anos precedentes):
    – Diversos concursos em simultâneo (Contratação de Escola e CI/RR);
    – Critérios “manhosos” e diversos “tesourinhos” nas Contratações de Escola;
    – Alargamento progressivo do nº de agrupamentos TEIP e/ou com autonomia;

    2014/2015:
    – Contratação Inicial apenas 11 de setembro;
    – BCE com centenas de critérios, com erro da fórmula, colocação de docentes em duplicado e 2ª BCE só para alguns agrupamentos (que não criaram os critérios na BCE);
    – Escolas sem docentes e com trocas sucessivas até finais de Outubro;
    – Docentes colocados em centenas de horários;

    2015/2016:
    – Minutas em finais de Julho para a BCE;
    – Docentes colocados em centenas de horários;
    – Escolas ainda com horários pedidos no início do ano letivo e sem docentes colocados ainda em meados de Outubro -> criação da opção de desistência da BCE para evitar colocar docentes já lecionar;

    Excluindo a grande embrulhada da MpD, muito por culpa da FENPROF, este ano está a correr extremamente bem! Se as escolas “escondem” horários, a culpa e responsabilidade é das direções… Que devem ser punidas. São muitos anos a fazerem aquilo que sempre fizeram e agora é difícil de mudar velhos hábitos. São os mesmos que querem a BCE e a Contratação de Escolas por critérios obscuros de volta!

    • atenta on 12 de Setembro de 2016 at 16:06
    • Responder

    Esta situação de horários não declarados pelas escolas na altura devida prejudica não apenas os efetivos em mobilidade que muitas vezes são obrigados a ir para mais longe como, por arrastamento, todos os contratados que são obrigados a ir para mais longe ainda. Estes docentes contratados arriscam também uma não colocação ou uma colocação com 18 horas quando na RR1 depois saem dezenas de horários completos (que permitem renovações e servem para a norma travão). Há muitos anos que isto acontece e nenhum diretor é penalizado. Falou-se dos 10 de Barcelos porque foram logo 10 mas e quantas escolas lançaram 1, 2 e 3 horários na RR1 quando estas turmas já estavam aprovadas e deveriam ter sido lançados na devida altura para que saíssem a 31 de agosto?! É uma vergonha e os diretores que os fazem por estratégia ou por incompetência têm que ser punidos.

    • António on 12 de Setembro de 2016 at 20:42
    • Responder

    Não conheço o caso, mas houve turmas autorizadas posteriormente (pré e 1º ciclo), e as mobilidades por doença só foram deferidas após a CI. isto provoca aparecimento de horários completos a concurso nos grupos 100 e 110, aparecendo incompletos nos outros grupos, quando o titular já tem redução ao abrigo do artº 79º.

      • 110 on 12 de Setembro de 2016 at 22:04
      • Responder

      As MPD ainda não vieram e 10 horários não aparecem do nada no mesmo agrupamento, no mesmo grupo, principalmente quando foram vários do quadro para horário zero…

    • José Bernardo on 13 de Setembro de 2016 at 21:13
    • Responder

    …esses diretores querem é “governar-se” e até aposto que recebem um louvor! faz-me lembrar o antigamente, mas… ao contrário!

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