Que politicas pretendem implementar, os agora eleitos, para a Educação
PS
- Concretizar a universalização do ensino pré-escolar
- Avaliar o modelo de administração e gestão das escolas e adequá-lo ao novo quadro que resultou do processo de descentralização e aos progressos feitos em matéria de autonomia e flexibilização curricular
- Promover a existência de associações representativas de estudantes e de pais e encarregados de educação, através de princípios democráticos, em todas as escolas e agrupamentos
- Dotar as escolas de meios técnicos que contribuam para uma maior eficiência da sua gestão interna, recorrendo a bolsas de técnicos no quadro da descentralização
- Permitir que as escolas decidam o número de alunos por turma, mediante um sistema de gestão da rede
- Proporcionar condições para uma maior estabilidade e rejuvenescimento do corpo docente, em especial nas escolas integradas em Territórios Educativos de Intervenção Prioritária
- Elaborar um diagnóstico de necessidades docentes de curto e médio prazo (5 a 10 anos) e um plano de recrutamento que tenha em conta as mudanças em curso e as tendências da evolução na estrutura etária da sociedade e, em particular, o envelhecimento da classe docente
- Criar incentivos à aposta na carreira docente e ao desenvolvimento de funções docentes em áreas do país onde a oferta de profissionais é escassa
- Aumentar a conectividade e acesso das escolas à Internet e dotá-las de recursos que promovam a integração transversal das tecnologias nas diferentes áreas curriculares
PSD
- Determinar que a organização das turmas, os critérios de distribuição dos alunos e a sua dimensão é da exclusiva responsabilidade dos órgãos pedagógicos da escola
- Estabelecer que os horários dos docentes é feita com base na organização dos ciclos, considerando a dimensão média de turma de 22 alunos
- Abrir novos cursos (ensino básico, secundário regular e profissional) passa a ser condicionado à aprovação de um estudo de viabilidade apresentado pela escola
- Fazer a colocação dos docentes o mais cedo possível, de preferência antes de terminado o ano lectivo anterior
- Possibilitar a recondução dos docentes, contratados ou do quadro, sempre que exista mútuo acordo entre a Direção da Escola e o docente
- Criar novo enquadramento regulamentar para a aplicação de receitas próprias e incentivos à angariação de financiamentos públicos e privados
- Criar três Academias (Norte, Centro e Sul) orientadas em exclusivo para a formação de futuros diretores, subdiretores, adjuntos e coordenadores de estabelecimento, de agrupamentos de escolas
- Eliminar as atuais provas de aferição no 2º, 5º e 8º anos de escolaridade; Introduzir provas de aferição no final do 4º ano
- Reconhecer o tempo total de serviço prestado até 2018 e negociar com as organizações sindicais o modo de o consagrar na progressão na carreira
BE
- Inclusão das creches (0-3 anos) no sistema educativo, garantindo a gratuitidade
- Abertura de um processo de reforma curricular e revisão de programas
- Rever a organização dos ciclos e do calendário escolar
- Introduzir a gratuitidade dos manuais escolares e desmaterialização complementar dos mesmos
- Reforçar a ação social escolar e materiais pedagógicos adaptados e diferenciados para alunos com necessidades educativas especiais
- Valorizar o ensino profissional com garantia de ensino unificado até 9.º ano
- Alargar o ensino articulado e as respostas públicas de ensino artístico
- Reforçar as respostas de educação inclusiva nas escolas, com contratação direta de terapeutas e técnicos e técnicas especializados
- Rever o modelo de Atividades de Enriquecimento Curricular (AEC), Componentes de Apoio à Família (CAF) e Atividades de Animação de Apoio à Família (AAF)
- Garantir a gestão pública das cantinas escolares
- Rever a portaria de rácios e recuperação da especificidade funcional do pessoal não docente
- Reverter a municipalização e novo modelo de descentralização com base na autonomia das escolas
- Recuper um modelo de gestão democrático e acabar com os mega-agrupamentos
- Criar um Programa Especial de Rejuvenescimento do Corpo Docente
- Criar, na escola pública, cursos pós-laborais dirigidos aos adultos que pretendam melhorar a sua escolaridade
- Contabilizar durante a legislatura mais três anos, 8oito meses e 24 dias, do tempo de serviço dos professores, além dos dois anos, nove meses e 18 dias já considerados, concluindo-se a contagem integral nos três anos seguintes
CDS
- Universalizar a educação pré-escolar para todas as crianças que completem os cinco anos de idade
- Criar um regime de contratualização com o sector social e privado, para que nenhuma família fique privada de poder colocar os seus filhos em creches
- Rever o calendário escolar
- Actualizar os currículos e os ciclos de estudo
- Apostar na liberdade de educação e na autonomia das escolas
- Criar para cada escola uma quota de entrada para os alunos com Ação Social Escolar
- Dar liberdade às escolas para planear e executar projetos educativos definidos localmente
- Introduzir exames nos momentos de fim de ciclo
- Manter a defesa dos actuais colégios com contratos de associação
- Rever a carreira dos professores, nomeadamente estabelecendo que uma progressão na carreira implicará provas públicas a prestar em instituições de ensino superior públicas
- Rever os programas de formação de professores, acompanhado por peritos internacionais
CDU
- Universalizar a oferta pública e a consequente adequação da rede escolar
- Expandir o sistema público de educação pré-escolar, articulado com a rede escolar do 1.º ciclo, garantindo a universalidade da frequência a partir dos 3 anos
- implementar um modelo democrático de gestão das escolas e agrupamentos que observe os princípios da elegibilidade, colegialidade e participação
- Alargar a gratuitidade já consagrada aos manuais escolares às fichas de trabalho a toda a escolaridade obrigatória
- Acabar com os exames nos 9.º, 11.º e 12.º anos e rever o actual regime de provas de aferição nos 2.º, 5.º e 8.º anos
- Contabilizar todo o tempo de serviço congelado aos professores
- Rever o actual regime de formação de professores, nas suas vertentes inicial, contínua e especializada
- Repor carreiras específicas para os trabalhadores de apoio educativo e a dotar as escolas de auxiliares de acção educativa, técnicos especializados e outros trabalhadores da educação
- Reforçar as respostas públicas de ensino artístico especializado
PAN
- Desenvolver um plano de fornecimento de alimentos biológicos às cantinas públicas do pré-escolar, 1º ciclo e 2º ciclo
- Apoiar modelos de inovação educacional (não confessionais) até 100% dos gastos equivalentes por aluno no ensino público
- Implementar práticas de relaxamento, mindfulness, filosofia para crianças, educação emocional e a aprendizagem através da natureza
- Avaliar os 33 anos de Territórios Educativos de Intervenção Prioritária (TEIP)
- Reconhecer o estatuto de profissão de desgaste rápido para os docentes
- Propor a negociação do prazo e do modo de recuperação do tempo de serviço congelado dos docentes com vista à sua recuperação integral
- Criar obrigatoriedade de frequentar acções de formação em suporte básico de vida, incluindo o uso de desfibrilhadores
- Garantir a universalidade da educação pré-escolar gratuita a partir dos 3 anos de idade
- Aumentar o número de assistentes operacionais em função das necessidades das escolas
- Instituir que no final de cada ciclo se realizará uma actividade onde cada estudante finalista tenha como objectivo plantar dez árvores autóctones
Livre
- Garantir a efetiva gratuitidade no sistema de ensino público
- Garantir a escola pública como uma opção viável desde os 4 meses
- Fazer a contagem integral do tempo de serviço passado e revendo o estatuto da profissão, o modelo de avaliação e o modelo de concurso
- Dignificar os professores, reforçando e facilitando a formação dos profissionais da educação, proporcionando gratuitamente as diversas modalidades de formação
- Rejuvenescer os quadros dos professores, investindo numa formação inicial que garanta um contacto efectivo e continuado com o trabalho escolar
- Valorizar todo o pessoal não docente, identificando a sua carreira como específica e regulando a sua avaliação em termos que reconheçam o seu trabalho como também pedagógico
- Abolir os critérios artificiais de transição/retenção e os exames em toda a escolaridade obrigatória, incluindo os exames finais do 12º ano
- Retirar a Disciplina de Educação Moral e Religiosa do currículo
Iniciativa Liberal
- Dar estabilidade aos programas e ao corpo docente
- Dar muito mais autonomia às escolas para definir modelos de ensino alternativos, horários diferenciados, materiais de ensino próprios
- Promover a liberdade de escolha dos estabelecimentos de ensino, quer por questões geográficas, pelo seu cariz público ou privado
- Dissociar totalmente as escolhas realizadas durante o ensino secundário do condicionamento de acesso a cursos no ensino superior
Fonte: Jornal Público
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5 comentários
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Os professores, eu incluído, perderam em toda a linha. PSD, BE, CDU (PCP+PEV) eram os únicos partidos, agora perdedores, que contemplavam a recuperação de todo o tempo de serviço aos professores e que lhes devolviam alguma esperança ; PAN, IL e Chega nunca se importarão com as questões laborais e profissionais dos professores; CDS, o maior perdedor, sempre se preocupou mais com os colégios privados e os contratos de associação; PS – o vencedor – não nos devolverá nem mais um dia. Serão mais 4 anos de lamentos e lutas necessárias, mas infrutíferas, que continuarão a esbarrar na hipocrisia costista e centenista, a coberto de uma comunicação social rosa e arrebanhada.
Srs professores e portugueses em geral. Não se queixem: continuem a votar no nepotismo
E já se diz por aí que vamos levar com a leitâozinha como ministra da educação! Deus nos acuda!!!
Uma classe privilegiada como esta não precisa de mais regalias. Os professores passam metade da semana em casa, têm horários e turmas feitos à medida, redução de horários e atividades lúdicas com meia dúzia de NEE’s. Em suma, um autentico passatempo…
Se alguém merece algum reconhecimento são os que andam com a casa às costas. Estes aguentam com as piores turmas, os piores alunos e os piores e mais caros lugares para trabalhar.
What?!
Sendo um profissão de “passatempo” e, ainda por cima, com tantos privilégios é preciso ser muito estúpido para não se querer ser professor em Portugal, não é? Deve ser por isso que não há falta de professores…é só regalias!!!
Por acaso, sr ou sra What?! no nosso país alguém está impedido de estudar e tornar-se professor ? Estude ou estudasse pois, como diz, com tantas regalias deve ser a profissão que mais deseja .
A resposta é simples: para uns terem regalias outros têm que ser escravizados. E sabe bem para que lado pesa a escravatura nas escolas…