Faseamento dos 2,9,18, e as ULTRAPASSAGENS
A proposta que veio ontem a lume é mais uma forma de atirar areia para os olhos dos professores. Estamos em campanha eleitoral.
A possibilidade de faseamento dos 2,9,18 funcionaria em três tranches, primeira tranche seria em 1 de junho de 2019, segunda a 1 de junho de 2020 e a última em 1 de junho de 2021. Mas para que subiu ou subirá durante o ano de 2019 e 2020 convém receber tudo de uma vez, logo a ULTRAPASSAGEM mantém-se, embora se mitiguem.
Por exemplo, um docente cuja progressão só acontecesse no próximo ano, pode optar por receber o primeiro terço (a primeira tranche) do tempo recuperado em junho deste ano, progredindo já em 2019 para o escalão seguinte.
Por outro lado, para um professor que progrida este ano e que, assim, possa ter acesso aos dois anos e nove meses congelados deverá ser mais vantajoso escolher a opção já inscrita no diploma das carreiras dos docentes, uma vez que, se recuperar logo os quase três anos, no próximo ano terá direito a uma nova progressão. Isto porque, recorde-se, os módulos padrão nas carreiras dos docentes são de quatro anos.
É apenas uma forma de atirar areia para a engrenagem e tentar iludir os mais distraídos.
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5 comentários
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Estou cansada destes postes. Estou cansada de chegar à sala dos professores e a conversa ser sempre a mesma: subir escalão, tempo de serviço, euros e mais euros. Todas as baterias apontadas para uns e nada para os outros. E OS CONTRATADOS?? E OS MILHARES DE COLEGAS COM MENOS DE 16H A CENTENAS DE KM QUE NEM DIREITO A SUBSÍDIO DE DESEMPREGO TÊM?
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“E OS MILHARES DE COLEGAS COM MENOS DE 16H A CENTENAS DE KM QUE NEM DIREITO A SUBSÍDIO DE DESEMPREGO TÊM?”
Quem não está bem, muda-se.
É óbvio que só os otários insistem em manterem-se em postos de trabalho mal remunerados. Actualmente há muito emprego e a empregabilidade de Licenciados e Mestres aumentou imenso no Sector Privado.
Portugal está praticamente numa situação de Pleno Emprego (o desemprego é residual), existindo já muitos sectores com falta de mão-de-obra.
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Concordo plenamente. Os colegas do quadro que procutem emprego no privado pois, sefundo diz, há muitas vagas. E que deixem de chorar.
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Já ontem realizei um comentário referindo que esta Nova Opção muda um pouco a situação, em particular para quem progrediu em 2018.
Repito o meu comentário anterior:
Isto é NOVO e vem mudar as regras de recuperação prescritas.
Uma coisa é a recuperação/bonificação de “…2 anos, 9 meses e 18 dias a repercutir no escalão para o qual progridam a partir de 1 de Janeiro de 2019”.
Exemplo: Todos os professores só recuperam após a dita mudança para o escalão seguinte existindo, como é óbvio, ultrapassagens. Os docentes no 9º escalão não recuperam tempo nenhum.
Coisa diferente é esta Nova Possibilidade:
“…recuperação de 2 anos, 9 meses e 18 dias, em três fases: Junho de 2019, Junho de 2020 e Junho de 2021”
Com esta Nova Possibilidade deixam de ocorrer ultrapassagens; os docentes no 9º escalão recuperam tempo como os seus colegas e a recuperação faz-se de forma mais rápida.
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Com esta Nova Opção:
“Os cerca de 46 mil professores que progrediram em 2018 poderão beneficiar da recuperação do tempo de serviço congelado já a partir de Junho, ao contrário do que se encontra estipulado no diploma sobre os docentes aprovado em Março. Esta será a novidade principal do decreto-lei sobre a recuperação do tempo de serviço nas carreiras da defesa, da justiça e da administração interna, aprovado nesta quinta-feira em Conselho de Ministros e cuja mecânica de aplicação poderá estender-se aos professores.
https://www.publico.pt/2019/04/04/economia/noticia/professores-podem-optar-1868103
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