Agora no Fim de “Vida”?

Crato apela a debate com partidos sobre autonomia das escolas e colocação de docentes

 

O ministro da Educação e Ciência, Nuno Crato, apelou nesta terça-feira, numa audição na Comissão de Educação, Ciência e Cultura, a um debate com todos os partidos sobre o tema da autonomia das escolas. Admitindo que ao longo dos anos tem havido alguns problemas na colocação de docentes, o ministro defende que deve haver uma reflexão e que seria “interessante” um debate com os vários partidos sobre o tema da autonomia das escolas, de forma a “evitar problemas indesejáveis”.

E tal como eu previ há algum tempo estes erros serviram apenas um propósito.

Fazer com que a opinião pública fique com a ideia que a colocação dos professores não deve ser feita centralmente e para isso veio também o Presidente da República apelar a “reflexão séria” sobre modelo de colocação dos professores, fazendo a comparação de um modelo centralizado com o modelo descentralizado de Inglaterra.

Mas porra, ninguém percebeu ainda que o problema que existe é por se tentar essa descentralização?

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2014/10/agora-no-fim-de-vida/

31 comentários

Passar directamente para o formulário dos comentários,

    • Luís on 14 de Outubro de 2014 at 19:21
    • Responder

    “Mas porra, ninguém percebeu ainda que o problema que existe é por se tentar essa descentralização?” – Concordo Arlindo! É esta a verdade que todos deveriam saber! E é isto que o crato e companhia, juntamente com uma comunicação social capturada e manipuladora, tentam mascarar a todo o custo. Temo o que nos esperará na colocação do próximo ano… :/

      • Via on 14 de Outubro de 2014 at 19:36
      • Responder

      Infelizmente, também partilho da vossa opinião….somos carne para canhão…manipulados pelos media 🙁
      Espero que alguém na comunicação tenha a coragem (e provas) de desvendar esta situação e mostrar ao povo o quanto somos manipulados….

        • Marmelo on 14 de Outubro de 2014 at 22:25
        • Responder

        Concordo com esta ideia da manipulação… Por muito que me custe dizer, quando se dá uma entrevista para a TV a reclamar por terem sido colocados a 300 ou 400 KM de casa, também não ajuda nada, bem pelo contrário. Dá a ideia na opinião pública que a “máquina centralizadora” do MEC obriga os professores a irem para 400 Km de sua casa e que se fossem as escolas a contratar todos ficariam perto de casa em paz e harmonia!

        E esta ideia “peregrina” de que todos os anos há problemas também está muito relacionada com a atitude dos sindicados que, ao reclamarem, anualmente de casos pontuais e pouco relevantes dão a ideia que há problemas extremamente sérios todos os anos. Na realidade, nos últimos 10 anos (desde o descalabro da ministra do Santana Lopes) que nada chegou a estas proporções! Nem o ano passado quando as Ofertas de Escola também se prolongaram por algumas semanas… Cá está… Descentralização = Desorganização!

          • Sapiens on 14 de Outubro de 2014 at 22:46

          São colocados longe de casa porque os professores manifestaram essa vontade quando concorreram e para piorar com horários incompletos!

          • carmo sousa on 16 de Outubro de 2014 at 12:19

          este ano á professores que podiam ficar mais perto de casa no concurso da BCE estavam em 1º em vários locais mas os diretores não cumpriam com a lista se quem estava em 1ºda lista o porquê de não ser chamado. Ligou-se já estava outro prof e porquê se o que foi colocado em 1º não foi chamado, não está em causa ir para longe está em causa os diretores não ligaram nenhum em estar em 1º ou em 10º foi á maneira deles. Insisto lista de graduação única.

    • MM on 14 de Outubro de 2014 at 19:27
    • Responder

    Quem está por dentro das colocações dos professores claramente já percebeu que eles querem a toda a força passar a contratação de professores para as escolas. Mas, a opinião pública ainda não entendeu bem, pois já várias pessoas que perguntaram afinal o que se passa se são erros de fórmulas, problemas técnicos/informática, etc. O Presidente da Republica está com o governo nisto e até disse que todos os anos há problemas com colocações, baralhando a opinião pública, pois em nenhum dos anos passados houve este caos. Se existir este debate estas ideias têm de ser desmistificadas. O problema deste caos está na BCE que não resolve e só agrava. Quando as pessoas em geral ouvem falar de CI/RR/BCE não sabem ao certo do que se trata. Esta gente tem de ser desmentida senão ficaremos brevemente nas mãos de critérios manhosos. Metem nojo!

      • caditonuno on 14 de Outubro de 2014 at 22:36
      • Responder

      “Quando as pessoas em geral ouvem falar de CI/RR/BCE não sabem ao certo do que se trata.” Eu também começo a ter sérias dúvidas se percebo ou não o que se passa, dada a quantidade de concursos, erros e afins…

      • carmo sousa on 15 de Outubro de 2014 at 18:25
      • Responder

      muito bem este comentário MM o caos foi na BCE foi só falsidade á que lutar para o concurso de professores não seja através da BCE e sim lista única de graduação. O Crato que passe a pasta rua com ele.

    • PFreire on 14 de Outubro de 2014 at 20:58
    • Responder

    A descentralização até faz sentido na medida que possibilitava a cada escola escolher os seus docentes consoante as suas necessidades, por exemplo a necessidade de ter um professor de música que saiba também manusear um programa de música. Muitos são professores de música mas nem todos têm capacidades tecnológicas ou até conhecimentos para ensinar com recurso às tecnologias. Isto até seria vantajoso…, mas o grande problema está subentendido ou seja, reside na falta de INTEGRIDADE e imparcialidade de alguns diretores e seus compadrios. É duvidoso e arriscado colocar nas mãos de determinados indivíduos que apenas ascenderam ao cargo de direção porque não havia mais ninguém interessado(…) e muitos não têm o caráter necessário para desempenhar esse papel, dar esse “PODER” de decisão e interferir com a vida das pessoas, dos professores que muitos têm habilitações superiores a estes diretores, só demonstra irresponsabilidade.Tendo em conta este panorama atual não há condições para a descentralização, e a colocação de professores deveria continuar a ser da competência do MEC, mas pode haver exceção, nos casos residuais que acontecem durante o ano letivo, por exemplo quando um professor entra de baixa médica, ser os diretores a contratar diretamente o professor, o processo de substituição torna-se mais célere.

      • Sofia on 14 de Outubro de 2014 at 21:29
      • Responder

      Concordo com a falta de integridade, o resto não venham com histórias pois se os professores do quadro concorrem sem ter que responder a critérios de seleção os contratados também não deveriam ter. Qualquer uma destas escolas está sujeita a que sejam lá colocados professores do quadro e já cai por terra a “possibilidade de cada escola poder escolher o professor” consoante o que lhe dá jeito.
      Continuo a defender as colocações pela graduação e com uma lista única.

        • PFreire on 15 de Outubro de 2014 at 0:31
        • Responder

        Esse modelo de colocação apenas por GP está obsoleto. Está comprovado que a graduação profissional é obtida ao longo dos anos pela acumulação de tempo de serviço e não de atualização de conhecimento ou competência. Os critérios fazem sentido mas não precisam de ser tantos, esta nova forma precisa apenas de ser aperfeiçoada para se tornar mais eficaz e aplicada a todos os concursos. Por outro lado, é preciso acabar de vez com pacc ou então implementá-la a todos – sem exceção- os que desejam ensinar porque não deveria haver distinção entre professores, todos têm habilitações superiores que validam o seu título, ou não?

          • pf on 15 de Outubro de 2014 at 1:41

          ASSIM PODEM METER OS AMIGUINHOS OU AS PUTAS E CABRÕES QUE QUIZEREM

    • Antoniles on 14 de Outubro de 2014 at 21:06
    • Responder

    O problema foi claramente o MEC voltar a centralizar. A qualidade das escolas só melhora se forem os diretores de escola os responsáveis pela contratação dos professores, em conformidade com a Lei. Mas cabe na cabeça de alguém que a continuidade pedagógica não seja tida em conta na contratação dos professores? Mas qual graduação profissional? Aquela que recém licenciados compram nas Universidades privadas e outros nos Mestrados que lhes dão Habilitações Académicas de 18 e 19? Incompetentes!!! Vocês os Arlindos e sindicatos que defendem uma bem paga graduação profissional, os exDGAEs dos Casanovas e as suas lindas circulares, …

      • LM on 14 de Outubro de 2014 at 21:39
      • Responder

      Caro colega, ninguém recém licenciado consegue lugar de contratação… os casos, se não são nulos, são raros. Colegas com 5 anos de serviço e mais estão desempregados à mais de dois anos. Deveria informar-se um pouco mais. Quanto à autonomia das escolas, sendo os nossos políticos um exemplo do povo que temos, a corrupção seria demasiado pesada para termos um bom ensino. Tendo lugar cativo dá aso à “preguicite” entre outras coisas mais, não é verdade? O que conta é o “amigo” bem colocado que temos e não o profissionalismo… é uma pena.

      • fartodisto on 14 de Outubro de 2014 at 21:48
      • Responder

      Oh e se fosses dar banho ao cão seu vendido… está-se mesmo a ver que tipo de formação tiveste e por onde andaste a dar aulas nos últimos tempo… este ano ainda não te saiu a sorte grande?

    • Cecília on 14 de Outubro de 2014 at 21:12
    • Responder

    Concordo na integra!!! É urgente desmistificar toda esta questão, sob pena de no próximo ano voltarmos a viver este pesadelo. Faça-se o que for preciso, e podem contar comigo, para ajudar a esclarecer o que realmente provocou este caos nas colocações. As sucessivas injustiças afetaram logo os colegas que foram colocações na CI em 9/09/2014. Muitos ficaram a centenas de KM de casa e por serem retirados da 1ª BCE( apesar de continuarem a aparecer nas listas ordenadas das várias escolas a que concorreram), perderam a oportunidade de ficar nos horários, disponíveis, proximos da àrea de residência,e, muitos deles completos e no mesmo grupo de recrutamento (foi o que aconteceu no meu caso e com muitos outros colegas claro).

      • Sofia on 14 de Outubro de 2014 at 21:31
      • Responder

      Plenamente de acordo e que seja revogada a lei da vinculação semiautomática e quês e acabem com as reconduções.

        • fartodisto on 14 de Outubro de 2014 at 21:56
        • Responder

        Sofia… o que me parece urgente é que procures um psiquiatra e que te trates o mais depressa possível. Ainda deves ir à tempo!
        Então queres acabar com a vinculação semi-automática? Eu, apesar de não estar em situação de vincular ficarei contente com essa norma. Até acho que deveria ser melhorada para permitir corrigir certas injustiças, mas acabar com ela? As vinculações extra Ordinárias são melhores??? Nop!
        E qual é o teu problema com as reconduções? Damm

          • sofia on 14 de Outubro de 2014 at 23:32

          Desculpa não estou aqui para insultar ninguém mas apenas para trocar ideias. Considero injusta a vinculação semi automática tinha 13 anos completos e anuais e quebrei por 20 dias. há dois anos. Tenho o direito de expressar a minha opinião. Colocações pela lista ordenada com as vagas reais apuradas.
          Assim aconselho “fartodisto” se estás farto vai tu ao psiquiatra!!!

          • sofia on 14 de Outubro de 2014 at 23:34

          E já agora é o meu problema das reconduções é ver colegas mil lugares atrás de mim serem reconduzidos e eu não. Achas justo. Lista ordenada pela graduação!!!!! Deves ter sido um bafejado pela sorte das reconduções….

          • pf on 15 de Outubro de 2014 at 1:44

          CONCORDO PLENAMENTE

          • fartodisto on 15 de Outubro de 2014 at 10:53

          Sim, fui reconduzido algumas vezes (nunca em teips ou autonomia). O meu “segredo”: TOTAL DEDICAÇÃO E COMPETÊNCIA! Tenho dito.

          • QZP0 on 15 de Outubro de 2014 at 10:50

          Oh Sofia… e se não tivesses quebrado por 20 dias e estivesses para vincular serias contra a norma? E se tivesses tido a “sorte” de ser reconduzida serias contra? Sempre poderias dizer que não aceitas a recondução… gente egoísta, hein

    • maria on 14 de Outubro de 2014 at 21:43
    • Responder

    Mas porra, ninguém percebeu ainda que o problema que existe é por se tentar essa descentralização? Concordo em absoluto. A esmagadora maioria dos Directores infligia os critérios, esta foi uma fola (mal pensada e mal operacionalizada) de controlar os erros dos directores. Iniciem a contratação em julho.

      • ptr on 14 de Outubro de 2014 at 22:40
      • Responder

      Desde quando o Cavaco sabe o que se passa com o País?

    • MTF on 14 de Outubro de 2014 at 22:46
    • Responder

    Agora já é tarde, os sindicatos e os partidos da oposição fazem-lhe um manguito!!!

    • incorporeo on 14 de Outubro de 2014 at 22:54
    • Responder

    Realmente, só mesmo um anjinho para dar de bandeja a “liberdade” ás escolas para contratar.
    Além de ser de uma falta de imaginação confrangedora, é de uma ingenuidade atroz pensar que os ‘directores’ ou as direcções escolares são o supra-sumo da idoneidade!
    Quem iria supervisionar as Direcções dos Agrupamentos? Só se abrissem vagas para inspectores escolares e o sistema de supervisão passasse a ser mais eficaz.
    Sem considerar que um director de uma escola pública é um professor que optou por exercer um cargo burocrático de gestão. Formalmente não faz carreira nesse pelouro, porque o Sistema não o permite. Nem tão-pouco o Sistema contempla o conceito de progressão de carreira fundamentado na competência para o desempenho de cargos. Tão-somente é considerada a antiguidade. E, objectivamente, antiguidade não é sinónimo de mais competência. Até pode ser, mas não necessariamente.
    E o Sistema funciona assim porquê? talvez pela falácia ideológica do conceito de “gestão democrática” de matriz marxista, que, por não premiar o mérito, tem o lado perverso de proletarizar a classe docente, numa massa uniforme de funcionários indistintos para todo o serviço – burocrático e pedagógico.

    Além de que, no Ensino Público, há um factor intrínseco a este estatuto, do qual as instituições de ensino ditas privadas não têm: as vicissitudes do universo dos alunos, que, devido à sua condição social ou cívica ou por singularidades de saúde, só têm acolhimento em instituições públicas.

    Culpa-se erradamente o problema recorrente dos concursos nacionais. Que só é problema para quem não está para se maçar em estudar um algoritmo eficaz e estável para aplicar num sistema informático capaz. E, convenhamos, tem havido demasiados incapazes no cargo de ministros da educação há décadas.
    Falta algum pragmatismo e objectividade para resolver um problema que é apenas do foro técnico e burocrático.

    Pois que, Ensino e Educação, esse é outro assunto!

    O que é que se faz sem trabalho?

      • Daniel on 15 de Outubro de 2014 at 4:25
      • Responder

      Que arrazoado de banalidades. Deu para perceber que tem os rebentos nas instituições ditas privadas. Boas para eles mas más para a sua excelência lá trabalhar.

      Quanto ao perfil dos alunos, ser professor é ensinar todos (ricos, pobres, inteligentes, preguiçosos…) e tentar que cheguem o mais longe que as suas capacidades permitirem.

      Desde 2008 que a gestão democrática passou à historia.

    • manuela on 15 de Outubro de 2014 at 8:03
    • Responder

    Exactamente!!!

    • LP on 15 de Outubro de 2014 at 12:10
    • Responder

    Quem está fora racha lenha, estão a tentar manipular a opinião pública quando o problema reside unicamente no novo método de contratação que o MEC quis impor a todos. Acabem com a BCE!

      • anag on 15 de Outubro de 2014 at 22:09
      • Responder

      Eu concordo. Esta vigarice da BCE e afins deveria acabar. A única forma justa é se o concurso for igual para todos:pela lista graduada. Deveria começar no interno e acabar nas vinculações semi-automáticas. Mas em todos os concursos deveria contar a graduação profissional. Em meu entender a treta dos 5 anos para a vinculação automática é só para eles poderem manipular as listas.
      A opinião pública está mal informada? Concordo. Mas os professores é que têm de se mexer! Se não o fizerem para o ano vão-nos comer vivos.

Deixe um comentário

Your email address will not be published.

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.

Discover more from Blog DeAr Lindo

Subscribe now to keep reading and get access to the full archive.

Continue reading