Mas sim pela redução de contratados.
Estado reduz despesa com pessoal à custa dos professores
A redução na despesa com pessoal do Estado nos primeiros cinco meses deste ano afetou sobretudo professores, segundo o boletim de execução orçamental divulgado esta sexta-feira pela Direção-Geral do Orçamento.
A despesa com a Função Pública diminuiu 7,2% relativamente ao mesmo período de 2011. O boletim da Direção-Geral do Orçamento (DGO) nota que o principal fator desta redução foi “o comportamento da despesa com remunerações certas e permanentes“, que caiu 6,7%.
A DGO destaca o contributo do Ministério da Educação e Ciência, “devido à redução de efetivos das escolas de ensino não superior“.
A redução da despesa com pessoal, para a qual contribuiu, em maior medida, o comportamento da despesa com remunerações certas e permanentes (-6,7%) – com destaque para o Ministério da Educação e Ciência devido à redução de efetivos das escolas de ensino não superior – e os encargos com saúde 10 (-32,2%) em resultado de diferentes classificações contabilísticas 11 . Em termos comparáveis, o decréscimo da despesa com pessoal seria de 6,5%.
Síntese da Execução Orçamental de junho/2012




8 comentários
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Apenas uma palavra para isto: nojo.
vejam e assinem a petição ppor uma escola publica de qualidade
http://www.peticaopublica.com/PeticaoListaSignatarios.aspx?pi=P2012N26019
Vergonhoso!
Ora vejamos… Eles vêm dar-nos razão afinal!
Então se reduziram o peso das remunerações certas e permanentes… E se sabemos que os únicos que saíram das escolas foram os contratados!
Logo… Eles consideram os contratados como necessidades certas e permanentes!
Sairam e vão continuar a sair. Nuno Crato não descansará enquanto não afastar o último contratado do sistema de ensino.
Tudo foi feito de forma calculista e perfeitamente planeada. Todas as medidas tomadas por este MEC tiveram um único objetivo: acabar com os contratados como forma de reduzir a despesa com pessoal do Estado.
Para isso foi escolhida a classe profissional mais fraca de todas aquelas que trabalham para o Estado: a classe docente do ensino não superior e, dentro desta classe, o grupo mais vulnerável e indefeso- os professores contratados. Porque ele sabia que:
– este grupo de professores nunca iria tomar qualquer medida que afetasse os sistema de ensino (greves, manifestações, etc.);
– os sindicatos nunca iriam desenvolver ações relevantes para defesa dos contratados;
– que estes, quando surgem nas negociações, são apenas utilizados como argumento acessório ou como moeda de troca;
– que, salvo raras exceções, não iriam ter a solidariedade massiva dos professores do quadro;
– que para a sociedade não existem professores do quadro e professores contratados, existem apenas professores, portanto, se os contratados desaparecerem de um momento para o outro, ninguém irá notar.
Não era possível fazer nada disto com outra classes profissionais com poder reivindicativo, como médicos, pilotos, controladores aéreos, maquinistas da CP, nem mesmo com os trabalhadores da recolha do lixo das autarquias
Querem mais provas? Vejam esta afirmação do Casanova:
“Temos de considerar que os professores com vínculo ao ministério da educação devem ter uma atenção muito especial. Não devemos colocar em risco o seu lugar por contratações que vão para além das necessidades do sistema.”
E depois temos aqueles comentários do não existe diferença entre professores e contratados….
Concordo, C3po.
O próprio ministro faz muito claramente a distinção entre contratados e professores com vínculo. Os contratados NÃO SÃO PROFESSORES. Que se lixem… Sinto-me completamente à deriva nesta profissão ( de contratada) não reconhecida pelo MEC. Sempre fomos desprezados pelo sistema e por todos os ministros, mas nunca vi um ministro fazê-lo tão descaradamente. Para mim este ministro foi/é o pior de sempre. Nem a Maria de Lurdes se atreveu a tanto. Tive sempre horário completo durante o seu ministério. Este ano apenas consegui um incompleto e muito provavelmente para o próximo ano nem isso.