FENPROF prossegue conversações com Ministério

A Fenprof prossegue hoje conversações com o MEC sobre o diploma de concursos. A reunião tem início às 15 horas nas instalações do MEC na 5 de Outubro.

Mais logo ficaremos a saber se o MEC cede a alguma exigência da Fenprof ou se mantêm a sua posição de fazer entrar em vigor um documento que no seu ponto de vista está fechado.

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6 comentários

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    • Alguidar da Verdade on 26 de Março de 2012 at 10:35
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    Empenho zero.

    Sou professor contratado há 8 anos. Já trabalhei no continente, Açores e Madeira. Durante sete anos consecutivos, tive sempre horário anual e completo. Excepto este ano…., no qual, fui mais uma das milhares e milhares de vitimas da vergonha monumental que reinou nos concursos de docentes do continente. Só consegui colocação em Fevereiro, num horário incompleto e a 400 quilómetros de casa. Com honestidade e sem falsa modéstia, fui sempre um profissional extremamente dedicado nas escolas onde trabalhei. Em 7 anos de docência, faltei apenas um dia, com artigo 102. Ofereci disponibilidade total para as tarefas que me propunham, mesmo realizando horas a mais, que sempre soube que nunca me seriam remuneradas. Acreditei no brio profissional, na honra e na dignidade. Mas este ano a vida deu-me uma grande lição. Eu estava errado. Não vale a pena o empenho. Quem se dedica é BURRO….!! Primeiro foram o fecho das escolas, onde apenas os números contaram, mais nada. Depois veio a avaliação docente, repleta de malícia, habilidades manhosas, cunhas camufladas e notas injustas e viciadas. Vieram também as escolas TEIP e com Autonomia, onde só a consegue entrar quem tem CUNHA, mesmo que seja um péssimo profissional. Mais tarde foram as escandalosas bonificações que resultaram das avaliações manhosas e que permitiram ultrapassagens gigantes nas listas de graduação de contratados…!! Tudo isso fui aguentando. Mas este ano foi demais….!!! Primeiro foram os erros (amplamente conhecidos) da plataforma electrónica da bolsa de recrutamento, que injustamente, no primeiro período, transformaram horários anuais em temporários e beneficiaram quem tinha…MENOS graduação…!!! Depois foram as ofertas de escola das TEIP e Autonomia onde os critérios foram simplesmente um VÓMITO NAUSEABUNDO E VIGARISTA….!!!!!! E agora, para terminar a cereja no topo do bolo, foi esta cena da primeira prioridade para quem trabalha no privado….!!! PARA MIM, chega…!!!! ACABOU O EMPENHO, A DIGNIDADE E A HONESTIDADE. FIM!!!! Desde que comecei a trabalhar (em Fevereiro), deixo simplesmente os dias passar, adoptei a lei do menor esforço, desisti de procurar estratégias motivadoras, esqueci a pontualidade, abandonei a pesquisa domestica de material didáctico. Simplesmente exerço serviços mínimos. Se a garotada aprendeu, óptimo. Se não aprenderam, paciência. Nem quero saber. Limito-me a esperar pelo dia 23 para a minha conta bancária aumentar. Quem nos governa NÃO MERECE o nosso profissionalismo. E o CRATO, vai ficar na história, como o ministro mais injusto da educação portuguesa. TUDO DITO. Assim querem, assim terão.

      • DESILUSÃO on 26 de Março de 2012 at 11:35
      • Responder

      Colega,

      Concordo em pleno consigo, para quê tanto empenho e sacrificios para depois nos darem com os pés? nos concursos , há dezanove anos, que só assisto a injustiças; vejo os mais novos a lecionar ao pé de casa anos a fio e os mais velhos a fazer 300 km de estrada diáriamente, ao fim do mês não resta nada… que se lixe! a minha motivação já era… é assim que querem é assim que vai ser….

    • teresa maria almeida on 26 de Março de 2012 at 14:05
    • Responder

    Infelizmente os colegas têm razão. é uma vergonha. Quando se pensa que as coisas vão melhorar aparece sempre alguma coisa que atira a pessoa mais para baixo. As reconduções, a existirem são uma vergonha e não vejo os sindicatos a fazerem nada. Claro. elas não fazem o que devem junto do MEC e depois vêm apelar a greve, sendo que eles fazem parte de estrururas em que além de não trabalharem tem mais de 3.000,00 mensais como é do conhecimento público.

  1. Há demasiados compromissos e interesses em jogo.
    Não acredito que o ME e a FNE aceitem adiar ou alterar a bosta de acordo.

    Em boa verdade, a Fenprof também se lembrou demasiado tarde que há contratados que são gente e não moeda.

    • sandra s. on 26 de Março de 2012 at 17:45
    • Responder

    Concordo com o Alguidar da Verdade. Só uma pequena diferença nos separa: leciono há muito mais tempo e quando tinha 8 anos de serviço, como o colega, ainda tinha esperanças… este ano só consegui 1 horário incompleto. Actualmente faço apenas o indispensável e tenciono fazer o mínimo. Não há respeito nenhum pelo nosso trabalho. O mec e os sindicatos estão a borrifar-se para os contratados e a prova disso é que CONTINUAMOS CONTRATADOS e cada vez mais precários. Refiro-me aos docentes que ainda têm sorte de não estarem, já, no desemprego, mas é uma questão de tempo….
    Parece impossível que TODOS OS QUE REPRESENTAM OS PROFESSORES ASSISTAM a esta degradação profissional e aceitem propostas cada vez mais penalizadores e precárias.
    Uma boa parte dos contratados que ainda está a trabalhar este ano, NUNCA MAIS VOLTARÁ A TRABALHAR. Portanto, todos deviam fazer o mínimo que deveria ser: atribuir a todos os alunos 3 ( no básico) ou 10 valores (no secundário)

    • Antónia Clara on 26 de Março de 2012 at 21:17
    • Responder

    Olá
    E então os nossos sindicalistas deverão repensar por que razão tantos professores contratados e do quadro, situados a meio da carreira abandonaram os sindicatos!

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