A avaliação docente. Um problema que ninguém quer abordar

 

A avaliação docente, como se faz neste momento, é uma abominação que nada avalia. Todos falam mal dela, ninguém a quer, mas todos se tentam aproveitar dela.

Dito isto, como se poderá realizar? Esse é o problema, ninguém se quer chegar à frente com uma proposta realista e que, de facto, avalie.

Os docentes são pagos para cumprirem os seus deveres, inscritos nos artigos 10.º, 10-ºA e 10-º B do ECD, está tudo lá. O problema é como medir esses deveres. Mas acima de tudo, perceber que se só se cumprir o que lá está escrito, nada mais se faz do que aquilo para que nos pagam. Para se ser Muito Bom ou Excelentíssimo é necessário fazer mais e muito mais do que só que é o “dever”.

Comecemos a discussão por aqui e vamos avançando e vendo quem se atravessa. final os docentes são especialistas em avaliação e passam muito tempo a avaliar alunos…

ATENÇÃO: ISTO É UMA PROVOCAÇÃO. SE NÃO FOREM OS DOCENTES A ARRANJAR UMA SOLUÇÃO, OUTROS A ARRANJARÃO E NÃO SERÁ A NOSSO GOSTO.

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35 comentários

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    • Maria Guedes on 3 de Novembro de 2024 at 9:18
    • Responder

    A Avaliação docente é ambígua no seu valor final

    1- Teoricamente ,o docente ter aulas observadas externas (refreshing de colegas…) parece-me bem.
    2- O que está em causa é essa avaliação ser, maioritariamente, convertida em Bom, por haver quotas para os acólitos da Direções em QE . Raras vezes esta regra foi quebrada, digo eu!
    Aliás é interessante ver Excelentes fundamentados na avaliação final , convertidos em BOM…
    3- A nota da Avaliação Externa (e a Avaliação Interna) a formação específica na área (e não formações para despachar as horas de lei por escalão) constam no Igefe ,para que os processos sejam transparentes: parece-me bem e devem ser de consulta pública!
    Se não houvesse quotas, deixaria de haver essa discriminação dos Muito Bons transformados em Bons (os Excelentes são difíceis de aplicar) O que é a Excelência em qualquer área do ensino regular? Seguir fielmente as diretivas do MECI e dos Diretores? O que é ser Inovador para o MECI ?
    Vou dizer , para muitos, uma aberração: por que não haver uma prova externa para os Excelentes?
    Docentes Muito Bons ,conheci , EXCELENTES?…depende do que consideram no nosso ensino atual a Excelência…dar aulas a alunos carenciados e ajudá-los a vislumbrar um horizonte para o futuro, mesmo sem aprenderem os Lusíadas, exceto o título e o feriado …mas terem a sua refeição na escola , o convívio com colegas e o meu afeto como DT sempre presente: Nunca tive MUITO BOM de nota final (não há quotas) , mas bilhetes dos alunos de agradecimento, tenho muitos.

    • Escola da paz on 3 de Novembro de 2024 at 9:33
    • Responder

    Tem toda a razão.Os sindicatos e as associações de professores deviam discutir esta questão fazendo encontros com profs do básico e secundário e os das universidades especialistas na área.É preciso ouvir os professores.
    Até o próprio MECi o devia fazer auscultando os profs através das estruturas regionais, promovendo debates sobre o assunto.
    Mas não, tal como o Rui diz, QQ dia vem aí uma solução de cima, sem discussão ou auscultação. Autocrática.
    Eu não sei muito sobre o assunto. Quer dizer nunca o estudei ao nível de especialista, mas parece me que o modelo devia ser mais cooperativo. Os professores estão sozinhos na sua avaliação, no seu desempenho. Ora eles estão organizados em grupos disciplinares e departamentos. Então por que é que a avaliação não pode ser por departamento. Talvez assim os professores colaborassem uns com os outros, se ajudassem. Onde um tem falhas, os outros podem ajudar a melhorar. Uns são bons a preparar aulas, outros a executa las. Uns controlam bem a indisciplina, os outros ainda não. Uns são muito bons do ponto de vista relacional, outros ainda não. E assim sucessivamente. Um modelo de ajuda, de cooperação.
    A universidade só nos dá as bases. E algumas de vão de escada, nem isso. É na prática que os professores se formam. Com modelos , com ajuda.
    Há em todos os departamentos professores de referência que pela sua formação, pela sua experiência podem ser motores de desenvolvimento dos outros. Então por que não aproveita los ?
    Devia ser criada em cada departamento uma cultura de desenvolvimento profissional e as pessoas ajudarem se umas as outras. Terem brio umas nas outras. Em vez de andarem a competir de forma malvada umas com as outras. Talvez as escolas melhorassem e fossem locais de desenvolvimento, em vez do que são. Terrenos sinistros e estéreis de onde as pessoas querem fugir assim que podem.
    Não sei se me faço entender?
    Será que há na Europa ou no Mundo um modelo destes? Que faça das escolas um local de paz e de felicidade para os que lá trabalham ? E consequentemente aprazível e atrativo para os alunos…

      • Pateta, o cão com ganas de herói. on 3 de Novembro de 2024 at 20:49
      • Responder

      A Universidade só dá as bases? What a F*!!!
      Depende da Universidade. A minha era mesmo Universidade!
      Nas outras licenciaturas (medicina, engenharia, economia) ninguém diz isso!
      Anormalidades ditas para encher bolsos a maiatos, institutos da treta, gabinetes da parra e centros deformadores!

        • Humildade é preciso. E educação tbm. on 4 de Novembro de 2024 at 9:21
        • Responder

        Pateta estás muito verde. E falta te humildade para aprender. Nunca serás grande prof!
        Achas que um engenheiro, um advogado e mesmo um médico, com 8 anos de estudo, se formam na universidade. Pateta, as pessoas formam se na tarimba, trabalhando no duro. Nas fábricas, nas empresas, nos hospitais, nas escolas.
        Vai ver se há estrelas no céu e mudar o teu país.

    • Mainada on 3 de Novembro de 2024 at 10:13
    • Responder

    ECD pré-Lurdes Rodrigues. A maioria das profissões aguenta as avaliações porque não adianta não aguentar. Os professores não, os professores têm vontade de ser avaliadíssimos e discriminidassímos em categorias e querem escrever teses, sempre passíveis de revisão, em torno da coisa. Os professores são estranhos…

      • Mainada on 3 de Novembro de 2024 at 10:29
      • Responder

      * discriminadíssimos (suspiro)

    • Wind on 3 de Novembro de 2024 at 10:21
    • Responder

    – Poderiam acabar com a estupidez do (Revela/Não revela) do Artigo 9º.
    – Poderiam acabar com o estúpido limite de 1/5 das ACD.

    Formação é formação! Se não é válida, não a certifiquem! Parece que quem frequenta a maldita formação pela noite dentro, depois de um extenuante dia de trabalho cheio de ruído, é um criminoso!

    Um docente pode cumprir o seu serviço letivo e administrativo (sim, administrativo, não me enganei…) com todo o empenho que, se não participar em projetos ridículos e se não fizer “flores”, nunca irá ter mais que a “chapa 3” do Bom. Sei do que falo porque é o que me acontece sistematicamente. E também já fiquei sem o “Muito bom” porque era necessário para a colega “x” ou “y”. mas para mim nunca é necessário.

    Por estas e por outras, não estou para esperar a morte até aos 66,7 anos. Aos 60, Bye-Bye, que se faz tarde. Quero lá saber das penalizações…

      • Teresa on 3 de Novembro de 2024 at 10:45
      • Responder

      Wind está muito certo no que disse.
      Eu já pedi, há 6 mesas, reforma por incapacidade e não me foi atribuída. Tive que ir trabalhar 31 dias seguidos, depois meti
      9 dias de atestado, porque tive um problema e passei 14h em duas urgências a repor os níveis de oxigénio no sangue e como já era Julho voltei e ainda fui destacada como suplente para vigilância de exames.
      Fui QZP até aos 64 anos, que atualmente tenho. Por lei fui obrigada a concorrer e fiquei QA em outro concelho, que me obriga a fazer 72kms diários de viagem. Como comecei a não aguentar por dores osteoarticulares e cansaço físico a meio sa semana comecei por meter atestado de1 dia, depois 2 dias e depois resolvi meter um mês e já vou no segundo mês. Levei uma alta batelada no ordenado do mês de Outubro de mais de 400€ e só faltei 8 dias de Setembro. Quero ver agora o ordenado de Novembro o que para aí vem.
      Mas, como o colega diz, primeiro está a minha saúde. E também estou a pensar pedir reforma no final deste ano letivo. Tenho agora 40 anos de carreira contributiva.

        • Regras on 3 de Novembro de 2024 at 11:53
        • Responder

        Em casos de baixas prolongadas (ou seja, a partir do segundo mês) não se desconta nada, exceto, claro, o subsídio de alimentação, já que quem está doente, está tão doente que deixa de ter forças para se alimentar. No primeiro mês, sim, descontam-se os primeiros três dias, o que, aliás, acontece de igual forma se meter, hmm, três dias.

          • Regras on 3 de Novembro de 2024 at 12:04

          Só para esclarecer: isto é informação provinda de uma chefe de secretaria.

          • Bekas510 on 3 de Novembro de 2024 at 15:23

          Desculpe, “não se desconta nada”????
          A quem? Aos da CGA? Pois, por isso não deixam quem já pertenceu ser reintegrado ….

          • Regras on 3 de Novembro de 2024 at 17:05

          Ah, ok. Deve ser e não está bem, só que não é culpa minha, nem de ninguém que tenha a CGA. A propósito, a Teresa deve ter a CGA, pelo que a informação continua válida.

      • Sophie on 3 de Novembro de 2024 at 13:02
      • Responder

      Está certíssimo! A avaliação e a importância desmesurada que lhe dão hoje em dia também devia fazer refletir. Será assim tão importante? Será a avaliação que faz as pessoas trabalharem melhor? É assim tão importante ser-se excelente ou fazer bem o trabalho de todos os dias? É justo que a avaliação impeça a progressão na carreira?
      Concordo com a idade dos 60 para a reforma. Deviamos começar era a pensar em maneiras de o fazer sem termos assim tanta penalização!

        • Carne para canhão político. on 4 de Novembro de 2024 at 9:26
        • Responder

        Sophie, deixa te de sonhos espúrios.
        70 será a tua idade da reforma.
        Pois se ela já está nos 65 e 7 meses no PX ano.
        Vão sugar te até ao tutano, pois nem professores, dignos desse nome já há, só assalariados descartáveis. Carne para canhão político.

          • Mainada on 4 de Novembro de 2024 at 10:41

          Sophie, não ligues à voz da bile. Já agora, 66 e 4 meses é o correto, 66 e sete meses no próximo ano. A propósito, também concordo com a reforma aos 60, há azar?

    • VG KREDIT on 3 de Novembro de 2024 at 10:42
    • Responder

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    • A.silva on 3 de Novembro de 2024 at 14:31
    • Responder

    TRANSPARÊNCIA

    Devia ser obrigatória a divulgação da avaliação atribuída a cada docente.

    Aí se veriam, ou não, os filhos e enteados

      • Maria on 4 de Novembro de 2024 at 15:31
      • Responder

      De que têm medo os professores?
      Trabalham como quando se firmaram. Poucos pro uram formação.
      Nas escolas há imensa incompetência. Sei do que falo

    • maria on 3 de Novembro de 2024 at 16:15
    • Responder

    Avaliação docente?! Qual avaliação , porra!

    Três exemplos
    a) o sr. nogueira – mesmo sem ser professor – “progrediu” sempre; e com elevadas classificações
    b) a rosalina teve um excelente, à sombra de três fabulosos “projectos” : um pinheirinho de natal; plantou uma azinheira no dia da árvore; fez e colou na janela dois cravos de papel no 25 de abril.
    c) o Professor de Liceu , um sábio mas sem tempo para estas palhaçadas, contentou-se com um bom .

    ( nota : a Rosalina, imberbe, abocanhou a vaga da cota atribuída ao seu ajuntamento. Cá pela planície é assim )

      • Farto de merdices on 3 de Novembro de 2024 at 20:42
      • Responder

      Os docentes já foram avaliados numa boa Universidade!
      Os diretores também precisam de regressar à sala de aula para ver que é pela prática que se atinge um saber consolidado na área pedagógica!

        • Assalto ao poder on 4 de Novembro de 2024 at 9:29
        • Responder

        Luta mas é para mudar o modelo de gestão e deixa te de merdices.
        Num modelo cooperativo, em equipa, rotativo, até tu vais para lá experimentar as cadeiras deliciosas do poder.

    • maria on 3 de Novembro de 2024 at 17:46
    • Responder

    quota

    • Sábio do Liceu on 3 de Novembro de 2024 at 19:04
    • Responder

    Mas “estas coisas” não era para estarem resolvidas em 90 dias?

    • Nando on 3 de Novembro de 2024 at 19:06
    • Responder

    Acabem com os avaliadores externos tal com esta. Coloquem avaliadores externos das universidades. Esses não vão avaliar de borla e serão mais rigorosos.

      • Mainada on 3 de Novembro de 2024 at 19:14
      • Responder

      Porque os professores universitários são o exemplo acabado da perfeição!

      • É o modelo, estúpido! on 4 de Novembro de 2024 at 9:31
      • Responder

      Muda mas é o modelo de avaliação, estúpido!

    • Paula Ferreira on 4 de Novembro de 2024 at 8:40
    • Responder

    Avaliação Docente
    O reconhecimento do mérito profissional é fundamental para a realização profissional e pessoal de todo o individuo. Por isso, também na docência é necessário um sistema de avaliação para que o desempenho docente não tenha como medida a “tábua rasa”.
    Neste sentido, e verificando que a avaliação a que todos os professores foram, são e serão sujeitos num momento da sua carreira profissional (o estágio pedagógico), nunca foi questionada por nenhum dos avaliados (já que reconhecem autoridade científica e pedagógica no avaliador), apresento a seguinte proposta de avaliação para a obtenção de Muito Bom ou de Excelente.

    1. A requisição de um avaliador externo solicitado pela via administrativa da escola/ agrupamento em que se insere o docente que está integrado
    a.   Numa bolsa de avaliadores, sob a alçada direta do Ministério da Educação, avaliadores estes que terão uma formação específica para o efeito, que deixam de exercer a docência (como acontece com os inspetores de educação que, na generalidade, são professores que se candidatam a inspetores – com carreira própria – e que abandonam da carreira docente) e que são responsáveis pela avaliação de docentes de acordo com uma área geográfica previamente definida.
    ou
    b.   Numa bolsa de avaliadores pertencentes a universidades que resultaria de um protocolo estabelecido entre o Ministério da Educação e as universidades. Estes avaliadores podem ser os orientadores de estágios pedagógicos já existentes (docentes universitários) que lecionam nos mestrados em educação.

    2. A avaliação deve ser transparente por isso os resultados dessa mesma avaliação têm de ser obrigatoriamente públicos.

      • Mudem o azimute. on 4 de Novembro de 2024 at 9:49
      • Responder

      Com tanta parafernália para que a avaliação se dê, a escola e os professores não fazem mais nada do que preocupar se com a sua avaliação. E os alunos e o ensino onde ficam?
      Vamos mas é centrar nos no que é importante. No ensino/ aprendizagem e na cultura de escola. E trabalhar nisso para que a escola seja um pólo de desenvolvimento .
      O prestígio e reconhecimento internos dos professores não se traduzem em excelentes e muito bons nos papéis, os seus pares e os alunos sabem reconhecê – los todos os dias na sala de professores e nos corredores.
      Há outras formas de reconhecer os profissionais como figuras de referência na escola. Esses são no naturalmente, humildemente, como o são os líderes.
      Papéis leva os o vento e só servem para aumentar a vaidade pessoal.
      Mudem o azimute.

    • zé das couves on 4 de Novembro de 2024 at 14:46
    • Responder

    Já é tempo de os portugueses escolherem se querem ter professores ou se querem ter entertainers burocratizados, em especial as famílias e os pais, mas envolve toda a sociedade que não deve deixar um assunto desta importância apenas nas mãos de professores e muito menos nas mãos de políticos manipuladores, tenho dito!

    • PF on 4 de Novembro de 2024 at 18:24
    • Responder

    Para quê a avaliação? É mesmo necessária? Avaliar para definir o quê precisamente? Com que objetivo? Separar o trigo do joio? Quem é melhor e quem é pior? Quem merece progredir e quem não merece? Mas isso já temos. Qualquer outra coisa que se invente vai dar ao mesmo, mudam-se é os nomes.

    • Fozzy on 4 de Novembro de 2024 at 19:40
    • Responder

    Avaliar o trabalho do docente é muito relativo!!! Passa pelo sucesso dos resultados dos alunos e dos projetos implementados dos docentes e desde que não tenha sido objeto de um processo inerente à sua prática durante os 3 anos devia passar automaticamente ao escalão superior. Porquê complicar tanto? Sobrecarregar a máquina e assim justificar ainda mais despesas públicas, ou seja, o que os contribuintes têm de pagar para eleger equipas para “pensar” sobre o assunto? Chega de tanto aproveitamento!

    • Um modelo alternativo a este on 4 de Novembro de 2024 at 20:40
    • Responder

    Bom, já se percebeu pelos comentários, que raros profs conhecem modelos sustentados, alternativos ao vigente.
    Dizem mal, dizem mal, mas é sempre dentro deste modelo. Não apresentam nada de novo.
    Era disso que precisávamos.
    Não é possível debater nada sem conhecimento.
    Caro Guinote, tu que continuas a ler e a investigar, apresenta nos lá modelos de avaliação de professores. Modelos europeus e não europeus . Pra que os possamos debater e construir um nosso.

      • Mainada on 4 de Novembro de 2024 at 23:17
      • Responder

      Os modelos de ensino noutros países, assim como o historial do ensino e aspetos culturais e organizacionais, podem ser tão alenígenas que pode não ter sequer sentido prático debatê-los.

    • Luís on 5 de Novembro de 2024 at 9:05
    • Responder

    Sigam o exemplo dos Açores. É tão simples que só não replicam se houver interesses em cima da mesa.

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