Um Problema a Crescer de Ano Para Ano

Aulas terminaram e cerca de mil alunos nunca tiveram professor a pelo menos uma disciplina

 

As aulas terminam esta sexta-feira para os alunos do pré-escolar e do 1.º ciclo num ano particularmente difícil. Devido à falta de professores, cerca de mil alunos não tiveram aulas a pelo menos uma disciplina.

Sucessivas baixas e aposentações, desde o início do ano, exigiram da direção do agrupamento de escolas Ferreira de Castro, em Mem Martins uma criteriosa gestão.

 

“Há grupos disciplinares onde não conseguimos contratar qualquer pessoa, inclusive não tendo habilitação profissional, portanto somos obrigados a recorrer a medidas de gestão internas, através da redistribuição das horas dos alunos a professores que já têm horários (…)”, diz António Castelo Branco, diretor do agrupamento de escolas de Ferreira de Castro.

 

Nesta escola, há faltas nas disciplinas de Português, Matemática, mas também Espanhol ou Físico-Química. Um cenário que, no país, afetou quase mil alunos que terminaram o ano sem professor a pelo menos uma disciplina.

 

“Existem muitos pais que recorrem a ensino paralelo, ou seja em centros de estudo, ATL’s, explicações para poderem conseguir colmatar as dificuldades de falta de professores e isso acaba por ser, também, um encargo financeiro acrescido para os pais”, conta Isabel Afonso da associação de pais do agrupamento de escolas de Ferreira de Castro.

 

O Governo apresentou já as 15 medidas de emergência para evitar que, como este ano, 325 mil alunos iniciem as aulas com falta de professores. No plano constam também mais horas extraordinárias contratações aceleradas e substituições por mais tempo.

 

“Estamos mesmo empenhados em mostrar que podemos fazer diferente e que o próximo ano letivo tem de começar de uma forma muito diferente daquilo que aconteceu nos últimos anos”, explica Fernando Alexandre, ministro da Educação.

 

Já com os olhos postos no próximo arranque letivo, as aulas que já tinham terminado para a maioria dos anos chegam agora ao fim para os alunos do pré-escolar e do primeiro ciclo.

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8 comentários

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    • sapinhoVerde on 28 de Junho de 2024 at 16:59
    • Responder

    Então não era na área metropolitana de Lisboa, baixo Alentejo e Algarve onde se fazia sentir a falta de Professores????
    Pelos vistos, Oliveira de Azeméis, norte?/centro? também é num muito interior remoto.
    O Exmo Senhor Doutor Ministro da Educação hoje desiludiu-me com o concurso (que não deveria de ser) da MPD, portanto mais vale dois pássaros a voar do que um na mão. Seja Homem e digne-se a pensar porque não há professores, porque os que cá (ainda) estão são cada vez menos.
    Se me respeitarem e ajudarem também estou disposto a ajudar, caso contrário …. Pense nos problemas … nós cá estamos para ajudar.

      • Padre Marx on 28 de Junho de 2024 at 18:03
      • Responder

      Essa Ferreira de Castro é a de Sintra, não é a de Oliveira De Azeméis

  1. Uma medida que também poderia contribuir para atenuar o problema seria certos alunos pararem de massacrar diariamente os professores com a sua indisciplina e, ainda, certos encarregados de educação pararem de lhes apontar o dedo ou, até mesmo, infligir-lhes danos corporais inadmissíveis, fruto da sua própria ignorância.

    • Crocro on 28 de Junho de 2024 at 18:23
    • Responder

    E vai continuar a haver falta de docentes enquanto o sistema de ensino universitário cativo pelos “velhos de restelo” cheios de si, e o governo que sobrevoa…, colocarem entraves para que seja acessível a entrada de docentes profissionalizados noutras áreas poderem formarem-se em grupos de Ensino diferentes sem que tenham de realizar de novo uma licenciatura. Se um docente licenciado em História porque não pode este profissionalizar-se em Espagnol se domina perfeitamente o idioma? Tudo isto é propositado, fica mais barato importá-los do Brasil ou de África ou sabe-se lá de onde…, do que investir nos nossos docentes…tudo isto se vai pagar caro! Ah se vai!!

      • Zé Manel on 30 de Junho de 2024 at 10:06
      • Responder

      Se calhar mais valia tirar logo o curso de espanhol. Uma vez que domina a língua, até lhe daria menos trabalho… Digo eu.

    • Ulme on 28 de Junho de 2024 at 19:09
    • Responder

    Os jovens dinâmicos de 70 anos irão resolver esse problema…

    • Pacote das caldas on 30 de Junho de 2024 at 10:02
    • Responder

    Vai sair mais um pacotão de medidas para a educação… o pacotão da saúde já está a dar “bons resultados”!
    Eleições, como diz a múmia, antes que todos os pacotões comecem a dar “bons resultados”. A múmia sabe do que fala e escreve…

    • 100Prof on 1 de Julho de 2024 at 23:24
    • Responder

    E já alguém questionou a razão? Dei aulas nessa escola e o ambiente é péssimo. Os Professores que já são mobília da casa, são intragáveis. Em 4 meses de aulas, entrei uma única vez na sala de professores e bastou. Espero nunca mais lá regressar.

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