Aqui com mais algumas declarações minhas.
Escolas procuram professores e técnicos especializados para 858 horários vazios

As escolas ainda estão à procura de professores e técnicos especializados para preencher 858 horários e muitos alunos terão aulas com professores não profissionalizados a disciplinas como Informática, Português ou Matemática, alertou o diretor escolar Arlindo Ferreira.
Na terça-feira, os diretores tinham 858 horários vazios por preencher e, “na maioria dos casos, já não existem professores profissionalizados disponíveis para esses lugares”, disse à Lusa o diretor do Agrupamento de Escolas Cego do Maio, Póvoa de Varzim.
Segundo Arlindo Ferreira, o caso mais dramático diz respeito à disciplina de Informática, com “182 horários completos e anuais”, o que poderá significar “cerca de 50 mil alunos sem professor”.
A solução, defendeu, terá de passar por contratar professores com habilitação própria para a docência, ou seja, não profissionalizados, isto porque “até pode haver professores profissionalizados que não tenham concorrido ou que tenham abandonado o ensino e agora tenham descoberto uma vaga à porta de casa, mas serão muito poucos”.
Os dados mostram que a procura de docentes se concentra na região de Lisboa e Península de Setúbal: As escolas de Lisboa tinham, na terça-feira, 74 horários vazios e em Setúbal havia outros 43 horários, segundo a análise feita pelo especialista em educação.
“Os professores não estão disponíveis para ir trabalhar para a cidade mais cara da Europa e receber pouco. Os professores não concorrem para algumas zonas, como Lisboa e o Algarve, e quem sofre são sempre os alunos”, lamentou.
Nesta procura, também se destaca Faro, que anunciou 19 horários de Informática, e o Alentejo, com 21 horários em escolas de Beja, Évora e Portalegre.
As disciplinas mais procuradas são Geografia (73 horários por preencher) e Física e Química (42), mas Arlindo Ferreira considera também preocupantes os casos de Matemática e Português.
“Começamos a ter muita falta de professores nestas duas disciplinas sujeitas a exame, o que aumenta mais as desigualdades dos alunos que terão professores com menos qualidade por não serem profissionalizados”, alertou.
No caso de Português, na terça-feira, havia 26 horários anuais completos para turmas do 3.º ciclo e secundário por preencher.
Segundo as contas do diretor, cada horário poderá dizer respeito a três ou quatro turmas, ou seja, “serão cerca de 1.800 alunos sem professor de Português, que irão ter aulas dadas por não profissionalizados”.
Há nove horários de Português por preencher em escolas de Palmela, outros nove em Sintra e seis em Loures.
A Matemática há outros 34 horários para turmas do 3.º ciclo e secundário que permanecem vazios, destacando-se as escolas da Amadora, Loures, Moita, Odivelas, Setúbal e Sintra.
Na semana passada, o ministro da Educação anunciou que estavam já atribuídos 95% dos horários: Dos 13.487 horários pedidos pelas escolas, tinham sido preenchidos 12.814.
Uma das explicações para a falta de professores estar concentrada no sul é haver mais docentes a serem formados no norte.
Tanto os diretores escolares como os sindicatos de professores têm defendido a criação de um apoio para as deslocações e alojamento de professores deslocados e, este ano, o Governo anunciou a disponibilização de 29 apartamentos a rendas acessíveis, mas os docentes consideram a medida insuficiente.
A falta de professores nas escolas, provocada em parte pelo envelhecimento da classe e pela pouca atratividade da profissão entre os mais jovens, levou o governo a permitir às escolas que selecionassem docentes detentores de cursos reconhecidos como habilitação própria para a docência.




14 comentários
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«Professores com menos qualidade porque não são profissionalizados» LOL dá mesmo vontade de os mandar para um sítio, a saber se estes docentes ditos “profissionalizados” se são assim tão bons como explicam as provas de Exames serem mal elaboradas e classificadas entre outras situações, e também sabemos que na realidade muitos que não são “profissionalizados” têm uma prática de Ensino SUPERIOR aos ditos “profissionalizados” e asseguram perfeitamente as aulas..IRRA que é demais esta gente com « rei na barriga». O que eles têm é RECEIO de perder o privilégio e de serem ultrapassados por quem não é profissionalizado mas mais competente na sua prática docente.
Portanto, para si ser profissionalizado é o mesmo que não ser.
Será então de pensar que ser licenciado é o mesmo que não ser, por essa ordem de ideias.
Sendo assim, para que o quereriamos a si a dar aulas? Mais valia ir buscar o “Zé da esquina” que nos saía mais barato. De preferência aos seus filhos, para serem ótimos profissionais.
Mas por essa ordem de ideias, também não seria necessário aprender nada para ser bom profissional. Bastava nascer e pronto.
Mentalidade burra, típica do interesseiro que tem dor de cotovelo.
Venham eles, esses não profissionalizados mais competentes que nós.
Venham os médicos, enfermeiros, engenheiros, oficiais de justiça, prestador de serviços, trabalhadores do turismo, agricultura e todos os demais “não profissionalizados” baratinhos de países de 3º mundo mas mais competentes contribuir para o progresso do país.
Eu e muitos outros estamos a mandar os nossos filhos “profissionalizados” não tão competentes embora deste país para poderem serem substituídos por esses mais competentes e o país (cof, cof, – as elites) finalmente poder progredir.
*poderem ser
Concordo plenamente com o “JP” do comentário anterior. Sou um desses professores não profissionalizados há 8 anos e vou tirar este ano o Curso de Profissionalização em Serviço porque o ministério reconhece a minha habilitação e a experiência adquirida. Não sinto de todo que tenho menos qualidades que certos colegas profissionalizados, bem pelo contrário. Enquanto ainda houver pessoas interessadas nesta profissão, porque não investir nela?! Enfim….este discurso do “menos qualidade ” não ajuda em nada todo o contexto que estamos hoje a viver.
Nunca, mas mesmo nunca (e não sou como o jamééé), acederei ao porto canal: consideram que só têm inimigos, não adversários.
Fu!
Os não-profissionalizados não são professores e nota-se uma diferença gritante entre eles nas escolas. Alguns até vêm com a mania de que são melhores e tentam sobrepor-se aos verdadeiros professores mas rapidamente são ridicularizados porque o Professor (com P grande) os fazem sentir ignorante na área da Educação.
Queiram compreender que são “professores” temporários, tapa-buracos, e que só emergem porque faltam Professores.
A Escola é para PROFESSORES, não para simuladores de professor.
Meu caro “Cada macaco”, todos nós chegamos a este mundo nus, fazemos cocó, chichi e acabamos todos no mesmo buraco. Você não nasceu com a etiqueta “PROFESSOR” na testa. Seguindo a sua lógica, muitos desses não-profissionalizados tornam-se professores com “P grande” apenas quando se profissionalizarem ? No meu caso, hoje não presto mas daqui 9 meses, quando eu terminar o meu CPS ( Curso de Profissionalização em Serviço) já serei um professor com “P grande”? Mas que pensamento tão mesquinho. Tantas escolas que já corri e nunca senti essa diferença que menciona. Nunca ninguém me ridicularizou e sempre fui bem acolhido e ajudado pelos colegas porque todos nós precisamos uns dos outros.
Se o colega não-profissionalizado vem com mania que sabe mais do que os outros, é po-lo simplesmente no lugar e ponto. Daí a ridicularizar a pessoa, acho uma parvoíce. Estamos aqui todos para o mesmo. Garanto-lhe que os não-profissionalizados que se apercebem do que é ser realmente professor, (sim, porque as tarefas são iguais para todos), não fazem frete, saltam do barco e não aparecem mais na escola. Os que continuam é porque gostam daquilo que fazem. Muitos dos diretores de escola por este país fora são engenheiros , economistas , etc,,, que tiraram a profissionalização posteriormente nos anos 90 e não é por isso que são menos profissionais do que outros. Parem de criar problemas onde não existem.
“Comparanças”
Prefiro mil vezes a lecionar matemática um Engenheiro (verdadeiro) ou um Licenciado em Matemática do que um “Ensino de…” .
No “meu tempo”, foram aqueles universitários que nos ensinaram e não morreu ninguém. Tinham uma respeitável bagagem científica , sabiam comunicar , deixavam-se de “tretas”.
Maria, Tavares, Esteves, Mendes e outros nicks.
Experimente ir a um curandeiro, que é o que havia na Idade Média, em vez de ir a um médico.
Olhe que naquela altura também não “morria ninguém”, pois morriam depois por “outras causas”.
E não se esqueça de levar os seus filhos a um curandeiro em vez de um médico. eles vão adorar.
Deve ser por isso que não aprendeu nada, a não ser disparates e a vomitar ódio neste blogue, como faz recorrentemente.
O problema não é serem ou não professores.
Claro que não tendo a componente da didática, não compreenderão de forma tão elucidada certos processos cognitivos e não adequarão tão bem a sua didática às necessidades dos alunos. Mas é para isso que servem as especializações.
Também não estarão à espera que alguém que não é de uma determinada área específica mas que “arranhe umas coisas na matéria” explique tão bem como alguém especializado (como infelizmente este ministério agora quer).
Mas não quer dizer que não se encontrem alguns bons profissionais que são técnicos e não professores. Mas querer que alguém que não é especializado, por norma, faça um trabalho de tão boa qualidade como alguém profissionalizado, é a mesma coisa que querer que alguém que não percebe totalmente a área possa fazer um trabalho tão profundo como alguém que nela se especializou.
O grande problema aqui, para o ministério, é o mesmo de sempre. Dinheiro.
Como professores recebe por uma tabela. Como técnico ou não profissionalizado recebe por outra.
Tem haver com gastos, que é o que os pulhíticos querem. Gastar menos em Educação para gastar mais em corrupção e compadrios.
Enquanto “comparamos o tamanho”, no recreio da Escola, os Costas vão esfregando as mãos de contentes… Reponham a tónica nos problemas da Classe docente que é o que interessa.
Acabem com os Mestrados porque não servem para nada (de acordo com os simuladores-de-professor).
Basta ter histórias de vida para contar aos meninos e já se é professor…
Para este ministério e ministro, basta uma horinhas numa área e já se ensina tudo.
Uma anormalidade que se pagará bem caro no futuro.
Mas nessa altura já não estarão lá. Quem vier a seguir que feche a porta.