Cerca de 20 mil professores do privado vão receber a partir de setembro um prémio para compensar os níveis históricos de inflação registados no último ano. Este benefício extraordinário — que corresponderá, em média, a 4% da remuneração anual — foi negociado entre a Confederação Nacional da Educação e Formação (CNEF) e os sindicatos da UGT, dirigindo-se aos docentes do ensino não superior (ou seja, até ao 12º ano).
Ago 29 2023
Professores do privado vão ter prémio para compensar inflação
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16 comentários
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Muito bem! 🏅
Aumento extra de 4%, parece-me bem.
…é o privado a segurar os professores. Os EE não estão para pagar e os educandos não terem professores. Cada vez pior o ensino público.
Mais, e trabalham perto de casa. Não têm despesas !..
Acho muito bem.
Acho muito bem, na verdade ganham menos que os seus homólogos do público e são “explorados” pelas entidades patronais, que tem apenas por objetivo aproveitar- se de um mito arreigado em Portugal de que o privado é que é bom. Podemo-nos orgulhar de uma tradição de ensino público não universitário desde 1836. Os privados, apenas querem explorar as vulnerabilidades do público e (sobre)viver a custa deste v.g. contratos de associação!! Viva o ensino publico
Até há uns anos, ainda poderia compreender parte do discurso do ganham menos e do são explorados, atenção, sublinho “parte”! São, foram… opções de vida, têm a vantagem de não viverem na incerteza de onde ficar colocado no ano seguinte, ter ou não horário completo, ficar a centenas de km da família, ser colocado em escolas muito, muito problemáticas…
Tem, e sempre teve, as suas vantagens, se assim não fosse, se fosse assim tão mau, então, estariam a lecionar na escola pública! Mas ainda bem que assim é, contudo, não me contem a história da carochinha! Conheço colegas do privado e sou amiga de vários!
Nem mais.
Bem escrito!! Concordo!! E um subsídio de deslocação para os docentes do ensino público? Isso nunca negociado…
Peço desculpas, mas acho que o discurso do “ganham menos” e “são explorados” é cada vez mais um mito.
Conheço vários casos, em colégios diferentes onde nada disso se passa.
Passo a explicar:
1.º Em primeiro lugar, não houve congelamentos de tempo de serviço no ensino privado. Logo, a gigantesca maioria dos colegas foi progredindo, ao contrário do público. Tanto é assim que alguns amigo que tenho no privado e que estavam em escalões remuneratórios inferiores ao meu, agora estão 2 escalões acima de mim. Progrediram 3 escalões!
2.º Os bons colégios usam a ADD (Avaliação do Desempenho Docente) para compensar os muito bons e excelentes com um prémio pecuniário no final do período em avaliação, e apenas aí de uma só vez. Ninguém deixa de progredir se apenas tiver bom. Não há escalões “travão” como no público. No máximo, não recebe o tal prémio pecuniário. Nada mais.
3.º Tem havido aumentos salariais no privado que, em média, até têm sido superiores aos do ensino público, já que no público temos estado com 0% de aumento ou pouco mais.
4.º No privado, quando há falta de professores e são poucas horas, os colegas recebem horas extraordinárias e resolve-se o problema. Aliás, até o fazem quando um colega falta por algum motivo, e colocam outro que lá está a substituír. Recebe o tempo extraordinário, e costuma ser pago acima do que o é no público.
Claro que nos colégios e escolas tipo “GPS” ou de outros grupos económicos duvisosos e/ou com ligações a partidos ou políticos, ou simplesmente a gente reles, já é diferente. Aí vale tudo, porque, mesmo chamando inspeções, os amigos dos políticos são “intocáveis”.
Mas a maior parte dos privados não pertencem a estes grupos.
Não percebo, assim, do que muitos se queixam. Aliás, conheço é quem queira ir para o privado e não consiga, embora conheça alguns dos colégios GPS que queiram saír de lá, como será de esperar.
Cada vez mais o privado pagará melhor para manter os professores (pelo menos “bons”) lá. O público trata os seus cada vez pior, mais discricionáriamente, discriminando negativamente quem ganha menos face a quem ganha mais, fazendo ambos o mesmo trabalho.
Deve ser por isso que cada vez mais vejo colegas a quererem saír do público, ou mesmo do próprio ensino.
Inadmissível.
Podem ter progressões, mas para atingirem valores equivalentes ao 1o escalão do público têm que estar no 3o escalão do particular. Ou seja, 10 a 14 anos de serviço. Não digam que é melhor, porque ambos os sistemas têm prós e contras.
Não digo o contrário, mas esquecesse de uma coisa.
Não houve congelamentos nem há congelamentos de tempo de serviço.
Por isso, a maior parte dos colegas que estão no privado progrediram e progridem, enquanto os do público ficaram a ver navios.
Sei do que falo. Tenho vários amigos no privado que começaram depois de mim, têm menos tempo de serviço e estão em escalões superiores ao meu, ganhando mais 500 euros do que eu aufiro, porque estão 3 escalões à minha frente.
Não estou contra. O que se pretende é que os professores do público possam recuperar o que lhes foi roubado.
Também há que dizer que no privado não há entraves em nenhum escalão. Não há garrotes no 5.º e 7.º escalões.
Por isso, começando por ganhar menos, acabam por ficar com mais passado algum tempo.
Isto não tem sentido nenhum.
O público parece estar a caminhar para o degredo.
Já estive em escolas privadas (EX: Colégio de Campos) e ganhava mais que no público (pagavam mais consoante o tempo de serviço que tinha), nunca fui explorada. Nem todos os privados são iguais.
No privado ganhava mais que no público.
Eu trabalhei 4 anos no privado e ganhava o mesmo que no público (1.º escalão). Não havia diferença.
E com as horas extra que ganhava pelas atividades extracurriculares ganhava ainda mais 350 euros.
Isto há 5 anos atrás. Não me parece que tenha piorado desde então.
https://eco.sapo.pt/2023/01/25/do-salario-a-progressao-o-que-separa-os-professores-do-publico-dos-do-privado/
Antes de 2022 a diferença ainda era mais evidente.
De qualquer forma, o importante a reter é que tanto no privado, como no público os docentes são mal pagos. O poder de compra nos últimos 10 anos piorou muito. E temos de nos unir e lutar pelos nossos direitos.
Meu caro, isso até podia ser verdade.
Mas os únicos a congelarem fomos nós.
Eles foram progredindo, estando os mesmos a ganhar mais do que os seus congéneres da mesma época, porque estão em escalões superiores.
Tão simples quanto isso.
E já não falo nas horas extraordinárias.
Mas, claro, que concordo que todos ganham mal. Não ponho isso em causa.
Só que os do público, comparativamente, estão piores.
Acho muito bem.
Para trabalho igual salário igual, quer seja no publico ou no privado.
E ser efectivo ou “contratado” o salário deve ter spenas em conta o tempo de serviço/ escalão.