Professores do privado vão ter prémio para compensar inflação

Cerca de 20 mil professores do privado vão receber a partir de setembro um prémio para compensar os níveis históricos de inflação registados no último ano. Este benefício extraordinário — que corresponderá, em média, a 4% da remuneração anual — foi negociado entre a Confederação Nacional da Educação e Formação (CNEF) e os sindicatos da UGT, dirigindo-se aos docentes do ensino não superior (ou seja, até ao 12º ano).

20 mil professores do privado vão ter prémio para compensar inflação a partir de setembro

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16 comentários

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    • Raul Almeida on 29 de Agosto de 2023 at 11:25
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    Muito bem! 🏅

    • Zeco do público on 29 de Agosto de 2023 at 11:27
    • Responder

    Aumento extra de 4%, parece-me bem.
    …é o privado a segurar os professores. Os EE não estão para pagar e os educandos não terem professores. Cada vez pior o ensino público.

    • Irene on 29 de Agosto de 2023 at 12:29
    • Responder

    Mais, e trabalham perto de casa. Não têm despesas !..
    Acho muito bem.

  1. Acho muito bem, na verdade ganham menos que os seus homólogos do público e são “explorados” pelas entidades patronais, que tem apenas por objetivo aproveitar- se de um mito arreigado em Portugal de que o privado é que é bom. Podemo-nos orgulhar de uma tradição de ensino público não universitário desde 1836. Os privados, apenas querem explorar as vulnerabilidades do público e (sobre)viver a custa deste v.g. contratos de associação!! Viva o ensino publico

    • https://cnnportugal.iol.pt/aulas/professores/20-mil-professores-d on 29 de Agosto de 2023 at 13:52
    • Responder

    Até há uns anos, ainda poderia compreender parte do discurso do ganham menos e do são explorados, atenção, sublinho “parte”! São, foram… opções de vida, têm a vantagem de não viverem na incerteza de onde ficar colocado no ano seguinte, ter ou não horário completo, ficar a centenas de km da família, ser colocado em escolas muito, muito problemáticas…
    Tem, e sempre teve, as suas vantagens, se assim não fosse, se fosse assim tão mau, então, estariam a lecionar na escola pública! Mas ainda bem que assim é, contudo, não me contem a história da carochinha! Conheço colegas do privado e sou amiga de vários!

      • João Pedro on 29 de Agosto de 2023 at 14:30
      • Responder

      Nem mais.

      • Carla on 30 de Agosto de 2023 at 12:00
      • Responder

      Bem escrito!! Concordo!! E um subsídio de deslocação para os docentes do ensino público? Isso nunca negociado…

    • Anonimo on 29 de Agosto de 2023 at 14:28
    • Responder

    Peço desculpas, mas acho que o discurso do “ganham menos” e “são explorados” é cada vez mais um mito.
    Conheço vários casos, em colégios diferentes onde nada disso se passa.
    Passo a explicar:
    1.º Em primeiro lugar, não houve congelamentos de tempo de serviço no ensino privado. Logo, a gigantesca maioria dos colegas foi progredindo, ao contrário do público. Tanto é assim que alguns amigo que tenho no privado e que estavam em escalões remuneratórios inferiores ao meu, agora estão 2 escalões acima de mim. Progrediram 3 escalões!

    2.º Os bons colégios usam a ADD (Avaliação do Desempenho Docente) para compensar os muito bons e excelentes com um prémio pecuniário no final do período em avaliação, e apenas aí de uma só vez. Ninguém deixa de progredir se apenas tiver bom. Não há escalões “travão” como no público. No máximo, não recebe o tal prémio pecuniário. Nada mais.

    3.º Tem havido aumentos salariais no privado que, em média, até têm sido superiores aos do ensino público, já que no público temos estado com 0% de aumento ou pouco mais.

    4.º No privado, quando há falta de professores e são poucas horas, os colegas recebem horas extraordinárias e resolve-se o problema. Aliás, até o fazem quando um colega falta por algum motivo, e colocam outro que lá está a substituír. Recebe o tempo extraordinário, e costuma ser pago acima do que o é no público.

    Claro que nos colégios e escolas tipo “GPS” ou de outros grupos económicos duvisosos e/ou com ligações a partidos ou políticos, ou simplesmente a gente reles, já é diferente. Aí vale tudo, porque, mesmo chamando inspeções, os amigos dos políticos são “intocáveis”.

    Mas a maior parte dos privados não pertencem a estes grupos.

    Não percebo, assim, do que muitos se queixam. Aliás, conheço é quem queira ir para o privado e não consiga, embora conheça alguns dos colégios GPS que queiram saír de lá, como será de esperar.

    Cada vez mais o privado pagará melhor para manter os professores (pelo menos “bons”) lá. O público trata os seus cada vez pior, mais discricionáriamente, discriminando negativamente quem ganha menos face a quem ganha mais, fazendo ambos o mesmo trabalho.

    Deve ser por isso que cada vez mais vejo colegas a quererem saír do público, ou mesmo do próprio ensino.

    Inadmissível.

      • José Silva on 29 de Agosto de 2023 at 15:11
      • Responder

      Podem ter progressões, mas para atingirem valores equivalentes ao 1o escalão do público têm que estar no 3o escalão do particular. Ou seja, 10 a 14 anos de serviço. Não digam que é melhor, porque ambos os sistemas têm prós e contras.

        • António Gomes on 29 de Agosto de 2023 at 21:10
        • Responder

        Não digo o contrário, mas esquecesse de uma coisa.
        Não houve congelamentos nem há congelamentos de tempo de serviço.
        Por isso, a maior parte dos colegas que estão no privado progrediram e progridem, enquanto os do público ficaram a ver navios.
        Sei do que falo. Tenho vários amigos no privado que começaram depois de mim, têm menos tempo de serviço e estão em escalões superiores ao meu, ganhando mais 500 euros do que eu aufiro, porque estão 3 escalões à minha frente.
        Não estou contra. O que se pretende é que os professores do público possam recuperar o que lhes foi roubado.
        Também há que dizer que no privado não há entraves em nenhum escalão. Não há garrotes no 5.º e 7.º escalões.
        Por isso, começando por ganhar menos, acabam por ficar com mais passado algum tempo.
        Isto não tem sentido nenhum.
        O público parece estar a caminhar para o degredo.

    • IAAN on 29 de Agosto de 2023 at 14:37
    • Responder

    Já estive em escolas privadas (EX: Colégio de Campos) e ganhava mais que no público (pagavam mais consoante o tempo de serviço que tinha), nunca fui explorada. Nem todos os privados são iguais.

    • Mico on 29 de Agosto de 2023 at 17:55
    • Responder

    No privado ganhava mais que no público.

    • Luis Tavares on 29 de Agosto de 2023 at 21:13
    • Responder

    Eu trabalhei 4 anos no privado e ganhava o mesmo que no público (1.º escalão). Não havia diferença.
    E com as horas extra que ganhava pelas atividades extracurriculares ganhava ainda mais 350 euros.
    Isto há 5 anos atrás. Não me parece que tenha piorado desde então.

      • José Silva on 30 de Agosto de 2023 at 2:47
      • Responder

      https://eco.sapo.pt/2023/01/25/do-salario-a-progressao-o-que-separa-os-professores-do-publico-dos-do-privado/

      Antes de 2022 a diferença ainda era mais evidente.

      De qualquer forma, o importante a reter é que tanto no privado, como no público os docentes são mal pagos. O poder de compra nos últimos 10 anos piorou muito. E temos de nos unir e lutar pelos nossos direitos.

        • Luís Tavares on 30 de Agosto de 2023 at 20:01
        • Responder

        Meu caro, isso até podia ser verdade.
        Mas os únicos a congelarem fomos nós.
        Eles foram progredindo, estando os mesmos a ganhar mais do que os seus congéneres da mesma época, porque estão em escalões superiores.
        Tão simples quanto isso.
        E já não falo nas horas extraordinárias.
        Mas, claro, que concordo que todos ganham mal. Não ponho isso em causa.
        Só que os do público, comparativamente, estão piores.

    • sapinhoVerde on 30 de Agosto de 2023 at 7:12
    • Responder

    Acho muito bem.
    Para trabalho igual salário igual, quer seja no publico ou no privado.
    E ser efectivo ou “contratado” o salário deve ter spenas em conta o tempo de serviço/ escalão.

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