O estado da luta
Por vezes parece que vivemos numa sociedade esquizofrénica quando não se estipulam prioridades e o acessório é a nossa principal preocupação.
Quando não se conseguem definir objetivos de luta específicos e se fazem listas infindáveis que justifiquem uma greve, como única arma de de luta, mas cujo efeito é incipiente porque não se percebe quais são as verdadeiras preocupações.
Parece-me francamente incipiente uma greve, sem considerar a manifestação com adesão de grandes proporções, que conseguiu derrubar ministros, intenções dantescas e teve resultados práticos. Ou mesmo usufruir dos meios de comunicação social que são hoje o principal veículo para chegar às massas e derrubar mentiras instaladas.
Questiono-me se damos tudo como um dado adquirido, se aceitamos tudo sem questionar e se vemos tudo sem qualquer tipo de volta a a dar.
Fico estarrecida com os sindicatos adormecidos, que defesa pelos nossos direitos seja praticamente inexistente e os resultados efémeros.
Questiono-me muitas vezes se realmente temos estruturas sindicais que nos defendam, intercedendo pelos nossos direitos.
Questiono-me há anos o porquê de a questão do tempo de serviço não recuperado, não ter sido enviada para tribunal europeu, instância máxima que poderá decidir sobre as discriminações de que somos alvo.
Questiono-me porque não foram encetadas lutas fortes antes da aprovação do orçamento de estado.
Questiono-me porque outra classe profissional da função pública teve direito à recuperação de tempo de serviço e nós não.
Questiono-me ainda porque outras classes profissionais na função pública tiveram direito a aumentos de 100 € e nós não.
Continuo a questionar-me onde andavam os sindicatos que não apareceram em qualquer meio de comunicação social a demonstrar o seu completo desagrado e a injustiça gritante de que somos alvo.
Questiono-me também onde se encontram as greves ao trabalho extraordinário que não têm ainda mais implicações no nosso vencimento, mas têm a capacidade de bloquear a engrenagem escolar.
Questiono-me que gostaria de ver todas as minhas dúvidas esclarecidas para que em vez de uma teoria cheia de interesses escondidos, passássemos a ter resultados práticos.
É hora.
Autor que pediu anonimato



8 comentários
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Subscrevo absolutamente as suas questões… E mais esta: há uma inscrição – publicada nesta e outras pataformas a decorrer – para uma reunião aberta a TODOS no dia 1 de Dezembro, onde podemos e devemos apontar soluções de luta. Eu já me inscrevi. Participarei na forma de luta que se apontar como mais viável! Em qualquer que seja.
E vocês?
O que vejo, na minha diligência por estes blogues, é que todos apontam falhas aqui e ali, mas poucos são os que aderem ao que está pronto para andar… Neste caso, relembro: há pré avisos de greve de dia 9 a 16 Dezembro, mas antes disso, há uma reunião aberta a TODOS. Até agora, não vejo mais nada a ser feito, então peguemos no que está à nossa disposição e ajamos… Ou vamos ficar a opininar apenas do lado da escrita em ecrãs?
Hoje mesmo enviei um email aos principais sindicatos a pedir a UNIÃO destes, a convergência necessária à nossa mobilização confiante.
Fica aqui o desafio para que TODOS vós possam fazer o mesmo.
Não precisamos de mais críticas, por mais belas e líricas que possam ser. Precisamos de ser UNOS – Sindicatos e Professores.
Foi assim que os enfermeiros conseguiram. Uniram-se! Voilá!
Bravo, isso mesmo, é tempo de união e não divisões. Também me vou inscrever, obrigada por divulgar.
Há greve ao sobretrabalho pelo que tem andado nesse ponto distraído. No resto os sindicatos andam adormecidos, assim como, a maioria dos colegas.
Greve essa que teve início praticamente no fim de Outubro. Logo não está assim tão distante da realidade.
Os sindicatos já andámos adormecidos há muito tempo. Tempo demais. Não podemos, nem devemos esperar mais tempo. É hora de arregaçar as mangas e ir à luta. Façamos manifestações, greve, vamos para a comunicação social. Assim é que não podemos ficar. Todos os direitos que tanto custaram a adquirir estão-se a perder. Tudo por culpa dos professores que continuam a a agir com cordeirinhos obedientes e entregam a sua carreira nas mãos de sindicatos que continuam enerces. O que se passou com a MPD foi uma vergonha. Recuperação do tempo de serviço, aumento dos salários, não abrem a boca sobre nada.
A realidade é nua e crua. Quando se tem um ME, numa perseguição constante aos Professores.
E só tem seu mau desempenho, de prejudicar todo meio Educativo, com novas leis.
Que vai obrigar todos os Professores e do Quadro. A se deslocarem a 20 kilometros das suas Escolas provimento , se os Diretores assim o desejam. E e serão os Professores colocados na área e nas Escolas , que o ME fornecerá.
Como já aconteceu com Professores com doenças incapacitantes, pela nova lei MPD injusta .
– A Luta e União é necessário..
O estado a que isto chegou…
“Há professores que se cansam a meio do percurso, que mudam a meio, que se projetam noutro tipo de missões. O médico é ontem, hoje e sempre“. Presidente da República, no juramento de Hipócrates, citado pelo Notícias ao minuto.
Para ele os professores são uns privilegiados que até podem mudar de MISSÃO! a meio da carreira!!!!
Tenha vergonha “senhor” presidente, os professores também têm dignidade!
Está é na hora de mudar o PR !
E é necessário a união de todos os Professores. Contra esta falta de respeito exagerados , que este Catedrático tem tido nos seus discursos .
Onde se proclama um defensor da classe Educativa. E no fim é enxovalhar todos Professores . E os comparado a peças de puzzle, e os movimentar de um lado para outro
– Os Professores são seres Humanos , que fazem na Educação o dom da aprendizagem e o saber.
– Não são Peças Puzzle !
O PR e ME tem estado com problema psicológico, com todos Professores.