Voltamos à rua, ou fazemos queixinhas ao facebook?

 

Perto de uma centena de docentes receberam o Primeiro-ministro em Matosinhos, local onde estava numa iniciativa autárquica. Professores do quadro que contestavam o concurso de colocação.

Imaginem que na próxima semana, em plena campanha autárquica, saíssemos à rua, pelos concursos justos, pelas ultrapassagens na carreira, pelo fim das quotas, por uma avaliação de mérito, pela democracia nas escolas, pela aposentação aos 60 anos, pelo fim da precaridade docente, por uma autonomia real das escolas, pela alteração dos intervalos horários, por… imaginem que tinham perdido o medo de sair do sofá e davam a cara, na rua, por aquilo que defendem para vós?

Imaginem o que era dar uma lição de liberdade a quem enche a boca quando diz que a defende. Imaginem…

António Costa foi recebido por um protesto de professores em Matosinhos

 

 

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8 comentários

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    • Vanda Serrao on 11 de Setembro de 2021 at 10:09
    • Responder

    Falta aqui uma coisa: Alteração da lei da norma travão! É muito injusto que colegas com menos tempo de serviço, vinculem antes de outros que há quase 20 anos, correm atrás da bem dita vinculação

      • Paula Costa on 11 de Setembro de 2021 at 21:23
      • Responder

      Faz-te à vida e concorre para onde há a possibilidade de horários completos e desembolsa o salário em alojamento e despesas de deslocação durante anos. É bom ficar à espera do “emprego” à porta de casa e depois invocar injustiça. Faz o que muitos fazem, andaram pelas ilhas, pelo Sul. Passaram por muito e agora é justo que te passem à frente. Injustiça é achares que o teu umbigo é o centro do mundo. É por pensamentos mesquinhos e desajustados da realidade que os professores andaram sempre a aqui a lutar contra si próprios. Outro tipo de formação teria evitado isto.

    • Acordem! on 11 de Setembro de 2021 at 10:27
    • Responder

    Lei?!
    …numa profissão onde a única Lei é não haver Lei alguma!
    O ME faz o que quer e os diretor@s, idem. Sem qualquer escrutínio democrático.
    Os professores estão para este sistema como os judeus para a Alemanha dos anos 30…
    A solução final foi idealizada pela famigerada mlr e está agora em pleno.
    Pensem só nisto: quando todos os professores sofreram BRUTAIS cortes de rendimento ( final da primeira década deste século) os diretores (quais kapos do século XXI) tiveram aumentos de 100%, leram bem, 100%! O que esperavam deles? Não há almoços (aumentos) grátis.

    https://capasjornais.pt/Capa-Jornal-Publico-dia-12-Agosto-2018-9909.html

    • Manuel on 11 de Setembro de 2021 at 12:36
    • Responder

    Se os sindicatos se unissem TODOS pelos professores, como no passado, tenham a certeza de que todos os professores saiam à rua. Mas, o que vemos?

    O Stop? Isolado. Os sindicatos do regime têm medo da sua sombra porque sai do alinhamento do Status Quo.
    A Fenprof? As “lutas” intestinas do PCP e os seus jogos de bastidores com o PS pelo controlo de poder abafaram o sindicato. Ver o Mário Nogueira, obediente, a bater em retirada é confrangedor…
    A FNE? A papel a que o sr Dias se tem prestado é igualmente confrangedor e a mim provocam vergonha alheia. A FNE faz jogo duplo. Ora vai de braço dado com a Fenprof em arruadas, ora, quando se chega a vias de facto, dá o dito por não dito, e atraiçoa os professores descaradamente. Só para não ficar na fotografia com o PCP e o Bloco de Esquerda, prestaram-se àquela encenação lamentável na Assembleia da República, deixando o Rui Rio puxar-lhes o tapete e atraiçoando os professores que dizem defender.

    Conclusão:

    1) sem a mobilização dos sindicatos unidos, os professores não sairão à rua;
    2) o governo tem os sindicatos na mão porque estes e os seus dirigentes políticos se vendem por tuta e meia.
    3) são defendidos muitos interesses, mas não os dos professores.

    Alguma dúvida?

      • Luís on 11 de Setembro de 2021 at 21:35
      • Responder

      Ora, nem mais!

    • Maria Simões on 11 de Setembro de 2021 at 18:09
    • Responder

    É tempo de nos unirmos todos, de os mais velhos apoiarem os mais novos e vice-versa. Temos de deixar de olhar apenas para os nossos umbigos. Todos nós nos sentimos de alguma forma lesados, injustiçados e revoltados. Não podemos deixar passar mais tempo, nem podemos ficar à espera dos sindicatos. Temos de fazer com que os órgãos de comunicação social se interessem por nós e pelas nossas causas. Se conseguirmos que isto aconteça, mostraremos aos sindicatos a quanto são inúteis.
    Temos de nos organizar e de planear as nossas ações.

      • Estranho on 12 de Setembro de 2021 at 4:16
      • Responder

      Sugestões sensatas, pelo que as subscrevo como é óbvio!
      Contudo, será interessante perceber o que revelará o “estado de arte”, quanto ao tipo de medidas a adotar, para a afirmação das causas que defendemos e que são justas.

    • Maria Simões on 12 de Setembro de 2021 at 10:19
    • Responder

    Todos os que nos consideramos injustiçados e sentimos vontade de lutar devemos abandonar o sofá. O medo leva-nos a alguma coisa? Aliás, medo de quê? Já não perdemos tudo o que tínhamos a perder? Vamos continuar a deixar que os nossos governantes nos desrespeitem e façam de nós gato-sapato? Sim, que nos maltratem e humilhem?
    Vejo, neste espaço, tanta gente com valor, que considero informada e capaz, e não consigo compreender o porquê de não quererem ir além das fronteiras do blog. É necessário formarmos um grupo de luta para discutirmos o que fazer e como fazer. Há interessados? Sozinhos, sentados nos nossos sofás a lamentarmo-nos, não conseguimos nada. Lembrem-se de que a união faz a força.

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