A linguagem está infetada. É frequentemente infetada por políticos e infetada por quem fala ou escreve nos média. O nosso vício por um jargão que muitas vezes esconde uma rejeição à clareza acaba atrapalhando a linguagem comum. Como resultado, às vezes conversamos sobre assuntos do quotidiano como se estivéssemos num debate televisivo ou a fazer declarações num noticiário. Num canto do jornal, não tão à vista, quanto eu, deveria estar, acho que em Granada uma mãe agrediu a professora do seu filho, porque as regras do centro não permitiam a falta de pontualidade num dia musical. A mãe, fora de si, agarrou os cabelos da professora, pontapeou-a e insultou-a. Tudo na frente da criança. Deus nos livre das mães que nos amam tanto. A professora acabou no hospital: as contusões são curadas antes dos sustos e do trauma que causa uma agressão.
Li que a diretora do centro declarou que a paz é alcançada através do diálogo, e que a Conselheira da Educação é solidária com o seu caso e rejeita qualquer tipo de violência. Suponho que estas expressões vêm de quando os jornais se abriram com políticos a condenarem o ataque, mas francamente essas palavras parecem pouco convincentes quando se trata de falar de algo que aconteceu numa escola. Tudo é mais simples: os professores são a autoridade que os pais devem reconhecer. Em casa, a nossa mãe costumava dizer-nos: “O professor é tratado com respeito.” Por isso, parece urgente abrir a escola dos pais para que possam aprender a comportar-se. Primeira lição: ao professor não bate (deixe-me ser laxista).
Por Espanha, também batem nos professores…




2 comentários
Partido CHEGA quer devolver a autoridade aos Professores:
“Em todos os graus de Ensino os professores recuperam totalmente a autoridade perdida sobre os alunos, sendo-lhes devolvidos todos os meios que lhes permitam manter a disciplina nas aulas.”
https://partidochega.pt/programa-politico-2019/
Hoje os E.E. precisam mais depressa de Educação Cívica do que os seus educandos.
Tantos psicólogos sem trabalho e as escolas neste estado.
Qq. dia , ingleses e outros vêm requisita’-los, como fazem com enfermeiros e médicos.Pobre país!Realmente, a maior miséria e’’a de falta de cabeça.