Susana Amador dá a sua opinião sobre educação…

2020 e os novos caminhos da proximidade na Educação

2020 será marcado por uma mudança de paradigma na Educação, com o centralismo nesta matéria a diminuir significativamente pelo avanço da reforma da descentralização.

O processo de descentralização responde a exigências constitucionalmente consagradas e dá cumprimento a objetivos de maior eficácia, eficiência e proximidade das políticas públicas.

As autarquias desenvolvem uma contínua expansão da oferta da educação pré-escolar, têm um olhar atento e consequente no parque do Ensino Básico, asseguram alimentação, transporte escolar e promovem o sucesso, com um histórico de experiência acumulada, de bons resultados e de boas práticas, garante acrescido para este processo.

A lei concretiza um modelo de administração e gestão que respeita a integridade do serviço público, a equidade territorial e a solidariedade intermunicipal e inter-regional no planeamento das ofertas educativas e na afetação dos recursos públicos na correção de desigualdades e assimetrias, e a tomada de decisões numa lógica de proximidade.

As novas competências incluem o investimento, equipamento e manutenção de edifícios escolares, alargadas ao Ensino Básico e Secundário; o fornecimento de refeições nos 2.º e 3.º ciclos do Ensino Básico e do Ensino Secundário; e o recrutamento, seleção e gestão do pessoal não docente, transferindo-se o vínculo para os municípios.

Este ano, mais de 100 municípios, envolvendo 478 escolas, assumem estas competências, com adequada repartição de recursos humanos e financeiros, porque estão convictos, tal como nós, de que mais uma vez o poder local saberá gerar sinergias, potenciar respostas e ser o poder que importa.

O processo tem de assentar na partilha entre todos os parceiros onde as escolas e os professores são determinantes para esta importante reforma que respeita a sua autonomia, reforçada com a flexibilidade curricular, cumprindo ainda com o princípio da subsidiariedade, procurando-se o nível mais adequado de decisão.

A mudança oferece sempre dúvidas, resistências e medos. É legítimo. Mas como afirma Mia Couto, “o medo é um rio que se atravessa molhado”, por isso temos de fazer a travessia, porque ao fazermos esta reforma serão assegurados melhores níveis de resposta e de proximidade, um garante da igualdade de oportunidades, de justiça social e de solidariedade.

Como decorre da Declaração de Barcelona, “uma cidade será educadora se oferecer todo o seu potencial de forma generosa, deixando-se envolver por todos os seus habitantes e ensinando-os a envolverem-se nela”. A descentralização na educação será sem dúvida a reforma que potenciará esse desígnio indeclinável.

*SECRETÁRIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO

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7 comentários

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    • Francesc Ferrer Y Guárdia Um Bocadinho Manco on 10 de Janeiro de 2020 at 12:51
    • Responder

    Mas vai ser espectacular… Ainda a procissão vai no adro e sinais já são magníficos… Então a cooperação vai ser como um fogo de artifício perpétuo… Já podemos ver alguns estalidos, senhora secretária de estado: atuais formações, financiadas por fundos europeus, que os agrupamentos não pediram , mas que os senhores autarcas acharam , porque eles são uns especialistas do catanete em educação, que seriam necesárias para acabar com o insucesso; muitaos desses fundos canalizados para ” amigalhaços” ligados aos partidos e que viram uma bela oportunidade de sacar uns milhões. Não termina por aqui… Em muitos agrupamentos os senhores presidentes da Câmara já fizeram dos diretores homens de mão e já vão mandado, equívoco meu, diria melhor, cooperando afanosamente com professores e direcções e lhes dizem como deverá ser administrado o currículo; quais os projetos a implementar, como distribuir o pessoal docente e auxiliar, etc, etc, etc…
    Estou muito optimista… conhecendo o espírito verdadeiramente democrático, e a cultura refinada, de muitos autarcas deste Portugal a descentralização educativa vi guindar este pequeno país à beira mar plantado para os pínaculos educativos do Mundo Ocidental… Rói-te de inveja ó Finlândia; empalidece Grécia Antiga; ”amoucha” ó Roma Clássica !Guiados por especialistas de tal calibre , em cada escola, guiadas pelo alvor claro dos senhores presidentes da câmara, ou, quiçá, delegando, dos próprios presidentes da junta, dizia, em cada escola um areópago !

    • on 10 de Janeiro de 2020 at 14:07
    • Responder

    Nojo….
    Esterco do grande…

    • Pardal on 10 de Janeiro de 2020 at 15:58
    • Responder


    Importa que haja uma gestão de proximidade que só as autarquias podem e devem protagonizar.

    Aos professores e/ou directores deve estar destinada a gestão pedagógica e apenas esta. Importa elevar os níveis de qualidade da Escola Pública.

    Descentralizar competências deve ser a palavra de ordem.

      • Cacique à espreita da pedagogia! on 10 de Janeiro de 2020 at 16:05
      • Responder

      …. Sim! Oh sim ! Oh,Sim! Muita descentralização! Siiiiiiim!!!!!!

      • Maria on 10 de Janeiro de 2020 at 21:37
      • Responder

      Talvez os professores consigam elevar o nível cognitivo de algumas pessoas que continuam a sem saber o que proferem!

    • cel on 10 de Janeiro de 2020 at 20:35
    • Responder

    Têm que ser os professores a fazer o papel de reguladores!!!
    Não há outra hipótese.
    Que projectos? saúde oral , alimentação, bicicletas na escola, obesidade ???

    Um professor perguntava inquieto “Quem vai ser a VOZ da escola?
    “O autarca ou o Diretor?
    Os docentes?
    As Associações de Pais?”

    Um autarca dizia “o treinador escolhe o seu plantel”.
    A quem se referiria?

    • Marta on 14 de Janeiro de 2020 at 15:50
    • Responder

    Nada de bom virá das autarquias, acreditem! São pequenos caciques, empertigados de um poder bacoco, porque, na sua maioria são apenas prepotentes, rodeados de um incompetente séquito lambe-botas, à espera do favorzinho do sr presidente, para si ou para os seus!…. Só assim, pela espinha dobrada,pelas boas graças— conseguem atingir o seu objetivo de vida, que normalmente é não fazer nada, viver de expediente….Aqui, a competência, as boas ideias, a entrega aos nossos alunos, o trabalho justo que diariamente fazemos, tudo o que investimos de nada valerá se não te juntares a \”eles\”, se não fores um deles, com ou sem cartão, pois o que importa é a propaganda para ganhar mais uns votos e continuar no poder! E eles terão sempre argumentos e os meios para te relegar para segundo plano! Aqui, conta a obediência e não a competência! Aqui, vale a pequena cunha e não o teu currículo, as tuas competências e capacidades!
    Ora, sendo os Professores espíritos livres, gente inteligente , com capacidade crítica e analítica deste mundo autárquico , com coluna vertebral, terão (teremos!) alguma dificuldade em baixar a cabeça perante gente que nada percebe de educação, mas que tem o poder de decidir!
    Sejamos Professores! Mantenhamos sempre este espírito livre!

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