No Dia Internacional da Não Violência e da Paz nas Escolas sabem-se as verdades “residuais”

É claro que não são residuais, são diárias. Só se tomarão medidas quando o pior acontecer.

Ficam alguns casos que hoje foram divulgados nos média.

Em setembro, David Casimiro censurou um estudante por bater num colega e, quatro meses depois, foi alvo de represálias. Em meados de janeiro, um encarregado de educação simulou ter um problema no carro e pediu ajuda ao diretor. Quando David Casimiro passou os portões da escola foi surpreendido. “O senhor vira-se para mim e diz-me: `Se voltas a ameaçar o meu filho, parto-te a cara toda´”, recorda.

“Se um aluno insulta um professor na sala de aula não se pode ficar por um processo disciplinar. Isso é crime e é dever do professor fazer uma denúncia, caso contrário também poderá estar a incorrer no crime de ocultação”, lembra o chefe da PSP.

“Não hesitem, não tenham medo. A classe de professores não pode ter medo. Compete a cada um de nós exercer a autoridade que cada um de nós tem”

“O aluno empurrou-a e quando ela caiu ao chão partiu o pulso. A professora queria fazer queixa, mas a direção sugeriu-lhe que dissesse antes que tinha sido um acidente de trabalho, se não iria haver muitos problemas. E assim foi”, recordou.

Numas das suas turmas, também tem um menino bastante problemático que recentemente “agrediu um professor de manhã e ameaçou outro durante a tarde”, contou à Lusa. O docente agredido não quis apresentar queixa do rapaz de 13 anos.

“O professor disse-me que a família precisa de ajuda e não de mais problemas”, recordou Teresa, explicando que o pai abandonou a família, a mãe está sempre ausente e é a irmã, uma adolescente que já tem um filho, quem tenta cuidar dele.

“Mal o funcionário lhe tocou, levou um murro na cara”. Muitas vezes, são os funcionários que separam os alunos que estão a lutar. São quem vai à sala retirar o aluno que se recusa a acatar a decisão do professor de abandonar a aula. São quem primeiro avança em defesa dos professores agredidos e também a primeira pessoa que os encarregados de educação encontram pela frente quando vão à escola “ajustar contas”.

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5 comentários

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    • João on 30 de Janeiro de 2020 at 19:21
    • Responder

    Partido CHEGA quer devolver a autoridade aos Professores:
    “Em todos os graus de Ensino os professores recuperam totalmente a autoridade perdida sobre os alunos, sendo-lhes devolvidos todos os meios que lhes permitam manter a disciplina nas aulas.”
    https://partidochega.pt/programa-politico-2019/

      • Paulo Anjo Santos on 30 de Janeiro de 2020 at 19:36
      • Responder

      Parece que agora todos os partidos têm «Pardais» nas redes sociais… enfim, sinais do tempo, pelo menos este não o faz de uma forma dessimulada! Não tenho nada contra o Chega, antes pelo contrário, acho que fazia falta um partido destes, apesar da muita demagogia diz o que muitos portugueses diriam se lhes dessem voz na AR… mas, confesso, ainda não me habituei a isto!

        • profinfo on 31 de Janeiro de 2020 at 10:34
        • Responder

        Não tem nada contra o Chega? Veja lá se um dia acorda e está na Alemanha em 1933. Estes andam por todo o lado na Internet. São fachos mas não são estúpidos. FDP.

    • Manuel José Silva on 31 de Janeiro de 2020 at 1:24
    • Responder

    O zorro do Pardal não diz nada?

    • MJM on 31 de Janeiro de 2020 at 11:03
    • Responder

    Agredida no início do 2° período por um aluno da minha DT.
    Apresentada queixa às autoridades por agressão, e entrada no Hospital via INEM como vítima de agressão.

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