(Daqui)
Como afirma o nosso colega Paulo Guinote no artigo Falácias:
Isto necessitava de algum contraditório, nomeadamente nos seguintes pontos:
Out 29 2017
(Daqui)
Isto necessitava de algum contraditório, nomeadamente nos seguintes pontos:
Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2017/10/o-concurso-de-mobilidade-interna-e-o-jornalismo-enviusado-do-sexta-as-9-e-do-jornalismo-em-geral-no-que-tudo-diz-respeito-aos-professores/
10 comentários
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De facto a reportagem meteu no mesmo saco situações díspares.
Era importante terem dito que os professores de QZP foram claramente prejudicados em relação às práticas de colocação dos anos anteriores, ao ter-se optado numa 1ª fase apenas pelos horário completos. Mas também dizer que esses professores pertencem a QZP´s que ainda ficam mais distantes da sua residência, pelo que, para todos os efeitos, na esmagadora maioria dos casos, houve aproximação.
Mas o que deveria merecer uma reportagem mais aprofundada, e aí concordo com o Paulo Guinote, era saber o que fazem 130 professores destacados numa escola, quantos trabalham, quantos ficam dispensados, quem passou os atestados, quem são os habitiés, que doenças estão na base do pedido, etc. etc.
São cerca de 5200 professores destacados. Destes, quantos estão a lecionar diretamente com alunos? Aquilo que vos posso dizer é que existem professores destes que já não trabalham com alunos há muito tempo…e aparentam ter muito mais saúde do que eu.
Agora como dizia Guterres “é só fazer as contas”. No final todos pagamos este regabofe.
Entendo que qualquer destacamento só deveria ser efetivado se houvesse horário disponível, obrigando assim os professores que reúnam o direito, a terem de concorrer a mais escolas para se aproximarem e trabalharem de facto. Estou contra que se use este furo na Lei para ficarem junto da residência e sem trabalhar de forma produtiva (dar aulas). Penso que é uma afronta para os demais…
O furo na Lei só existe porque o ME não faz o seu trabalho! Se fosse rigoroso na atribuição do DCE, se aplicasse a lei com quem o utiliza de forma fraudulenta… esta moda acabava! Assim, pelo contrário tem tendência a proliferar. Hoje em dia, o importante não é o concurso da Mobilidade Interna! O que interessa é saber se a MpD foi deferida, se os papeis estavam todos bem preenchidos…
Há professores que praticamente nunca foram titulares de turma! E assim passam a carreira, sem grandes preocupações, à porta de casa, felizes e cheios de saúde! Sim, porque não se desgastam! E não me venham com a conversa de sempre. Ninguém está contra os destacamentos verdadeiros! Mas todos nós sabemos que a maior parte são uma grande fraude.
Eu, por exemplo, como me recuso a pedir tal destacamento, à semelhança de muitas das minhas colegas e amigas, estou há três anos fora de casa, desde que em 2015 resolveram dar componente letiva em primeiro lugar aos DCE por terceiros. Muitas colegas me disseram para o pedir, porque é a prática comum para ficar numa escola perto de casa. Nunca o fiz…estou a pagar a fatura. Com 28 anos de serviço, depois de ter dado aulas 15 anos seguidos no agrupamento da minha residência, deixei de ter lugar no mesmo porque a onda das MpD é como se fosse um tsunami aqui pelo QZP2.
Ainda tive a esperança de ver o tema abordado de forma realista no sexta às 9! Mas na realidade misturaram duas situações que não me parece que estejam interligadas. A MpD é prática comum nos professores do 1º ciclo, em 90% dos casos, enquanto que a outra situação passou-se nos outros ciclos, com os horários incompletos.
Não é fácil explicar a quem está totalmente por fora da dinâmica destes processos.
Acho que a reportagem tentou por um lado tocar na questão da colocação apenas em horários completos e da ausência de horários incompletos no dia 25 de Agosto (deveriam ter acrescentado que qualquer professor do quadro que apanhe um horário incompleto é obrigatoriamente completo logo de seguida, muitas pessoas pensam que efetivamente só trabalham por exemplo 8h semanais). Salientaram e bem que na colocação posterior já ficaram colegas em horários incompletos mas de forma completamente injusta ultrapassaram colegas que estavam à sua frente e que teriam concorrido para esses lugares. O argumento económico cai completamente por terre nesta fase uma vez que os professores do quadro independentemente do tipo de horário são pagos por inteiro.
Depois quanto a mim tocou num ponto muito sensível neste momento. A mobilidade por doença. Quanto a mim é um direito que felizmente os professores tem mas que tem vindo a ser usado abusivamente e segundo alguns relatos escandalosamente.
Gostei que se tivesse tocado neste tema porque também por esse motivo (não foi talvez o principal) a mobilidade este ano teve tantos prejudicados.
Ainda se torna mais difícil quando os professores neste tipo de mobilidade tem destacamentos anuais e as vagas por eles libertadas não entram nas contas da mobilidade precisamente por serem anuais apenas sendo ocupadas posteriormente por colegas contratados.
Colega, as MPD não tiram o lugar a NINGUÉM. A lei é muito clara neste ponto,. Os professores com MPD não podem ser prejudicados e não podem prejudicar ninguém. Falo, infelizmente, com conhecimento de causa. Em nove anos pedi este destacamento pela primeira vez e mais uma vez, infelizmente, estou a fazer outros serviços porque já não haviam turmas para mim. E acredite, preferia mil vezes dar aulas do que dar apoios a NEE’s, coordenar o espaço do aluno e outras coisas deste estilo. Antes de falarem vejam a lei..E o meu destacamento é verdadeiro. E para a colega que disse que muitos aparentam ter mais saúde do que a própria, só lhe posso dizer que muitas doenças são silenciosas. Eu tenho cancro de mama metastizado e tenho uma ótima aparência. Parece que vendo saúde. Investiguem de modo a prevenir as fraudes, mas não tomem a parte pelo todo.
Olá colega
A minha opinião refere-se não aos casos verdadeiros mas aos outros que sabemos que existem e tem pouco de verdadeiro (há agrupamentos com dezenas e dezenas de MPD). Defendo que os colegas que efetivamente tenham necessidade dessa aproximação a devem ter.
Quando refiro que há destacamentos a ter horas letivas refiro-me aos que tem MPD para apoio a familiares. E em relação à recuperação de vagas é efetivamente como eu referi: 1- QE da escola X pede destacamente por doença do próprio ou de familiar; 2- sai dessa escola e entra na Y (se for doença do próprio não tem componente letiva e se for por apoio tem componente letiva); 3- o seu horário na escola X não pode ser ocupado por colegas que tenham concorrido à mobilidade porque os destacamentos por doença são anuais; 4- o seu lugar é ocupado por contratados ou por colegas muito menos graduação.
Respeito acima de tudo a sua situação mas incomoda-me o chico-espertismo de alguns colegas.
Não querendo tomar o todo pela parte todos sabemos que na parte é que está o problema e que o todo pode vir a ser prejudicado se a impunidade continuar.
Colega, agradeço a sua resposta e já agora gostaria que me esclarecesse uma dúvida que me veio do seu comentário. Eu concorri à MPD e tive resposta em julho. De imediato fui à escola e mesmo não havendo horas letivas fiquei lá a partir de 1 de setembro. O que me disseram foi que todos os MPD podem ou não ter componente letiva.Quando o ministério aceita o nosso pedido não sabe se as escolas vão ou não ter horário. Então como é que tiramos horários aos colegas? Está a perceber a minha dúvida? E estou de acordo consigo, se as pessoas soubessem o peso que traz uma doença destas nunca optariam pelo chico-espertismo.
Boa tarde
Os horários para as necessidades temporárias (mobilidade interna e contratados) foram pedidos no início de Agosto. E na nota informativa é dada indicação às escolas para terem em conta os destacamentos de que já tenham conhecimento. Pode ver aqui: http://www.arlindovsky.net/wp-content/uploads/2017/08/icl2.pdf
Ou seja quando atribuem componente letiva a estes colegas são pedidos menos horários nas fases seguintes. Daí o reflexo nas colocações de 25 de Agosto.
O que é importante é que sejam defendidos os colegas que precisam e que não se aproveitem os que efetivamente não precisam.
Que tudo lhe corra bem.
muito obrigada. No entanto não tirei o lugar a ninguém pois em julho a escola já sabia que não tinha horários para concurso. Eu própria não tenho, com muita pena minha, componente letiva. Mil vezes dar aulas do que fazer estes “trabalhinhos” que não me satisfazem em nada. Detesto papéis, gosto do contacto com os alunos. O ano passado estive numa escola em que uma colega meteu atestado durante o ano inteiro devido a uma alegada queda. No entanto continuou com outras atividades, tais como escrever livros e foi inclusivamente para a feira do livro em Lisboa tendo publicado tal facto no facebook. Isto foi claramente um falso atestado, mas nunca ninguém a inspecionou e a senhora continuou a fazer o que lhe apeteceu. Assim que acabaram as aulas, acabou-se a doença e até participou no jantar de fim de ano. Vergonhoso. São estas pessoas que dão mau nome à profissão, mas nada lhes acontece. Estamos a falar de uma senhora que faz isto recorrentemente e já não é nenhuma jovem.
Pois colega esse é outro “cancro”. Os professores que metem sistematicamente atestado, mas aí deveriam ser também os médicos responsabilizados, mas nesses ninguém toca.
Os sindicatos não levantam a voz pois assim existem mais uns milhares de horários para os contratados.
Quanto aos DPD eu sou de opinião que qualquer destacamento deveria ter um horário letivo correspondente. Se não houvesse não havia destacamento. Quem não pode trabalhar opta por outras soluções. Pergunto se nas escolas com 130 professores existe trabalho para todos e se os alunos têm excelentes resultados. Com tantos apoios os alunos só podem entrar todos para medicina para depois passarem atestados…
Completamente de acordo consigo. Ir para a escola e não ter turmas está a revelar-se penoso. Estou desejosa que este ano passe rápido. Mas, nem todos os bons alunos querem medicina, felizmente. Espero que alguém com “bolinhas” ponha um travão nestes atestados fraudulentos. Porque é que não fazem inspeções-surpresa? Garanto que as coisas iriam mudar