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1 de Outubro de 2017 archive

As segundas-feiras do professor…

 

Este ano, o primeiro dia de escola é algo diferente de todos os outros, é cansativo. Percorridos 180 Km por estradas, autoestradas, filas de trânsito, uns quantos concelhos e algumas paisagens, chega-se à escola, já cansado.

Ainda antes de a viagem começar, deu-se o momento do ensacar de roupas e enfiar na arca congeladora uns quantos alimentos para a semana. As despedidas são feitas em silêncio, com o olhar, não vão os membros mais novos da família acordar tão matutinamente. Por vezes os olhos enchem-se de humidades que se controlam com um respirar mais intenso e, devagar, lá se sai de casa.

O carro está parado na garagem, depósito cheio no dia anterior. O domingo é sempre um dia de sentimentos controversos, tudo está bem enquanto não se é assolado pelo pensamento do que se passará no dia seguinte. Arrumam-se as bagagens, posiciona-se o banco, para que o desconforto das próximas duas horas, ao volante, seja minimizado. Liga-se o automóvel e começa a viagem. Depressa surgem uma e outra estrada, ainda iluminadas pelo luar, e num ziguezaguear constante passa-se de uma para outra. O amanhecer vai surgindo, devagar, tão devagar que nem se dá conta, não por falta de sensibilidade à sua beleza, mas porque os pensamentos ficaram lá atrás, em casa.

De um momento para o outro é-se obrigado a estar mais atento, o trânsito foi aumentado e agora é intenso. As ultrapassagens sucedem-se, o receio de não se chegar antes do primeiro toque é agora persistente. Aqui há uns anos, o tempo de viagem viu-se subitamente prolongado em mais um par de anos, por causa de um corte de estrada; as árvores, por vezes, não resistem ao vento. Depois de trinta minutos de um para, arranca constante, volta-se à velocidade de cruzeiro. A viagem está prestes a acabar. A escola está cada vez mais perto.

Estaciona-se, sai-se do carro, sobe-se a escada até ao quarto com serventia de cozinha onde se deposita, atabalhoadamente, a bagagem e volta-se a sair às pressas. Entra-se novamente no carro e, em cinco minutos, está-se em frente à escola. Entra-se já cansado… os níveis de stress estão elevados… tem que se mostrar um sorriso às crianças… a segunda-feira é um suplício e custa a passar… terça-feira será melhor.

 

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Só 0,4% dos professores têm menos de 30 anos

Só 0,4% dos professores têm menos de 30 anos

 

 

Em termos globais, há 61 vezes mais docentes acima dos 50 anos do que abaixo dos 30. Região Centro é a mais envelhecida

 

Os professores portugueses estão cada vez mais envelhecidos: nos mais de 104 mil (104 386) docentes, do 1º ciclo até ao secundário, que estavam a dar aulas nas escolas públicas no ano letivo 2015/2016 encontravam-se apenas 383 com menos de 30 anos. Uma tendência que se tem agravado nos últimos anos, já que em 2012/2013 o número de professores sub-30 ainda estava acima dos mil (1226). Os dados do perfil do Docente 2015/16, publicado pela Direção-Geral de Estatística da Educação e da Ciência, mostram que a percentagem de professores acima dos 50 anos de idade já é sessenta e uma vezes superior à daqueles que ainda não chegaram aos 30. Só no 1º ciclo, por exemplo, só há 21 professores que ainda não chegaram aos 30 anos, para um total de 23 mil docentes.

De acordo com este documento, uma análise mais fechada sobre os professores do 3.º ciclo e secundário nos grupos de recrutamento dominantes ( Português, Matemática, Física e Química, Biologia e Geologia e Educação Física) conclui que 42,7% dos docentes já superaram o meio século de vida enquanto a franja mais nova representa apenas 0,7%. Estes dados são relativos a toda a classe, abrangendo professores do ensino particular e cooperativo independente e dependente do Estado. Sem o setor privado, o envelhecimento seria ainda mais notório. Por exemplo, no Português – o grupo disciplinar mais envelhecido – , a idade média dos docentes é de 50 anos no setor público, sendo de 43 no privado dependente do Estado e de 42 anos no privado independente. Uma tendência que se repete nas cinco disciplinas que mais professores têm, com a menor diferença a verificar-se na “jovem” Educação Física, em que os professores do público estão na casa dos 45 anos. O índice de envelhecimento confirma que é sobretudo no Português que o envelhecimento é mais acentuado. Por regiões administrativas, o Centro destaca-se claramente do restante território do Continente em termos de envelhecimento da classe.

Números que, questionado pelo DN, o gabinete do ministro Tiago Brandão Rodrigues garante estarem a merecer atenção do governo: “O fenómeno referido preocupa este executivo e está a ser acompanhado”, diz o Ministério da Educação, lembrando que “realizou uma vinculação extraordinária [de cerca de 3000 docentes] que visa conferir renovação e estabilidade ao sistema. Estamos ainda a trabalhar, em conjunto com todos os parceiros, para que sejam asseguradas as necessárias condições de estabilidade e valorização da carreira”.

 

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“1:54”

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A Arte nos Cacifos

Pergunto se há algum aluno que sinta vontade de destruir um destes cacifos.

Estes cacifos representam as disciplinas do 2º e 3º ciclos e foram pintados no atelier de Artes pelos alunos e professores dos dois ciclos.

 

EB 2/3 Cego do Maio, Póvoa de Varzim

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Estratégia Nacional de Educação Para a Cidadania

Estratégia Nacional de Educação para a Cidadania

 

 

No âmbito das prioridades definidas no Programa do XXI Governo Constitucional para a área da educação, foi produzida a Estratégia Nacional de Educação para a Cidadania (ENEC), a qual resultou da proposta elaborada e apresentada pelo Grupo de Trabalho de Educação para a Cidadania, criado pelo Despacho n.º 6173/2016, de 10 de maio.

A ENEC constitui-se como um documento de referência a ser implementado, no ano letivo de 2017/2018, nas escolas públicas e privadas que integram o Projeto de Autonomia e Flexibilidade Curricular, através da disciplina de Cidadania e Desenvolvimento, lecionada nos anos iniciais de cada ciclo/nível de ensino.

A inclusão desta área no currículo justifica-se pelo reconhecimento, inscrito na Lei de Bases do Sistema Educativo e no Perfil dos Alunos à Saída da Escolaridade Obrigatória, de que compete à escola garantir a preparação adequada para o exercício de uma cidadania ativa e esclarecida, bem como uma adequada formação para o cumprimento dos objetivos para o Desenvolvimento Sustentável.

A Estratégia Nacional de Educação para a Cidadania vem, assim, reforçar a implementação da componente curricular de Cidadania e Desenvolvimento em todos os níveis de educação e ensino, respeitando os princípios, valores e áreas de competências enunciados no Perfil dos Alunos à Saída da Escolaridade Obrigatória.

 

Download do documento (PDF, 1.21MB)

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