Não há dinheiro para os professores… mas só não há para os professores!

 

A notícia faz capa do CM. Em letras bem gordas para não escapar aos mais distraídos. Os professores não verão as suas carreiras atualizadas por falta de dinheiro. Há para uns, mas não há para outros. É a equidade…

Caso o descongelamento de carreiras dos professores venha a acontecer, pode custar ao Estado 600 milhões de euros. Esse é o valor que o Governo pretende gastar com o descongelamento das carreiras de toda a Função Pública com a exceção dos professores. Então, o governo teve de escolher, ou aumenta os professores ou os outros funcionários públicos. Ganharam os outros…

Estas contas têm que ser muito bem explicadas. A Crise não pode acabar só para alguns.

Nos anos de congelamento, os professores viram as suas condições de trabalho deteriorar-se, o volume de trabalho aumentar, o seu salário diminuir, a carga fiscal aumentar… BASTA. Isto já parece uma campanha contra os professores. Até parece que, os professores são os culpados da crise financeira que o país atravessou (ou atravessa)…

Só uma nota: o CM não referiu que os professores foram os que mais contribuíram para pagar os erros governativos, mais de 5000 milhões de euros.

Ficam as contas do CM sobre a reposição mais do que justa que deve acontecer (assim que houver dinheiro disponível para os professores)

Façam este estudo para as outras carreiras da função pública. Não façam dos professores o “bode expiatório” dos erros de governação.

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10 comentários

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    • sempre@tento on 30 de Outubro de 2017 at 22:04
    • Responder

    Aqui está uma notícia que vai colocar mais uma vez a opinião pública contra os professores.
    A pergunta é: Quem tem interesse em publicar estas notícias?
    Quem ganha com estas inverdades?

    • Contribuinte Indignado on 30 de Outubro de 2017 at 23:40
    • Responder

    .
    Só 600 Milhões!…..coisa pouca….

    Devem ir todos para o Topo da Carreira (10º escalão). Qual mérito qual quê!…. Qual desempenho qual quê!……

    Devem ser pagos retroactivos a todos os docentes do diferencial para o 10º escalão…..

    Não há problema!… Os CONTRIBUINTES pagam…….

    Aguardo com grande expectativa uma profunda reforma no sector da educação.

    Municipalização urgente seguida da privatização de grande parte dos elementos do sistema.
    .

      • Anm on 31 de Outubro de 2017 at 0:26
      • Responder

      Deixe lá de fumar essas coisa! Andam a fazer-lhe mal à saúde! Já lhe fritou a restia da massa intracraniana…

    1. Concordo, com a parte da municipalização imediata, nas autarquias não houve cortes, foram atenuados com outros bónus, há transporte para os trabalhadores que são deslocados para as freguesias, os votos dos funcionários em quem manda são muito mais importantes e diretos logo há mais facilidade de acordo e para os que ficam incapacitados de lecionar há um leque de outras funções muito mais calmas em que podem ser úteis. Se estivéssemos todos nas câmaras a maioria já estava no topo da carreira até porque poucas são as juntas e câmaras em que os professores não se fazem representar com membros eleitos.
      O contribuinte indignado tem toda a razão, quanto antes passarmos para as autarquias antes subimos de escalão e menores são as possibilidades de voltarmos a ser cortados no salário.

      • Idalina Carvalho on 31 de Outubro de 2017 at 19:58
      • Responder

      Não tenha receio q os professores pagam qb de IRS, tiveram perdas de vencimento desde 2011 e foram muitos para a aposentação com base nesses ordenados que nunca mais irão recuperar. Numa aposentação para a qual descontaram durante 40 anos e que ficou com menos um terço das expetativas. Quanto quer que eu, professora aposentada, devolva aos contribuintes?
      E não tenham medo da municipalização, colegas. Na Alemanha as escolas pertencem aos municípios, os ordenados são tabelados e os professores são funcionários públicos. Apenas se torna muito mais prático em termos de concursos, acreditem….

    • zecasilva on 31 de Outubro de 2017 at 0:58
    • Responder

    Mesmo assim ainda há colegas que se recusam a fazer greve às avaliações ou exames. Ainda não se convenceram que isto é uma guerra contra os professores!! Quem luta pode pode morrer mas quem não luta já está morto.

      • greves on 31 de Outubro de 2017 at 7:42
      • Responder

      Já se esqueceu que em junho houve uma greve em dia de exame e que foram decretados serviços mínimos ao serviços de exame?
      Sabe que a lei que prevê serviços mínimos ao serviço exames também prevê serviços mínimos as avaliações?

        • Paula on 31 de Outubro de 2017 at 22:00
        • Responder

        Serviços mínimos às avaliações como?
        Explique-me isso por favor.

    • Ferreira Joaquim on 12 de Novembro de 2017 at 21:04
    • Responder

    Com o roubo que nos fizeram, já poderíamos ter pago a maior parte das nossas dívidas aos bancos!!! Os cortes nas “Subvenção vitalícias” foram consideradas inconstitucionais… porque eram legítimas as expectativas dos deputados relativamente a receber essa “mordomia”, mesmos em estarem a trabalhar e estando a auferir rendimentos de outras categorias!!! Os cortes nos nossos salários (suor do nosso trabalho!) foram constitucionais!!… os políticos fazem os maiores disparates e nós é que pagamos??? Se já o corte deveria ser inconstitucional mas o país teria de pagar a dívida, APLICAR E MANTER OS CORTES NAS CARREIRAS é um DUPLO ou TRIPLO ROUBO… É INDECENTE!… BASTA DE ASSALTO ao bolso dos docentes! VEJAM QUANTO NOS FOI RETIRADO… E, se conseguimos sobreviver com os cortes… se for necessário… FAÇAMOS UMA GREVE POR TEMPO INDEFINIDO…! Paralisemos o país!!! PARA GRANDES MALES… GRANDES REMÉDIOS. Façamos os (DES)GOVERNANTES ver quanto prejuízo terá o país se fecharem as escolas e os alunos estiverem sem aulas durante um mês… E que fazem os pais para guardar os seus filhos…??? BASTA!! Paralisemos o país demonstrando que, sem nós, o futuro do país fica hipotecado…
    Temos uma TRIPLA função: GUARDAMOS, EDUCAMOS E ENSINAMOS ! MERECEMOS MAIS RESPEITO…!”

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