FEDERAÇÃO PORTUGUESA DE PROFESSORES NÃO ADERE À GREVE MAS ESTÁ EM LUTA
A Federação Portuguesa de Professores – FPP considera que a maneira como está formulada a atual proposta de Orçamento de Estado não é de modo a salvaguardar a especificidade da Carreira Docente, nomeadamente no que respeita ao respetivo descongelamento, em virtude de esta ter particularidades distintas das Carreiras do Regime Geral da Administração Pública.
Também as declarações públicas do Ministro da Educação, no pretérito dia 23, ao afirmar que “os docentes não ficam desfavorecidos em relação aos outros trabalhadores da Função Pública” não são de molde a deixar tranquilo o Corpo Docente.
Temos a expetativa de que no dia 15 do próximo mês de novembro, data em que o Ministro da Educação Tiago Brandão Rodrigues comparecerá na Assembleia da República para proceder à apresentação da Proposta de Orçamento de Estado para o setor das Educação, garanta a consideração dos cerca de dez anos de tempo de serviço que estão em causa para a generalidade dos docentes.
Na sequência de diligências que esta Federação e a Pró-Ordem têm vindo a fazer junto de vários gabinetes ministeriais aguardamos a realização de uma reunião com a presença do Sr. Ministro Tiago Brandão Rodrigues para desbloquearmos esta situação.
Nestas circunstâncias a Federação Portuguesa de Professores – FPP, não adere à greve marcada para o dia 27 de outubro, pois ela parece ser mais vocacionada para as carreiras do Regime Geral não dando o devido relevo às especificidades laborais da Carreira Docente.
Contudo, a FPP continua a sua luta junto das instâncias governamentais e parlamentares, bem como junto da Casa Civil da Presidência da República, não excluindo no futuro nenhuma outra forma de luta caso as negociações requeridas não deem resposta cabal ao Corpo Docente.
Lisboa, 26 de outubro de 2017
P’la Direção Nacional
O Presidente
Filipe Correia do Paulo



