“Quase 90% dos alunos que chumbam têm um baixo estatuto socioeconómico”

Descobriram a pólvora… Era necessário um estudo? Não bastaria consultar quem está no terreno? E será que este estudo apresenta soluções? Que soluções?

Será que o nascer numa família de baixos recursos económicos não pode ser colmatado?

 

Portugal é dos países da Europa que mais associa a retenção escolar a um baixo estatuto socioeconómico e cultural das famílias. É também dos países onde mais se chumba.

A quase totalidade (87%) dos alunos que chumbam em Portugal vêm de famílias de estratos sociais, económicos e culturais abaixo da média. Esses mesmos alunos apresentam resultados a matemática abaixo da média, nos testes internacionais de PISA.

“Portugal é de todos os países da Europa aquele que mais associa chumbar com um baixo estatuto socioeconómico e cultural da família. As escolas portuguesas parecem estar a ser incapazes de fazer um trabalho de nivelamento de oportunidades, principalmente se nos lembrarmos que é até ao 6.º ano que a maioria dos chumbos acontecem”, lê-se no relatório que vai ser apresentado, esta segunda-feira, no segundo debate AQeduto (“Chumbar” melhora as aprendizagens?), um projeto de 11 conferências associado a um estudo da Fundação Francisco Manuel dos Santos, realizado pelo Conselho Nacional da Educação.

 

(clicar na imagem) in Observador by Marlene Carriço 25/01/2016

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2 comentários

    • Felipe Aristimuño on 26 de Janeiro de 2016 at 11:37
    • Responder

    Penso que está mais do que na hora de retomarmos o diálogo sobre a progressão continuada, excluindo ideias de senso comum.

    • Maria Clara Matos on 26 de Janeiro de 2016 at 23:24
    • Responder

    Basta fazer um estudo sobre as escolas com mais reprovações para se comprovar que os pais com menos estudos se demitem mais da educação dos seus educandos… encolhem os ombros e afirmam aos mesmos que os estudos “não interessam”, que eles nunca tiveram estudos e, “às vezes”, trabalham, que reprovar não é importante, já que eles próprios “reprovaram muitas vezes, não tinham jeito para os estudos”, mas nem por isso deixaram de fazer as suas vidas (queixando-se do desemprego, da falta de apoios, do trabalho que dá pedir subsídio para os livros e as refeições que não podem pagar). Esta é a realidade com que se depara um DT de uma escola TEIP, ou de outra escola também!

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