Quem sabe faz, quem não sabe ensina?!
A frase no meu assunto deve-se ao facto de estarem a ocorrer casos realmente escandalosos nas escolas do vale tudo!
Temos professores que não têm sequer habilitação própria para um determinado grupo de recrutamento, mas nada inviabiliza que esse docente não o lecione. Por exemplo, …
Exemplos iguais a tantos outros por esse pais fora.
Gostaria de saber como posso denunciar isto. Depois talvez fosse interessante no seu blog abrir um tema para as pessoas colocarem estes casos.. onde se poderia indicar escola e o que está a acontecer nessa escola (à semelhança da oferta de escola das TEIP no ano.
X.




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Eu conheco uma situação no Agrupamento da Escola Secundária de Silves, em que a uma colega do grupo de economia do quadro de escola, que dava contabilidade nos cursos profissionais, foi-lhe atribuido duas turmas de 5ºano do grupo 230!!! Isto é vergonhoso, se eu fosse mãe de um aluno dessas turmas tudo faria para que essa situação fosse corrigida.
O pior é que nem os pais não conhecem a formação que os professores dos seus filhos possuem…
Os pais não conhecem as habilitações dos professores porque não as PEDEM 🙂
Os pais não pedem porque não lhes passará pela cabeça tamanha aberração… e acredita que nos professores…não sabendo das crueldades feitas pelos nossos governantes de m…. e nas dificuldades dos professores e nas consequências nefastas para tantas crianças…
É uma aberração ir a uma secretaria e solicitar essa documentação ?
No agrupamento de Escolas D. Filipa de Lencastre (Lisboa), existe uma situação exatamente igual. Isto de facto é o vale tudo. Boa sorte a todos.
… mas é legal.
É vergonhoso e depois ainda falam na prova de acesso à carreira como “filtro”!!!! Falam na importância de um ensino de qualidade!!!!!Enfim…
Não me surpreende…..já em 2011/2012 uma escola por onde passei, tinha ficado com 3 horas por atribuir do grupo 520 e para as preencher essas horas foram entregues a uma professora do 230, a qual eu não tenho a mínima duvida da competência, mas que não me parece correcto, lá isso não.
É depois vem o ministro anunciar (a respeito da prova para os contratados) que quer aumentar a qualidade de ensino. É lamentável e deve ser denunciado.
E depois vem o Sr. Ministro dizer que quer fazer o exame aos contratados para elevar a qualidade do ensino. VAO MAS É GOZAR COM A GRANDE %$/&#%$&$%.
qualquer dia porque a senhora x tem cinco filhos pode ir dar aulas no grupo 100 pré escolar!
O mais preocupante é que a denúncia eventual nem é aplicável, já que o próprio Governo incentivou e regulamentou para que os Agrupamentos agissem desta forma, através do despacho nº7/ 2013 de 11 de junho e da circular B13021106K (pontos 12 e 13). É vergonhoso, é alarmante e inqualificável, mas também é totalmente legal… Um dia pagaremos um preço caro por estas ideias “luminosas” de um Ministério obtuso, vulgar e profusamente incompetente.
Conheço casos de professores de economia do secundário que vão lecionar matemática ao 2º ciclo (Porto).
Já há muitos professores de Economia a lecionarem Matemática e Ciências no 2º Ciclo há muitos anos….Eu conheço, pelo menos, 2!
Têm habilitação própria.
TRETAS!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
E depois?
Desde quando a habilitação própria se sobrepõe à profissional?
Não se trata de ter habilitação própria ou profissional, trata-se de termos igualdade para os professores não importa se já é do quadro,aliás acho que essa treta nem devia existir porque os contratados como eu nunca sonham com o futuro…seremos os mártires do ensino e esses que já se instalarem no ensino, andam a gozar connosco a tirar o lugar uns dos outros, porque se não dão aulas ao grupo a que pertencem vão dar a um grupo que até faltam professores, como já é do quadro, parece legítimo…é mas é uma vergonha. Isto deve denunciar-se mas quanto mais se denuncia mais vergonha eu tenho de ser portuguesa.
Sim, é verdade. Mas vendo bem esses professores tem exatamente a mesma habilitação que muitos dos professores do grupo 230: Economia, Contabilidade.
Errado.
Não existem neste momento professores de economia/ contabilidade a exercer sem habilitação profissional.
E mesmo para esses, o que não faltam são desempregados.
Volto a referir o que disse acima, habilitação própria ainda não se sobrepõe à profissional.
Se há recursos, e porque os há, com a devida profissionalização, devem ser esses os primeiros a serem colocados. Se não o forem, só resta denunciar a situação às entidades competentes.
BOA TARDE ACABOU DE ME LIGAR UM AMIGO NA MESMA SITUAÇÃO É DO GRUPO 200 E COLOCARAM-NO NA ESCOLA NO GRUPO 400….O DIRETOR DIZ QUE NÃO PERCEBE…QUEM NÃO PERCEBE É O COLEGA QUE FOI COLOCADO NO GRUPO 200 E O PORQUÊ DE LHE ATRIBUÍREM UM HORÁRIO DO 400? COMO É QUE ELE PODE PROCEDER?OBRIGADA
Isso pode acontecer e não é dramático!
Efetivo do 200 ou 400, pode leccionar num ou noutro grupo, desde que o horário seja só História ou HGP. Tem habilitação para isso, sendo de História tem.
O COLEGA É LICENCIADO EM HISTÓRIA E PROFISSIONALIZADO NO 200, O PROBLEMA AQUI NEM É DAR A HISTÓRIA, PORQUE REALMENTE ELE TEM HABILITAÇÃO MAS PORTUGUÊS AO 3.º CICLO? PARECE-ME UM POUCO DE MAIS….
Será que não lhe foi atribuído um horário do 300? É que 400 é só mesmo História. 300 é que é Português.
Se assim foi, realmente é uma situação arriscada.
Hum… que eu saiba um profissionalizado do 200 não pode lecionar no 400, mas é uma questão de verificar os cursos que conferem habilitação própria para os grupos em questão, não estou familiarizada com eles. A lista de cursos que conferem habilitação própria para a docência encontra-se na página da DGAE. Se não estiver lá o curso do colega em questão, parece-me uma situação irregular e ilegal.
E o colega de Geografia e o de Ed. Tecnologica possuem habilitações próprias para lecionar o 550? Só assim poderiam…. o que muitos espertinhos fazem é, baseando-se numa circular muito antiga (que provavelmente não está em vigor), que dizia que podiam dar aulas de TIC (e não o resto das disciplinas do grupo) as pessoas com alguns cursos e mestrados tirados à pressa 😉
Por acaso não podiam.
Existem profissionalizados no desemprego à espera de colocação.
O tempo das habilitações próprias (algumas nem isso) já foi chão que deu uvas.
Se obrigaram os docentes a obterem a profissionalização são esses os primeiros a serem colocados. Caso não o sejam, os lesados devem exigir a nulidade da colocação.
Se se limitarem a exporem as situações em foruns deste género e nada fizerem de concreto, ninguém o fará por vocês.
Boa tarde colega,
é sem dúvida uma situação preocupante, tanto como professora e como mãe.
Sei de um agrupamento em albufeira, que em agosto tinha 4 vagas de 1º ciclo para lançar a concurso, mas como tinha 4 colegas de Ed. Visual e Tecnológica, que pretenciam ao quadro do agrupamento com horário zero, que nunca leccionaram 1º ciclo, colocou-os nessas vagas.
E agora expliquem-me como é que se pode ocupar uma vaga de um grupo diferente daquele a que estão vinculados ao agrupamento sem ir a concurso.
E mais, como se atribui uma turma de 1º ciclo a um desses colegas!!!E os pais poderão ficar descançados!!!!!!
Concordo consigo, quando diz que deveria abrir no blog um para as pessoas colocarem estes casos, onde se poderia indicar escola e o que está a acontecer nessa escola.
Colega Florbela.
A maior parte dos colegas de EVT do 2º ciclo são também do 1.º ciclo.
As Escolas Superiores de Educação dão formação complementar para poderem dar também EVT pois o curso de base até é o 1.º ciclo.
Contudo não lhe tiro a razão uma vez que o ensino vai de mal a pior.
Tenho vergonha de ser professor.
decerto por lapso: “descansados”.
Por lapso também: “pertenciam”.
E já agora por lapso também, faça as perguntas com ? e não com!
Assim os pais poderão ficar mais descansados
Cuidado com os erros! Fica-nos mesmo mal!
Grande parte dos professores de EVT têm a mesma formação que os professores do 1º ciclo à qual acrescentaram a habilitação para o 2º ciclo… é só isso
Eu sou de evt e fiz estagio ( falta acento nao por erro mas porque nao consigo colocar)no primeiro ciclo. Portanto sou profissionalizada . .. E sou menos professora por isso? Ha pessoas que também nao sabem do que falam!
Este comentário é unicamente dirigido à Florbela: ficar-lhe-ia bem ter feito um agradecimento pela correção que as pessoas fizeram aos seus erros ortográficos, em vez de mostrar o seu pedantismo.
Há comentários bem infelizes. Este é um deles. Pobre Florbela, que, na óptica limitada de alguns, tem de manter-se colada ao computador, como se nada mais na vida tivesse de fazer.
Haja alguma elevação por parte de quem se diz professor. Pois não é dessa forma ressentida que haverá algum contributo para a dignificação da Classe. Para se ser digno, não basta parecê-lo, mas, efectivamente, sê-lo. Por palavras e actos.
Não é verdade?
Cumprimentos e Boa Sorte para todos.
Nota para alguns: Só daqui a uma semana voltarei aqui para ver os comentários, caso me lembre.
Em relação a Música, há uns anos atrás era o vale tudo e qualquer professor, mesmo sem o conservatório terminado podia dar essa disciplina. Nos anos 90 apareceram as licenciaturas no ensino da Música, para além de ter que saber música o curso contempla uma série de disciplinas de pedagogia e o respectivo estágio supervisionado. Neste momento, com todas estas mexidas, os professores que vão para a rua são os que tiraram a dita licenciatura, ficando no ensino muitos dos professores com pouca ou fraca formação pedagógica e musical (perdão àqueles que sem a licenciatura em ensino fazem um excelente trabalho). Viva a qualidade do ensino e a valorização dos professores formados para ser professores.
Exatamente.
Se é de licenciaturas que está a falar, e em particular das licenciaturas das escolas superiores de educação nos anos 90, penso que está a laborar num erro pois essas nada mais eram que um curso base para leccionar o 1º Ciclo com um complemento muito dúvidoso (na esmagadora maioria dos casos) na área da música, das artes visuais ou da educação física. De música, muito pouco ou nada mesmo, de instrumento, nada, e quanto à formação pedagógica, todos os professores fizeram mais tarde ou mais cedo um estágio pedagógico. Se o colega entende que um professor formado com dois anos de formação na área da música (muitas vezes as aulas eram dadas por professores dos tais….) fica preparado a nível científico para ser um bom professor nesta área…
Acrescento ainda que todos os professores de educação musical do quadro adquiriram na altura habilitação própria na sua área musical. No meu caso, o instrumento que estudei nem sequer tinha curso superior cá em Portugal….estou a falar de saxofone e do ano de 1982. E já agora eu também estudei música para ser professor…muito longe ainda das novidades dos cursos “via ensino”. Concerteza não seria muito correcto mandarem-me para casa para dar o lugar a um colega dos modernos.
Espero que não leve a mal o meu desabafo, mas não poderia deixar de aqui deixar o meu ponto de vista.
Cumprimentos e boa sorte para os concursos….
Caro Sérgio Poupado, possuo o conservatório completo, duas licenciaturas (uma em instrumento e outra em educação musical) e ainda um mestrado em educação musical. Sem dúvida alguma, não mereço ter lugar no ensino em detrimento de alguém que efectuou a profissionalização em serviço…ou outro complemento à formação…Quanto às licenciaturas de 1.º ciclo variante Educação Musical, a componente musical estendia-se ao longo dos 4 anos!!! Em jeito de conclusão, conheço muita gente de quadro em Educação Musical com 2.º e 3.º grau de conservatórios, outros que são provenientes dos seminários…Enfim quem chegou no bom tempo…
Não o quero ofender, foi apenas um desabafo.
Caro Blade, sabe especificar que «componente musical ao longo de 4 anos» é essa ? As disciplinas que eram? Agora outro exercício bem engraçado: junte essas disciplinas todas e tente atribuir-lhe um grau de equivalência de um Conservatório. Seja justo, vai ver que ficará espantado com essa «componente musical», e talvez compreenderá um pouco melhor do Sérgio. Com essas habilitações que afirma ter, espero não estar no desemprego.
…ou junte um grupo de pessoas com essa habilitação e faça um justo teste escrito de 5º Grau (penso que ainda se faz atualmente avaliação ao 5º Grau num conservatório). Em 100 candidatos quantas positivas acha que vai ter?
Um abraço ( e sim, 5º grau parece-me suficiente, se dissesse 8º nem teria graça)
é o país do faz de conta já há muitos anos, finalmente a malta acordou e já não fecham os olhos. foi preciso “muitos” ficarem com o seu poiso em perigo ou sem poiso para se “saber” como anda isto. eu do meu lado já há uns anos que não tenho esperança, este ano desisti, sempre me regi por cumprir as regras, de nada me valeu. constatei ao longo da minha curta carreira, que ser se desonesto compensa e é algo altamente difundido em muitos “professores” (nas pessoas em geral). à conta disso e de muitas outras coisas, bons professores (assim me considerei enquanto leccionei) estão muitos fora do sistema, e assim cada vez mais. não auguro um futuro feliz no ensino em portugal, mas penso que qualquer pessoa consegue ver isso. desejo muito boa sorte a todos, por até essa já não chega
Plenamente… partilho o sentimento. pena mesmo é saber que a educação deste País já era!
Não surpreende. O correto era despedir os que estão com horários zero e contratar os profissionais certos para dar essas aulas, mas isso é inconstitucional.
E mandava-se para o desemprego pessoas com 50 e muitos anos de idade e 30 e tal anos de serviço? De certeza que não está nessa situação, caso contrário não estaria assim tão certo! Antes do 25 de Abril, nem era preciso uma licenciatura para dar aulas. E nós aprendíamos e bem!
«lAntes do 25 de Abril, nem era preciso uma licenciatura para dar aulas. E nós aprendíamos e bem!»
lol?
CR7, não quero estar a dizer algo errado nesta questão, mas é possível despedir esta gente, a lei permite, é preciso é que os (ir)responsáveis que lideram as escolas tenham coragem para não atribuir horários falsos. depois mediante o que já está na lei, é possível desvincular essa gente toda da FP. eu como não acredito no pai natal (o que é pena, sonharia um pouco) duvido que essa seriedade possa existir nos executivos a curto, médio ou mesmo longo prazo. “ajuda-se” o amigo coleguinha e é tudo normal. lamento ter desistido, mas agora já não ando no meio desta porcaria toda, quem sofrerá num futuro próximo é o meu filho, mas a seu tempo
Está a responder à pessoa mais inteligente que escreve aqui, dizendo outra parlemice! Daí que o seu filho tenha muita sorte se o conseguir ter como professor. Atente só nesta preciosidade:” O correto era despedir os que estão com horários zero e contratar os profissionais certos para dar essas aulas, mas isso é inconstitucional.” Então “eles” estão com horários zero (porque não há alunos e lugar) mas, segundo o inteligente CR7 (escolheu mesmo bem o nickname) pegava-se nesses não-horários (deixaram de existir) e punham-se os profissionais certos a dar aulas. Aulas a quem? Muito inteligente! O profissional certo deve ser ele, não? É só rir com esta gente! Que gente burra!Ainda bem que não têm mais lugar no ensino
Ora, era precisamente o que eu também estava com vontade de dizer ao CR 7! Haja paciência para tanta inveja e malvadez!
Sou professora do grupo 520. Lamento que as colegas do 230 tenham que lecionar a turmas de 7º ano, Ciências Naturais. Mas lamento mais que a diretora dessa escola tenha tomado essa decisão. Gostaria de saber com que profundidade e exigência vão lecionar conteúdos que são a base para o 10º ano de Biologia e Geologia. Enfim, sem mais comentários, para quem me entende…tenho dito!
Porquê? Se calhar até podem ter exatamente o mesmo curso.
A julgar pelas médias nacionais havia muito para dizer sobre a incompetência. Dos “alunos”, claro.
Não de quem ensina, de quem realiza as provas, de quem corrige, blá, blá, blá.
Somos todos muito bons nas nossas capelas.
É já prática corrente na Escola Básica 2,3 de Jovim, em que uma colega de Português e Inglês leciona Português no 3.º Ciclo, assim como Português às turmas CEF.
SE a colega é de Português/ Inglês, é óbvio que pode lecionar ambas as disciplinas não lhe parece? É que o curso que tirou exigiu-lhe estágio profissional a ambas as disciplinas 😉
Como sempre, em altura de colocações, os estimados colegas atiram-se uns aos outros em vez de se unirem e direcionarem-se ao que de facto importa… e a sede é tanta que a quantidade de desgraças que aqui escrevem é absolutamente escandalosa! Unam-se, meus senhores, unam-se! E quanto à prova de acesso, o que tencionam fazer? E quanto à consecutiva modificação de regras para os concursos, o que tencionam fazer? Deveria ser sobre estas e outras questões que nos deveríamos debruçar e tentar chegar a alguma forma de luta, parece-me…
A colega em questão é do 2.ª Ciclo e leciona 3.ciclo.
Quantos de vocês votaram PS/PSD?! E quantos de vocês nem sequer votam?! É fácil reclamar, e fazer comentários em blogs e no FB, mas votar noutros ahhh isso já não faço!
Ok, quer que votemos no CDS, portanto? Não, obrigado.
(Se, por acaso, se está a referir àqueles irresponsáveis agrupados no PCP ou BE (acho que se chama assim) deve estar confundido. A teoria deles pode ser linda, a dos “amanhãs que cantam”, mas mesmo as cigarras precisam de comer. E como não há almoços grátis… percebeu?)
Já ouviu falar de Democracia Directa? Pois, não é para qualquer um, pois dá trabalho organizar movimentos cívicos.
Pessoalmente não reconheço ninguém, nem nenhum grupo, que me possa representar condignamente. Esses profissionais da ‘representação’ têm sempre interesses próprios inconfessáveis. E já cheiram mal…
É melhor não votar que votar mal.
E alguns teimam em fazê-lo. Depois queixam-se.
Situações desda já não de agora 🙁 Infelizmente.
Se fosse encarregada de educação barafustava mas atualmente ninguém quer saber da educação como forma base da sociedade!
Tristeza 🙁
Não há grupo que não escape a este tipo de incongruências! Acho que o MEC quer que seja um único professor a leccionar tudo…só pode!
Caríssimo ou caríssima “Ah e tal” independentemente de se votar ou não é um direito que nos assiste apontar aquilo que achamos estar mal ou não. Não é o meu caso, mas o sistema partidocrático que temos torna impossível mudar seja o que for, não seja ingénuo(a) e isto tenho como um facto.
Acho que o caso descrito está a acontecer em todos os agrupamentos. Nuns casos mais… noutros menos… conheço casos de professores do 330 (iglês 3º ccl e sec) darem aulas ao 1º ciclo (AEC e port/ingl 2º ccl), do 250 (Ed. musical) darem ao 610, bem como o contrário; do 260 (Ed. Física) darem ao 620 (Ed. Física 3º ccl e secund), 200 darem ao 220, do 500 (história) darem ao 200 (port e hgp). Mas já reparam que com isto os sindicatos não se preocupam!! E os casos de colegas a quem foi atribuído aecs em várias escolas do concelho tendo de andar constantemente de carro de uma escola para a outra?!? Possuir carro próprio é condição obrigatória para trabalhar como docente? E se o carro se estragar e tiver que ficar na oficina 2 semanas?? E se a carta me for apreendida por excesso de velocidade?? Com as coisas concretas que influenciam diretamente o desempenho do docente os sindicatos não se preocupam. Para alguma coisa existem formações e estágios diferentes para o 2º ciclo e o 3º ciclo e o secundário. Não é exatamente a mesma coisa trabalhar com crianças de 10 anos ou com adolescentes do ensino secundário. Por mais dedicado que seja o docente não deve ser fácil para um colega que tem dado, por exemplo apenas ens. secundário, ter que trabalhar com 2º ciclo. Para além de não estar familiarizado com o programa, as características dos alunos são muito diferentes. Mas o MEC também pode acabar com a distinção entre os grupos de 2º ciclo e 3º ciclo e secund…. era o mais simples. Existiria o grupo de matemática (do 5º ao 12º ano), inglês (do 5º ao 12º ano)… e assim para todas as disciplinas. Disponibilizavam uma formação aos docentes (científica para os novos conteúdos e psicopedagógica, devido à nova faixa etária dos discentes), e resolvia-se a questão! Bom deixemo-nos de divagações. Vou dar umas voltas de carro para treinar a condução, pois faz muito tempo que não conduzo e este ano parece-me que vou ter que conduzir todos os dias… de escola em escola (estou a ficar preocupada é se o carro dá o berro… e que já tem uns bons anos e até agora estava quase sempre parado… será que me “obrigavam” a comprar outro carro!!!!)
E será que a partir de agora é obrigatório ter a carta de condução. É que conheço colegas que não a têm.
Tenho conhecimento de uma professora de Ed. Tecnóloga na Escola Secundária do Cartaxo a dar Matemática ao 3º ciclo do ensino básico, e na Escola Secundária de Odivelas, uma professora de Física e Química a dar Matemática ao 3 ciclo do ensino básico. Depois não venham falar do insucesso da Matemática, meus senhores, tenham dó.
Este país cada vez está pior, isto é uma vergonha, alguém precisa de fazer alguma coisa.
Os professores do grupo 510 têm habilitação para o grupo 500.
Toda a gente tem habilitações para tudo, principalmente para lecionar o que não sabe.
Ter habilitação própria não é igual a ter habilitação profissional, por que ler um livro é muito fácil, mas chegar ao fundo da questão é que não. É por causa deste tipo de situações que o país está como está, pois os nossos políticos não estão habilitados para dar conta da situação do país, como se vê,porque apenas possuem habilitação própria para o assunto.
Essa analogia ao livro tem muito que se lhe diga lol.
Colega! Pode participar ao Sr. Provedor de Justiça. Basta procurar na net, através de um motor de busca e faz tudo on-line. Felicidades
É triste ver a nossa educação recuar… Espero que a comunicação social alarme bem os pais. Tenho vergonha daquilo que estão a fazer a pais, professores e alunos. O meu país envergonha-me!
Este pedido de divulgação deve resultar do facto de alguém ter descoberto a “pólvora”… e por isso merece notícia… e de relevo… sim, porque vivemos numa democracia…
a formação de professores tem que ser um processo contínuo e plural…
na Alemanha no secundário um professor pode dar disciplinas dispares como Ciência política e ed. Física, História e Filosofia… (cada caso é um caso e depende da formação deste). Suíça no equivalente a 3.º ciclo (e para não falar da monodocência do 2.º ciclo) , pode dar 3 e /ou 4 disciplinas…
o problema está no modo como entendemos o que significa “dar aulas”, respetiva preparação, trabalho de pares…
quanto à “visão redutora/especializada” do ensino… ela não existe por esse mundo ocidental…
mas aqui como pensamos “sempre” do ponto de vista do aluno, defendemos algo contrário…
não irei responder a comentários… injuriosos ou não… e a minha perspetiva que nada contará, não assenta num pressuposto economicista…
Uma que pensa conhecer o sistema educativo da Alemanha e da Suiça …
…dois
Fico abismado com a admiração. Onde andaram estes dias?
O governo mandou distribuir serviço para os professores do quadro em grupos onde tivessem habilitação.( própria ou suficiente)
Assim professores de Música, ou EF ou outros formados nas ESES em que os 3 anos correspondessem a 1º ciclo foram dar contra vontade o 1º ciclo
Os professores de Economia tem habilitação própria para o antigo 4º grupo do 2º ciclo ( matemática e ciências) e suficiente para a matemática do secundário. Os engenheiros idem…
Descansem que não estão lá por vontade. Depois com os agrupamentos têm sido normais as “subidas e descidas” de nível, consoante um certo armanço. São muitos os profs. do 2º ciclo “promovidos” ao 3º ciclo e sec. e outros “despromovidos”
Uma parvoíce claro que sim. Mas eles chamam a isso aproveitamento racional de de recursos.
Como o meu grupo felizmente tem que dar dezenas de temáticas diferentes e nunca repetimos a mesma coisa, pois os cursos mudam todos os anos.. já nem ligo. Algumas opções são aceitáveis outras são ridículas. tudo depende da formação de cada docente. O problema está que isto é feito burocraticamente sem olhar para formação de base e contínua do docente
Independentemente do grupo de recrutamento para o qual se tem habilitação e se seja profissionalizado, é de lamentar os comentários que faz: promovido? despromovido? Assim vai a nossa classe. Somos todos professores!!! Vamos deixar de parte esses comentários que, quanto a mim, são ofensivos. Mesmo sendo do 3.ºciclo/secundário, não considero inferiores os colegas que lecionam no 2.º ciclo nem no 1.º
Reparou nas aspas não reparou?
Reparou nas aspas, não reparou?
O povo (e infelizmente alguns professores) ainda acreditam que a prova é para escolher o trigo do joio… Ainda não perceberam que serve apenas para eliminar todo o trigo. Basta fazerem um exame tipo ordem dos advogados e acaba-se com 95% dos candidatos a concurso. E o povo pouco informado(e os invejosos) ainda vão bater palmas
Vá lá que não disse os pedreiros ou calceteiros. A prova deveria ser para TODOS os professores, precisamente para separar quem domina os conhecimentos…de que não domina 🙂
maria… você é que deveria ser corrida do ensino…s´o porque entrou para o quadro no tempo em que um chimpanzé dava aulas… bem agora falar do cimo do pedestal… vá-se reciclar e purgar do cheiro a naftalina, que as peças de museu, ñ tem lugar na escola…
PS: ainda bem que estou no privado e ñ tenho que levar com os “PROFESSORES” da velha guarda que se julgam melhores com os COLEGAS contratados
E quando ganha Rui? Trabalhar com malta nova é bué da fixe, não é? Espero que o convívio alegre e despreocupado com os catraios da sua idade o compensem monetariamente também. Já agora que idade é que têm? Mais de 16 aninhos? É que não parece nada…. E se o “79” corresponde ao ano de nascimento olhe que até me sinto mal porque nasceu na minha década… cresça.. anda a aprender mais com os miúdos do que eles consigo.
Ana, tanta pergunta indiscreta!? toquei em algum ponto fraco?? Qto ganho?? qual a minha idade?? porquê? está interessada?É que sabe… desculpe, mas ñ traço carne recessa, e ressabiada. vá bater noutra porta, e venha para o privado… ñ durava nem dois dias, era despedida por falta de incompetência.
* falta competência…
Rui… Sou QA no público e trabalho em contrato de acumulação no privado. Pela insistência que fazem anualmente para que me mantenha lá não me parece que me achem incompetente… Interessada em si? Claro que sim. Parece-me um espécime interessante. E além disso faz-me rir. Perguntei quanto ganha porque sei que, infelizmente, os meus colegas do colégio ganham muito menos do que os que tenho no público. Portanto, apenas espero que a alegria que têm em evitar colegas mais velhos lhe compense a falta de dinheiro no bolso. Ponto fraco? Essa parte é hilariante!!!! Provavelmente não é mais novo do que eu. Embora a idade mental seja substancialmente diferente…. Tá zangadinho com os adultos? Isso passa a seguir à adolescência. Obrigada por ter tornado o meu serão mais divertido.
Cara Ana
Feliz ou infelizmente há aqui comentários que não passam de um grande LOL. Em muitos pontos poderia ser considerado como uma terapia 🙂
Ana… sabe, a insistência para que se mantenha por lá… certamente será pela cor dos seus olhos… ou ñ… lol
sim… e tem razão, mentalmente, sou um miúdo… e com orgulho, contrariamente a muita gente, que entra para o quadro e vira rapidamente elitista… e sim, provavelmente ganho menos que os colegas do publico, e provavelmente, tb trab mais que a maioria deles. mas ñ me sinto em nada inferior a eles, e no dia fico contente com os meus alunos, e eles cmg…. e ñ ando a vida toda a queixar-me que ganho mal, ou que estou a km de casa.
e ñ estou estou zangadinho com os adultos, ou adulteras como vossemecê…
looooooooooooooooooool
Rui, porque é que a a argumentação lhe foge sistematicamente para o “ordinarote”? É por ser mentalmente um miúdo, por ser um puto mal educado ou por não conseguir fazer melhor? Mas sabe o que tem graça? É que atira sempre ao lado…. estou a 3km da escola e outros 3 do colégio. E não ganho tão mal assim.
Triste espectáculo deixamos aqui como classe! ataques pessoais e injúrias de toda a espécie….esta falta de união e de solidariedade não leva a lado algum…..
É o reflexo de muitas salas de profs, infelizmente, caro Ricardo. Aqui a escrita e identificação por nicknames é o mesmo das frequentes «machadadas» entre colegas para subirem ao poleiro no contexto de escola. Espero que não leve a mal este meu comentário 🙂
Ora nem mais, caro Ricardo.
Não tenho nada contra o dito ‘proletariado’, geralmente conotado com os cidadãos com baixa formação, culturalmente pobres e sistematicamente explorados.
Mas é lamentável que a Classe Docente tenha virado uma classe proletarizada.
Gente com formação superior, mas que não faz jus à mesma, mal abre a boca.
Será que a culpa é de algum comodismo instalado, à sombra da Função Pública? É só uma teoria.
Conheço um caso em que uma colega de Economia está a lecionar MACS (10.º e 11.º anos) numa escola!
E que me dizem a professores de TIC a darem aulas de Economia???? Assim vão as nossas escolas…
Conheço montes de casos ao contrário. Professores de economia, matemática, eletrônica a dar TIC. Pior até, a dar disciplinas de programação informática, que exigem maior especialização, que esses professores não têm, resultando em anos perdidos para os alunos… é uma rebaldaria!
É lamentável que o grupo de economia lecione no grupo 230.Há que denunciar estas situações.
tal como é lamentável que prof. sem qq doença estejam a beneficiar de destacamento por motivo de saúde. Quem está destacado por CE deveria ir a uma junta médica para provarem a sua situação.
Author
Atenção que a mobilidade por doença pode ser pelo ascendente ou pelo descendente.
Só não compreendo o seguinte: num agrupamento com 3 professores QA/QE sem componente letiva (grupo de recrutamento 240) e eis que fica colocada uma docente do mesmo grupo de recrutamento em DCE e que na lista de graduação se encontrava atrás de todos esses professores.
Atenção que Licenciados em Economia com profissionalização em Matemática e Ciências podem lecionar o 230!!
a mim esses casos já não chocam, sou profissionalizada do grupo 500 e desde que dou aulas que em todas as escolas a maioria dos colegas que ensinam matemática do 3ºciclo só têm habilitação suficiente. Na última escola onde estive no 3º ciclo só os contratados eram profissionalizados para o terceiro ciclo, em todos os grupos os efetivos eram professores com habilitação só para o 2º ciclo.
é triste porque os senhores diretores fazem o que querem, e nós do 3º ciclo ficamos de fora a ver navios…
Ora colega, há tanto tempo que o verdadeiro cerne da questão está aqui! Pena que este País, tão pequenino, que coloca no mesmo patamar uma licenciatura tirada numa Universidade de uma tirada às três pancadas ainda não tenha visto isto! Óbvio demais!
E que tal enviar estes casos para a TVI e pedir ao prof. Marcelo que dê o seu comentário.
O Marcelo?! O perito em tudo e que depois diz trivialidades?? O putativo candidato do PSD às próximas eleições presidenciais? Aquele que batia forte e feito no Pedro Santana Lopes e passa agora a mão pelo pêlo ao Passos Coelho?
Esse morcão! Isso, envia 🙂
Nos cursos profissionais sempre foi um regabofe. Cidadania e Mundo Actual, MACS, Área Integração, Sociologia e sobretudo as disciplinas técnicas são DADAS (não leccionadas) por quem as direcções entendem. Não sei se é da experiência de TEIP mas já assisti a coisas que nem num país de 4º mundo devem acontecer. Sempre que a IGE lá foi à escola nunca se preocupou em ver nada. E não me venham com tretas pois quando vejo professores de TIC a DAR Cidadania e Mundo Actual ou de Geografia a DAREM Sociologia está tudo dito.
Depois as TIC são uma fantochada, claro!!! Esses indivíduos transformam uma disciplina tecnológica numa disciplina de datilografia num computador… LOL. É uma Palhaçada!
Na escola onde fiquei colocado só há um QA a leccionar no meu grupo (550) e tem habilitações apenas para o 540. Parece que é a mesma coisa mas não é, é bem diferente. E eu não posso concorrer ao 540!!!
Tudo isto é triste!
E um professor do grupo de matemática e ciências (2º ciclo) a dar Físico-Química (3º ciclo), já viram?! Eu vi. Ainda por cima o colega licenciou-se (há muuuuitos anos) numa engenharia tão estranha que não me lembro o nome, que nada tem a ver com matemática e ciências, muito menos com físico-química. Constatei a dificuldade do colega; tive pena dos alunos.
Ora viva. Sou do 400-História- e por duas vezes para ter horário completo tive turmas HGP do 5º e 6º anos. Creio que tanto no 2º como 3º ciclos fiz um bom trabalho, reconhecido pelos alunos, pelos EE e pelos pares. Por outro lado, um dos piores exemplos que tive foi com alguém dos quadros, licenciado em História, mestre em História Contemporânea, que era professor do secundário e um dia muito preocupado me questionou por que motivo o papa na Idade Média tinha duas espadas, e o que era isso de poder temporal e poder espiritual… (não é anedota, é verídico). Como podem ver não é apenas o curso tal ou tal que vos habilita para leccionar determinada disciplina, é preciso como já alguém referiu o empenho pessoal e uma preparação correta das aulas. Deixemo-nos de mesquinhez e centremo-nos no que realmente é importante.
Então, acha que isto não é importante e que não é uma perfeita aberração, o que se está a passar!
Está certo!
Concordo jneves. Também penso que os professores são pessoas preparadas e inteligentes que conseguem fazer um bom trabalho mesmo sem terem de debitar ipsis verbis aquilo que aprenderam na mais ou menos distante universidade. Mal seria se todos os médicos, engenheiros, e todos os outros profissionais qualificados, só soubesses o que se lembrassem do curso.. Era lindo!
E colegas licenciados em Francês/Alemão a darem Português ao secundário? Quem é de Português pode imaginar como serão dadas as aulas por professores de Francês/Alemão.ao 9º e ao 12º ano em que os alunos são submetidos a exame nacional.
Na Escola D. Maria II de Vila Nova da Barquinha também há um colega do grupo de Geografia a lecionar TIC.
Leccionar TIC? Isso é mato. Todos leccionam TIC.
Verdade. Isso confirma-se pelo elevado grau de competências que os professores demonstram quando são obrigados a frequentarem formações em que são forçados a fazerem uso das mesmas.
Até suam.
Sugestão: façam um blog onde se possa denunciar todas as situações anómalas de forma a que os E. de Educação tenham conhecimento destas situações em que os alunos são os principais prejudicados. Talvez assim o MEC e o seu representante máximo tenha vergonha na cara.
Será que Nuno Crato tem noção da grande confusão que está a criar no ensino ?
Também sou prof contratada com mais de 20 anos de tempo de serviço. Neste momento creio que é um pouco por todas as escolas professores a lecionarem a grupos de recrutamento para os quais não têm habilitações. Quanto ao exame, este deveria ser feito a efetivos e meu Deus, duvido que 5% deles tivessem sequer 8, com o devido respeito por alguns que merecem o que ganham
Penso que se dava muito bem a comentar notícias na caixa de comentários do DN, por exemplo. Como estou mal, todos os outros deverão estar também! Ninguém devia fazer a prova. Por uma questão de princípio, não porque as notas sejam assim ou assado.
Exma. Jessy,
Também com o devido respeito, para pessoa contratada há tantos anos, já tem idade para não fazer comentários tão pueris. Só faltava acrescentar que nos contratados para aí 95% terão nota superior a 18, de certezinha! E já agora, os alentejanos são todos preguiçosos, os árabes são todos terroristas e os negros todos criminosos.
Se a Jessy se quer proclamar como um exemplo do que é a “qualidade” de um contratado, acredite que é melhor estar quietinha; por esta altura já há muuuuito que deveria ter-se apercebido que os haverá melhores e piores, tal como acontece com os colegas do quadro e, surpresa!, com a Humanidade em geral.
Caros colegas,
Quando até estas aberrações se passam na (suposta) melhor escola pública do país…. aquela em Coimbra, está tudo dito!
E vem o sr ministro obrigar os contratados a realizar uma prova de avaliação de conhecimentos. Grande lata!!!!
Prova para toda a gente!
Porquê?
Para saber o resultado.
Também tenho alguma curiosidade… mas o tempo despendido na “coisa”, o dinheiro gasto e a logística inerente, era muita parra para pouca uva. Ficávamos a saber o quê? Que alguns de nós são bons alunos, outros não. Uma prova não avalia a capacidade de ensinar…avalia, essencialmente, a capacidade de fazer provas e a capacidade de aprender. Por isso é que a acho completamente despropositada.
Os «outros não» não estão em condições de incutir nos alunos hábitos de estudo, uma vez que eles próprios não o são. E pode ser o melhor professor do mundo, mas se não domina académicamente pelo menos a sua área…
E como a Ana admite, pelo menos ficaríamos a saber que haveria muitos que poderiam ter capacidade para fazer provas, nem caacidade de aprender. Um professor sem capacidade de aprender…será que é um bom professor?
…quanto ao trabalho que o processo poderia dar, é por uma boa causa, de credibilização da classe, que há muitos anos a está a perder.
Professores de informática a lecionar fotografia e video (audiovisual).
E quais seriam os escolhidos? Já sei: “Professor do ensino básico de fotografia, variante vídeo”.
Genial, Ana ! 🙂
Seria um técnico de audiovisual com CAP. Ou acham que um professor de informática já alguma vez “viu” uma máquina de filmar à frente. E uma mesa de luz?! Vocês é que são os génios!!
Se o professor de informática for de geografia, duvido.
Amigo, eu sou de informática, melhor, programação informática (com estágio de ensino integrado) e tenho no meu currículo acadêmico cadeiras com conteúdos de interfaces gráficos, edição multimédia e renderização de imagens. O 1º indivíduo português a trabalhar na pixar até possuía o meu curso… Fotografia é uma área sem profissionalização no ensino, por isso, se provarem ter competência técnica, tudo bem tb. Não exagere, por favor! Essa escolha até é bastante acertada e legal.
Conheço vários colégios do ensino particular e cooperativo que professores de francês lecionam história ao 2º.ciclo ,professores de EVT Matemática ao 2º. e 3º. ciclo , professores de físico-química matemática a todos os ciclos e professores da variante de francês alemão lecionam Português ao 3º. ciclo.E os pais acham que os filhinhos estão muito bem entregues!!
Provávelmente seria aconselhável que a maioria dos comentadores contasse até 10.000 antes de confirmarem as afirmações postadas por aqui. É apenas uma sugestão. Fiquem bem, mas usem o cérebro.
Pela circular enviada às escolas nos finais de julho, para determinar a distribuição de serviço e os horários-zero, pelo ponto 12 ou 13, não me recordo, tenho a certeza que ficou bem explicito a impossibilidade de um docente leccionar disciplinas para as quais não tem habilitação profissional ou mestrado na área científica. O Arlindo tem aqui no seu blog essa circular. Finais de julho. Confirmem lá se não é verdade o que estou a dizer.
A habilitação é própria e não profissional. E essa treta do mestrado na área científica é deveras curiosa…. Em muitos cursos, licenciaturas de 5 anos, nada mudou… As cadeiras são as mesmas, o currículo é semelhante, apenas cientificamente mais atual, como seria óbvio, mas agora temos mestres em vez de licenciados. Nenhum empregador faz diferença nenhuma entre os atuais mestrados e as antigas licenciaturas. Não acredito que o estado o faça.
Assim, estamos na presença de casos para a IGE. O grupo 550 é um verdadeiro maná. Todos lá vão.
Já agora, quantos contatos teve com a IGE? Pelo seu comentário parece-me que poucos… nota-se algum desconhecimento da forma como efetivamente as coisas funcionam…
As coisas funcionam bem.
Basta que os lesados passem das palavras aos actos.
Da minha parte, sempre que conhecer casos concretos, farei o que o direito mo permite.
Quem abdica dele, perde a legitimidade para se queixar do que quer que seja.
Lamento, mas estou completamente em contracorrente com quase todas as opiniões aqui vinculadas. Não é anormalidade nenhuma nem me parece que seja um escândalo. Um bom professor é, por princípio, alguém que sabe aprender. Qualquer licenciado têm a obrigação de conseguir dominar bem o programa de Ciências Naturais do 3º ciclo! Ou é assim uma coisa tão difícil? É feito para miúdos dos 11 aos 15 anos!!! Qualquer engenheiro do IST tem mais matemática em dois anos do que um licenciado de uma ESE nos anos todos! (esta última confirmadíssima…os alunos das ESEs são muitas vezes fonte de rendimento dos alunos do técnico pois pagam explicações…). Portanto, que mal vem daí ao mundo? Não sabe o programa? Aprende-se e trabalha com isso! Como em qualquer profissão, como em qualquer empresa, não é necessário saber tudo, é necessário ter capacidade de aprendizagem.
Em relação ao nível etário dos alunos: os professores de 3º ciclo dão aulas a miúdos de 11 anos e a jovens adultos de 20 anos no mesmo ano. Claro que é diferente. Claro que podem meter os pés pelas mãos num dia ou noutro na primeira semana de aulas. E como é óbvio, passado menos de um mês está tudo normalíssimo e em velocidade de cruzeiro. Principalmente para os colegas mais novos: abram o espírito… não é necessário fazer exatamente o que aprendemos na nossa faculdade para o fazermos bem. Basta usar o bom senso o a inteligência que certamente todos temos… Eu tenho habilitação própria para dar um variado leque de disciplinas: matemática, físico-química, ciências, tecnológica e tic (se a memória não me falha). Se conheço tudo sobre todos os programas? Claro que não!!! Mas consigo garantir que se fosse dar aulas de uma disciplina diferente da qual me profissionalizei, que quando lá chegasse já saberia tudo. Para além disso, estão a pensar como os meus queridos alunos: “Sou bom a físico-química e faço problemas mas tenho 1 a matemática porque não sei matemática!”… O saber não é estanque, muito menos em disciplinas do ensino básico, que se chama assim porque… é básico!
Só pode estar a gozar…
Não. Não estou. Já sabia que ia ser polémico, mas o saber divide-se por áreas e não por disciplinas. Física, por exemplo, quando é estudada num nível superior de abstracção, é matemática aplicada. As tic, não são mais do que as ferramentas para tratar tudo isto e mais alguma coisa. Tic, por si só, sem contexto, não faz sentido. Todos os cursos de engenharia têm várias cadeiras de programação, computação, sistemas digitais e afins. Quem têm mais do que uma licenciatura, vamos supor, como exemplo abstrato (ou talvez não…), uma engenharia clássica (mecânica, física, quimica, electroténica…) e algo na área da saúde, com as biologias (que têm muitos pontos de contato com a eletroquimica, as químicas orgânicas, e outras tantas, e ainda tem as anatomias, abrange muitas áreas. Não saberá tudo, mas tem muitas ferramentas para trabalhar. Agora, se uma pessoas com este género de habilitações fosse lecionar francês ou português, ou artes… Isso sim….seria impossível. Mas, que eu tivesse dado conta, nenhum dos casos apresentados fugiu da área de uma possível formação do docente em causa. Penso que teria de ser analisado caso a acaso.
Gostava de falar contigo pessoalmente sobre as TIC. Por exemplo, sabes o que é Visual Basic for Applications? Faz-me código para criar restrições à inserção de dados através de formulários VBA no excell para impedir que sejam inseridos valores de x que desrespeitem a condição 0 < x < 100. Os meus alunos de 9º ano saberiam dar-me a resposta. Deixa-me adivinhar, a tua teoria foi ao ar…
Caro Filipe
A sua resposta é meio…olhe, vale o que vale LOL
Filipe, eu não leciono TIC. Apenas prevejo a possibilidade de um docente (de qualquer docente, inclusive tu próprio) poder actualizar e adquirir conhecimentos que lhe permita lecionar, com competência, áreas similares à que se profissionalizou. Como deves compreender, não vou aqui prestar provas, tal como não te vou pedir o equivalente. E até acho que sei fazer o que me pedes… Mas não é esse o ponto da questão. Não se trata do que sabemos, mas sim, do que conseguimos aprender rapidamente. Mas, se tivesse de lecionar TIC, teria de me preparar, de estudar muito, e tinha de conseguir…. Assim como tenho a certeza que conseguirias dar Matemática…
O meu ponto de discordância base é que eu defendo que os professores são uma classe bem preparada intelectualmente que pode muito bem ser mais polivalente do que até aqui. Se a minha teoria cai por terra… bem, então somos todos uns tolinhos porque somos licenciados, mestres e doutores e não conseguimos dominar aquilo que um aluno de 9º ou de 12º consegue.
Não está mal visto, Ana. É uma questão de “think outside the box”.
Lembro-me de há uns tempos acompanhar uma série inglesa (não americana), na Sic Radical, julgo que atualmente até está em repetição no canal, chamada “Teachers”, penso que passada numa escola pública londrina (já não tenho os pormenores bem presentes). Numa altura uma das professoras (penso que de Filosofia…) tem um problema de saúde e mete baixa, e a direção estuda o caso e resolve que quem vai substituir a prof durante a sua ausência (já não recordo se por ter menos horas letivas, se por considerarem que tem o melhor perfil para isso,…) é um colega de Educação Física. E o episódio tem mesmo piada (a série tem um misto de humor-drama), porque acompanha o dito prof de Educação Física, primeiro aterrado porque tem que se preparar para dar a nova disciplina, depois num processo de autêntica autodescoberta à medida que se vai embrenhando no programa, até ao ponto de descobrir que consegue dar ótimas aulas de Filosofia porque entretanto também ele descobriu o fascínio pela área. Ou seja, não só conseguiu o que se pretendia – substituir eficazmente a colega, como até foi enriquecedor para o próprio.
Convenhamos, a grande qualidade de um professor não é o amor pelo conhecimento em geral (e transmiti-lo aos seus alunos)?…
Lembro-me de na altura ter ficado um pouco “admirada” com o facto de (aparentemente) se poder fazer isso no sistema de ensino inglês e que me sentiria desconfortável se fosse adotado aqui. Mas pelos vistos, é mesmo uma questão de pensar e refletir diferente…
Acabe-se com os cursos via ensino.
Afinal de contas, qualquer um pode aprender o que quer que seja.
Uma boa dose de disciplina, aliado a uma injeção de motivação pessoal e autonomia, qualquer um pode ser cientista.
Bora lá, o que faz falta são autoditatas!
E olhem que se poupavam uns milhares de milhões por ano.
Têm o contacto do Crato, ou precisam que o partilhe com vossas excelências aka sapiências?
Ana, acha que consegue adquirir skills por exemplo de Educação Fisica? é que na minha opinião, uma aula de E.F não é só mandar fazer…é também demonstrar. Acha que conseque adquirie conhecimentos de 3 anos + 2 de mestrado, apenas em meia duzia de meses. ? A Sra tem filhos na escola?
Disciplinas similares… foi o que escrevi. Física e Educação Física só são semelhantes no nome.
Não sei qual é o espanto, depois das equivalências do Relvas, nós também temos direito a ter equivalências para tudo e para nada.
Que aconteceria se TODOS os professores pedissem licença sem vencimento, não sei se lhas davam, ma s que faria o cratinho sem professores e toneladas de alunos????????…. QUANTO AOS PROFESSORES PODERIAM SEMPRE EMIGRAR, ou os mais radicais, poderiam dedicar-se a uma vida hippy, com um tecto e um pedaço de terra para cultivar umas alfaces e cebolas………………………..
Não dão….. só devidamente justificada… Chuif… Visualizo uma caravana, uma máquina fotográfica, e um mundo inteiro de novas oportunidades…
De qualquer modo o que aconteceria é que nova fornada de professores acabadinhos de fazer entraria ao serviço e ficaria tudo na mesma…
A Ana está desatualizada… Existe um novo “modelo” (para aí há 2-3 anos) de licença sem vencimento por um ano, prorrogável por mais dois, sem perda do seu lugar no quadro, em que pode invocar motivos de ordem pessoal, sem mais explicitação. Qual é a diferença relativamente à outra, do “interesse público”? Durante o período de licença não pode fazer descontos para a CGA nem para a ADSE. Ou seja, o estado deixa de ter quaisquer encargos consigo durante esse tempo. Mais acrescento: são sempre concedidas.
Obrigada Maria. Esclarecimento precioso.
Na minha escola aconteceu o seguinte: foram mandadas para horário zero duas professoras do grupo 240 (EVT)para outras do 3º ciclo de (EV e Et )terem o horário completo, ou não irem essas prof. para horário zero. É as amizades que dão lugar a estes atropelos.
Pergunto: Isto é legal?
É que com esta situação fui eu mandada para horário zero.
Me ajudem, quem souber.
Obrigado.
pois eu tenho uma melhor para voces
moro na zona do Porto, e sou mãe, no final do mes de Agosto a minha filha recebeu um telefonema de uma colega de escola, dizendo-lhe que ela não estava nas listas provisórias de alunos, na escola onde havia sido matriculada. Como achei a situação estranha, dirigi-me á escola, e por estranho que pareça, assim era a minha educanda não estava nas listas escolares, então para saber o que se passava dirigi-me ao agrupamento, onde o sr. Presidente me informou que tinha retirado da escola em questão todas as turmas do 5º ano e todas as do 7º ano, quanto á minha filha, sendo do 9º ano, havia-a transferido para outra escola do agrupamento, ( sem que eu tivesse dado qualquer autorização).
Mas isso nem é tudo, a escola onde a minha filha esta matriculada sempre deu aulas do 5º ao 9º ano, pois apartir deste ano, serão dadas nessa escola aulas a alunos do 6ºano (2 turmas), aulas do 8ºano ( 2 turmas) aulas ao 9º ano( 2 turmas, 1 delas de ensino especial)
e os alunos do agrupamento do 10º ano, em cursos profissionais passam a ter aulas nessa mesma escola.
Como fiz questão que a minha filha regressa-se á sua escola de origem, foi-me informado que a turma da minha filha teria 29 alunos e que a escola em questão possivelmente no próximo ano será fechada.
No entanto, naquela escola sempre houve imensos alunos matriculados, alunos esses que foram retirados da escola onde os pais os matricularam e enviados para outras escolas do Agrupamento, escolas essas com menos condições que a escola em questão.
Se alguem me souber informar se todas estas situações são legais eu agradeço
Dá-me o telemóvel!!!!!!!!
Esta velha irrita-me tanto.
Já viste as orelhas dele? Tem pelos nos ouvidos!
O menino não sabe que não se pode mastigar pastilhas na aula?
Ruben! Tire já o boné!
Setôra: posso ir à casa de banho?
“energias renováveis são…..”
Gostas desta setora? – ó pá é tão estúpida! viste o que ela fez o outro dia à Cláudia? flipou com ela só porque estava a olhar para trás e passou-se dos carretos e começou a dizer cenas da mãe dela na aula…. é mesmo parva !
“Passem o que está no quadro”
“Marina! isto não é sitio para vir namorar!
” A setôra tem é inveja!
Nuno: Apanhe o papel
Já vai setôra
De facto toda essa situação é lamentável, no entanto, não é nada de novo já vem a acontecer há muito tempo, há cerca de 2 anos foi levantado o problema por alguns colegas do grupo 600 uma vez que EV de 3º ciclo estava (e está) a ser leccionada por colegas do grupo 240 sem qualquer habilitação, nem sequer própria, mas parece não ter despertado o interesse dos colegas tendo sido inclusivamente acusados por alguns de apenas pensar nos interesses próprios, quando o que chega estava em causa era uma questão legal e consequente perda de emprego por parte daqueles que possuíam qualificação, na altura, um colega disse em tom de provocação que caso tal se verificasse noutros grupos de recrutamento cairia o Carmo e a Trindade, pois bem já se ouve a ruir. O caso de ET é também um caso curioso pois alguns docentes deste grupo com formação base em determinadas engenharias possuem habilitação própria para Matemática ou mesmo TIC, o que permite a leccionação, mas não conheço o caso em particular. Objectivamente, quando é nós professores teremos a capacidade de nos colocar na pele do outro, ou quanto mais não seja antevendo a possibilidade de nos vir a acontecer o mesmo a nós, lutar contra as injustiças, mas sobretudos contra as ilegalidades cometidas.
As Associações de Pais não estão a assumir verdadeiramente o seu papel, até, sobretudo, nos casos em que os cursos não estão a ser autorizados. Já ouvi dizer que não autorizaram cursos profissionais, CEFs e Cursos Vocacionais e depois andaram a mandar cartas aos pais a dizer que não abriram cursos por falta de alunos. Que vergonha!!!
As associações de pais devem ser devidamente informadas. A comunicação social tem que ser esclarecida. O ministro tem que ser confrontado publicamente com estas situações.
Isto é o desastre completo. É inacreditável o ponto a que a educação em portugal chegou.
Compreendo perfeitamente o sentimento de injustiça e de indignação relativamente aos assuntos em apreço. Mas, no calor das emoções, nota-se por parte de alguns (muitos) comentadores, algum desconhecimento das leis que nos regem enquanto profissionais do Ensino.
Pessoalmente, considero uma inerência à boa prática profissional o conhecimento das leis.
E não, os sindicatos e as secretarias dos agrupamentos NÃO têm a função de nos dar a conhecer as leis (quando muito, de nos ajudar a interpretá-las).
Por exemplo: Há legislação clara que define quais as disciplinas que um licenciado está habilitado a leccionar (habilitações próprias e suficientes). A habilitação profissional é um protocolo que, hoje em dia, perde algum valor. Aliás, se formos honestos, grande parte de nós (não todos) há-de assumir que as valias de uma formação suplementar para obter habilitação profissional pouco ou nada contribuíram para a prática docente.
Exceptuam-se os casos em que tal formação obrigava a aulas assistidas. Lembro-me que nos anos 90, um dos esquemas comuns dos candidatos era conseguir tempo de serviço para fugir ao 2.º ano da profissionalização, muito mais trabalhoso, que impunha aulas assistidas com supervisor universitário, e a elaboração de um PFAP. Mas aprendia-se imenso! (obviamente que nada se consegue sem trabalho!)
Por outro lado, os Cursos Via Ensino tinham na sua estrutura curricular um ano de estágio remunerado numa escola. Estas boas práticas, infelizmente, acabaram, no tempo da MLR, de má memória.
Voltando ao contexto, lembro que cada um de nós é parte do sucesso ou do fracasso da sociedade em que nos inserimos. Dizer “eles deviam fazer isto-ou-aquilo” é uma forma de descartar responsabilidades. QUEM vai fazer “isto” ou “aquilo”? Os outros? mas quem? Conhece alguém?
É que desabafar em vão-de-escada não resolve nada. Essa é uma atitude piegas…e atenua a Força tão necessária para mudar qualquer coisa.
Agrupamento de Escolas Fernão do Pó – Bombarral
Tive conhecimento de uma professora de Educação Visual do 3º ciclo e Secundário que vai leccionar o primeiro ciclo.
Não existe atualmente habilitação suficiente.
Há alguns anos atrás na escola profissional agrícola da Paiã, os colegas que davam agronomia quando precisavam de horas para preencher a componente lectiva, leccionavam a disciplina de Física e Química do 10º ao 12º ano! Muitos destes colegas não tinham curso superior, eram técnicos de agronomia que haviam concluido os estudos ao nível do ensino secundário no final dos anos 70.
Esta situação deve-se ao decreto (ou algo assim) que este ministro fez o ano passado. Escrevi para o ministério e a resposta que me deram foi a cópia da legislação. Para além da colocação de professores e da injustiça que é, o que me afecta, em causa também está a qualidade de ensino. Não entendo como é que as associações de pais não contestam esta norma inventada o ano passado. Infelizmente, como no ano passado ainda muitos colegas foram reconduzidos ninguém se insurgiu contra este decreto. É completamente imoral. O ano passado fiquei sem colocação porque um colega de 2º ciclo pôde dar as de 3º o que até aí era ilegal,(os professores profissionalizados no 3º ciclo e secundário podiam leccionar ao 2º ciclo com habilitação própria, ficando atrás dos profissionalizados para este nível; mas o contrário não). Pior do que dar de ciclo diferente é que com este decreto um professor de uma área pode leccionar outra. Não ouvi sindicatos a pronunciarem-se uma vez que esta nova regra iria dar horas aos professores efectivos impedindo-os de irem para a mobilidade, foi o que me explicaram. Independentemente, do que pode ser ou não benéfico para cada um é escandaloso.
Olá Benedita. Parece-me que está a confundir dois planos. O dos concursos, em que cada docente só pode concorrer aos grupos para os quais possui habilitação profissional e… ponto. O outro plano é o da distribuição de serviço a cargo da direção da escola. Aí é que foi dada margem de manobra para distribuir serviço letivo aos docentes, mesmo sem ser do seu grupo de recrutamento, desde que a direção ache que a pessoa em causa tem formação para tal. Até já se fala de novo em habilitação própria! Que já tinha desaparecido dos documentos oficiais faz alguns anos, pois quem não possui habilitação profissional nem sequer pode concorrer no concurso nacional. Mas o seu raciocínio está basicamente correto. Se o diretor da escola distribuir serviço de 2º ciclo a um colega do secundário sendo esta QA e para que não fique sem horário… é “normal” que as horas de 2º ciclo não apareçam a concurso. A ideia do MEC é apenas poupa uns dinheirinhos, evitando a existência de horários pequenos com colegas contratados e, em simultâneo, a existência de professores do QA, (que mesmo não sendo do mesmo grupo mas tendo supostamente habilitações para tal), estejam na escola com insuficiência horária. O problema é que também havia muitos abusos. Conheci casos de professores de QA anos consecutivos com 14h, 16h… até no mesmo grupo várias colegas todo o ano com 14 ou 16 horas. Parece-me que devido a alguns abusos, e à má gestão da coisa pública por parte de alguns diretores, agora pagamos todos.
Na EB Sebastião da Gama o subdiretor irá novamente arranjar um esquema para colocar a sua “protegida de Geografia”. O Horário de Geografia presumivelmente não foi lançado para a mobilidade interna estará guardado para alguém que já por lá anda há alguns anos graças a esta amizade especial com o sr.diretor… Este senhor não tem legitimidade/idoneidade para gerir um agrupamento de escolas, vai continuar a tentar contornar a lei…
Esta realidade parece ser prática corrente nas ilhas tb.Há uns anos estive na ilha terceira em período de férias e constatei que uma colega do 330,lecionava ET ou EV.,já não me recorda bem qual delas…..Achei isto na altura uma “verdadeira república das bananas”…e disse-me ainda para meu espanto que no próximo ano letivo iria tentar dar EMRC!!!!
Denuncio aqui um caso do agrupamento de escolas de vila verde (Braga). Um professor de Matemática chamado LXXX CXXXXX que se encontrava o ano transato a lecionar disciplinas de informática do curso CEF operador de informática.
… e os técnicos especializados.. . isso é que é fantástico…
Na Escola profissional de ponte de lima, o diretor contratou um técnico especializado para lecionar disciplinas que são claramente afetas ao grupo 550 (informática), nomeadamente, linguagens de programação do curso de informática de gestão. Isto é que é ser artista 🙂 envia-se o horário para técnico especializado (que seria do grupo de informática) e desta forma, o artista diretor pode selecionar quem bem lhe apetecer.
[…] notícia surgiu a propósito deste post e de alguma insatisfação sentida na caixa de comentários por haver docentes a leccionar outras […]