Experiências Pedagógicas

Juntar maus alunos na mesma turma está a dar bons resultados

Escola dividiu estudantes em função das notas e juntou os de pior desempenho em turmas com apoio reforçado. Medida alvo de críticas é agora aplaudida.

A polémica rapidamente deu lugar a aplausos. A Escola João Gonçalves Zarco juntou os alunos com mais dificuldades em turmas onde foi reforçado o apoio. Os resultados foram positivos e o projeto alargado.

Juntar maus alunos na mesma turma está a dar bons resultados

Designado “Zarcompensa”, o projeto da escola básica e secundária de Matosinhos arrancou, no ano letivo passado, em duas turmas dos 8.o e 10.o anos. O primeiro passo foi fazer testes de diagnóstico a Português e Matemática. Os resultados, em conjugação com as notas anteriores, permitiram aferir o nível de conhecimentos às duas disciplinas. A seguir, foram constituídas turmas com os alunos com mais dificuldades.

Os pais reagiram com apreensão e desconfiança. “Os nossos filhos vão para uma turma de ‘burros’?” – era a pergunta que Maria Rosa Carvalho, da associação de pais, mais ouvia dos apreensivos encarregados de educação. “Eu compreendia porque se fosse com o meu filho também ficava preocupada, mas houve, por parte da escola, um grande esforço para esclarecer todas as dúvidas.”

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25 comentários

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    • Prof azeda on 22 de Setembro de 2013 at 22:46
    • Responder

    Este post é para comentar? Pelo que ouço dizer, é, realmente, uma boa escola.

    • M&M's on 22 de Setembro de 2013 at 23:08
    • Responder

    Já tive numa escola em que também se adorou esta medida e osresultados só foram positivos porque os professores faziam teste mais simples para estas turmas. É enganar alunos mas principalmente os pais.

      • cvcosta on 23 de Setembro de 2013 at 10:46
      • Responder

      É verdade. 🙁 Eu também estive numa escola com essa estratégia e os resultados foram o que foram porque o grau de dificuldade era muito diferente…os problemas de base continuaram sem ser resolvidos, mas fica bem ter sucesso…

    • Regina12 on 22 de Setembro de 2013 at 23:09
    • Responder

    Claro que dá resultados… Porque os professores fazem os testes de avaliação de acordo com os alunos que têm… Funciona quase como um PCA… só que não lhe deram a mesma designação… Assim parece mais bonito e menos restritivo,,, É tudo uma questão de perspetiva…

    • Crato, Nuno on 22 de Setembro de 2013 at 23:23
    • Responder

    Pois Podes… nem a lista ordenada do 540 publicou… é mesmo uma boa Escola… cala-te mas é!!!

    • sandra s. on 22 de Setembro de 2013 at 23:27
    • Responder

    Pois, eu não concordo com a medida.
    Se os alunos com NEE são integrados nas turmas ditas “normais”, por que é que os alunos com mais dificuldades têm de ir para uma turma à parte????

    • Neves on 22 de Setembro de 2013 at 23:49
    • Responder

    Devem ser as turmas para os contratados, porque os do quadro escolhem SEMPRE as melhores…

      • cvcosta on 23 de Setembro de 2013 at 10:48
      • Responder

      Não é bem assim…

    • Ana on 23 de Setembro de 2013 at 0:00
    • Responder

    Penso que facilita o trabalho que se faz com a turma. Também pode passar por fazer testes mais fáceis, como alguém disse acima, mas só no início. Para que que os alunos melhorem a autoestima e se sintam mais confiantes. A partir daí vai-se subindo lentamente o grau de dificuldade e no último período e nos anos seguintes já é tudo como nas outras turmas. Entretanto, as poucas horas que existem na escola para apoios vários (APAs e tutorias) são canalizadas para estas turmas. Não dá maus resultados…

    Muitas vezes, quando as turmas são muito heterogéneas o professor trabalha para o aluno médio. E às vezes estão lá só dois ou três médios… Prejudica os bons e muito bons e prejudica os alunos com mais dificuldades. Para uns é muito rápido, para outros é muito lento.. Gera desatenção, alguns alunos desistem, outros já perceberam logo à primeira e têm de ouvir uma e outra vez, também tendem a dispersar-se. Se forem mais similares, podem “crescer” juntos. Principalmente com turmas tão grandes, concordo com a existência de turmas de nível.

    • JP on 23 de Setembro de 2013 at 0:13
    • Responder

    Esta separação é feita com três objetivos:

    1) Permitir que as turmas top obtenham melhores resultados, principalmente nos exames, o que faz aumentar a procura desta escola pelos alunos.

    2) Isolar alunos problemáticos e com fraco rendimento e, se necessário, aldrabar o nível de exigência de modo que apareçam bons resultados no final de cada ano

    3) Permitir que uma certa casta de professores lecionem apenas aos melhores alunos.

    • Bruno Reis on 23 de Setembro de 2013 at 1:16
    • Responder

    Se esta coisa a que chama medida funcionar mesmo, tal ficar-se-à a dever ao apoio reforçado aos alunos com dificuldades. Ora que eu saiba não é necessário segregar alunos para que se atribuam professores de apoio aos mesmos. Esta história parece-me muito mal contada.

    • Ex professora on 23 de Setembro de 2013 at 1:21
    • Responder

    A medida tem vantagens óbvias para os alunos com bom desempenho. Porém, para os alunos com dificuldades não basta agrupá-los. Estes necessitam de mais apoio, supervisão e tutoria, mas é completamente desaconselhável facilitar o percurso, é uma falácia com efeito boomerang! A realidade é que só alguns são excelentes, nem todos são bons alunos, haverá sempre alunos abaixo da média. A medida é boa, a aplicação prática (dar testes mais fáceis, eliminar conteúdos…) é péssima

    • Daniel on 23 de Setembro de 2013 at 2:16
    • Responder

    Há cada comentário. Concordo com esta forma de organização pedagógica. Por mim falo: não consigo numa turma de 20 e tal alunos chegar a níveis de desempenho dispares: desde o aluno muito bom, ao muito fraco, passando pelos médios e pelos com algumas dificuldades.

    • claro on 23 de Setembro de 2013 at 9:45
    • Responder

    NÃO ME ESPANTA NADA QUE RESULTE 🙂

    • ana on 23 de Setembro de 2013 at 11:41
    • Responder

    eu apoio estas medidas. Devemos apoiar oa alunos. Quando os alunos com dificuldade estão numa única turma podemos apoiá-los.

    • Eu e Tu on 23 de Setembro de 2013 at 11:42
    • Responder

    Experiência???
    Isto não passa de um cef camuflado de turma normal. Brincamos?
    Zarcompensa? Não me façam rir que tenho aftas !

    • Eu e Tu on 23 de Setembro de 2013 at 11:48
    • Responder

    O Daniel não consegue chegar a resultados dispares?! Se agrupar os piores de um lado , e os melhores do outro, certametne não consegue.

    O apoio ao aluno não exige que estejam 20 alunos com dificuldades numa só turma. Bem pelo contrário.
    Se se usa o argumento do “apoio”deve-se ser sério e dizer que esse apoio só pode ter lugar com carga horária que o permita e com recursos humanos que o executem fora das horas regulamentadas como carga horária.

    Horas de apoio, Assessorias, etc. Não vi ninguém a referir isso.
    Certamente os que apoiam estas medidas são os que vêm a sua turma a ficar melhor composta, por alunos previamente escolhidos. Quem fica com 20 alunos com dificuldades (ou mais) na mesma turma, com a mesma carga horária, não pode ter resultados positivos se não os mascarar com avaliações pouco rigorosas.

    Enganam-se os pais, os alunos, e perde-se tempo.

    • Indignado on 23 de Setembro de 2013 at 12:08
    • Responder

    A turma que referem do 10º ano, está agora no 11º; mas só ficaram 3 alunos; todos os outros “saíram”; destes 3 vai sair mais um; restam 2; todos os alunos nesta turma do 11º ano se sentem revoltados e segregados dentro da escola; são marcas que vão ficar para sempre. Não existiu qualquer avaliação psicológia, ou outra, para avaliar se o aluno suportaria, em termos psicoçógicos, ser marginalizado na escola. Faz-me lembrar o regime dos USA na década de 60; só que aí era a cor da pele; Agora têm um presidente de cor; pode ser que esta escola tenha uma surpresa, bem merecia.

    • Ricardo on 23 de Setembro de 2013 at 12:27
    • Responder

    É mais uma estratégia economicista para “melhorar” os resultados, agora através da competição.

    Mas se por um lado a competição favorece os resultados escolares, por outro subverte os fins da educação, porque em vez de os alunos procurarem saber mais, funciona como estímulo, na medida que satisfaz a auto-afirmação e o desejo de ser superior aos outros (levando em determinados casos a desonestidades e.. fraudes).

    Por outro lado, a cooperação é sinónimo de qualidade na educação, com as preocupações não se centrarem apenas nos conteúdos programáticos, mas também na formação pessoal e social.

    Por isso, creio que em turmas heterogéneas, mas com um número de alunos mais reduzido que o atual, com os professores a aplicar um ensino o mais personalizado possível, adequado ao ritmo de aprendizagem de cada aluno/grupo de nível, consegue-se obter os mesmo resultados quantitativos, sem correr riscos da segregação/estereotipificação, nem subverter os fins da educação.

    • Eu e Tu on 23 de Setembro de 2013 at 14:45
    • Responder

    Crato já veio defender que quer o Ensino do Inglês obrigatório no 1º ciclo !

    Espera lá… não foi ele que acabou com a obrigatoriedade da oferta do mesmo?

    Este país virou uma anedota. Não há ministério que escape.

      • Profa farta de medíocres on 23 de Setembro de 2013 at 22:19
      • Responder

      Inglês no 1º ciclo é outra farsa. Saber contar até 10 e dizer meia-dúzia de frases. Algo que se aprende em 3 semanas de 5º ano.

        • Busybee on 23 de Setembro de 2013 at 22:51
        • Responder

        Não diria essa barbaridade se ouvisse os meus alunos a falar Inglês quando acabam o 4º ano. Não devia falar assim do trabalho dos seus colegas, É muito feio e pouco profissional…

    • Isabel on 23 de Setembro de 2013 at 19:20
    • Responder

    Esta história das turmas de nível é nem mais nem menos do que o Projeto Fénix, implementado em várias escolas sobretudo do centro-Sul e Sul do país!
    Não vou discutir o seu mérito o desmérito….mas parece-me estranho uma escola que implementou algo já feito e refeito ser notícia!!!!

    Será publicidade encapotada ou manobra de marketing do Projeto Fénix, aproveitando a boleia das turmas enormes, em que é difícil trabalhr!?

    1. Nunca reparou que a Zarco está constantemente a aparecer nas notícias? É com as greves, é com os resultados dos exames de 12º, é com …

    • Profa farta de medíocres on 23 de Setembro de 2013 at 22:17
    • Responder

    A farsa faz parte do ensino em Portugal desde o 25A. Esta é apenas mais uma estratégia para enganar os pobres e nem sequer é das pior. Ser NEE fictício é bem pior, até para o contribuinte.

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