MEC fecha portas. SPZN abre janelas!…

Chegado por e-mail
Face às recentes medidas apresentadas pelo MEC, o SPZN reagiu com respostas reivindicativas objetivas e consistentes.

As respostas do SPZN às nefastas medidas preconizadas pelo Governo foram apresentadas nas recentes reuniões com o MEC em que o SPZN esteve presente no âmbito da FNE.

A persistência do SPZN, sem recurso a grandes alaridos folclóricos, começa a produzir efeitos como é exemplo o envio às escolas, em 17 de julho, das orientações para a distribuição de serviço letivo . Este documento tem por objetivo, tal como era nossa pretensão, reduzir o impacto das medidas que conduziram muitos docentes de carreira ao concurso do DACL. Rentabilizando respostas educativas a implementar nas escolas muitos destes professores serão retirados do concurso ao passo que a outros é garantida a ocupação de tempos letivos.

Mas o SPZN não se ficou pelos professores de carreira na procura de soluções. Procurou também soluções que conciliassem o combate à precariedade da contratação sucessiva com respostas que elevassem a qualidade da escola pública. Nas rondas negociais, o SPZN exigiu que se procedesse a um efetivo levantamento das necessidades permanentes do nosso sistema educativo e que de uma vez por todas fosse dada estabilidade aos professores e às escolas.

As afirmações do Ministro da Educação no Parlamento acerca da vinculação dos professores contratados, ainda este ano, embora vagas, trazem-nos um alento renovado para os objetivos a que nos propusemos.

Com o crescimento do número de apoiantes do SPZN vamos conseguir vencer mais uma etapa do processo negocial – a vinculação dos professores contratados!

Como sempre afirmamos :
NÃO HÁ PROFESSORES A MAIS, HÁ RESPOSTAS EDUCATIVAS A MENOS

Porto, 20 de julho de 2012
Departamento de Informação e Comunicação do SPZN

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2012/07/mec-fecha-portas-spzn-abre-janelas/

15 comentários

Passar directamente para o formulário dos comentários,

    • Vítor Agostinho on 21 de Julho de 2012 at 14:55
    • Responder

    Aqui temos a diferença entre um sindicalismo resposável e outro sindicalismo das camisolas do camarada Estaline, das boinas do Che Guevara e do “comes e bebes”.

  1. Depois de anos e anos de comportamento quase criminoso em relação aos professores contratados, de que são exemplos a falta de regulamentação para ADD e o aborto que assinaram este ano com o MEC, se ainda sobrar um pingo, só que seja, de ética, a FNE tem que fazer tudo, mas tudo, para que haja vinculação ESTE ANO do maior número possível de professores contratados. A FNE, melhor que ninguém sabe que ou há vinculação este ano, ou está a enganar os actuais professores contratados porque a quase totalidade deixará de poder aceder à vinculação no próximo ano ou concurso.

    Em nome de um mínimo de decência, espero que a FNE se empenhe em remediar a parte mais significativa da asneira que cometeu na assinatura do acordo. Já vimos por aí que terá de contar com a oposição da fenprof, mas cá estremos, se for preciso, com o apoio dos media, para desmascarar os fantoches que fazem do prejuízo de outros o seu modo de sobrevivência.

      • tecas on 21 de Julho de 2012 at 17:20
      • Responder

      Colega,
      concordo inteiramente consigo. A FNE pode contribuir para atenuar dúvidas sobre o que se passa nessas negociações com o Ministério. A opinião generalizada é que tratam da sua vidinha e remetem o nosso problema para slogans que nos têm mantido ad eternum na mesma situação. A prova do descontentamento está no distanciamento que o movimento de professores contratados quer manter com os sindicatos. E isto está a alastrar para outras áreas.
      “Em nome de um mínimo de decência” devem esforçar-se para que a vinculação aconteça antes do próximo concurso.

  2. Quer acredites ou não foi no dia 6 de Março que este governo pela primeira vez falou na abertura de vagas de quadro para docentes com mais de 10 anos.
    http://www.arlindovsky.net/2012/03/contrapartidas-do-acordo/

    E não vou deixar de acreditar que tal venha a acontecer.

      • Pedro on 23 de Julho de 2012 at 17:21
      • Responder

      Existem horários zero em quase todas as escolas e na minha vão ser dispendados aproximadamente 50 contratados e ainda há quem acredite na vinculação de contratados. Pode ser que entrem hoje para os quadros e amanhã sejam despedidos com uma indemenização à la FNE e UGT. Agora vou-me rir moderadamente, por respeito a quem hoje sofre sem horário, das palavras do senhor ministro e do facto de existir quem acredite nelas.

  3. A confirmar-se, não me custará nada dar a mão à palmatória.
    Nunca me custou pedir desculpa, porque os erros que cometo não são mal intencionados, mas neste caso, se vier a verificar-se ser uma contrapartida do acordo, terei o maior prazer em fazê-lo publicamente.
    Entretanto… vou ficando como São Tomé.

  4. A FNE é um bocado lenta não?

    Tem estado a dormir?

    • manuel ribeiro on 21 de Julho de 2012 at 16:13
    • Responder

    E o Nogueira que fecha portas e janelas! Cá está ( http://www.fenprof.pt/?aba=27&mid=115&cat=226&doc=6572) o homem preocupado com os Mega, quando objetivamente os Mega servem os interesses dos professores que dão aulas. A preocupação do Nogueira são os diretores e adjuntos do partido que muito têm batalhado para não voltar a dar aulas. Aliado com o pai de todos, Nogueira esfalfa-se para impedir os Mega Agrupamentos. O facto é que esses Megas permitiriam equilibrar as contas na Educação, condição para voltarmos a auferir um vencimento sem cortes, e, a médio prazo, permitiriam a saída dos mais velhos.Nogueira perfere defender os diretores do partido. Voltámos à lógica da pizza, aquela que nos pisou para promover sindicalista e bacharéis.

    • Zaratrusta on 21 de Julho de 2012 at 18:37
    • Responder

    Do “Educação do meu umbigo”. Incrível!

    Exmo. Sr. Diretor/Presidente

    Para abertura de turmas de cursos profissionais na sequência das orientações para distribuição de serviço docente, solicita-se que seja enviada a estes serviços emnop@drelvt.min-edu.pt o respetivo pedido de autorização que inclua lista de alunos, lista de professores com o compromisso de V. Exa. de que não há necessidade de recurso a qualquer contratação de professores, caso na escola que dirige existam alunos para constituir uma turma dentro do legalmente estabelecido e professores para lecionação de todas as disciplinas sem recurso a qualquer contratação.

    Com os melhores cumprimentos,
    Mariana Parra da Silva
    Chefe da Equipa Multidisciplinar Novas Oportunidades
    Praça de Alvalade, 12
    1749-070 Lisboa, PORTUGAL
    TEL + 351 218 433 900 FAX + 351 218 465 785
    info.drel@drelvt.min-edu.pt
    http://www.drelvt.min-edu.pt

    • Zaratrusta on 21 de Julho de 2012 at 18:41
    • Responder

    Do Educação do umbigo. Incrível.

    Exmo. Sr. Diretor/Presidente

    Para abertura de turmas de cursos profissionais na sequência das orientações para distribuição de serviço docente, solicita-se que seja enviada a estes serviços emnop@drelvt.min-edu.pt o respetivo pedido de autorização que inclua lista de alunos, lista de professores com o compromisso de V. Exa. de que não há necessidade de recurso a qualquer contratação de professores, caso na escola que dirige existam alunos para constituir uma turma dentro do legalmente estabelecido e professores para lecionação de todas as disciplinas sem recurso a qualquer contratação.

    Com os melhores cumprimentos,
    Mariana Parra da Silva
    Chefe da Equipa Multidisciplinar Novas Oportunidades
    Praça de Alvalade, 12
    1749-070 Lisboa, PORTUGAL
    TEL + 351 218 433 900 FAX + 351 218 465 785
    info.drel@drelvt.min-edu.pt
    http://www.drelvt.min-edu.pt

    • Isabel on 21 de Julho de 2012 at 21:19
    • Responder

    http://aventar.eu/2012/07/18/fne-e-crato-e-agora/

  5. Arlindo,

    Tenho muitas dúvidas desta relação previlegiada entre a fne e o mec. Parece-me tudo uma coreagrafia subjugada a lógicas partidárias. O pior é que isto acontece na precisa altura em que assistimos ao maior atentado contra a escola pública. Tal facto exigiria uma respsota à altura. Esta vinculação extraordinária é um bom exemplo da forma de actuar deste ministério, tentando esconder através de um soundbyte um conjunto de medidas lesivas e gravosas que tem vindo a tomar. Custa-me ver a fne alinhar nisso.

    Esta vinculação que agora foi lançada para atenuar contestações, que começam a ganhar forma e substância, em vez de resolver o problema eterno da precariedade dos contratados apenas agravará as injustiças. Por exemplo, como poderá haver uma vinculação este ano, quando nem todos concorrem nas mesmas condições, ou seja, quando alguns são reconduzidos por pura sorte e outros, muito melhor graduados e com mais tempo de serviço, ficam sem horário? Não geraria isto uma iniquidade de todo o tamanho? O que a fne pensa disso?

    Não tenhamos ilusões: esta vinculação extraordinário não passa de um número político e por isso passará por cima de quaisquer injustiças que seja. Pior, os sindicatos que o negociarem também não se importarão com isso, tal é a ânsia de ficar na fotografia

    Enfim, nada que não estejamos habituados…

    João Narciso

    • Marciano on 21 de Julho de 2012 at 22:51
    • Responder

    Ola este agora armado em defensor dos contratados … mas algum dia houve algum sindicato que se preocupasse com eles? Nada disso, só se preocupam com eles próprios e com jogos políticos, o resto é tanga

    • Marciano on 21 de Julho de 2012 at 22:54
    • Responder

    Até o ministro goza com os contratados, insinuando que estes vão finalmente integrar os quadros … e o pior é que estes parecem acreditar …

    • Pedro on 23 de Julho de 2012 at 17:15
    • Responder

    Se a FNE “dorme” com o MEC então está explicado a quantidade de “abortos” egislativos recém-nascidos. E aposto que ainda nem vimos metade. A FNE deve ter vergonha da sua atitude de pura venda de alguns professores em troca sabe-se lá do quê. Aposto que FNE e PSD são mais ou menos a mesma coisinha… enfim… Alguns graças ao suposto sindicalismo responsável hoje sofrem e não é pouco. João Dias da Silva nem fala. Não sei se por vergonha ou se por medo (afinal todos têm um partido). Se são da FNE mudem de sindicato. Hoje estavam todos no MEC, alguns sindicatos, associação de pais, associação de diretores. Faltava a FNE. Dá que pensar.

Deixe um comentário

Your email address will not be published.

WP2Social Auto Publish Powered By : XYZScripts.com
Seguir

Recebe os novos artigos no teu email

Junta-te a outros seguidores: