… de uma grande amiga, encarregada de Educação.
Enquanto Ex Dirigente Associativa e Sócia Honorária de FRAPP – Federação de Pais do Porto, o que penso sobre “A revisão curricular”.
“Há dois pilares” no País: a saúde e a educação.
Como se pode educar os futuros homens e mulheres que irão governar este país que neste momento está tão desgovernado.
A revisão curricular é absurda, só tem em conta a questão financeira.
A revisão curricular deve ser feita de acordo com as necessidades do país, numa perspetiva de “modernidade revisão curricular, que deve ser no sentido da formação integral do indivíduo.
As turmas com 30 alunos e professores sem turmas na mesma escola, não fazem sentido.
Defendo as equipas multidisciplinares nas escolas.
Sou contra os “Mega Agrupamentos” é uma medida que em nada favorece os alunos, é mais economicista do que valorização do aluno, dos profissionais e do aumento da desertificação do interior.
É um retrocesso na concepção de ensino. Defendo que a escola NÃO seja uma fábrica, mas sim um local de formação e educação.
Surpreende-me que as disciplinas de educação moral e religiosa se mantenham em todos os níveis de ensino, enquanto que o ensino artístico e tecnológico é completamente desvalorizado.
A reforma no meu entender visa apenas “cumprir o Orçamento do Estado e despedir professores“. Trata-se de mais um instrumento de contenção orçamental, pela necessidade de reduzir despesas com pessoal.
É mais uma matriz que não garante nem a qualidade, nem a equidade do ensino e um passo gigantesco para o retrocesso do ensino em Portugal.
Apelo a todos os Pais, Encarregados de Educação, Dirigentes Associativos e demais Portugueses que não deixam que tal aconteça.
Rosa Novo
20 Julho 2012