OClube Ubuntu,recentemente formado na escola, quis contribuir com este sinal de solidariedade ao mundo, vestindo as t-shirts Ubuntu e convidando outros a vestir de cores azul e amarelo.
Este gesto uniu centenas de escolas do País demonstrando a solidariedade dos alunos e educadores com o povo ucraniano,desenhando a palavra “PAZ” e fazendo 1 minuto de silêncio.
Agrupamento de Escolas Júlio Dinis – Grijó, Vila Nova de Gaia
Agrupamento de Escolas Daniel Sampaio, Almada
Escola Básica de Landim, do Agrupamento de Escolas Camilo Castelo Branco de V. N. de Famalicão
Publicitação das listas definitivas de Colocação, Não Colocação, Retirados e Listas de Colocação Administrativa – 24.ª Reserva de Recrutamento 2021/2022.
Aplicação da aceitação disponível das 0:00 horas de segunda-feira dia 07 de março, até às 23:59 horas de terça-feira dia 08 de março de 2022 (hora de Portugal continental).
O preço dos combustíveis deverá disparar na próxima semana. A confirmar-se, será o 10.º aumento este ano e aquele que terá um impacto mais significativo nas carteiras dos professores que todos os dias se deslocam dezenas e centenas de quilómetros para ir trabalhar. Já para não falar nos milhares de outros trabalhadores portugueses que sofrem do mesmo destino.
É a guerra… e antes da culpa ser da guerra era dos mercados, da taxa de câmbio, do aumento dos custos de produção… Enfim. Se ao menos os ordenados dos portugueses fossem compatíveis com a compra de um carro elétrico? Muitos nem para um “bike” dão.
Vou filmar no interior de Portugal e preciso de uma rapariga de 10, 11 anos, para entrar no meu filme. Decidi procurá-la só no interior do país. O papel é muito difícil, por isso na minha selecção fiquei só com as que falam bem, lêem bem e que intuo sejam inteligentes e sensíveis. Terei visto perto de quinhentas, e a cerca de duzentas pedi um vídeo com três coisas: que lessem um excerto de um livro à sua escolha, e que respondessem a duas perguntas: o que é que as fazia mais felizes e o que é que as preocupava mais no futuro.
Vou filmar no interior de Portugal e preciso de uma rapariga de 10, 11 anos, para entrar no meu filme. Decidi procurá-la só no interior do país. O papel é muito difícil, por isso na minha selecção fiquei só com as que falam bem, lêem bem e que intuo sejam inteligentes e sensíveis. Terei visto perto de quinhentas, e a cerca de duzentas pedi um vídeo com três coisas: que lessem um excerto de um livro à sua escolha, e que respondessem a duas perguntas: o que é que as fazia mais felizes e o que é que as preocupava mais no futuro.
Mas o que mais me espantou foi a pandemia não ter sido, nem de perto nem de longe, o assunto mais referido.
A esmagadora maioria das respostas tinha que ver com o medo de um futuro desemprego. E medo de não terem dinheiro para ter uma casa, medo de não conseguirem vir a ter um trabalho de que gostassem, e até medo de ficarem a viver na rua sozinhas por não poderem pagar as contas. Lembro: 10,11 anos. Nos vídeos consigo ver uma nesga das casas, casas que me pareceram confortáveis. Uma nesga dos quartos que me pareceram acolhedores.
Em plena pandemia, este trabalho foi feito nos últimos quatro meses, as crianças de 10 anos, do interior, estão angustiadas com a possibilidade de virem a ser desempregadas. Talvez as das grandes cidades também, não perguntei.
Estas crianças, a uma semana da celebração do abandono das máscaras nas escolas, à beira do fim de todas as medidas restritivas causadas pela pandemia, acordam para ouvir que desde a Segunda Guerra Mundial que não se vivia um momento tão perigoso na Europa. Estive com elas agora, já depois de a guerra ter começado. Todas me disseram que a guerra era pior do que a pandemia. Uma disse-me que a pandemia não devia ter acabado, e quando eu lhe perguntei porquê, ela disse que se ainda houvesse pandemia, havia o confinamento e por isso não podia haver a guerra.
Ouviram falar de armas nucleares, ouviram talvez até falar de Terceira Guerra Mundial. Viram já imagens da guerra na televisão, vão ver mais. Talvez tenham até perguntado aos pais o que é um ditador, como há dois anos perguntaram o que era um vírus.
Algumas têm colegas ucranianas na escola.
Não sei sequer se vão acreditar que a guerra não vem para aqui.
Quando eu era criança, o que entrava pelas casas a dentro era a liberdade e o fim da guerra colonial.
Temos que saber aproveitar o privilégio da paz no nosso território, o tempo que se tem em paz, para não desvalorizarmos os sentimentos das nossas crianças e para as ouvirmos.
Temos que as deixar falar do que as preocupa. Não me parece que seja facultativo, nem me parece que seja uma coisa que possa esperar. Não lhes podemos atribuir angústias e preocupações que elas talvez nem tenham, têm de ser elas a dizer-nos o que as preocupa.
Temos o dever cívico de fazer alguma coisa urgente, e em larga escala, pelas crianças do nosso país. Sem estudos infinitos nem burocracias, só urgência, para devolver a alegria e a confiança às nossas crianças.
Uma parte do dinheiro do PRR para a educação, ou de onde for, tem que servir para isto.
Por exemplo, entreguem câmaras de vídeo nas escolas, deixem as crianças fazer os seus próprios filmes, contar as suas próprias histórias, falar do que as preocupa. Contratem gente do cinema para dar uma ajuda. Que as crianças possam fazer teatro em todas as escolas. Contratem actores e encenadores. Deixem as crianças aprender a tocar um instrumento, a aprender a tocar em grupo. Contratem músicos para darem aulas em todas as escolas. Dêem mais atenção ao desporto, aos desportos em grupo. Deixem as crianças escrever textos livres, falar sobre o que escreveram. Se for necessário, por uma questão de horário escolar, não tenham problemas em deixar cair disciplinas curriculares que podem esperar. Tempos excepcionais exigem medidas excepcionais.
Defender a ideia de que vamos devolver a alegria e a confiança às nossas crianças com um psicólogo em cada escola é deitar a toalha ao chão antes sequer de se ter tentado alguma coisa. O psicólogo pode lá estar, e estará muito bem, mas como um complemento de todas as outras coisas.
Sem burocracias, e com vontade, é um plano que se organiza num instante.
Crianças que cresçam assim ainda vão a tempo de poder ser adultos mais confiantes, mais afirmativos e felizes. E mais felizes serão mais produtivos e menos doentes.
Mais empáticos e solidários.
E seriamos um país melhor.
As nossas crianças precisam da nossa ajuda. As nossas crianças de 10 anos do interior estão a pensar em desemprego, e nas contas de futuras casas que talvez não possam pagar. No fim da água potável. E nesta guerra que ainda agora começou.
Não sei a quem pedir, mas peço que alguma asa mágica proteja as crianças ucranianas de todas as bombas, e as crianças vítimas de todas as guerras e as que morrem de fome e de doença em todo o mundo todos os dias.
E em antecipação, peço também proteção para as crianças russas, porque, quando crescerem os movimentos pela paz nas ruas e praças da Rússia, Vladimir Putin não terá nenhum problema em mandar atirar sobre o seu povo.
Temos mesmo que saber dar valor à paz em que vivemos, e usá-la em favor de tudo o que pudermos.
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Chegaram-me bastantes iniciativas promovidas pelas escolas em solidariedade com o povo Ucraniano. Deixo algumas imagens, textos e links para estas iniciativas das escolas.
Na AEC “Filosofia para Crianças” ouvimos o hino da Ucrânia e lemos a letra. Depois, os alunos pintaram a bandeira ucraniana e assinaram o pedido “Não à Guerra!”. Finalmente, colámos na parede da sala para não esquecermos os ucranianos heróicos.
professor Sérgio Alves
Amplexos para eles, ósculos para elas…
Agrupamento de Escolas de Secundária de S. Pedro do Sul
Escola Gualdim Pais, Pombal
Hoje, no intervalo da manhã, os alunos do AE Gualdim Pais, Pombal demonstraram o seu apoio ao povo ucraniano. Ao som de uma música ucraniana, gritaram palavras de força e coragem em ucraniano e penduraram corações em origami com frases de apoio, força e coragem.
Também estamos a fazer uma recolha de bens para enviar na próxima segunda-feira.
A partir do momento que as retenções passaram a ser apenas em casos excecionais, estamos a inverter o papel que devia ser o da escola: promoção do empenho e da dedicação, valorizando o mérito.
Na última década, mas sobretudo nos últimos anos, tem-se generalizado a ideia de que para os alunos aprenderem não necessitam nem de esforço, nem de empenho, nem de comprometimento. Não haverá narrativa mais errónea a transmitir, sobre o processo ensino-aprendizagem.
São bastantes as escolas que estão a promover iniciativas de solidariedade com a Ucrânia, desde a recolha de alimentos, roupas, medicamentos ou outro tipo de apoio para com o povo ucraniano.
No Agrupamento de Escolas de Constância os alunos fizeram esta bandeira que colocaram nas grades da escola.
Todas as escolas que queiram mostrar as suas iniciativas aqui no blog podem enviar imagens para [email protected]
Enquanto as exigências mínimas vão descendo ao nível dos jardins-de-infância, o vazio criado pela ausência de soluções sérias para um sistema de ensino em desagregação é preenchido pela alienação provocada por pedagogias mágicas. Como se em Educação existissem formações ou poções milagrosas que resolvam a falta de vontade de aprender por parte dos alunos ou substituam o trabalho abnegado, longo e aturado dos professores. Trabalho em que poucos reparam e os mandantes não reconhecem. É principalmente por isso que o deslumbramento com os resultados anunciados por fancarias ocas e palavrosas é perigoso.
1. Na novilíngua pedagógica, que quer banir a diferenciação por género na linguagem usada nas escolas, a palavra “mãe” ficará proscrita e substituída por “progenitor”. “Rapazes”, “raparigas”, “filho” ou “filha” serão vocábulos simplesmente varridos e trocados por uma designação neutra: estudantes. Dos formulários de matrículas é sugerido que sejam removidas as designações “feminino” ou “masculino” e do vestuário as características distintivas tipicamente femininas ou masculinas. Finalmente, estas e outras iniciativas na mesma linha “inclusiva” devem ser formalmente acomodadas num código de conduta que, não sendo respeitado, impedirá o acesso às escolas. O argumento central do discurso é que “um número crescente de jovens está a identificar-se como não binário, e a educação precisa responder a isso”.
Tranquilize-se o leitor que o cenário da acção sintetizada é o Reino Unido (The Telegraph de 14.2.22). Mas a quem conheça o detalhe programático da nossa disciplina de Educação para a Cidadania e algumas desastradas interpretações que o mesmo tem permitido, não causará surpresa se a bizarria for importada.
2. Um psicólogo eminente, uma associação de pais e uma editora, apoiados por um friso de personalidades públicas, lançaram um projecto assente na necessidade de tornar as escolas “amigas” das crianças. Ser-me-á legítimo deduzir que promotores e acompanhantes pensantes admitem que existem escolas inimigas das crianças?
3. Foi recentemente notícia um projecto de “formação socio-emocional” para professores, organizado pelo “Programa Gulbenkian Conhecimento”, com o apoio do Ministério da Educação. Trata-se de uma iniciativa piloto, com intenção de ser alargada no futuro a todos os profissionais da educação, que curiosamente se segue a uma outra da mesma índole, mas dirigida aos alunos, conhecida por “Programa Escolas Ubuntu”. Como se a profissão docente não tivesse, desde sempre, a cooperação e o profundo relacionamento humano como princípios fundadores e necessitasse agora de doses formativas de reforço.
4. Nos tempos que correm, nascem estudos constantemente, cujas métricas, mais do que o rigor técnico usado e a fiabilidade das conclusões, logram atrair a atenção da comunicação social. Desta feita, dois investigadores da Universidade do Minho, patrocinados por uma empresa multinacional (Promethean World Ltd.), com interesses comerciais dominantes no mercado das tecnologias digitais, inquiriram 2.580 docentes de um universo de 130.430 existentes, para concluir que o grande problema é a falta de formação dos professores. Sucede que quem conhece o dia-a-dia das escolas portuguesas sabe duas coisas: que não existe genericamente hardware ou software por aproveitar por falta de competência funcional dos professores, tenha ela sido adquirida em acções formais pagas à instituição a que pertencem os investigadores, ou a congéneres, ou resultado de autoformação, de iniciativa própria; que sendo importante a tecnologia digital, mais importante é a “tecnologia” humana.
5. Logo que foi conhecido o aliviar das restrições relacionadas com o combate à pandemia, pais e directores de agrupamentos de escolas, secundados pelo parecer de vários especialistas, manifestaram desagrado face à manutenção da obrigatoriedade de uso de máscara nas salas de aula, recordando a barreira à comunicação que o seu uso provoca entre professores e alunos.
Talvez fosse altura de o Ministério da Educação considerar a adopção de medidas técnicas, de eficácia provada, (ventilação mecânica, sistemas de purificação e monitores de dióxido de carbono) para promover e controlar sistematicamente a qualidade do ar que se respira no interior dos espaços fechados escolares.
O oficio de professor está se transformando : trabalho em equipe e por projetos, autonomia e responsabilidades crescentes, pedagogias diferenciadas, centralização sobre os dispositivos e as situações de aprendizagem…
Este livro privilegia as práticas inovadoras e, portanto, as competências emergentes, aquelas que deveriam orientar as formações iniciais e continuas, aquelas que contribuem para a luta contra o fracasso escolar e desenvolvem a cidadania, aquelas que recorrem à pesquisa e enfatizam a prática reflexiva.
Dez grandes familias de competências foram escolhidas e desenvolvidas : 1) organizar e dirigir situações de aprendizagem ; 2) administrar a progressão das aprendizagens ; 3) conceber e fazer com que os dispositivos de diferenciação evoluam ; 4) envolver os alunos em suas aprendizagens e em seu trabalho ; 5) trabalhar em equipe ; 6) participar da administração da escola ; 7) informar e envolver os pais ; 8) utilizar novas tecnologias ; 9) enfrentar os deveres e os dilemas éticos da profissão ; 10) administrar a própria formação continua.
Pode-se utilizar este livro como um referencial coerente orientado para o futuro, um guia destinado àqueles que procuram compreender para onde se encaminha o ofício de professor.
ISBN 85-7307-637-2
Sumário
Introdução : Novas competências profissionais para ensinar
1. Organizar e dirigir situaçôes de aprendizagem
Conhecer, para determinada disciplina, os conteùdos a serem ensinados e sua tradução em objetivos de aprendizagem
Trabalhar a partir das representações dos alunos
Trabalhar a partir dos erros e dos obstáculos à aprendizagem
Construir e planejar dispositivos e seqüências didáticas
Envolver os alunos em atividades de pesquisa, em projetos de conhecimento
2. Administrar a progressão das aprendizagens
Conceber e administrar situaçôes-problema ajustadas ao nível e às possibilidades dos alunos
Adquirir uma visão longitudinal dos objetivos do ensino
Estabelecer laços com as teorias subjacentes às atividades de aprendizagem
Observar e avaliar os alunos em situações de aprendizagem, de acordo com uma abordagem formativa
Fazer balanços periódicos de competências e tomar decisões de progressão
Rumo a ciclos de aprendizagem
3. Conceber e fazer evoluir os dispositivos de diferenciação
Administrar a heterogeneidade no âmbito de uma turma
Abrir, ampliar a gestão de classe para um espaço mais vasto
Fomecer apoio integrado, trabalhar com alunos portadores de grandes dificuldades
Desenvolver a cooperação entre os alunos e certas formas simples de ensino mútuo
Uma dupla construção
4. Envolver os alunos em suas aprendizagens e em seu trabalho
Suscitar o desejo de aprender, explicitar a relação com o saber, o sentido do trabalho escolar e desenvolver na criança a capacidade de auto-avaliação
Instituir um conselho de alunos e negociar com eles diversos tipos de regras e de contratos
Oferecer atividades opcionais de formação
Favorecer a definição de um projeto pessoal do aluno
5. Trabalhar em equipe
Elaborar um projeto em equipe, representações comuns
Dirigir um grupo de trabalho, conduzir reuniões
Formar e renovar uma equipe pedagógica
Enfrentar e analisar em conjunto situações complexas, práticas e problemas profissionais
Administrar crises ou conflitos interpessoais
6. Participar da administração da escola
Elaborar, negociar um projeto da instituição
Administrar os recursos da escola
Coordenar, dirigir uma escola com todos os seus parceiros
Organizar e fazer evoluir, no âmbito da escola, a participação dos alunos
Competências para trabalhar em ciclos de aprendizagem
7. Informar e envolver os pais
Dirigir reuniões de informação e de debate
Fazer entrevistas
Envolver os pais na construção dos saberes
” Enrolar “
8. Utilizar novas tecnologias
A informática na escola : uma disciplina como qualquer outra, um savoir-faire ou um simples meio de ensino ?
Utilizar editores de texto
Explorar as potencialidades didáticas dos programas em relação aos objetivos do ensino
Comunicar-se à distância por meio da telemática
Utilizar as ferramentas multimídia no ensino
Competências fundamentadas em uma cultura tecnológica
9. Enfrentar os deveres e os dilemas éticos da profissão
Prevenir a violência na escola e fora dela
Lutar contra os preconceitos e as discriminações sexuais, étnicas e sociais
Participar da criação de regras de vida comum referentes à disciplina na escola, às sanções e à apreciação da conduta
Analisar a relação pedagógica, a autoridade e a comunicação em aula
Desenvolver o senso de responsabilidade, a solidariedade e o sentimento de justiça
Dilemas e competências
10. Administrar sua própria formação continua
Saber explicitar as próprias práticas
Estabelecer seu próprio balanço de competências e seu programa pessoal de formação continua
Negociar um projeto de formação comum com os colegas (equipe, escola, rede)
Envolver-se em tarefas em escala de uma ordem de ensino ou do sistema educativo
Os trabalhadores e aposentados da Administração Pública descontam, 14 meses por ano, 3,5% dos seus salários e pensões, incluindo os subsídios de férias e de Natal .
É imperativa a necessidade de os responsáveis políticos diligenciarem para que a cobrança do desconto mensal se reporte aos 12 meses do ano em que os beneficiários utilizam a ADSE, e não a 14 meses, como acontece.
Os beneficiários da ADSE descontam mais dois meses por doença do que os meses de vida que o ano lhes dá! Em vez de 12, pagam 14! Quer dizer que podem estar doentes 14 meses por ano!
É urgente solucionar esta questão!
“Se a avaliação for “bom”, os docentes que se encontram no 4.º e 6.º escalões têm de esperar por nova vaga no ano civil seguinte, o que implica “perda de tempo de serviço”, disse Francisco Oliveira.
Não dou aulas. Se desse aulas, não teria de me preocupar em chegar à escola às 5:40 da manhã para começar às 6 e acabar o dia 12 horas depois, com sorte.
Não dou aulas, mas como professor não tenho nem emprego nem funções sem a ajuda dos meus colegas e amigos e, naturalmente, sem os alunos cuja existência justifica a razão do meu ser, estas palavras e o porquê de me levantar, não, saltar da cama todos os dias.
Sou coordenador de necessidades educativas, traduzido do inglês Special Educational Needs Coordinator, ou SENCo, e trabalho numa escola nos subúrbios de Londres, uma escola para alunos excluídos cuja violência é tantas vezes a única mensagem possível quando faltam as palavras para explicar o que de facto aconteceu e acontece.
O meu papel é fundamentalmente social, procurando perceber o porquê entre a intransigência da escola e as carências por demais evidentes nas famílias que todas as semanas nos batem à porta.
E ao perceber o porquê, partilhar esta informação, esta compreensão, com os meus colegas, individualmente ou em grupo, no sentido de individualizar e diferenciar o ensino.
Basicamente, perceber porque carga de água um aluno insiste em sair da sala de aula de 3 em 3 minutos e de que modo podemos em conjunto encontrar meios e estratégias para promover a aprendizagem desse mesmo aluno.
E porque o aluno tem uma história de vida e o professor a preocupação de ensinar, cabe-me o dever de observar as aulas e, do ponto de vista do observador, procurar estabelecer pontes.
Sem avaliar o professor. Sem ajuizar ou julgar. Antes apoiar. Antes ensinar.
A minha escola não é caso único. Em Inglaterra há muito que a observação de aulas não tem uma componente de avaliação do professor. Ao invés, pretende-se avaliar o nível de aprendizagem dos alunos de modo a partilhar o sucesso, mas também a responsabilidade, por todos.
Para tal, é fundamental reunir com o professor antecipadamente, falar sobre cada aluno, a dois estabelecer um plano, quais os objectivos, que actividades para cada aluno, que recursos usar entre modelos, jogos didácticos, o quadro interactivo, os portáteis, réguas de leitura, o Teaching Assistant para os alunos mais capazes enquanto o professor ajuda quem mais precisa individualmente, a remoção de cadeiras porque é mais fácil para determinado aluno estar em pé, o aumento do tamanho da letra e/ou a redução dos textos devidamente acompanhados de imagens entre tantas outras estratégias sem fim assim como sem fim é a imaginação e a vontade quando a educação e o futuro das crianças estão em causa.
Nunca como agora foram a cooperação, a entreajuda e a empatia tão importantes.
E nunca como agora foi tão irrelevante ajuizar as competências de um professor através de aulas observadas.
Num mundo minado de guerra e sofrimento que tipo de exemplo pretendemos exercer quando se fomentam as hierarquias?
Até prova em contrário, somos todos iguais. As crianças são todas as iguais. E os adultos são as mesmas crianças.
Coisas com que raramente me entretenho, mas que me dão um certo gozo pelas mil e uma interpretações que podem ter, dependendo do dia e do que estiver a acontecer por esse mundo.
Nostradamus define 1999 como o surgimento da terceira besta.
Putin exerceu como primeiro-ministro entre 1999 e 2000. Mas, também, Xi Jinping começou como Governador de Fuquiém de 1999 a 2002.
“Um gémeo será encontrado num monastério, originário do sangue nobre de um monge muito velho.
Seu ruído será grande por seu partido, sua língua e o poder de sua voz, por isso, pedirão que seja levado ao poder o gémeo sobrevivente.” Esta descrição enquadra em qualquer um dos acima mencionados
“Os chefes vermelhos terão à sua frente um anticristo tão pervertido que levará todos à guerra.” A menção a “vermelhos” volta a enquadrar os dois lideres acima.
A palavra gémeo poderá ter aqui um significado duplo. Primeiro, igual ou muito parecido, o que pode levar a pensar que em vez de um anticristo poderão existir dois numa primeira fase e apenas sobreviverá o verdadeiro. Ou que um país se unirá a outro na sua demanda trabalhando para um mesmo objetivo.
Há, também, registro sobre uma vidente búlgara, de seu nome Baba Vanga, que previu, pouco antes de sua morte, e referindo-se à III Guerra Mundial, “Rússia não só vai sobreviver, ela vai dominar o mundo.” “Uma sociedade comunista sem classes vai prosperar de mãos dadas com a natureza”.
Os acontecimentos, neste mundo, no próximo mês podem levar a interpretações totalmente diferentes apontando em direções completamente opostas. Isso é que dá gozo e vai mantendo a mente alerta.
É com enorme prazer que a Direção da Associação Portuguesa de Educação nas Prisões (APEnP) e o Departamento de Educação e Psicologia (DEP)/Escola de Ciências Humanas e Sociais (ECHS) da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro anunciam a realização do I Ciclo de Conferências Internacional: Educação nas Prisões – rumos e desafios, durante o próximo mês de abril (2022).
O Ciclo de Conferências Internacional contará com mais de duas dezenas de oradores nacionais e estrangeiros (ver programa em anexo) e visará proporcionar um espaço de formação para profissionais que exercem a sua atividade com a população prisional, sendo acreditado para professores.
Certos de que com a realização do presente evento estaremos a contribuir para um desenvolvimento profissional, não somente de docentes, mas dos diversos atores que compõem o universo prisional, agradecemos, desde já, a divulgação deste evento em vosso blog.
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Os órgãos consultivos do Ministério da Educação já deram o seu parecer e todos vão na mesma linha, a manutenção da suspensão de todas as provas e exames no Ensino Básico. Quanto ao Ensino Secundário, os mesmos órgãos são da opinião que se devem manter as mesmas regras aplicadas nos dois anos transatos, ou seja, que apenas sejam realizadas por alunos que pretendam ingressar no ensino superior, não contando para efeitos de conclusão do ensino secundário.
Para a próxima quinta-feira está marcada uma reunião da Comissão Nacional de Acesso ao Ensino Superior que vai discutir o assunto. O parecer vai chegar ao Governo e a decisão final será concertada entre os Ministérios da Educação e do Ensino Superior.
Aguardamos que esta decisão seja tornada pública ainda esta semana para que a estabilidade nas escolas seja a melhor possível e a comunidade educativa possa trabalhar com o conhecimento, atempado, das regras por que se rege.
Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2022/02/conhecida-esta-semana-decisao-sobre-a-manutencao-da-suspensao-das-p-de-afericao-e-exames-no-e-basico/
Conheça o índice de envelhecimento dos docentes em exercício nos ensinos pré-escolar, básico e secundário por município do país, em 2020. Estes dados surpreenderam-no(a)?
RECOMENDAÇÃO
Pelo exposto, e considerando que é de primordial importância a necessidade de concretizar, na sua plenitude, a implementação do Plano de Recuperação das Aprendizagens Escola+ 21|23, bem como salvaguardar melhores condições de justiça, igualdade e equidade, o Conselho das Escolas, reunido, extraordinariamente, em 25 de fevereiro de 2022, recomenda o alargamento das condições, mecanismos e
procedimentos determinados pelo Decreto-Lei n.º 10-B/2021, de 4 de fevereiro, com as alterações e redação introduzidas pelo Decreto-Lei n.º 22-D/2021, de 22 de março, ao corrente ano letivo, nomeadamente o que se refere:
1. no art.º 3.º-A;
“Avaliação externa
(…), é cancelada a realização:
a) Das provas de aferição do 2.º, 5.º e 8.º anos de escolaridade do ensino básico;
b) Das provas finais do ensino básico do 9.º ano de escolaridade;
c) Dos exames finais nacionais, quando realizados por alunos internos, para efeitos de aprovação de disciplinas e conclusão do ensino secundário.”
2. no art.º 3.º-B
“Avaliação e conclusão do ensino básico
1— Para efeitos de avaliação e conclusão do ensino básico geral, dos cursos artísticos especializados e de outras ofertas formativas e educativas, apenas é considerada a avaliação interna.
2 — As classificações a atribuir em cada disciplina têm por referência o conjunto das aprendizagens realizadas até ao final do ano letivo, independentemente do regime em que foram desenvolvidas, garantindo -se o juízo globalizante sobre as aprendizagens desenvolvidas pelos alunos.
3 — Os alunos ficam dispensados da realização de provas finais de ciclo, nos casos em que a respetiva realização se encontre prevista apenas para efeitos de prosseguimento de estudos.
4 — A conclusão de qualquer ciclo do ensino básico pelos alunos autopropostos, incluindo os alunos que se encontram na modalidade de ensino individual ou de ensino doméstico, é efetuada mediante a realização de provas de equivalência à frequência.”
3. no art.º 3.º-C
“Avaliação, aprovação de disciplinas e conclusão do ensino secundário
1 — Para efeitos de avaliação, aprovação de disciplinas e conclusão do ensino secundário, incluindo disciplinas em que haja lugar à realização de exames finais nacionais, é apenas considerada a avaliação interna.
2 — As classificações a atribuir em cada disciplina têm por referência o conjunto das aprendizagens realizadas até ao final do ano letivo, independentemente do regime em que foram desenvolvidas, garantindo-se o juízo globalizante sobre as aprendizagens desenvolvidas pelos alunos.
3 — Os alunos realizam exames finais nacionais apenas nas disciplinas que elejam como provas de ingresso para efeitos de acesso ao ensino superior, sendo ainda permitida a realização desses exames para melhoria de nota, relevando o seu resultado apenas como classificação de prova de ingresso.
4 — Sem prejuízo do disposto no número anterior, nos casos em que se encontre prevista a realização de exames finais nacionais apenas para apuramento da classificação final do curso para efeitos de prosseguimento de estudos no ensino superior, os alunos ficam dispensados da sua realização.
5 — Sem prejuízo do disposto nos n.ºs 3 e 4, os alunos autopropostos, incluindo os que se encontram na modalidade de ensino individual ou de ensino doméstico, realizam provas de equivalência à frequência, as quais são substituídas por exames finais nacionais quando exista essa oferta.”
Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2022/02/conselho-das-escolas-recomenda-cancelamento-das-p-de-afericao-e-p-finais-do-9-o-ano/
Grande parte dos profissionais de Educação parece funcionar de acordo com este lema de alguns estabelecimentos comerciais: “Aberto todos os dias”…
Apesar disso, o direito ao descanso está há muito tempo consagrado na Lei Portuguesa e, nesse sentido, não poderá afirmar-se que o problema seja de natureza legal…
“Viver para a escola”, expressão tantas vezes utilizada, por tantos… O que significa “viver para a escola”?
Significa que alguém absolutamente dedicado, e de forma abnegada, prescinde de ter vida própria em função da escola?
Significa que alguém faz sempre o que lhe mandam, sem nunca questionar ou hesitar, estando disposto a passar horas infinitas dentro e fora da escola, muitas vezes sem um propósito claro ou em tarefas de duvidosa pertinência e eficácia?
Significa que alguém manifesta um comportamento dependente e compulsivo em relação ao trabalho? Significa que essa prática é o reflexo de se ser viciado em trabalho?
“Viver para a escola” nunca será uma coisa boa…
Nos tempos que correm, a Escola é uma entidade muito pouco humanista. E quem procura o reconhecimento institucional do esforço e do investimento pessoal realizados, dificilmente o obterá… Não ter consciência disso, é procurar desilusões e criar expectativas irrealistas, que resultarão numa implacável frustração…
Em qualquer caso, “viver para a escola” parece ser, quase sempre, uma opção voluntária porque ninguém, à partida, é obrigado a fazer tal escolha…
Decorrem daí duas alternativas: ou se assume explicitamente que se vive para a escola e que se está disposto a aceitar todas as vicissitudes daí decorrentes e, sendo assim, não há lugar para vitimizações, lamentos ou queixas; ou se rejeita liminarmente a possibilidade de tal acontecer, assumindo que há vida para além da escola e que não se abdica dessa prerrogativa…
E também há quem goste de fazer alarde de que “vive para a escola”, anunciando, regularmente, o seu imenso sacrifício pessoal em prol da mesma… Quantas vezes se ouve: “estive todo o fim-de-semana a trabalhar para a escola”, “ontem estive a trabalhar até às duas da manhã” ou “no sábado, telefonou-me uma mãe, a conversa prolongou-se por mais de uma hora”…
Cumprir escrupulosamente o horário de trabalho e desempenhar as funções intrínsecas de forma responsável e diligente, estabelecendo um compromisso com o serviço atribuído, não é o mesmo que “viver para a escola”…
Em relação à primeira estarão todos obrigados, mas em relação à segunda só estará quem manifeste essa vontade… Só “vive para a escola” quem, deliberadamente, prescinde de ter vida própria…
Porque se cede o número pessoal de telefone, quando todos os contactos telefónicos relativos a trabalho podem (e devem) ser realizados por via oficial e de acordo com o horário de permanência na escola?
Ser incomodado durante o fim-de-semana por contactos telefónicos relacionados com trabalho só acontece porque alguém o consentiu e, de certa forma, incentivou…
Porque não se resiste à tentação de abrir e de responder a emails institucionais recebidos durante os períodos legais de descanso? Se ninguém os abrisse e se não tivessem resposta imediata, talvez deixassem de ser enviados durante esses períodos…
É escusado acalentar ilusões: não há profissionais de Educação insubstituíveis, afirmem ou não “viver para a escola”…
Apesar de alguns parecerem ter dificuldade em aceitar e reconhecer essa inevitabilidade, todos, num determinado momento, podem ser descartáveis e transitórios…
É preciso conseguir “desligar” e procurar o equilíbrio entre trabalho e vida pessoal… A bem da sanidade mental, também é preciso conseguir dizer “Não!”…
Mas quando a Lei é desrespeitada, em primeiro lugar, pelos próprios, contra si próprios, algo de errado se passa… E é assim que muitos profissionais de Educação, acabam por ser “carrascos” de si próprios…
Alegadamente, até Deus terá tido necessidade de descansar, ao cabo de sete dias, depois de ter criado o Mundo… Os profissionais de Educação não criaram o Mundo, mas têm que arcar com uma parte assinalável do mesmo e realizar um trabalho que os obriga a enfrentar múltiplas personas e inúmeras “máscaras”…
Aconselha-se, por isso, o merecido descanso e a recusa de estar “aberto todos os dias”…
(Off topic: não encontro palavras decentes e aceitáveis para descrever Vladimir Putin, mas ocorre-me uma infinidade de obscenidades e de impropérios…).
Publicitação das listas definitivas de Colocação, Não Colocação, Retirados e Listas de Colocação Administrativa – 23.ª Reserva de Recrutamento 2021/2022.
Aplicação da aceitação disponível das 0:00 horas de segunda-feira dia 28 de fevereiro, até às 23:59 horas de quarta-feira dia 02 de março de 2022 (hora de Portugal continental).
Presidência do Conselho de Ministros – Gabinete do Primeiro-Ministro
Concede tolerância de ponto aos trabalhadores que exercem funções públicas nos serviços da administração direta do Estado, sejam eles centrais ou desconcentrados, e nos institutos públicos no dia 1 de março de 2022
A escola só é boa e eficaz se os alunos e os professores se sentirem felizes no seu espaço e na sua ação.
Os alunos não devem gostar da escola só porque é aí que estão os seus amigos, porque é aí que brincam e se divertem. Isso é muito importante, mas têm também de gostar de aprender e de sentir que aquilo que aprendem faz sentido.
Os professores têm de sentir a escola, não apenas como o espaço onde têm um salário, nem como uma missão penosa e de sacrifício, mas como o desafio mais gratificante de ajudar pessoas a crescer, a serem úteis e felizes.
Os alunos e professores têm de sentir que são atores e não apenas “paus mandados” a fazer o que os outros mandam e obrigam que se faça.
A escola tem de ter sentido e os seus atores devem senti-la como a sua casa, o seu habitat natural.
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Publicado o Despacho do Gabinete do Secretário de Estado Adjunto e dos Assuntos Fiscais que aprova as tabelas de retenção na fonte para vigorarem durante o ano de 2022, atualizando os limites dos intervalos dos vários escalões, relativamente aos rendimentos de trabalho dependente por titulares residentes no continente, aplicando -se as alterações introduzidas apenas aos rendimentos pagos ou colocados à disposição a partir de 1 de março de 2022.
Reportagem de hoje no Diário de Notícias, de Cynthia Valente, com declarações minhas, do Filinto Lima, do André Pestana e do Luís Braga sobre a recuperação de aprendizagens e sobre a falta de professores que atualmente se verifica um pouco por todo o lado.
Estávamos no dia 8 de Junho de 2017. No debate quinzenal na Assembleia da República, António Costa fez história ao ser o primeiro político, e no caso enquanto primeiro-ministro, a falar de uma situação de enorme injustiça social que é a da discriminação laboral dos professores em monodocência. Quando questionado sobre as reformas antecipadas para este grupo específico de professores, disse à época: “Relativamente à idade de reforma, como sabe, aquilo que é entendimento pacífico é que não deve haver alterações nessa idade, deve haver sim, uma alteração e criar condições, para que possa haver um conteúdo funcional distinto, em particular, relativamente àquelas situações onde há efectivamente discriminação, que tem a ver com situações de monodocência que não beneficiam de redução de horário.”
Decorre, a partir do dia 8 de março, o período de candidatura ao concurso de bolsas para doutoramento, promovido pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT).
As Bolsas de Investigação FCT visam apoiar investigadores em qualquer área do conhecimento e destinam-se a candidatos inscritos em ciclo de estudos conducente à obtenção do grau académico de doutor, ou candidatos que satisfaçam as condições necessárias.
As candidaturas deverão ser submetidas, em formulário próprio, no portalmyFCT.
“Até à semana de 24 a 28 de janeiro, que foi o pico dos contágios nas escolas e no país, estivemos a gerir a covid-19, com alunos e professores em isolamento, e com muitos constrangimentos para as aprendizagens. É evidente que isso constitui um problema grande para a recuperação das mesmas. De uma forma global, todas as aprendizagens até ao final do mês de janeiro saíram prejudicadas”, alerta Filinto Lima.
O presidente Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos de Escolas Públicas (ANDAEP) admite constrangimentos no cumprimento do Plano de Recuperação de Aprendizagens e pede que seja feito um diagnóstico no final do ano letivo “para perceber se é necessário alargar o período de recuperação”, que terminará em 2022-2023.
O responsável aponta ainda para uma situação mais complexa no Algarve e Lisboa e Vale do Tejo, onde a falta de professores foi significativa. Contudo, o presidente da ANDAEP alerta para o facto de já se sentir “o mesmo na zona norte”. “Até há pouco tempo estivemos imunes à escassez de professores, mas já se sentem dificuldades para colocar docentes no norte. O problema já se estendeu a todo o país e a verdade é que não é possível recuperar alunos sem professores”, afirma Filinto Lima.
“As normas sobre as escolas estão a ser revistas como estão a ser revistas todas as normas, mas cada uma das medidas tem por trás o contexto epidemiológico e aquilo que a Direcção-Geral da Saúde está a preparar é um conjunto que seja uma abordagem mais harmoniosa de todas estas regras”, disse a ministra da Saúde, Marta Temido.
A ministra falava aos jornalistas à margem do curso temático “SARS-CoV-2 e Covid-19 — Onde estamos e para onde vamos?”, que está a decorrer em Lisboa.
gueto judío de Varsovia durante la Segunda Guerra Mundial.
“Tomei a decisão de optar por uma operação militar”, disse Putin, numa declaração televisiva, esta madrugada.
Quando o interesse de alguém se sobrepõe ao de outro todas as justificações são inválidas para que se mantenha a PAZ.
– A hiperconetividade tomou conta dos nossos dias, levando à necessidade de regulamentação do dever de não incomodar/abstenção de contacto por parte dos empregadores no período de descanso dos seus colaboradores;
– Foi recentemente publicada a Lei n.º 83/2021, de 6 de dezembro, que além de alterar o regime do Teletrabalho, veio instituir o dever do empregador se abster de contactar o trabalhador no período de descanso, ressalvando-se situações de força maior;
– A limitação dos tempos de trabalho é uma preocupação que vem de longe. As primeiras leis laborais surgiram precisamente com a motivação de reduzir as intermináveis jornadas de trabalho, legitimando o direito ao descanso, e à recuperação física e mental do trabalhador;
– A respeito destas temáticas, a própria Constituição da República Portuguesa prevê, na alínea d) do n.º 1 do art.º 59.º, que todos os trabalhadores têm direito “ao repouso e aos lazeres, a um limite máximo da jornada de trabalho, ao descanso semanal e a férias periódicas pagas”. Neste sentido segue também o art.º 24.º da Declaração Universal dos Direitos do Homem;
– Não raras vezes, há a interpretação de que um trabalhador que se disponibilize para trabalhar pela noite dentro ou aos fins de semana tem um grau de compromisso maior para com a entidade empregadora, mostrando um comprometimento e lealdade supremos;
– Nada mais enganador, diria, pois isso traz certamente efeitos nefastos para a produtividade, dado que não tendo tempo de descanso real, o cansaço acumula-se e a disponibilidade física e mental diminui, acarretando menor produtividade e aumentando a possibilidade de falha humana;
– É neste contexto de salvaguarda dos direitos humanos e salvaguarda ou reinstituição do direito ao descanso que surge o “dever de não incomodar”, agora plasmado no Código do Trabalho Português, que impende sobre os empregadores, no sentido de salvaguardar as condições para a recuperação física e mental através de um descanso efetivo dos seus trabalhadores – o chamado direito ao descanso.
DEFENDO QUE:
– Qualquer profissional da Educação deva estar sujeito ao dever de se abster de contactar outros trabalhadores no período de descanso, ressalvando-se situações de força maior inequivocamente detalhadas pela tutela.
Há cerca de 2000 anos, (ainda não havia cotas para professores), e Jesus Cristo, falava muito usando “parábolas”… então vai que usa uma, que dizia ser “mais fácil um camelo passar pelo fundo de uma agulha, que um rico entrar no Reino dos Céus”.
E usava também muito a expressão “noutros tempos/naquele tempo”… então “eu agora digo”; e seguia com as suas narrativas e parábolas.
Nestes tempos, digo eu, será mais fácil um camelo e um rico passarem abraçados pelo fundo de uma agulha, que um professor aos 56 anos estar no 5º ESCALÃO! (ou outro mais velho ou mais novo subir aos 5º e 7º escalões).
Sem falar aqui na experiência na primeira pessoa (por singular… ou do singular… ou aos que faltar o ar SINGULAIR). Generalizando portanto, teremos nestes funis, um alargadíssimo (desculpem, apertadíssimo) número de docentes que além da congelação que já sofreram dos 9 (anos), 4 (meses) e 2 (dias); sofrem agora num purgatório sem confessor.
Falando em modo aberto e generalista (ups… LISTAAAAAAA… lista Nãããooo !!); falando assim, coiso… conseguimos criar nas escolas o clima ideal para cativar professores prá carreira (ALTÓ CARRO e para o BAILE!). Sabendo como anda a vida dos professores (e ainda nem considero neste texto a MISERÁVEL dos CONTRATADOS) e das escolas.
Sem querer aqui lançar a CULPA ENTRE PARES, a verdade é que tal transparece mais e MAIS, a cada dia que passa (e avança). O sonho (qual polução nocturn) de qualquer GOVERNO (este, o anterior e o seguinte) é que com estes episódios de professores que avançam, e professores que congelam; professores que mostram evidências e professores que se evidenciam… isto e outras coisas; anda o nosso FUTURO-EX ministro e Costa contentes – guerreai-vos vós professores UCRANIANOS (com ou sem traumatismos U”cranianos” ou já RUSSOS de tanto penar).
Quando um professor atinge no somatório das avaliações INTERNA e EXTERNA a menção de MUITO BOM ou EXCELENTE; mas por DECRETO é DESTITUIDO à humilhante classificação de BOM (e por conseguinte fora da possibilidade de subir).
Resta-me em tempos COVID pensar que se trata de um Broblema DAZAL… os brofezzores esdão dodos gonsdipados e bazzaram de EXDENTES, a EXCEDENTES. Zaragatoar DARIZZES ZARAGATOAR!
O hilariante chega! E chega em força. Já sabemos hoje que há agrupamentos em que os docentes, estão a reclamar sobre nota 10 (DEZ – máximo possível- em que depois de um professor nota 10, só DEUS PAI – que não agrada a todos- com nota 9,5).
URGE, urgentemente pleonasmado, resolver esta situação que deixa professores a olhar de soslaio para colegas; directores a serem acusados (mais ou menos) de isto e daquilo (não me interessa aqui se com ou sem); os próprios docentes que tiveram a “sorte” de superar o ESCALÃO, sentem-se mal, tendem a esconder que foram bafejados… e pior ainda: não consta que os resultados sejam públicos, publicados e notórios.
Como diria alguém (MUITOS), publique-se a lista dos EXCELENTES, para que os demais possam seguir-lhes as pisadas (e em não raros casos – nunca particularizaria aqui) SURPREENDAM-SE!
“Quem tem telhados de vidro que atire a primeira pedra”.. ai, não era este.. “Quem cabritos vende..”.. também não… “diz-me com quem andas..” “mais vale cair em graça que ser engraçado”
Pronto, espero que tenham entendido: faltou-me a clarividência pra mostrar (à evidência) a penumbra!