Alunos com necessidades especiais impedidos de ir à escola por falta de funcionários

Alunos com necessidades especiais impedidos de ir à escola por falta de funcionários | TVI24

Escolas a funcionar de forma rotativa, alunos do 1.º ciclo com aulas só de manhã ou crianças com necessidades especiais impedidas de ir às aulas são algumas das consequências da falta de funcionários e professores.

Os casos confirmados pela Lusa foram esta sexta-feira denunciados pela Fenprof e vão constar de uma plataforma ‘online’ que a federação sindical vai criar para receber queixas de professores, assistentes, pais, alunos e cidadãos em geral.

A falta de pessoal no agrupamento de Escolas da Póvoa de Santa Iria, em Vila Franca de Xira, por exemplo, obrigou a direção a criar um sistema de fecho rotativo das suas oito escolas, “de modo a assegurar as condições mínimas de funcionamento das que continuam abertas”.

Os serviços estão a funcionar “abaixo dos mínimos aceitáveis”, pondo em causa “a segurança dos alunos”, refere a direção da escola em comunicado, sublinhando que a solução passa pela colocação de funcionários pelo Ministério da Educação ou pelo regresso dos assistentes operacionais que estão de baixa.

A direção explica ainda que “a falta de assistentes operacionais tem provocado a exaustão dos que se encontram ao serviço pelas imensas tarefas que realizam dia após dia e pela instabilidade causada na constante mudança de escola, levando muitos a recorrer a atestado/baixa médica, agravando o problema de funcionamento das escolas”.

No agrupamento de Escolas Fernando Pessoa, em Lisboa, a falta de pessoal levou a direção a reduzir o horário escolar dos alunos do 1.º ciclo – que passa a funcionar apenas entre as 09:00 e as 13:00 – e a determinar o encerramento impreterível da escola às 16:50, hora até à qual os alunos têm de abandonar as instalações.

Em Évora, a subdiretora do Agrupamento de Escolas Gabriel Pereira confirmou à Lusa que há três crianças do 1.º ciclo, com necessidades educativas especiais, que continuam em casa um mês após as aulas terem começado, por falta de funcionários.

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Lista Colorida – RR7

Lista colorida com colocados e retirados da RR7.

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Greve contra o amianto encerra várias escolas em Sintra e na Amadora

 

Greve contra o amianto encerra várias escolas em Sintra e na Amadora – Renascença

18 out, 2019 – 18:10 • Agência Lusa

André Pestana destaca o caso da Escola Básica 2,3 Ruy Belo, em Sintra, afirmando que “é histórica”.

Protesto na EB 2,3 Ruy Belo. Foto: João Cunha/RR
Protesto na EB 2,3 Ruy Belo. Foto: João Cunha/RR

A greve a exigir a retirada do amianto das escolas, promovida pelo Sindicato de Todos Os Professores (S.TO.P.), já levou a encerramentos em três estabelecimentos de ensino no concelho de Sintra e em quatro na Amadora.

A informação foi prestada à Lusa pelo dirigente do S.TO.P, André Pestana, esta sexta-feira.

As escolas que aderem aos protestos estão a fechar intermitentemente desde há uns dias, numa forma de luta que foi alargada até ao final do mês.

À Lusa, André Pestana destacou o caso da Escola Básica (E.B.) 2,3 Ruy Belo, em Sintra, afirmando que “é histórica”.

“Não tenho ideia de, na democracia portuguesa, uma escola fechar tanto tempo, de dia 04 a 14 de outubro quase ininterruptamente, devido a uma greve e não por um problema estrutural”, afirmou.

Para o sindicalista, o “mais impressionante é a tutela não responder aos sucessivos e-mails do sindicato para fazerem uma reunião ou para terem uma resposta clara da Câmara Municipal de Sintra sobre este problema gravíssimo do amianto, que põe em causa a saúde de todos os que frequentam esta escola”.

A Lusa contactou também com a Câmara de Sintra, mas, até ao momento, não obteve resposta.

Além da E.B. 2,3 Ruy Belo, aderiram igualmente aos protestos as escolas E.B. 2,3 Dom Domingos Jardo e E.B. 1 J.I. Monte Abraão, em Sintra, e a 2,3 D. Francisco Manuel de Melo, EB1/JI Santos Mattos, EB1/JI Alice Leite e a EB1/JI Maria Irene Lopes de Azevedo, na Amadora.

“É uma questão gravíssima de saúde pública e ambiental, quando há estudos europeus a prever que vão morrer 500 mil pessoas até 2030, devido à exposição do amianto, além das que ficam doentes para o resto da vida. Há uma promessa velada do primeiro-ministro, em setembro de 2016, a prometer erradicar o amianto dos edifícios públicos até finais de 2018 e já estamos em outubro de 2019 e a esmagadora maioria das escolas não foi intervencionada para retirar esta substância cancerígena”, garante o dirigente.

A greve, previamente convocada até dia 18 de outubro já foi alargada até dia 30 do mesmo mês e “é possível que se estenda”, admitiu André Pestana.

“Estamos a coordenar mais escolas. Quinta-feira, por exemplo, estivemos na Margem Sul. Estamos a equacionar protestos concelhios e em juntar todos os movimentos sociais, como Sindicatos e toda a população, em prol de um dia de protesto nacional contra amianto”, finalizou o dirigente do S.TO.P.

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Fenprof critica Instituto de Avaliação por vender ações de formação de professores

Fenprof critica Instituto de Avaliação por vender ações de formação de professores – Atualidade – SAPO 24

“É uma inaceitável mercantilização da formação contínua promovida pelo próprio ME, um comportamento que tem de ser corrigido de imediato […] O que a Fenprof não compreende nem tolera é que o ME queira ou admita que os docentes sejam aliciados ou obrigados a pagá-la do seu bolso, mais a mais quando é promovida pelos serviços que tutela”, criticam os sindicatos.

A Fenprof acrescenta ainda que o IAVE, “com a conivência da tutela, parece dedicar-se à criação de um impróprio mercado da formação, cobrando aos docentes por um dever a que estão sujeitos e por necessidades formativas que terá identificado”.

Ainda no comunicado, a federação “insta o ME a tomar medidas para que a formação em apreço seja disponibilizada, como deve, de forma gratuita aos docentes que nela se inscrevam”.

Instituto contraria Fenprof e diz que só formações obrigatórias têm que ser gratuitas

O Instituto de Avaliação Educativa (IAVE) rejeitou hoje as críticas da Fenprof sobre ações de formação pagas, afirmando que apenas são cobradas as formações que não são obrigatórias para os docentes.

Em resposta à Lusa, a assessoria de imprensa do IAVE esclareceu que a formação atualmente disponível, e pela qual estão a ser cobrados 75 euros a cada docente, tem um caráter “muito específico e técnico”, incidindo sobre instrumentos de avaliação, mas sobretudo não tem caráter obrigatório, pelo que o instituto não encontra fundamento para as críticas da federação de professores.

O IAVE garante que todas as formações obrigatórias para os docentes são gratuitas, acrescentando que esta, de caráter facultativo, apesar do custo associado teve bastante procura.

(Notícia atualizada às 20h22)

 

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Faltam Assistentes Operacionais e fecham escolas em regime rotativo…

Gerir recursos humanos que não existem não é fácil, a solução encontrada neste agrupamento de escolas foi fechar em escolas em sistema rotativo. Hoje fecho eu, amanhã fechas tu, depois fecha ele…

O problema da falta de funcionários tarda em ter resolução. O nosso ministério ainda não está com a “cabeça completa” (ainda só apareceu a face “bonita), logo não consegue ter uma ideia tão simples como criar bolsas de Assistentes Operacionais, nos IEFP’s, para substituição dos que faltam por doença. É claro que a legislação não obriga ninguém a aceitar, de imediato, uma situação destas, mas a candidatura a essa bolsa não seria obrigatória. Entretanto, faltam Assistentes Operacionais que por vicissitudes do sistema de concurso de 1100 ainda não foram contratados e por atestados médicos em virtude desta classe, também, ser afetada pelo avanço da idade.

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Cartoon do dia – O porquê da recondução…

 

 

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495 Contratados Colocados na RR7

Foram colocados 495 contratados na Reserva de Recrutamento 7, distribuídos do seguinte modo:

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Reserva de recrutamento n.º 7

Publicitação das listas definitivas de Colocação, Não Colocação, Retirados e Listas de Colocação Administrativa – 7.ª Reserva de Recrutamento 2019/2020.

Aplicação da aceitação disponível das 0:00 horas de segunda-feira, dia 21 de outubro, até às 23:59 horas de terça-feira, dia 22 de outubro de 2019 (hora de Portugal continental).

Consulte a nota informativa.

 

SIGRHE – aceitação da colocação pelo candidato

 Nota informativa

Listas

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Sobre a falta de Professores – José Eduardo Lemos

 

O Ministério da Educação não tem “reporte de situações anómalas”, ou seja, não sabe do que se passa.
A Associação de Diretores diz que o problema está nas rendas altas?
As Associações de Pais dizem que este ano os professores foram colocados mais cedo e que, por isso mesmo, não contava que já houvesse escassez de professores.
Leio isto e retiro três conclusões óbvias:
1 – A política de colocação do pessoal docente implementada por este Governo no início de mandato (a mais centralizada de sempre) nada tem a ver com isto.
2 – A política de desvalorização e rebaixamento da classe docente, iniciada com Sócrates e mantida pelo último Governo, responsável pelo afastamento de muitos professores para outras profissões e responsável pela fuga de muitos jovens dos cursos via ensino, também nada tem a ver com a atual falta de professores.
3 – A política do congelamento, dos baixos salários e da falta de condições de trabalho, em alguns casos, fala de segurança, nada têm a ver com isto.
Esperemos então que as rendas baixem e que os professores sejam colocados em janeiro. Nessa altura, não faltarão professores.

 

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Divulgação – PHDA e Educação Inclusiva

 

 

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14.525 Vinculações Desde 2006

O quadro seguinte apresenta o número de vinculações desde o ano 2006 por grupo de recrutamento e tipo de concurso. Desde 2016 entraram no quadro 14.525 docentes, número muito abaixo do número de docentes que se aposentaram desde essa altura. Dos dados que tenho retirado desde 2012 existiram 11.833 docentes que até ao fim de 2018 se aposentaram, pelo que desde 2006 até 2011 (época com número elevados de aposentações) outros tantos se terão aposentado. Neste caso, desde 2006 até 2019, é provável que por cada dois docentes aposentados um tenha entrado para a carreira .

Desde 2006 existiram 12 concursos de ingresso na carreira, sendo que desde 2016 existiram metade deles.

Em breve será feita a distribuição destes ingressos na carreira com a distribuição das colocações por QZP para se perceber onde foram feitos estas entradas no quadro.

A distribuição dos concursos está feita pelo governo que liderava a pasta da educação para melhor percepção dos dados.

Para ver o documento em pdf clicar na imagem.

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PROFESSOR: PROCEDIMENTOS A TER PARA QUANDO APANHAR NOS “CORNOS”

 

Sendo este um tema na ordem do dia, mas ante o silêncio explícito de quem pode atuar e mudar o sistema, pareceu-nos pertinente partilhar os procedimentos adequados para que possam ter uma atuação rápida, ainda que sirva para absolutamente… nada.

A profissão de professor é claramente de risco, se a escolheu, problema seu, assuma algum sadomasoquismo: optou por uma profissão sem reconhecimento, sem medicina do trabalho, sem seguro que proteja a sua integridade física e psicológica. Quando apanhar por tabela, lembre-se que, sem “estragos físicos” visíveis, as ocorrências são facilmente desvalorizadas:

1)      Dirija-se ao hospital público mais próximo, levando consigo o Boletim de acompanhamento médico que deve solicitar na secretaria (se já não tiver língua ou dentes, escreva num papel, se já não tiver dedos, jogue ao “adivinha o que quero” com a funcionária da secretaria. Para prevenir, ande com um documento destes na carteira com o cabeçalho já preenchido, saque-o aqui: http://www.sgmf.pt/servi%C3%A7os/acidentes-de-trabalho/formul%C3%A1rios/)

 

2)      Faça participação escrita da ocorrência anexando fotografias dos danos físicos e entregue na secretaria solicitando cópia autenticada. Se não houver danos físicos, por favor procure a escadaria mais próxima, atire-se dela abaixo e confirme que ficou com nódoas negras. Se não resultar repita ou bata com a cabeça na parede várias vezes, também pode ser uma alternativa. Caso seja professor, pode sempre entalar os testículos numa porta. Nestes últimos casos, assegure que o faz sem testemunhas e ateste com a vida as nódoas negras como fruto de pontapés do agressor. Lembre-se: sem hematomas, tudo se complica.

 

3)      Preencha na secretaria o requerimento referente a “acidente em serviço”. Vão demovê-lo de o fazer porque as cópias são caras. Dê-lhes ouvidos porque preencher esta folha vai-lhe mesmo sair caro.

 

4)      Se tiver a certeza que se quer aborrecer mais, faça queixa junto da PSP com toda a documentação anexa, antecipando que o encarregado de educação o vai acusar de ter alienado o educando e de o ter maltratado para a vida. As custas de tribunal vão sair-lhe do bolso, aproveite logo para dizer adeus a vários subsídios de férias para advogado, outros tantos para as custas do tribunal e mais uns trocados para pagar as injúrias que proferiu contra o EE. Quando se reformar, vai andar a mendigar na rua.

 

5)      A legislação de apoio está aqui: https://dre.pt/web/guest/legislacao-consolidada/-/lc/107738386/201412310000/73449404/diploma/indice, mas cada um sabe de si e a maior parte anda caladinha porque tem vergonha e é mais rápido pedir ao médico de família uns drunfos. Beba álcool nos intervalos das aulas para aguentar as ofensas com menor clareza de espírito e lhe doer menos. Sempre sai mais barato.

 

6)      Tem de cumprir tudo isto em 48 horas. Se as equimoses só aparecerem depois, tempos pena, já passou o prazo.

 

Assim é a realidade da profissão docente. Saem notícias todos os dias, o sofrimento atroz é calado e quem assume o seu papel de vítima acaba enredado num sofrimento burocrático acrescido e que redunda em quase nada.

Recomeça o ciclo governativo, mantém-se o silêncio sobre a violência contra os professores. Não há vergonha, nem empatia que nos valha. Como classe, que estamos a fazer para nos proteger e proteger os nossos pares? Como país, o que estamos a fazer com a nossa educação? Se há razão para termos voz e sairmos à rua, ei-la.

Professores sofridos, erguei-vos e lutai pelo direito à vossa integridade psicológica e física! Ganhai voz! Tornai pública e explícita a vossa dor.

 

 

 

 

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A Falta de Professores e o Está Tudo Bem do ME

Algarve. Alunos sem aulas em Faro e Silves por falta de professores

Maioria das escolas do Algarve tem falta de professores

 

Ministério nega “situação anómala” de alunos ainda sem professores – Observador

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A era das calculadoras gráficas excessivamente caras pode estar prestes a chegar ao fim

A era das calculadoras gráficas excessivamente caras pode estar prestes a chegar ao fim – ZAP


Com o surgimento de novas alternativas grátis, as calculadoras gráficas excessivamente caras podem estar prestes a ver o seu império arruinado.

Quase todos os pais sabem o que é a chatice de ter de comprar uma calculadora gráfica para as aulas de Matemática dos filhos. Os preços são exorbitantes e podem ir dos 100 até mais de 200 euros. A Texas Instruments e a Casio têm quase um monopólio das calculadoras gráficas, colocando preços altos para uma tecnologia que não o justifica.

Com um design dos anos 80 e uma tecnologia dos anos 90, os preços a rondar os 100 euros começam a esgotar a paciência dos pais, que se vêm obrigados a comprá-la para os filhos. Contudo, como noticia o The Hustle, o império destas empresas pode estar prestes a ruir, já que novas alternativas estão a surgir. A calculadora TI-84 provavelmente não deve ser estranha tanto a pais como a filhos.

Num mercado avaliado em mais de 300 milhões de dólares, a Texas Instruments detém cerca de 80% dele. E como conseguiram isto? Uma das formas foi estabelecer parcerias com grandes empresas de livros didáticos, que integraram exercícios específicos da TI.

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Pelo DN – Falta de professores e alunos sem solução. O que está a acontecer nas escolas?

Falta de professores e alunos sem solução. O que está a acontecer nas escolas? – DN

O ano letivo avizinhava-se tranquilo para professores e alunos, depois de as colocações do corpo docente das escolas terem sido publicadas com um mês de antecedência relativamente ao habitual. Ainda assim, não foi suficiente para garantir um arranque de aulas longe de dificuldades. Já lá vai mais de um mês desde que milhares de turmas de estudantes regressaram às salas, mas ainda há mais de duas mil sem professores atribuídos. O problema não é novo, mas “tende a agravar com o decorrer dos anos, caso não sejam implementadas soluções”, explica o presidente da Associação Nacional de Dirigentes Escolares (ANDE), Manuel António Pereira. Garante que as escolas estão a fazer o possível, mas não tarda esgotam todos os recursos para solucionar o problema.

“É de lamentar que até ao momento uma turma de 5.º ano continue desde o início do ano letivo sem professor de uma disciplina como inglês, tendo em conta que este ano terá provas”, conta Magda Marques, no Portal da Queixa. Um cenário familiar para Carla Belchior, que reclama na mesma plataforma: “Tenho um filho que está num curso profissional de Informática na Escola Secundária de Alcochete e, já tendo passado quase um mês desde o início das aulas, tem em falta cinco professores (de informática) num total de 11 disciplinas”. Também há muito que Mariana Garzia vê o problema acontecer com as crianças da família, especificamente com a disciplina de geografia. “No ano passado, o meu filho esteve até abril sem professor. A minha sobrinha não teve aulas de geografia até janeiro”, explica através do portal.

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Para onde foram os 650 milhões de euros de excedente previsto para 2020?

 

Para os professores não foram, de certeza…

 

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Salários de Professores e de Diretores na Europa

A DGEEC disponibilizou o estudo comparativo da Rede Eurydice sobre os dados relativos aos salários de professores e diretores de estabelecimentos de ensino em42 sistemas educativos europeus, no ano letivo 2017/18.

Contata que os professores portugueses não tiveram nenhum aumento de salário. Mas os dados apresentados, também, não levam em conta o tempo congelado que não foi contabilizado pelo governo para a carreira docente a milhares de professores, assim como, não faz menção aos travões da carreira para acesso aos 5.º e 7.º escalões.

Embora seja um estudo a ter em conta em termos de comparação não apresenta os dados reais da carreira docente.

Podem consultar e tirar as vossas conclusões.

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História de uma legislatura perdida (2015/19) na Educação

Em novembro de 2015, entre aplausos e expetativa, Tiago sobe ao poder e torna-se ministro. Nesse mesmo mês o parlamento dá um ar da sua graça, pela mão do PCP e BE, arma-se em ministro e acaba com os exames do 4.º ano. O ministro via assim, pela primeira vez, como se faz política em Portugal. As reações a esta medida não são unanimes, entre os professores, mas o parlamento votou, está votado.

Em dezembro é revogada a PACC. Desta vez, o ministro também nada teve a ver com isto, os responsáveis tornaram a ser os que povoam a Assembleia da República. Nesse mesmo mês é entregue uma petição a favor da aposentação dos professores na tal casa que os outros povoam, mas tudo nas calmas, sem stress ou grandes imposições. Não deu em nada…

Em 2016, rebenta a guerra amarela. Os sindicatos e os professores da escola publica apoiam as medidas do ministério e veem as escolas de contrato de associação verem reduzidas as turmas, em alguns casos condenadas ao desaparecimento.

Em fevereiro é decretada a devolução do dinheiro de inscrição na PACC. Os professores vão dar conta de que, do decretar à execução podem passar anos…

Em abril, acaba a ameaça da requalificação, tudo continuava bem no reino encantado da educação.

O verão foi calmo. As atividades desta época decorreram com a (a)normalidade de sempre, o início do ano letivo estava garantido sem grande reboliço (os professores já estão tão habituados) …

A coisa começa a azedar aquando das negociações para o OE de 2017. O corte de 280 milhões na educação não cai muito bem entre os professores e o ministro vê acontecer a primeira manifestação de professores.

Em 2017 as relações azedaram por completo. Surge o novo diploma de concursos. A contestação volta à rua por tudo que ainda falta fazer e surge a primeira greve. Os professores exigem Concursos de vinculação extraordinária, regime especial de aposentação, descongelamento de carreiras e redefinição dos horários de trabalho. A 25 de agosto abre-se uma nova frente de batalha, as colocações na mobilidade interna e contratação só contemplava horários completos. O ministério defendeu a medida como financeira, para poupar uns trocos, mas nunca a conseguiu esclarecer e ainda hoje estamos a aguardar que a batalha termine. Já conta com vitórias de ambos os lados, mas os professores tiveram a mais significativa, o concurso nos moldes de concurso interno. Ainda nesse ano, uma outra greve tem lugar e daí resultou a reunião onde foi assinado o tal compromisso com variadas interpretações.

No início de 2018, todos os funcionários públicos veem a suas carreiras descongeladas. Mas enquanto a maioria vê a possibilidade de progredir de imediato através da acumulação de pontos que fez durante o tempo de congelamento, aos professores não é dada essa hipótese, porque não se negoceia de um dia para o outro. Entre recuos atrás de recuos, os professores revoltam-se, fartos de tanta “treta”, e assistimos ao maior período de greve na história de qualquer ministério da educação, seis semanas de greve com direito a tudo mais alguma coisa. Há um sindicato que ainda tem marcadas mais duas semanas de greve, por isso, pode muito bem chegar às oito semanas.

Os sindicatos reuniram com os representantes do ministério. Acordaram negociar. Foram publicados comunicados das duas partes.

Em 2019, não se chega a acordo nenhum, voltam as greves e manifestações. O governo, unilateralmente, resolve bafejar com a sorte os professores e restitui-lhes 2 anos 9 meses e 18 dias em vez de 9 anos 4 meses e 2 dias que lhes tinham sido sonegado ao longo de três legislaturas. Ficaram 6 anos, 2 meses e 14 dias em que os professores trabalharam e descontaram por valorizar.

Surge a reposição, o faseamento, o não faseamento, as ultrapassagens (mais uma vez) e a confusão nas escolas, nos professores, nas direções (e continua). Avaliações à pressa, formações relâmpago e aulas ainda por assistir, o caos está lançado e não tem fim à vista.

A falta de funcionários continua. Os 1000 assistentes operacionais prometidos não chegaram no ano letivo 2018/19 e tardam em chegar em 2019/20. Os encarregados de Educação já deram conta e saem à rua em várias cidades do país. O amianto em estabelecimentos escolares também os preocupa, finalmente, e saem em defesa dos seus educandos.

Bem, concluímos que isto não está fácil, vai continuar difícil e que no fim o mexilhão é sempre o que leva com as favas. Cada um de vocês que tire as suas conclusões. A Minha fé será a última a morrer, mas eu ainda escolho em que depositá-la.

Teremos um ministro do desporto durante mais quatro anos. O ministro da Educação, esse, foi para outras paragens e não vai reaparecer em nenhuma manhã de nevoeiro. Num denso nevoeira está a educação e não se vê um palmo à frente dos olhos.

 

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Em Espanha, tal como em Portugal, faltam docentes…

 

Educación busca profesores de varias especialidades deficitarias

Según confirman desde la Consejería de Educación y Empleo, todavía no hay ninguna lista de interinos totalmente agotada, pero «sí es cierto que hay algunas especialidades que cuentan con pocas personas en listas de espera». De momento, no especifica cuáles están en esta situación deficitaria: «Aún se sigue estudiando de cuántas especialidades se va a sacar anuncio», apuntan desde la adminsitración. No obstante, confirma dos ya seguras: Instalaciones Electrotécnicas y de Mantenimiento de Vehículos.

Los problemas están sobre todo en algunas especialidades de Formación Profesional, aunque también en otras de Secundaria. Según los datos que avanzó la consejería en la reunión del pasado viernes, hay siete bolsas extraordinarias deficitarias: Alemán (con solo tres personas en lista), Italiano (1), Mantenimiento de Vehículos (1), Sistemas y apliaciones informáticas (5), Dirección escénica (1) y Portugués (14). Y al menos una lista ordinaria bajo mínimos: Educación Física (con 8 interinos).

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Onde estamos? Para onde vamos? – Santana Castilho

 

O roteiro do PS mandará trocar o necessário pelo ficcional, tantas vezes quantas as necessárias para que os professores deixem de perguntar: onde estamos? Para onde vamos?
Apesar da sombra de Sócrates, apesar do nepotismo que promoveu e consentiu, apesar dos incêndios e de Tancos, apesar da degradação dos serviços públicos, apesar do aumento da dívida pública, António Costa ganhou as eleições, marcadas pela mais alta taxa de abstenção da nossa democracia, que expressa um preocupante alheamento cívico e um preocupante abismo entre representantes e representados. Vale a pena, a este propósito, olhar para os números eleitorais (ainda que não definitivos, mas onde o erro será só por excesso), sob um outro ângulo: nos cadernos eleitorais estavam recenseados 10.810.662 cidadãos; não foram votar 4.918.851; 129.500 votos foram brancos e 88.500 nulos; dos 5.673.811 votos válidos, o PS registou a seu favor 36,65% (2.079.452). Mas foram apenas 19,23% dos portugueses que podiam votar que escolheram o PS e, por extensão, António Costa. Feito o mesmo exercício para os restantes partidos, os números são ainda mais expressivos, a pedir atenção demorada para o seu significado.
Que percurso está agora reservado a António Costa, por escolha própria? Um sinuoso jogo de cintura, lei a lei, orçamento a orçamento, entre a esquerda e a direita, num equilíbrio pouco saudável para a estabilidade que reclama, sobretudo porque todos os partidos com que terá de negociar foram a votos com dezenas de promessas e prioridades que não são as suas. Dir-me-ão que já era assim com a “geringonça”. Recordo diferenças substantivas: o panorama social, económico e político de 2019 é bem diferente do de 2015, quando António Costa capitalizou a seu favor o trauma provocado pelo governo da troika; em 2015, foram escritos e assinados papéis que garantiam a aprovação dos orçamentos da legislatura; em 2015, temas fracturantes (Nato, Europa, euro e leis do trabalho, por exemplo) ficaram, prudentemente, fora dos entendimentos escritos. Acresce que, apesar da Europa e do mundo terem genericamente sido ignorados numa campanha eleitoral de paróquia (palco principal para casos e tricas), são variáveis de que dependeremos mais no futuro próximo do que dependemos de 2015 a 2019 (recessão na Alemanha, “Brexit” e guerra comercial EUA-China, por exemplo). Enquanto isto, depois de 25 mil milhões de euros gastos com a banca, continuamos com 1 milhão e 700 mil portugueses com um rendimento mensal inferior a 468€ (Inquérito às Condições de Vida e Rendimento do Instituto Nacional de Estatística) e um respeito pela escola e pela profissão docente que diminuiu acentuadamente ao longo da legislatura finda.
O que se espera para a Educação? Uma acção de continuidade, indiciada por um programa eleitoral que nem sequer lhe dedicou um capítulo autónomo. Com o PS e Centeno, pelo menos até uma eventual crise política que determine eleições antecipadas (pode acontecer em 2021, depois da presidência portuguesa da União Europeia), persistirá a espoliação dos mais de seis anos de serviço, poderá acontecer uma nova alteração do estatuto da carreira docente (ou não tivesse já António Costa afirmado a necessidade de se libertar da despesa inerente às progressões nas carreiras especiais) e persistirá a ideologia igualitarista, que tentará, na senda do sucesso a qualquer preço, eliminar mais provas de avaliação externa, para que nada possa ser comparável nem sindicável.
A era do absurdo pedagógico tornou pesado o exercício da docência. A acção sindical, perdida nos seus labirintos políticos, foi-a desprotegendo e narcotizou-a. Espera-nos um dissimulado sistema autoritário, onde a autonomia intelectual dos professores continuará em perda. A ténue resistência dos professores aos atropelos de toda a ordem (a que muitos dispensam uma estranha reacção proselitista e bajuladora) e a incapacidade para lidar com uma realidade cada vez mais afastada do conhecimento e do simples bom senso, só pode ser explicada pelo ambiente de distopia em que a Educação mergulhou. Os que teimam vivem encastelados na razão, mas enfraquecidos pela dominância da desrazão imediatista: uma desrazão que transforma a distopia em que vivemos na decantada utopia da Educação do século XXI. E é por aqui que iremos com o Governo que aí vem. O roteiro do PS mandará trocar o necessário pelo ficcional, tantas vezes quantas as necessárias para que os professores deixem de perguntar: onde estamos? Para onde vamos?

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Opinião – A recondução de Tiago Brandão – José Ricardo

Tiago Brandão foi reconduzido por António Costa, como ministro da educação. Admito que se tire uma leitura conclusiva: é uma afronta aos professores.

Bem, se projetarmos como ponto de partida, para os próximos quatro anos, um quadro de afronta institucional teremos, inevitavelmente, quatro anos de grande turbulência na educação e mais um braço de ferro entre professores e o ministério da educação. Pessoalmente não fulanizo as políticas, mas preocupam-me sim as políticas que o novo governo poderá trazer para esta nova legislatura, na área da educação.

Penso que se deve partir com apreensão sim, mas, sobretudo, com uma redobrada disponibilidade para resolver os problemas que ensombram a educação em Portugal, tais como, pugnar por uma carreira docente mais atrativa e melhor remunerada, um regime de colocação de professores focalizado na estabilidade do corpo docente às escolas associado a incentivos, medidas que rejuvenesçam o atual corpo docente, medidas legislativas que melhorem as condições de aposentação dos educadores e professores, medidas que melhorem as condições de trabalho e o peso das diferentes componentes do horário de trabalho dos docentes e que estas permitam, também, uma maior conciliação entre a vida profissional e a vida familiar dos educadores e professores.

Colocadas estas questões no dossier negocial virá o tempo para aferir se há ou não uma nova atitude política de Tiago Brandão e do Governo para resolver estes problemas que sendo ligados à condição docente são, no entanto, problemas de fundo que exigem resolução com impacto na melhoria do nosso sistema educativo.

Há, no entanto, outras preocupações tão importantes como as que atrás referi e que exigem do novo ministério da educação proatividade para reformar aspetos do nosso sistema de ensino e da própria escola em particular. Aspetos que se centram na necessidade da escola atrair e motivar mais os alunos e que esta seja um verdadeiro centro de inovação e criatividade pedagógica conferindo-lhe para tal maior autonomia e meios para a exercer e livrando-a das amarras do brutal sistema burocrático do poder central e da administração educativa. Aspetos que urgem serem resolvidos e que se prendem com os alunos que não querem estar na escola, não querem aprender, não querem estudar e, tão só, estão para criar ambientes de violência e indisciplina nos espaços escolares.

Em síntese o que realmente me interessa são as políticas para a educação que poderão ser postas em discussão na próxima legislatura e não as pessoas que possam estar a desempenhar este ou aquele cargo da governação política.

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Será Alexandra Leitão a negociar a nova carreira dos professores

 

Saiu da pasta da educação, mas não vai deixar os professores em paz.

Alexandra Leitão, na sua nova pasta será a responsável pela negociação da nova carreira docente. Como ministra Modernização do Estado e da Administração Pública terá a seu cargo a delicada tarefa de negociar tudo o que é revisão de carreiras na função pública: professores e não só.

Será com ela que os sindicatos terão que negociar a já esperada alteração da carreira docente.

(Ainda se lembram da proposta do Arlindo? Verão que não era tão má como julgaram ser quando ele a publicou. Esperem por bem pior.)

 

Alexandra Leitão: da frente de batalha na Educação a negociadora para a Função Pública

Agora, vai ter nas mãos a tarefa de negociar tudo o que é revisão de carreiras na função pública: professores e não só. Trata-se da primeira vez, desde 2002, que o dossier da Administração Pública sai das Finanças, ganhando um ministério autónomo.

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Dificuldade de colocação de Docentes: Carta aberta ao Presidente da Câmara Municipal de Lisboa e ao Vereador da Educação e dos Direitos Sociais

 

Carta aberta ao Presidente da Câmara Municipal de Lisboa e ao Vereador da Educação e dos Direitos Sociais

Lisboa, 14 de outubro 2019

Caro Dr. Fernando Medina,
Caro Dr. Manuel Grilo,

Em representação dos pais da Escola EB 2,3 Professor Delfim Santos, e de tantos pais de outras escolas, dirigimos-lhe um pedido para que intervenha em prol das crianças do concelho.
A autarquia está com certeza a par do problema que se tem vindo a verificar nas escolas do país com a dificuldade de colocação de professores. Não se trata de um problema novo, contudo, este ano, o mesmo tem-se vindo a agudizar, nomeadamente em concelhos em que o preço do arrendamento se tornou incomportável para professores deslocados e, muitas vezes, sem horários completos.
Temos consciência que se trata de um problema complexo, cuja resolução de longo prazo não temos a pretensão de apresentar e que só será possível alcançar através de uma abordagem holística sobre o sistema de colocação de professores nas escolas. Contudo, no muito curto prazo parece-nos fundamental implementar medidas que ajudem a estancar o problema. O tempo não volta para trás e a cada semana que passa vemos um fosso mais fundo entre a preparação destes alunos e todos os demais, avolumando a dificuldade que o sistema de ensino tem em garantir igualdade de oportunidades para todas as crianças e jovens.
Assim, apelamos à iniciativa rápida e decidida da Câmara Municipal de Lisboa. Não sendo responsável pela colocação de professores, o município não é alheio ao preço do arrendamento na cidade e pode colocar à disposição soluções que mitiguem este problema no muito curto prazo. Seja através da disponibilização de quartos ou casas, seja através da atribuição de um apoio financeiro a professores deslocados sem horário completo, urge tomar medidas na defesa dos direitos dos alunos e alunas do nosso concelho, tal como aconteceu em concelhos limítrofes da cidade.
Estamos certos que os mais novos poderão contar com o apoio da autarquia onde vivem para encontrar soluções. Não os deixemos à sorte de um concurso de colocações de professores que há muito deixou de ter o apoio de quem quer que fosse e que se demonstra urgente ver alterado.
Agradecidos pela atenção, ficamos a aguardar medidas concretas para a vida destes pequenos
lisboetas!

Associação de Pais da Escola EB 2,3 Delfim Santos

 

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A Composição do Governo

O Presidente da República recebeu hoje, a seu pedido, o Primeiro-Ministro indigitado do XXII Governo Constitucional – Dr. António Costa – que lhe submeteu a seguinte proposta de composição do Governo:

  • Primeiro-Ministro – António Costa;
  • Ministro de Estado, da Economia e da Transição Digital – Pedro Siza Vieira;
  • Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros – Augusto Santos Silva;
  • Ministra de Estado e da Presidência – Mariana Vieira da Silva;
  • Ministro de Estado e das Finanças – Mário Centeno;
  • Ministro da Defesa Nacional – João Gomes Cravinho;
  • Ministro da Administração Interna – Eduardo Cabrita;
  • Ministra da Justiça – Francisca Van Dunen;
  • Ministra da Modernização do Estado e da Administração Pública – Alexandra Leitão;
  • Ministro do Planeamento – Nelson de Souza;
  • Ministra da Cultura – Graça Fonseca;
  • Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior – Manuel Heitor;
  • Ministro da Educação – Tiago Brandão Rodrigues;
  • Ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social – Ana Mendes Godinho;
  • Ministro da Saúde – Marta Temido;
  • Ministro do Ambiente e da Ação Climática – João Pedro Matos Fernandes;
  • Ministro das Infraestruturas e da Habitação – Pedro Nuno Santos;
  • Ministra da Coesão Territorial – Ana Abrunhosa;
  • Ministra da Agricultura – Maria do Céu Albuquerque;
  • Ministro do Mar- Ricardo Serrão Santos;
  • Secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares – Duarte Cordeiro;
  • Secretário de Estado Adjunto do Primeiro-Ministro – Tiago Antunes;
  • Secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros – André Moz Caldas.

O Presidente da República deu o seu assentimento à proposta que será oportunamente complementada com os restantes Secretários de Estado.

A nomeação e posse do XXII Governo Constitucional está prevista para a próxima semana em data a determinar depois da publicação do mapa oficial da eleição realizada em 6 de outubro e da primeira reunião da Assembleia da República.

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Continua o Tiago como Ministro da Educação

Ao contrário daquilo que ontem pudemos apurar, afinal Tiago Rodrigues continua como Ministro da Educação.

A Alexandra ficou ministra de outra pasta.

A parte boa é que deixará de se intrometer na Educação, a parte má é que tudo continuará igual na educacao.

 

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Realidade no Reino Unido, futuro dos professores em Portugal…

Os primeiros sinais já apareceram no nosso país. A continuar assim não tardará muito para que esta seja a nossa realidade.

Professores que moram em barracas, carros e usam bancos alimentares à medida que aumenta a demanda por subsídios, alerta a instituição de caridade

Professores estão a morar em barracas, carros e comendo em bancos alimentares, à medida que o número de profissionais que procuram apoio financeiro vital aumenta, alertou uma instituição de caridade.
Centenas de professores e funcionários de apoio correm o risco de perder a casa ou de não poder pagar a renda, de acordo com a Education Support Partnership, uma instituição de caridade que fornece subsídios de emergência.

O número de professores que solicitam doações em dinheiro para caridade da caridade aumentou 67% entre 2016 e 2018 – e a caridade espera que os pedidos atinjam um recorde este ano.

Os sindicatos da educação dizem que um declínio em termos reais dos salários dos professores, no momento em que os custos de moradia e assistência à infância aumentaram, é o responsável pelo crescente número de profissionais da educação que procuram ajuda.

Uma professora, que recentemente solicitou apoio financeiro para um depósito de arrendamento à instituição de caridade, morava numa barraca de uma amiga com a filha, pois não conseguia encontrar um lugar acessível para morar.

Os números disponíveis para este ano, até agora – recebidos nos nove meses entre janeiro e setembro – já estão em 648.
Sharon, que se mudou da Espanha para começar um trabalho temporário em uma escola em Dorset, não tinha dinheiro para fazer um depósito, então morou na barraca de uma amiga, com a filha de 10 anos, durante sete meses.

“Eu não tinha dinheiro nem poupanças e não tinha móveis. Eu não tinha um depósito disponível para arrendar. Foi horrível”, disse ao The Independent.
Ela acrescentou: “Estava frio. Eu não sabia cozinhar e lavar era bastante difícil. Ter que fazer coisas básicas era realmente desafiador.

Richard Faulkner, chefe de política da Education Support Partnership, disse que leu os pedidos “muito angustiantes” dos professores “que moram em carros” e sobrevivendo com apenas 15 libras por semana após o pagamento da renda e as contas serem pagas.
“As pessoas não esperam que os professores estejam desabrigados e não esperam que eles obtenham a maioria de seus alimentos nos bancos alimentares. Essa é a realidade que estamos a ver de maneira cada vez mais frequente ”, afirmou.
A maioria das solicitações vêm de professores que trabalham na educação no sudeste da Inglaterra – e os baixos salários dos professores desempenham um papel em vários casos, acrescentou Faulkner.

 

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Como Fazer uma Avaliação Docente Voltada Para A Melhoria Prática Do Professor? – António Nóvoa

 

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Deixamos de ter ministro. Vamos ter ministra da Educação…

 

Segundo fontes oficiais não oficializadas, temos uma cara já conhecida de todos nós à frente dos desígnios do Ministério da Educação. Alexandra Leitão será a próxima na pasta.

Mais uma alteração ao executivo ministerial que já era previsível. Resta saber se o Tiago volta para as investigações cientificas ou se ocupará o cargo de deputado para que foi eleito.

 

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Escola Sem Bullying. Escola Sem Violência

Todas as formas de violência escolar violam o direito fundamental à educação e nenhum país pode atingir uma educação inclusiva e de qualidade se os alunos estiverem expostos à violência. Acresce que, a violência escolar, onde se enquadram o bullying e o ciberbullying, pode ainda afetar seriamente a saúde e o bem-estar das crianças e dos adolescentes, com consequências negativas que podem persistir até à idade adulta. Por sua vez, a Escola reúne um ambiente propício à aprendizagem e ao desenvolvimento de competências, nomeadamente no âmbito da Estratégia de Educação para a Cidadania, onde os alunos adquirem as múltiplas literacias que precisam de mobilizar para um relacionamento saudável.

Assim, preocupado e atento aos fenómenos do bullying e do ciberbullying que, de acordo com as Nações Unidas, afetam uma em cada 3 crianças/jovens, o Ministério da Educação decidiu impulsionar um “Plano de Prevenção e Combate ao Bullying e ao Ciberbullying” nas escolas. Este plano tem associada a campanha “Escola Sem Bullying. Escola Sem Violência”, que se configura como um importante instrumento de sensibilização, prevenção e intervenção, destinado a toda a comunidade educativa, com vista à erradicação deste fenómeno.

O “Plano Escola Sem Bullying. Escola Sem Violência”, a implementar pelas escolas, já no ano letivo 2019/2020, deverá: desenvolver-se a partir de um diagnóstico que permita identificar necessidades; incluir um plano de ação em torno de estratégias e de atividades que sensibilizem para a diversidade de comportamentos agressivos, em idade escolar; contribuir para a identificação de sinais de alerta, que indiciem o envolvimento em comportamentos de bullying e/ou de ciberbullying; constituir-se como um auxiliar de apoio às escolas, com vista à utilização de diferentes abordagens de prevenção e intervenção, face ao bullying e ao ciberbullying; e ser elaborado de modo a incentivar, reconhecer e divulgar práticas de referência.

Esta iniciativa tem os diretores, os docentes e o pessoal não docente como aliados indispensáveis. Neste âmbito, o Ministério da Educação desafia todos os diretores de Agrupamentos de Escolas e Escolas Não Agrupadas a elegerem a semana de 14 a 18 de outubro, véspera do Dia Mundial de Combate ao Bullying, como Semana “Escola Sem Bullying. Escola Sem Violência”, mas na perspetiva de que o plano de prevenção seja trabalhado e executado ao longo de todo o ano letivo.

O plano de prevenção, bem como os materiais de suporte a ações a desenvolver pelas escolas, estão disponíveis no website www.sembullyingsemviolencia.edu.gov.pt. Este website será atualizado ao longo do ano letivo com novos materiais, estudos e vídeos.

Para mais informações, aceda a: www.sembullyingsemviolencia.edu.gov.pt

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Horários em Contratação de Escola (distribuição por concelho)

O mapa abaixo apresenta todas as ofertas de escola lançadas pelas escolas acima das 8 horas. Significa que foram recusadas 2 vezes nas Reservas de recrutamento. A figura ilustra aquilo que tem vindo a lume na Comunicação Social: os Concelhos da grande Lisboa, Setúbal e Algarve apresentam maiores dificuldades no preenchimento de horários, enquanto no interior essa dificuldade não se faz sentir.

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Faltam 2000 professores no sistema…

As profissões atrativas e bem pagas têm destas coisas…

 

Faltam professores em mais de duas mil turmas no país

Além de Informática, Geografia e Inglês são dos grupos mais deficitários. As contas são do professor Arlindo Ferreira, especialista em estatísticas da educação e autor do blogue De Ar Lindo. O problema é mais grave nas regiões de Lisboa e Vale do Tejo e Algarve, onde estão por preencher mais de metade dos horários ainda vagos (1213). O presidente da Associação Nacional de Diretores (ANDAEP), Filinto Lima, defende como urgente, esta legislatura, a aprovação de um subsídio para alojamento (já que as rendas altas são um dos principais fatores para a recusa de contratos) e a melhoria das condições de acesso e de trabalho para tornar a carreira mais atrativa.

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Amanhã já podes fazer Greve ao sobretrabalho…

 

Por um horário de trabalho de 35 horas reais…

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Contratados Colocados Até À RR6 Por Grupo e QZP

Até à reserva de recrutamento 6 foram já feitas 16.837   colocações assim distribuídas por grupo de recrutamento e QZP da escola.

Logo a seguir ao grupo 110 com 2.027 colocações aparece o grupo 620 – Educação Física com 1.219 colocações, este último com mais 33 colocações que o grupo 910 – Educação Especial 1 e mais 50 colocações que o grupo 300 – Português.

As colocações de contratados no QZP 7 destaca-se de todos os restantes QZP com 6.254 colocações. O QZP 1 teve 3.434 colocações.

 

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Agredidos na Escola

É tema central de hoje na revista Notícias Magazine.

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A Minha Posição na Lista com a RR6

Encontra-se atualizada a página “A Minha Posição na Lista” com as colocações da Reserva de Recrutamento 6.

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Sugestão de Leitura – A Menina das Pintinhas, de Maria Rosário Poças

 

Este tema toca-me em especial, uma vez que também sou um menino com pintinhas. Embora nunca tenha sentido que, enquanto criança ou adulto, alguém não me aceitasse por ser diferente, sei que com outros não foi assim e não é assim. A minha experiência tem a ver mais com a curiosidade das pessoas em saber o que são e como apareceram as “pintinhas”, Vitiligo. As crianças, em especial, perguntam-me muitas vezes porque é que eu tenho as mãos desta cor, diferente das delas. Eu costumo brincar antes de lhes explicar a minha diferença, dizendo que sou de uma cor à parte de todas as que conhecem, mas convém saber explicar e que, embora diferentes nas cores de pele, somos iguais em tudo o resto. Deixo-vos uma sugestão de leitura para vós e para os vossos alunos, quem sabe para uma exploração em sala de aula flexibilizando…

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Plano nacional Escola Sem Bullying, Escola Sem Violência

No plano nacional “Escola Sem Bullying, Escola Sem Violência”, que até 20 de outubro, Dia Mundial de Combate ao Bullying, chegará a todas as escolas do país, constam várias medidas. A aposta recai na comunicação direta entre os diretores e o Ministério da Educação e na criação de equipas nas escolas responsáveis pela promoção de ações de sensibilização e prevenção, com poder para intervir em situações concretas.

O Ministério da Educação dará liberdade às escolas para formar as equipas, mas recomenda que as mesmas integrem alunos.  Para além do coordenador da escola e do diretor de turma, psicólogos e professores, esta equipa também deve incluir os coordenadores da Promoção e Educação para a Saúde, da Equipa Multidisciplinar e da Estratégia para a Cidadania.

A implementação do plano “Escola Sem Bullying, Escola Sem Violência” vai ter apoio informativo online através do site que reúne “instrumentos de literacia e projetos que já existem e se enquadram nesta temática e boas práticas partilhadas pelas escolas” e técnicos especializados, apoiando-se num grupo de trabalho composto por elementos do Ministério da Educação, que será responsável por estabelecer parcerias e protocolos com instituições e organizações ativas no combate ao bullying e ciberbullying.

Mais uma coisa bonita para inglês ver, se aplicassem o Estatuto do estudante em toda a sua grandiosidade e com mão de ferro, nada disto era necessário.

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Oeiras disponibiliza habitação a professores que queiram lá exercer…

A falta de professores a certas disciplinas já é de tal ordem que tem de se voltar aos idos tempos em que ao lado das escolas existia uma casa para os professores que lá lecionavam. Talvez assim…

Rendas altas e salários baixos deixam escolas com falta de professores

Em São Julião da Barra, Oeiras, Português, Francês e Geografia são as disciplinas a precisar de docente. Os horários são parciais, o que dificulta ainda mais que haja quem aceite. “Quem é que pode vir para aqui com 500 euros de ordenado e ainda pagar um quarto?”, questionou o diretor do estabelecimento, Domingos Santos.  Para ajudar a resolver o problema, a autarquia vai disponibilizar apartamentos e quartos a professores, mas também a polícias e outros profissionais com problemas idênticos.

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É Capa do Expresso de Hoje a Falta de Professores com Dados do Blog

Replicada também na TVI24.

 

Há escolas à procura de professores desde o início do ano letivo

 

Lisboa, Setúbal e Faro são os distritos mais afetados. Rendas altas e salários baixos ajudam a explicar a dificuldade em encontrar candidatos.

 

Trabalho de Isabel Leiria

Desde o início do ano letivo, a meio de setembro, até ontem, as escolas públicas lançaram 16.837 horários para os quais precisavam de professores. Alguns são temporários, muitos são para todo o ano letivo, uns têm poucas horas, outros são completos. Comparando com idêntico período de 2018/19, são já mais 1800 pedidos.

A questão que se coloca a seguir é a de saber se as necessidades que sempre surgem ao longo do ano, decorrentes de baixas médicas ou da saída de professores para outras escolas, são facilmente supridas por docentes que não têm colocação. E, aqui, o problema também se agravou. Há alunos que ainda não tiveram aulas em várias disciplinas e que se arriscam a continuar assim por mais umas semanas ou até meses, como já aconteceu no passado ano letivo. Desta vez, as dificuldades estão a surgir mais cedo.

As matérias ficam em atraso, os pais protestam, os diretores desesperam perante a incapacidade de resolverem o problema e as esperas semanais por um candidato que faça as contas e que conclua que compensa aceitar aquela ocupação.

Dos 350 horários que estavam esta semana em oferta de escola, 225 correspondiam a vagas recusadas já por duas vezes por professores que estão nas listas de ordenação ou para as quais nem sequer havia candidatos (ver P&R). Os números foram apurados a pedido do Expresso por Davide Martins, professor de Matemática no Agrupamento de Escolas da Carlos Amarante (Braga) e colaborador do blogue de educação “ArLindo”. E dão conta de um problema que está longe de estar generalizado a todo o país mas que se concentra de forma preocupante em alguns distritos — Lisboa, Setúbal e Faro concentram 71% destes horários em oferta de escola — e em alguns grupos de recrutamento, como Informática, Geografia, Educação Moral e Religiosa Católica (EMRC).

À PROCURA DE UM QUARTO

Conceição Bernardes é diretora do Agrupamento de Escolas Laura Ayres, em Loulé, um dos que tinha esta semana mais horários já recusados ou sem candidatos e que continuavam por preencher, estando agora na fase da oferta de escola (uma espécie de anúncio público a que pode concorrer qualquer professor com habilitação para o efeito). No seu caso, são cinco horários para o ano inteiro, cada um afetando várias turmas: um de História, um de Geografia, um de Informática, um de EMRC e outro para uma professora do 1º ciclo. À exceção deste último, que tem sido suprido por uma docente da escola que deixou as atividades de apoio que estava a dar para assumir a turma em falta, todos os outros têm estado sem aulas.

A explicação: “Há imensos professores a serem colocados no Algarve, mas não aceitam porque não conseguem arranjar casa. Um apartamento T1 que dantes era arrendado por 400 euros agora custa 700. Os professores ou conseguem dividir ou torna-se insuportável. E já não é alugado até 15 de julho. Agora só fica livre até maio e depois no final de setembro, quando há menos procura de turistas”, descreve a diretora. No agrupamento de Silves, com sete horários em falta desde o início do ano, mas todos incompletos (não chegam às 22 horas letivas), a dificuldade é a mesma: “Tivemos uma professora que aceitou um horário de seis horas porque conseguiu que lhe dessem um quarto a troco de voluntariado”, conta a diretora.

Depois há as baixas que vão aparecendo ao longo do ano, tornando os horários ainda menos apetecíveis, e que tendem a aumentar à medida que o problema do desgaste e do envelhecimento docente se vão agravando. No agrupamento de Silves estão três professores de baixa por depressão. Em Loulé, há casos de docentes com baixas de 18 meses, seguidas de regressos curtos e novas baixas prolongadas. “Não é possível ter todos os professores a trabalhar nas salas de aula até aos 66 anos. É um tiro no pé tratar todos por igual, porque há quem não tenha estrutura para aguentar”, avisa Conceição Bernardes, ela própria com 62 anos mas ainda com vontade de continuar a liderar a escola.

O problema é que a situação tende a agravar-se. Das sete educadoras de infância que ficaram colocadas em 2018/19 no Agrupamento de Loulé, apenas uma tinha menos de 50 anos. “Mais de metade dos professores da escola tem 50 ou mais anos. Imagine como será o cenário daqui a cinco ou dez anos, em que a maioria terá acima de 60”, alerta Paulo Campos, diretor do Agrupamento D. João II, em Sintra, onde faltam dois horários de Informática, um de Geografia e outro de EMRC. Em São Julião da Barra, Oeiras, já estão três horários em oferta de escola: Português, Francês e Geografia. Sendo todos parciais, a dificuldade de encontrar alguém ainda é maior. “Quem é que pode vir para aqui com 500 euros de ordenado e ainda pagar um quarto?”, pergunta o diretor, Domingos Santos. A autarquia está ciente do problema e vai disponibilizar “apartamentos e quartos para professores, mas também para polícias e outros profissionais que enfrentam as mesmas dificuldades”. A residência que nascerá na Fábrica da Pólvora, em Barcarena, por exemplo, terá uma quota de 40 quartos destinados a professores deslocados.

No ano passado e já neste, as direções têm resolvido os problemas redistribuindo horários ou recorrendo a horas extraordinárias por docentes da casa. “As escolas vão fazendo milagres. Às vezes fazem mesmo omeletes sem ovos”, desabafa a diretora de Loulé.

DISCIPLINAS ONDE FALTAM MAIS DOCENTES

Geografia

No início da semana, ainda havia 30 horários do 3º ciclo e secundário por preencher desde o início do ano letivo. Destes, 10 concentram-se no distrito de Lisboa e incluem lugares para todo o ano e horários completos. A vice-presidente da Associação de Professores de Geografia, Emília Sande Lemos, diz que a falta de docentes deve-se em parte ao aparecimento de novas oportunidades de trabalho para os geógrafos, designadamente na área das tecnologias de informação geográfica.

Educação Moral e Religiosa

O coordenador de Educação Moral e Religiosa Católica (EMRC), António Cordeiro, assegura que o número de professores disponíveis para lecionar esta disciplina opcional não tem diminuído. Mas o facto de se tratarem na maioria dos casos de horários de curta duração, espalhados por várias escolas, torna mais difícil conciliar a procura, o tempo dos alunos e a disponibilidade de professores. E lembra que estes docentes têm de ter, em regra, as mesmas habilitações que todos os outros (mestrado em ensino).

Informática

É uma das áreas mais problemáticas, com 57 horários que continuavam vazios esta semana. Fernanda Ledesma, presidente da associação de professores, explica que, entre 2010 e 2012, com o aumento de alunos por turma e os cortes em cursos profissionais, os professores que asseguravam TIC e Informática passaram de cinco mil para três mil. E a pequena recuperação que aconteceu a seguir foi insuficiente. “Quem saiu do sistema encontrou outras ocupações e não está disposto a voltar.”

P&R

Porque é que vão faltando docentes nas escolas?

Além de ajustamentos que só podem ser feitos no início do ano letivo, em função da entrada e saída de alunos e de professores que são colocados com redução do horário letivo (por idade e tempo de serviço), o que implica haver horas por atribuir, ao longo dos meses surgem outras necessidades decorrentes de licenças de maternidade, reformas ou baixas. Apesar de o Ministério não dar números, todos os diretores contam que há cada vez mais professores com problemas de saúde, por causa do envelhecimento da classe (um dos mais acelerados da Europa) e do desgaste profissional. Quanto a reformas, já se aposentaram este ano 1262 docentes.

E porque é que há mais dificuldades em Lisboa e no Algarve?

Nos últimos anos, milhares de docentes vincularam-se nos quadros de zona pedagógica destas duas regiões. Só que muitos acabam por sair e rumar a escolas do Norte, de onde são originários, ao abrigo dos concursos que permitem a aproximação a casa. Se houver um horário noutra escola, mesmo que incompleto (a partir de oito horas letivas), podem concorrer para lá, voltando a sobrar horários em Lisboa e no Algarve. E esta é uma das maiores causas deste desajustamento: a procura está no Sul, mas a maioria dos candidatos é do Norte. Outro indicador que reflete esta realidade são os pedidos de mobilidade por doença, que também têm aumentado muito. Em 2014/15 houve 2100 mudanças por doença, este ano foram autorizadas 7400. E 71% destes pedidos foram para escolas do Norte.

Como são preenchidos estes horários que vão aparecendo?

De cada vez que uma escola precisa de um professor para uma substituição lança esse pedido numa plataforma online, entre segunda e quarta-feira de cada semana. O programa do Ministério corre a lista ordenada dos candidatos que, antes do início do ano letivo, em julho, disseram estar disponíveis para determinados horários em determinadas zonas do país. Havendo coincidência entre o horário em falta e as preferências dos candidatos que estão nas “reservas de recrutamento” (RR), os professores são informados na sexta-feira, tendo dois dias úteis para aceitar ou não. A questão é que, entre o momento em que disseram estar disponíveis e a data em que são chamados, passam meses e a sua situação pode ter mudado completamente. Até podem já estar a trabalhar e recusam.

O que acontece a seguir?

O processo é repetido nos mesmos moldes por mais uma semana no caso de ter havido recusa do candidato mais bem classificado ou por não haver nomes na lista de RR. Se voltar a ficar vazio, então o horário passa para “oferta de escola” por mais uma semana. Esta etapa devia ser mais eficaz, pois o horário é publicitado e são os professores que dizem se estão interessados, podendo concorrer quem tem apenas habilitação própria, ou seja, sem o mestrado em ensino, obrigatório para os outros concursos. Só que às vezes também há recusas, quando se deparam com as tais dificuldades de alojamento, por exemplo.

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Petição – Definição de Tarefas Moderadas no Ensino

Definição de Tarefas Moderadas no Ensino

Os signatários da presente Exposição vêm até vós dar a conhecer e solicitar intervenção na questão infra descrita, por nela serem diretamente interessados e por ter havido já intervenções junto dos competentes órgãos estatais, sem que delas houvesse quaisquer resultados ou posição assumida para os obter.
Passamos então a enumerar a descrição da dita questão, para uma melhor clarificação da mesma:
1) Após largos meses de atraso na realização de Juntas Médicas em várias Direções de Serviços da Direção-Geral dos Estabelecimentos Escolares e após a Recomendação dessa Provedoria, com o n.º 004/A/2016, acatada pela Senhora Secretária de Estado, a 12 de dezembro de 2016, passaram a realizar-se Juntas Médicas da ADSE em substituição das anteriores Juntas do Ministério da Educação.
2) Se até então, os médicos do Ministério tinham em atenção o estado do doente para o desempenho da docência, de uma forma geral, passou-se a considerar que, mesmo não estando em condições plenas para desenvolver a atividade letiva, os docentes poderiam apresentar-se ao serviço, com a indicação de “realização de tarefas moderadas.”
3) Efetivamente, o Decreto Regulamentar 41/90, no seu Artigo 11.º, ponto 2, dispõe como atribuição da Junta Médica da ADSE, que conste de Parecer escrito fundamentado, “se a situação do funcionário ou agente impõe que lhe sejam atribuídos serviços moderados e em que condições devem ser prestados;
se o funcionário ou agente se encontra incapaz para o exercício das suas funções mas apto para o desempenho de outras…”
4) Contudo, isso não acontece. É aos diretores das escolas que é destinada a tarefa de atribuir funções a quem lhes chega doente, com um papel na mão, com a indicação de que o “docente deverá desempenhar tarefas moderadas.” Não há qualquer suporte legal, qualquer indicação do que são tais tarefas. Se algumas direções têm o bom senso de pegar no Estatuto da Carreira Docente, verificar o Artigo 82.º e definir com o colega, de entre as atividades da componente não letiva, quais as que poderá desempenhar, elaborando um horário favorável à escola e ao docente, outras há que entregam ao professor o que é preciso ser feito, numa atitude de colocar em primeiro lugar o serviço que tem que ser rentabilizado e esquecendo que ninguém está em situação de dependência e inferioridade por prazer.
5) É esta desigualdade de critérios, a impossibilidade de definição clara de componente não letiva, que nos faz pedir a vossa intervenção. É urgente que os técnicos que entendem de “medicina no trabalho,” conjuntamente com os professores, que conhecem o “esgotamento” na docência (burnout) debatam, tipifiquem, legislem.
As estruturas sindicais, nomeadamente a Fenprof, já interveio junto do Ministério da Educação, dos Grupos Parlamentares e da Ordem dos Médicos, sem que daí surgissem alterações de vulto à situação.

Link: https://www.fenprof.pt/?aba=27&mid=115&cat=327&doc=11927

Assim, terminamos a presente Exposição, mais uma vez pedindo e aguardando da parte de V.ª Ex.ª uma atitude para o restabelecimento da equidade, num corpo docente envelhecido, em que estes problemas assumem cada vez maior importância, acabando por afetar o ambiente escolar e todos os que nele convivem.

Agradecendo a atenção dispensada, apresentamos os melhores cumprimentos.

Os signatários,

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