está de volta, ainda se lembram da coisa? Não?
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Out 21 2015
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Out 20 2015
Primeiro acaba-se com a aplicação da ciência na Escola e depois reflete-se acerca da culpa entre cafezinhos.
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Out 20 2015
A partir do minuto 40, aqui.
Segundo alguns destes constitucionalistas a PACC não é inconstitucional, mas sim a norma que regula a prova.
Pergunto, se terão feito uma PACC para serem constitucionalistas.
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Out 20 2015
Já no ano passado tinha feito este quadro que mostrava a evolução negativa do número de docentes em Portugal continental (quer no ensino público, quer no ensino privado).
Desde 2010/2011 até 2012/2013 tinham-se perdido 24642 docentes.
Com os dados de 2013/2014 perderam-se mais 9061 docentes em relação ao ano passado.
Para uma melhor leitura comparativa abrir os dois quadros e colocá-los lado a lado.
E pela baixa da taxa de natalidade que se verifica nos últimos anos (que só agora parece modificar-se) não admira que o número de docentes continue a baixar nos próximos 3 anos, a não ser que medidas como a redução do número de alunos por turma, ou o aumento das ofertas educativas venham a acontecer.
E para isso são necessárias mudanças de políticas educativas e maior investimento na educação.
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Out 20 2015
Clicar na imagem para aceder ao relatório “Educação em Números 2015” da Direcção-Geral de Estatísticas da Educação e Ciência.
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Out 20 2015
Eu gostei mesmo desta atividade a desenvolver, “Organização de aulas de degustação”, entre outras ” criação e manutenção de atividades de jardinagem, organização de visitas a explorações agrícolas e atividades similares destinadas a sensibilizar as crianças para a agricultura”.
Mas nem é por aí… até podiam implementar um “Carving studio” em cada escola…
O que causa algum espanto, é que o programa de distribuição de fruta e produtos hortofrutícolas a alunos do 1.º ciclo dos estabelecimentos de ensino públicos, não contempla todos os alunos do 1º ciclo. “Uns são filhos, outros enteados…” É só mais um exemplo de como em pequenas coisas se pode descriminar a população escolar. A não ser que, este programa contemple a fruta do almoço e os produtos hortícolas que vêm triturados na sopa do refeitório… mas não me parece… esses são “pagos”!!
Será que este programa é facultativo?
Esta é uma medida de louvar, mas só se for levada muito a sério e levada até todos…
Fica aqui a Portaria n.º 375/2015 de 20 de outubro que institui o regime de fruta escolar (RFE), estabelecendo as regras nacionais complementares do regime de ajuda para a distribuição de frutas e produtos hortícolas, frutas e produtos hortícolas transformados, bananas e produtos derivados às crianças nos estabelecimentos de ensino.
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Out 20 2015
Relatório do Governo mostra também queda de docentes muito mais acentuada do que a dos alunos
Entre os anos letivos de 2000/2001 e 2013/14, a rede de escolas públicas encolheu radicalmente, de 14 533 estabelecimentos para 6575, indica o relatório “A Educação em Números 2015”, da Direção Geral de Estatísticas da Educação e da Ciência (DGEEC). Só em 2014, desapareceram da contabilidade 535 escolas estatais. O relatório demonstra também que, desde o início do milénio, o ensino privado não só resistiu a essa quebra como até se reforçou ligeiramente, passando de 2477 para 2628 escolas.
Tal como o fecho de escolas, a redução do número de docentes tem sido justificada com a quebra do número de alunos, relacionada com a progressiva redução das taxas de natalidade. O atual Ministério da Educação e Ciência tem, de resto, elaborado previsões atualizadas dos efeitos que a baixa dos nascimentos tem e terá sobre as necessidades de professores na rede pública.
Docentes em queda acelerada
Mas o balanço desde o início do século também demonstra que, a estar em causa um ajuste, este está a ser feito em grande medida por antecipação. Entre 200/01 e 2013/14, o sistema de ensino (público e privado) perdeu 72 596 alunos, um número influenciado – mais uma vez – pelo 1.º ciclo, com cerca de 97 mil alunos a menos. O pré-escolar e o secundário, por exemplo, até aumentaram significativamente, à volta de 30 mil alunos cada, graças respetivamente ao alargamento da oferta e ao aumento da escolaridade obrigatória.
Mas, no mesmo período, o total de docentes caiu de 155 611 para 120 784. Ou seja: saíram da rede 34 827, um professor por cada três alunos que o sistema perdeu.
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Out 19 2015
É uma sucessão de relatos que me vão chegando sobre as condições e a sobrecarga de trabalho.
De há algum tempo para cá as maiores queixas deixaram de se centrar nos vencimentos, no congelamento da carreira e nas burocracias (onde também se inclui a avaliação de desempenho) para passarem a estar centradas nas condições de trabalho e nos concursos.
E o próximo governo que aí vier deve ter isto em conta.
Há um excesso de trabalho docente que precisa de ser revisto.
Domingo: 17h- Eh, pá!! Que chatice, tenho de me ir embora porque amanhã entro às 9h e vivo a 200km…….Bem, já experimentei ir às 6,30h mas ia a dormir sentada e pelo que sei em pé dormem as galinhas. Lá deixo as minhas filhas angustiadas e meio confusas do que ganho eu em partir se nem um lugar do quadro tenho. Noite em branco com saudades (nunca deixarei de as ter). Puxa ! É a 1ª vez que me separo delas ao fim de 7 anos.
Segunda: Acordo às 6 da manhã para ver as sombras do quarto. Há tantas! Sombras de mim, sombras da profissão que escolhi, sombras de quem já não existe! Saio de casa às 8,40h, faço cerca de 12 km e lá vou à 1ª das 8 escolas onde tenho de leccionar. Os miúdos felizes dão um leve ânimo à coisa…… Saio às 10h ( aulas de 60 minutos) e lá vem um furo, o furo matinal. Adoro furos! Dão tempo para olhar o céu e arrepender-me de ter concorrido para tão longe…. Às 11,30h mais uma turma a cerca de 5 ou 6 km e mais uma turma feliz porque agora o inglês é a sério. Almoço às 12,30h, uma hora para almoçar em que está incluída a deslocação( é como os shampoos 2 em 1). Lancheira térmica para não gastar dinheiro. Chego à 3ª escola e já fiz mais uns 10km. Cheia de vontade, saio e ando mais uns 12km para a escola sede para fazer mais horas letivas que não no 1º ciclo. Já lá vão uns 45km. Os dias seguintes são similares….
E afinal quando o Sr Ministro fez o Inglês do 3º ano curricular estava a pensar nas turmas das metrópoles ( geralmente turmas únicas) e não nos meios pequenos com turmas mistas em que quando entra o inglês curricular os meninos dos outros anos têm aec.
Ah, e apesar de ser curricular, continuamos sempre em início da tarde ou manhã, ou fim da manhã para não estragar os horários dos colegas titulares do 1º ciclo porque ter furos é uma chatice! Tenho um segredo a dizer-vos: Para o ano será pior, sabem? Entra o 4º ano e nós continuamos nas pontas dos horários??? Afinal somos curricular ou aec? Quando dei aecs, tinha melhores horários, caros colegas….A monodocência acabou, já sabem também…..
Eu sei que as escolas do 1º ciclo nem sempre oferecem as melhores condições para os titulares terem furos e poderem estar a trabalhar em TE…… Mas criámos um hábito que será difícil de alterar. Um professor de 1º ciclo já pode agora ter mais que uma turma e até era interessante ir a 3 ou 4 para valorizarem o que nós grupo 120 sente quando andamos de terra em terra e ainda ouvimos dizer que o inglês é inútil ( já ouviram falar na EU?), que o seu horário é uma tristeza, que estão estoirados todo o dia com o barulho dos miúdos!! Concordo, nisso concordo mas troco se quiserem…. Troco a angustia de não acompanhar as minhas filhas na escola, de não as ver a crescer, de estar na solidão tantas horas num dia, de percorrer no meu carro as distâncias sem um tostão receber ao serviço da escola e no fim…ainda ter colegas que por serem do quadro até assistem às nossas aulas e fazem comentários….sem antes perguntar se gostamos ou não…esteja à vontade, até pode dar a aula por mim. Assim, eu teria um horário sem buracos, com dia livre quiçá e com mais tempo para estar junto da minha família. Era um sonho, todos teríamos dia livre mas todos andaríamos de terra em terra conhecendo mundo….E se agora todos os carros do pessoal do 120 avariam??? Quem nos transportaria às 8 escolas? Não tenho um ambrósio à minha espera mas um táxi pago pela escola vinha a calhar. E a lei??? Só é para seguir quando às direcções interessa, claro….. Bem-vindos ao grupo 120!!
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Out 19 2015
… no seguimento da notícia de hoje do Jornal de Notícias.
Muitas histórias de vida também impedem um docente de se candidatar para longe de sua casa e esta história é uma delas.
Dados ocultados a pedido da docente.
Tenho uma história “linda” para contar depois de ver os 5 relatos do JN.
Contratada há 20 anos, grupo de xxxxx, com pós-graduação e uma segunda licenciatura em Informática de Gestão, que ainda não pude concluir por ter deixado de ser possível financeiramente pagar propinas, embora não tendo parado de fazer formações como trabalhadora-estudante, desde os meus 18 anos de idade. Com 42 anos, 2 filhos de 5 e 8 anos, divorciada, uma mãe acamada com Parkinson galopante, colocada em horários muitas vezes incompletos, já passei por tantas escolas que a memória me atraiçoa.
Os ano transatos, dado que sendo contratada e não posso usufruir da lei de destacamento pela minha mãe, situação que me obriga a vir para casa todos os dias para continuar os seus cuidados uma vez que a não posso levar comigo, nem a irei abandonar nunca num lar, por valores morais que me enformam, pois falamos de uma mãe…
O ano passado fiquei colocada em xxxxxx, que dista da minha casa 96 km, uma vez que sou de xxxxxxxx. Quando falamos no trajeto até xxxxxxx desde xxxxxxx falamos de uma estrada nacional, a ENxx, cheia de trânsito e maioritariamente com o percurso a ser feito a 50 km/hora ou pouco mais, e uma pequena parte do percurso numa estrada menos congestionada, conclusão 1,30 h para cada lado, ou seja, 3 horas diárias de trajeto em estrada nacional. O horário em que fiquei colocada era de 19 horas, sem hipótese de ser aumentado, o que me dava de vencimento cerca de 900 euros.
Por semana, gastava cerca de 88 euros em gasóleo, uma vez que não há transportes públicos para ir até lá, não contando pneus, revisões de pouco em pouco tempo para continuar a ter carro para trabalhar. Pagava 100 euros de almoço. Para trabalhar tive que contratar uma funcionária para tratar da minha mãe, cujo valor restante do salário não lhe chegava para pagar, mas estava fora de hipótese perder tempo de serviço. Não vivo, sobrevivo, cansada de 20 anos de dúvidas sobre como será o meu próximo ano, desgastada pelo cansaço de acordar de madrugada e chegar à noite a casa, sem oportunidade de tratar devidamente e de forma responsável dos meus, procurando dar o meu melhor à família dos outros. A vinculação que esperava por ter mais de 5 anos de serviço está comprometida pelos horários incompletos, pelas alturas de colocação definidas pelo Ministério de Educação mais tardia, por todas as alíneas que muito poucos conseguem atingir.
Este ano, lamentavelmente aguardo colocação porque um erro informático na submissão da candidatura, sobre o qual me desculpei com a DGAE não foi atendido. Depois de ver o ano passado o ministro a pedir desculpas parlamentares e a ficar impune e todos os anos continuar a ver erros sobre os quais não existem consequências a não ser para os peões que como eu tapam buracos do Ministério da Educação há 20 anos. Estou em concurso em 19 agrupamentos na BCE, sou a próxima candidata a ser colocada, mas nunca vi nenhum agrupamento a abrir uma vaga, desde o início abro de manhã o computador na esperança e volto a ver a aplicação sem um único horário, um espaço branco que me persegue desde o início do ano letivo. Foram me atribuídos 210 dias de desemprego, até Março de 2016, depois não sei como irei viver e sustentar a minha mãe e os meus filhos. Parece-me que este ano não precisam de tapa buracos e fui deitada ao lixo, depois de ser avaliada como professora muito boa. Tantas histórias a relatar, tanto sacrifício e uma vida passada para ser arrumada a um canto como lixo, sem saber como sobreviverei amanhã, eu e os meus.
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Out 19 2015
Não há números oficiais sobre as deslocações, mas Mário Nogueira, secretário-geral da Frenprof, garante que são às centenas as situações “dramáticas na educação”.
Desde casais com filhos a viver separados, a docentes que saem de casa às 5 da manhã para começarem a lecionar às 8.45 horas. Ser professor parece ser cada vez mais, de acordo com as associações que os representam, uma profissão “desgastante e dispendiosa”.
“Há uma ideia de que muitos professores estão desempregados porque não querem ir trabalhar para longe de casa, mas isto é completamente falso”, frisou Mário Nogueira.
São 5 os relatos que se podem ler no Jornal de Notícias de hoje, deixo apenas o primeiro.
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Out 18 2015
… mas nada se faz.
A inflação de notas por parte das escolas privadas está a provocar uma “distorção” no acesso ao Ensino Superior, prejudicando sobretudo as escolas e os alunos do ensino público, revela o mais recente relatório do Conselho Nacional de Educação.
Uma “tremenda fonte de injustiça” que leva os autores a concluírem que até um sorteio se revelaria “mais justo” do que o atual sistema de colocação. O Ministério da Educação não escapa às críticas: ao mostrar-se incapaz de corrigir a situação, está a “oferecer publicidade às escolas que inflacionam”, contribuindo para aprofundar as desigualdades.
O problema da inflação de notas internas (as que são atribuídas pelos professores no final do ano) já tinha sido levantado no relatório sobre o “Estado da Educação” do ano passado. E o alarme foi suficiente para o secretário de Estado do Ensino e da Administração Escolar, João Casanova de Almeida, anunciar, em julho passado, que tinham sido feitas averiguações em dez estabelecimentos de ensino, e abertos inquéritos em quatro deles. O governante não especificou na altura se eram escolas públicas ou privadas, nem se sabe ainda qual a conclusão desses inquéritos. O JN tentou ontem obter esse esclarecimento junto do Ministério da Educação, que limitou-se a responder que o processo está fase de conclusão.
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Out 18 2015
O ensino público perdeu muitos docentes, o ensino privado perdeu poucos docentes.
O ensino público é mais envelhecido do que o privado e não me admira que esse envelhecimento tenha sido feito à custa do envio dos docentes mais “velhos” (e por conseguinte mais caros) do ensino privado para o ensino público.
De acordo com esta tabela o ensino privado ganhou/perdeu professores por níveis de ensino:
Educação Pré-escolar: ganhou 197 docentes
1º Ciclo: ganhou 153 docentes
2º Ciclo: perdeu 260 docentes
3º Ciclo e Secundário: perdeu 719 docentes
O ensino público ganhou/perdeu professores por nível de ensino:
Educação Pré-escolar: perdeu 1.457 docentes
1º Ciclo: perdeu 12.558 docentes
2º Ciclo: perdeu 12.520 docentes
3º Ciclo e Secundário: perdeu 16.249 docentes
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Out 18 2015
… de quem tinha o direito a vincular por o ano passado ter direito ao quinto contrato sucessivo, mas não ter sido reconhecido pela DGAE no concurso.
Só através do recurso a docente viu reconhecido esse direito.
Dado provimento ao recurso pela Directora Geral ainda em Agosto, mas só despachado pelo Secretario de Estado em Outubro de 2015.
E assim adia-se a vida das pessoas.
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Out 18 2015
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Out 17 2015
Um relatório do Conselho Nacional de Educação (CNE) sobre a oferta de cursos de formação em Portugal conclui que a oferta não é ajustada às necessidades do país e do mercado de trabalho.
Segundo o documento, os cursos de formação olham mais aos interesses das instituições que os promovem do que às saídas profissionais de quem os faz.
Este relatório analisa o estado da educação relativo ao ano passado e foi divulgado sexta-feira à noite.
O documento alerta também para um corpo docente envelhecido e cada vez mais curto.
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Out 17 2015
Em 2013 já tinham sido afastados da PACC 5398 docentes por não aprovação ou não realização da mesma, em 2014 já muitos tinham desistido de a fazer visto que apenas se inscreveram 2863 docentes. Não creio que sejam tantos docentes que estejam afastados, mas muito longe não deve andar.
E se o estado tiver de ressarcir quem por não ter feito a PACC ou nela ter chumbado não deve haver mais de 500 professores nestas condições. Em Novembro de 2014 contabilizei cerca de 400 professores colocados com menos de 5 anos de serviço, em 2015 esse número já aumentou, e bastante.
Se pode ser fácil reconstituir as listas da Contratação Inicial, Renovações ou Reserva de Recrutamento para ver quem teria sido colocado e não fez ou obteve aprovação na PACC, não consigo imaginar como essa reconstituição possa ser feita na Bolsa de Contratação de Escola ou na Contratação de Escola.
Se a melhor forma de entrar no sistema para quem tem menos de 5 anos de serviço é através das BCE, e como se sabe, aqui não é considerada exclusivamente a graduação profissional, então não se venham a admirar que muitos destes docentes no futuro vos passem à frente nas colocações em BCE.

Ministério da Educação arrisca ‘chuva’ de processos.
A Prova de Avaliação de Conhecimentos e Capacidades que o ministro Nuno Crato começou a aplicar em 2013 e que tinha sido introduzida em 2008 por Maria de Lurdes Rodrigues foi considerada inconstitucional. O Tribunal Constitucional responsabiliza o Executivo então liderado por José Sócrates, considerando que o Governo não tinha “base competencial” para introduzir a prova no Estatuto da Carreira Docente sem ter aprovação da Assembleia da República. “Só poderia ter sido aprovada pelo Governo no exercício da sua competência legislativa autorizada”, refere o acórdão. Cerca de 10 mil professores foram afastados dos concursos e poderão agora exigir compensações.
“Em teoria, cada uma das pessoas prejudicadas pode pedir a anulação dos efeitos da prova e pedir reparação”, disse ao CM o jurista Rogério Alves, sublinhando não conhecer o processo em concreto. A Fenprof já veio exigir o “ressarcimento dos docentes prejudicados” e promete apoiar os seus associados em tribunal.
Já o Ministério da Educação e Ciência diz que “os serviços jurídicos estão a estudar possíveis soluções para sanar esta questão, que naturalmente terá de ser sanada em sede parlamentar”. O MEC frisa que o TC não questionou a prova em si mas a forma como foi aprovada.
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Out 16 2015
É que ela não é legal por culpa de Maria de Lurdes Rodrigues (e do governo PS) que ilegalmente a aprovou, e agora só poderá ser legal se o parlamento a aprovar.
A maioria do parlamento é de centro esquerda, mas também de centro direita (um pisca-pisca que o António Costa procura manter).
O Costa vai agora procurar apoios à esquerda para manter a prova no Estatuto da Carreira Docente e não a aplicar, ou terá um entendimento com a direita para manter a prova no ECD mas também não a aplicar?
(o PS sempre disse que queria a prova no ECD, apesar de não a colocar em prática como fez o ministro Nuno Crato).
De uma maneira ou de outra a PACC de Dezembro morreu mesmo.
E quem diria, por culpa de Maria de Lurdes Rodrigues e do governo PS.
Não imaginaria o Crato este desfecho. 😉
Talvez por incompetência ou casmurrice. Mas já em 2012 disse que ele precisava de um exame de competências.
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Out 16 2015
O documento do acórdão pode ser lido no link de cima, deixo apenas as conclusões do mesmo neste artigo.
Sem custas (artigo 84.º, n.ºs 1 e 2, da Lei n.º 28/82, de 15 de novembro).
Lisboa, 13 de outubro de 2015 – Pedro Machete – Fernando Vaz Ventura – João Cura Mariano – Ana Guerra Martins –Joaquim de Sousa Ribeiro
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Out 15 2015
o silêncio, como se nada perpassasse pela educação das coisas diáfanas.
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Out 15 2015
O próximo quadro apresenta a percentagem de candidatos à contratação que ainda não foram colocados por grupo de recrutamento depois de publicada a reserva de recrutamento 6.
Serve este quadro para se verificar quais os grupos de recrutamento que se encontram mais e menos saturados de candidatos.
Coloquei com um tom avermelhado os grupos de recrutamento onde existem uma percentagem igual ou superior a 50% de candidatos ainda não colocados.
O grupo de recrutamento onde quase todos os candidatos já foram colocados é o grupo 290 – Educação Moral e Religiosa Católica, onde apenas faltam colocar 9 candidatos em 276 que concorreram.
O grupo 420 – Geografia também se encontra com boas percentagem de colocados e apenas 19% dos docentes candidatos a este grupo ainda estão por colocar na Reserva de Recrutamento 6.
As 17495 candidaturas que se encontram sem colocação são de 11769 docentes. Existem 5726 candidaturas duplicadas.
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Out 15 2015
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Out 15 2015
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Out 15 2015
Desabafo que me chegou de uma colega que pediu a divulgação do seguinte texto.
Caros(as) colegas,
Sou professora de inglês, 330, e português, 300.
Fiz a formação para lecionar no grupo 120, numa Universidade, sempre sabendo que não me daria garantias de obter um horário, mesmo extremamente reduzido. Fiz, porque achei que o deveria ter feito. Fui surpreendida hoje por um comentário surreal, numa escola primária onde estou novamente a lecionar AEC (sem saber se devo estar contente ou não com a maravilhosa vaga, por estar de novo metida neste mundinho ensarilhado e confuso das precárias e famosas AEC. Sucedeu-se o seguinte:
A senhora funcionária dirigiu-se a mim, de forma extremamente simpática e delicada, e disse-me eu estava em direção à sala errada, que a minha turma era a do 4º e não a do 3º, porque o inglês do 3ºano era curricular e tinha de ser dado por uma professora especializada, com outras habilitações.
Tais palavras estalaram dentro de mim com tamanha força que quase deixei cair as folhas que carregava ao chão, perante tamanho cenário absurdo e deformado em que me encontrava. Arregalei os olhos e preparei-me para responder à senhora que eu também tinha tirado um curso no preço de vários salários AEC para dar o inglês curricular, mas a disfuncionalidade do sistema tinha permitido que tal se concretizasse apenas em mais uma formação a acumular no CV, para ocupar espaço.
Comecei a balbucionar a primeira sílaba da minha resposta, mas rapidamente estanquei os lábios, enquanto a senhora funcionária se inclinava ligeiramente para a frente, para ouvir o que eu lhe ia dizer. Parei antes de dizer a primeira sílaba. Rapidamente percebi que responder-lhe apenas iria tornar a minha situação ainda mais ridícula, no meio de um corredor de uma escola primária, igual a tantas outras, onde nitidamente escalonam professores, onde claramente estava na posição de ensino mais baixa, onde claramente poderia estar a dar inglês curricular, onde claramente estava a ser vista como a professora de segunda categoria, sem habilitações para uma disciplina curricular, onde claramente estava a ser menosprezada, por ter experiência e canudo, mas ser vista como animadora.
Despedi-me com um abafado “até logo” e engoli em seco. Esperava-me uma turma de meninos curiosos, extasiados por estarem livres, por aquele dia, do peso das matérias curriculares. Sorri-lhes, eram meus naquele momento. Respirei fundo e disse-lhes que estava ali para os ensinar e deles só queria o aprender. Quietos e calados, permaneceram a olhar para mim, com ar assustado. Senti-me pronta para começar, não como professora de inglês curricular, nem como professora de inglês AEC, apenas como professora de inglês.
Tudo o resto são meros títulos…E a qualidade de um professor não se mede nem por um canudo, nem por uma afortunada colocação no almejado grupo.
Boa sorte a todos(as).
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Out 15 2015
não reprovarás a maioria por ser mais fácil não reprovar a minoria
e esperarás na tábua estatística
o que será desonesto, segundo berra o oráculo das entranhas de aves, embora aplicável
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Out 14 2015
Estes são os números possíveis de se fazer de acordo com as listas de colocações e retirados, publicadas pela DGAE.
De acordo com o estudo da lista colorida, e retirando as candidaturas duplicadas, existem 13019 candidatos à contratação não colocados.
A coluna de não colocados no quadro seguinte apresenta o total de candidaturas.
Estes números permitem dizer que quase metade dos candidatos que se encontravam nas listas de ordenação à contratação já obtiveram uma colocação.
Foi para isso que a PACC existiu? Para limpar a lista de não colocados?
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Out 13 2015
Começou com uma calendarização em 4 de Setembro, depois uma lista provisória de candidatos admitidos e excluídos em 16 de Setembro, uma nova calendarização no dia seguinte, uma lista definitiva dos candidatos admitidos e excluídos em 8 de Outubro e ontem mais uma lista, desta vez provisória de seleccionados e excluídos.
Ou seja, ainda tem ainda de haver uma lista definitiva de seleccionados.
Há quem ande a fazer render este concurso, com listas e mais listas.
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Out 13 2015
E quando quiserem regressar à BCE, no caso do horário ser temporário, devem alterar o estado da candidatura.
Este docente foi avisado que tem a candidatura suspensa porque já ultrapassou o prazo para denúncia durante o período experimental.
E para alterarem o estado da vossa candidatura fazem isso na área que se mostra em baixo (recortei o número de utilizador e o nome do candidato, mas por aqui já podem ver as várias opções que existem.
Os exemplos seguintes são de um docente que ainda não foi colocado e fez algumas experiências desde sexta-feira.
Tudo o que foi feito até ontem assumiu a seguinte data: 13/10/2015 00:00:00

Como a aplicação assume a candidatura à BCE de quem não foi colocado.
Presumo que não exista suspensão pois este docentes não foi ainda colocado e por conseguinte não terminou o prazo do seu período experimental. Esta candidatura é de quem não mexeu na aplicação.
Mas de seguida pediu a não suspensão e passou a ficar com o estado não suspenso.
Pelo sim, pelo não acho preferível que passem a candidatura para o estado não suspenso, não vá a DGAE enganar-se no algoritmo desta aplicação e considerar essa suspensão automática como mais uma forma de acelerar o processo de colocações. 😉
O docente pediu o regresso à BCE e não tem a candidatura suspensa.
O docente aqui já teve uma intervenção de suspender a sua candidatura à BCE.
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Out 13 2015
A Meireles cheira mal.
Não há outra forma de o dizer. Cheira tão mal e de forma tão intensa que, numa larga circunferência bem delimitada ao seu redor, é quase impossível penetrar.
É claro que só me apercebi disso um pouco tarde, porque não somos do mesmo grupo e acabo por não estar perto dela no intervalo.
Porém, na semana passada, houve conselho de turma urgente. E eu, burra, burra, burra, cheguei atrasada, quando já todos estavam sentados e não soçobravam cadeiras. Então, o Artur, essa grande besta, ergue-se, num gesto ocultamente velhaco e explicitamente gentil, e oferece-me o seu lugar, ao lado da Meireles, e diz que vai buscar uma cadeira para ele com um simpático sorriso, aquela besta hipócrita.
Eu sento-me e, valha-me céus, é que logo, logo no momento em que me sentei percebi o grave erro cometido, mas já estava, era tarde demais, o que é que se pode fazer numa situação destas? Uma pessoa engole o sofrimento e aguenta.
E eu aguentei. Quase duas horas de um cheiro nauseabundo, oriundo de uma canalização putrefacta, sei lá eu, uma mistura explosiva de aço sulfídrico com cadaverina e um toque picante de nicotina (porque, para agudizar as coisas, a Meireles fuma que se farta). E eu ali, a contorcer-me, cada vez mais dobrada sobre mim própria, tentando omitir a pungente e dilacerante dor que me acometia porque os neurónios olfativos queriam todos migrar para parte incerta, os olhos a encherem-se de lágrimas com a acidez da putrescina em pessoa, e o Artur do lado de lá da mesa, aquela besta, a sorrir de escárnio.
Só então me apercebi das conversazinhas em surdina salpicadas aqui e acolá. A Meireles cheira mal e estes desgraçados falam nas costas.
Mas eu, que tenho uma boca que, benza-a deus, é um carro sempre pronto a acelerar contra o que me irrita, achei por bem falar com o psicólogo, até porque, rapidamente, chegaram à sala de professores as agudizadas queixas dos alunos sobre a profe de Geografia.
Vai disto, toca de subir as escadinhas, bater à porta, explicar o grave problema de saúde pública que tínhamos lá em baixo e o gajo o que é que diz?, aquela anémona invertebrada, que não podia, que só tratava dos problemas dos alunos, isso não era assunto dele.
E a gente faz o quê? Grama com isto? Continua a ignorar ou faz queixinha à direção? Caramba, somos colegas, temos de nos apoiar! Além disso, a desgraçada deve cheirar assim há tanto tempo que já lhe é indiferente.
Resolvi, então, martirizar-me mais um bocadinho e, pouco a pouco, fui conversando com ela nos intervalos, ganhando, a grande custo, a sua confiança para, delicadamente, dizer o que tinha de ser dito.
Entretanto, acabei por saber-lhe a vida toda, a separação litigiosa, mais o desespero feminino da perda, mais os filhos com necessidades educativas especiais. Ao cheiro nauseabundo juntava-se o cabelo escorrido, pingando fritura e caspa, a roupa desleixada e a família partida ao meio.
É claro, uma pessoa não é de ferro, toca a morder os lábios e fechar a boca.
Optei antes por ignorar o problema e não fazer caso disso (o que é, sem dúvida, tremendamente difícil).
Olhando em redor, mais de metade destes professores anda em pé graças ao Xanax, cada um de nós tem as suas dores bem ocultas, pena é que as dela sejam tão públicas.
O Artur, entretanto, essa besta quadrada, parece que anda a tentar redimir-se e passa o tempo a oferecer-lhe tabaco.
Segundo ele, a nicotina em quantidade bastante, sempre disfarça o resto.
Mas, com um bocadinho de sorte, o nosso diretor ainda calha na mesa dela ao almoço e o assunto fica tratado…
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Out 13 2015
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Out 12 2015
…dadas a um órgão de comunicação social e que será dado destaque amanhã nesse jornal.
Julgo que a pressa em criar uma funcionalidade útil foi mal explicada e incorrectamente passada para a aplicação SIGRHE.
Como várias vezes já disse, deixem chegar primeiro o dia 13 de Outubro e depois sim, preocupem-se se nada for correctamente explicado.
Ninguém não colocado está suspenso, nem podia estar.
Não existe alteração alguma no que concerne às regras de funcionamento da BCE. Foi apenas disponibilizada uma nova funcionalidade com o intuito de aumentar a celeridade e eficiência do processo de seleção de candidatos. Assim, decorrido o prazo para o termo do período experimental dos candidatos, esta funcionalidade permite que todos os candidatos com uma colocação ativa (contratação inicial/reserva de recrutamento/bolsa de contratação de escola/contratação de escola) que se encontrem já com o período experimental esgotado, fiquem com as suas candidaturas à BCE suspensas.
Os candidatos poderão aceder à aplicação e reverter a ação com o objetivo de manter as suas candidaturas ativas caso possam acumular ou caso pretendam regressar à BCE, após uma colocação temporária, para nova colocação. Os candidatos que se encontrem dentro do período experimental e não pretendam ser contactados para nova colocação podem também suspender as suas candidaturas por iniciativa própria.
Esta funcionalidade não só permite uma maior celeridade de seleção de candidatos como permite também aos mesmos uma gestão eficaz das suas colocações.
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Out 12 2015
Este poste é do
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