Rui Cardoso

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As Greves Cirúrgicas dos Oficiais de justiça que podem ser um exemplo para os Professores

Todos os Oficiais de Justiça (nesses núcleos) podem aderir a esta greve e, ainda que não seja logo às 09H00, porque se esqueceram que a greve estava marcada, pode ser a qualquer hora: às 09H30, às 10H15, às 11H10, etc.
O Sindicato dos Oficiais de Justiça (SOJ) publicou alguns esclarecimentos, em forma de perguntas e respostas, relativamente à greve que vão a seguir reproduzidos.
«As greves vão realizar-se quando e em que períodos?
Dia 4 de outubro, das 09h00 às 12h30 e dia 6 de outubro, das 13h30 às 17h00.”
Os Professores podiam fazer várias greves cirúrgicas, um dia só de manhã, passado uns dias, uma tarde de greve, até podia ser meio dia por mês (para amenizar a “coisa” financeira). Também podia ser por horas: um dia das 8:30h às 10:30h, outro dia as 14h às 16h, ou das 10:30 às 12:30h num outro dia e das 16h às 18h passado alguns dias.
Basta que um sindicato ou alguns sindicatos enviem um Pré-aviso de greve ao Ministério da Educação.
E não se preocupem com a recuperação das aprendizagens, temos sempre o Plano 21I23 Escola+…

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Partilha de angústias e desalentos

 

Sou professora do 1º ciclo do Ensino Básico e hoje, durante a viagem, que realizo sozinha, desde a minha área de residência até à escola onde leciono, que dista cerca de 100 km, decidi escrever o presente artigo e partilhar algumas tristezas, angústias, preocupações e até revoltas.

Provavelmente, e para o efeito, deveria procurar ajuda de um psicólogo ou até psiquiatra, mas, como mencionei anteriormente, para me deslocar para o meu local de trabalho, faço cerca de 200 km por dia, o que implica um gasto de combustível e portagens que não me possibilita ser acompanhada por um especialista da área. O meu vencimento não “estica” e parte dele fica, como se diz na gíria “na estrada”. Claro que tenho ADSE, no entanto médicos com comparticipação direta nestas especialidades são muito escassos e não posso dar-me ao luxo, neste momento, de esperar cerca de dois meses pelos valores que se antecipam.

Nos últimos anos, tive oportunidade de ficar colocada por mobilidade por doença perto da minha área de residência. Contudo, este ano, e face às alterações, que todos nós conhecemos, não beneficiei da mesma. Pese embora tivesse sido admitida, não fui colocada, tal como muitos professores.

A não colocação não me permitiu, nem permite apoiar aqueles que de mim carecem.

Agora, e uma vez que já há algumas semanas viajo e saio de casa pela manhã e regresso ao final da tarde, sinto que abandono os que mais amo para fazer aquilo que me faz feliz e realizada: ser professora. 

Será justo para mim e para eles? Estarei a ser boa mãe e boa esposa? 

Mudanças num concurso de mobilidade por doença. Porquê agora? Combater a falta de professores em algumas zonas do país? Este grito, esta preocupação não é recente. Há muito tempo que se tem vindo a falar desta escassez. Pergunto-me se a situação está resolvida, pois vejo pais nas portas da escola a dizerem que há turmas sem professores e que os filhos não têm aulas.

Como vamos cativar e conquistar os nossos jovens para a docência? Não creio que seja através do que eles observam no dia-a-dia na comunicação social, ou mesmo por aquilo que vivem nos seus próprios lares. A título exemplificativo, tenho os meus filhos, que também são netos de professores, que não querem exercer funções docentes. Quando os interpelamos, são diversos os motivos apontados: os professores trabalham muito, não são valorizados, ganham mal, deslocam-se para grandes distâncias, arriscando, diariamente, a sua vida. Estes são alguns dos motivos por eles apontados. 

Por muito que eu e o pai, ambos profissionais do ensino, lhe digamos que foi um ano atípico, não podemos esconder algumas angústias. Eu não consigo! Perdoem-me, meus filhos, por não conseguir afastar-vos das minhas lágrimas quando vejo que aparecem colocações anuais nas reservas de recrutamento, onde professores menos graduados do que eu são colocados onde eu desejo estar. Como é que isto é possível? As melhores vagas ficam para depois. Questiono-me por que motivo, no início de carreira, fui aventureira e procurei lecionar num local onde era sabido que ficaria todo o ano, a fim de procurar obter uma graduação melhor. Não vale a pena tanto esforço, pois agora, mais graduada, fico a uma distância de 200 km diários, enquanto que menos graduados, aqui, próximos de casa. Não culpo os colegas, com toda a certeza! Dizem que são aposentações? Argumentam com a criação de turmas? Turmas? Neste momento do ano letivo? De onde vêm os alunos que possibilitam a criação de novas turmas?

Outra questão que me inquieta são as mobilidades estatutárias. Recordo-me de ouvir que estas mobilidades não iriam substituir as mobilidades por doença. O que observo é que há professores colocados por mobilidade estatutária e que, no ano transato, estiveram colocados por mobilidade por doença. Bora lá! Permutamos uma pela outra! Mas só alguns é que puderam beneficiar da mesma. E o mais estranho, esses professores estão a desempenhar funções que outrora já faziam, aquando da colocação por mobilidade por doença. Não é uma alternativa? Não é um contorno do sistema? O que lhe podemos chamar?

Como posso não ter um sentimento de revolta?

Mais uma vez, observamos que há sorte para tudo! Não é verdade? Ou serão apenas contempladas algumas pessoas? 

O que me dá alento são as palavras da minha mãe, também professora durante quase quarenta anos, que me diz “Tu és capaz, tu consegues, acredita!”, assim como o olhar dos meus alunos quando entro na sala de aula, que me fazem esquecer a hora de viagem e me fazem acreditar que é compensador ser professor, que é bom fazer parte das suas vidas e vê-los a crescer.

Sou, efetivamente, uma atriz, tal como me ensinaram na Universidade. Os meus problemas pessoais ficam do lado de fora do portão! Contudo, o meu coração fica mais pequeno, cada vez que me lembro dos que deixei, a minha família, e que, em momentos de aflição, demoro muito tempo para poder estar junto deles. 

Agradeço, e muito, a todos os que me receberam no agrupamento em que hoje estou colocada, agrupamento do meu Quadro de Zona Pedagógica. O meu muito obrigada por todo o carinho e sorriso que dispensaram e dispensam todos os dias!

Desconhecido

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A culpa da falta de novos professores é do ensino superior

O ministro da Educação, João Costa, considerou nesta segunda-feira que a falta de professores criou “um sentido de urgência em Portugal” e que, neste contexto, “não é aceitável que instituições do ensino superior estejam a deixar de fora candidatos a mestrados de ensino, com médias de 16 valores ou mais, como está a acontecer, em particular numa das regiões mais afectadas, que é Lisboa”.

João Costa critica ensino superior pela falta de novos professores

Lembrando o actual “quadro envelhecido dos docentes”, que também é destacado no relatório sobre o estado da educação da OCDE, João Costa fez um apelo directo: “É preciso que o ensino superior se mobilize. As universidades e politécnicos fazem campanhas de atracção dos alunos para as mais variadas áreas. Têm de as fazer para o ensino”.

A alternativa é não haver novos professores para substituírem os que estão a sair do sistema para a aposentação, uma vez que o número de candidatos aos mestrados de ensino, que actualmente são a porta para a docência, tem vindo a cair nos últimos anos. Uma tendência que, segundo indicou há tempos João Costa, se estará agora a inverter no que respeita à procura.

 

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Entre 2015 e 2021 o salário dos professores portugueses foi metade da média da OCDE

 

“Entre 2015 e 2021, os salários estatutários dos professores do ensino secundário em Portugal aumentaram 3%, menos do que a média dos países da OCDE (6%)”, segundo o relatório anual da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) “Education at a Glance 2022”.

O mesmo relatório refere que, “Portugal é um dos poucos países onde os salários médios reais dos professores continuam a ser superiores aos rendimentos dos trabalhadores com formação superior”, mas indica que o motivo é o envelhecimento da classe docente, o que faz com que muitos estejam nos últimos escalões. Uma classe envelhecida faz com que “uma grande proporção de professores esteja próxima do topo da sua carreira docente”, conseguindo “os melhores salários da sua carreira”.

Pelo que verificamos na tabela de aumentos para 2023, vamos continuar abaixo da média…

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Investimento, por aluno, em Portugal está abaixo da média da OCDE

 

Segundo o relatório “Education at a Glance 2022”, nos países da OCDE, um aluno do 1. e 2.º ciclos custa em média cerca de 10.223 euros por ano, enquanto os estudantes do 7.º ao 12.º anos representam uma despesa anual de cerca de 11.745 euros. Em Portugal, os valores são ligeiramente mais baixos: As crianças até ao 6.º ano representam um custo de 9.264 euros, e os mais velhos rondam os 11.500 euros.

Assim, a despesa acumulada com a educação de um aluno numa escola portuguesa desde que entra para o 1.º ciclo (aos seis anos) até aos 15 anos é de 100 mil euros (100.460 euros), o que volta a ser ligeiramente abaixo da média da OCDE (108 mil euros).

 

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Aumento de 52 euros para vencimentos até 2.600€ brutos

Salário mínimo da função pública sobe 8% no próximo ano, para os 761,58 euros. Assistentes técnicos vão receber 100 euros adicionais para garantir a diferença face à carreira de assistente operacional.

Funcionários públicos com salários até 2600 euros terão aumento de 52 euros


O salário mínimo da função pública vai subir 56,58 euros (de 705 para 761,58 euros), os trabalhadores com salários brutos até 2600 euros terão um aumento de 52,11 euros e os restantes funcionários terão uma actualização mínima de 2% no próximo ano. Estas são as linhas gerais da proposta que a ministra da Presidência, Mariana Vieira da Silva, está a apresentar nesta segunda-feira aos sindicatos da Administração Pública.

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Demasiadas “estratégias” e nula logística….

 

Há um dito entre os militares, que se aplica bem ao que se passa no Ministério da Educação: amadores preocupam-se mais com táticas, profissionais mais com logística.

Em vez das tretas, mais ou menos irreais e fantasistas, sobre o que chamam de “autonomia e flexibilidade” e, mais cinicamente, da “inclusão excludente” ou da mítica “recuperação de aprendizagens”, mais valia aos governantes dos últimos 6 anos terem gasto energia em arranjar quem queira entrar nas fileiras ou como substituir doentes e reformados.

Em vez do “Maia” e do “54”, o foco político e administrativo devia ter sido concursos, carreiras e formação de professores.

E não vale agora culpar “baixas” e “atestados”, que sempre houve, e valem menos de 1% do efetivo, ou uma vaga de reformas, que a mais simples aritmética permitiria prever há largos anos.

A culpa de haver falta de quem dê aulas é de quem teve 6 anos para tratar da logística do problema.

Se eu tivesse alguma responsabilidade política pessoal sobre os últimos 6 anos na Educação calava-me bem calado e metia a cabeça num saco.

É quem diz 6, diz 20….

O que irrita mais é isso: fazerem-nos de parvos e julgarem que não vemos as culpas do desgoverno educativo que querem esconder com verborreia.

 

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Directores e sindicatos duvidam da proposta da Sedes para a contratação de professores

Modelo que permitiria às escolas escolher os docentes a partir de uma lista previamente determinada pelo Ministério da Educação é visto como pouco exequível. Faltam meios e há dúvidas legais.

Directores e sindicatos duvidam da proposta da Sedes para a contratação de professores

Os directores das escolas e os sindicatos dos professores têm dúvidas sobre a exequibilidade da proposta para a contratação dos docentes apresentada esta quarta-feira pela Sedes – Associação para o Desenvolvimento Económico Social. O modelo cruza a lista de graduação profissional, que continuaria a ser usada para ordenar os docentes, mas dá autonomia às escolas para seleccionar entre cinco finalistas. Faltam recursos humanos para fazer essa escolha e há dúvidas sobre as implicações legais da solução, dizem os responsáveis do sector.

A proposta da Sedes é apresentada na tarde desta quarta-feira, no Centro Cultural de Belém (CCB), em Lisboa, num debate promovido juntamente pela Sedes e o Institut of Public Policy, dirigido pelo professor universitário e antigo deputado do PS Paulo Trigo Pereira. A sessão integra o ciclo “Portugal: Pequenos passos para grandes mudanças”, que assinala os 50 anos da Associação para o Desenvolvimento Económico e Social.

As maiores reticências à solução são colocadas pela Federação Nacional dos Professores (Fenprof), que tem dúvidas sobre a adequação da proposta da Sedes à Lei de Trabalho em Funções Públicas. Esse diploma estabelece que, quando abre um concurso para um lugar com vínculo por tempo indeterminado, é dada prioridade a trabalhadores que já fazem parte dos quadros da Administração Pública. “Um professor que já tenha vínculo terá prioridade”, alerta o dirigente Vítor Godinho, que acompanha habitualmente os processos de colocação dos professores.

Godinho coloca ainda uma dúvida prática acerca da selecção inicial dos cinco professores finalistas que cada escola vai poder avaliar, já que “pode haver múltiplas colocações” dos mesmos candidatos, alargando o risco de os concursos acabarem vazios no final do processo pelo facto de mais de uma escola optar pelo mesmo docente. “No caso dos professores que concorrem a todas as escolas de Lisboa, por exemplo, as mesmas cinco pessoas podem estar na lista de finalistas de todas as escolas que pedem um professor daquela disciplina. No final, pode já não haver nenhum”, ilustra.

“Não consigo ver a aplicabilidade” da proposta da Sedes, defende também a presidente do Sindicato Independente dos Professores e Educadores, Júlia Azevedo, apontando também o risco de “múltiplas colocações”. Além disso, esta solução torna o processo de vinculação dos docentes aos quadros de agrupamento “cada vez mais burocrático e difícil”.

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Escolas contratam docentes sem formação

Situação mais grave em Lisboa e no Sul, onde 60% das escolas já recrutaram professores sem formação pedagógica.

Escolas contratam docentes sem formação e “os alunos podem ser prejudicados”

A maioria das escolas da Grande Lisboa, Alentejo e Algarve já contratou professores licenciados apenas com habilitação própria e sem qualquer formação pedagógica. Devido à falta de docentes, 59,4% das escolas da capital e 60,4% das da região Sul tiveram de recorrer a estes professores.

Já na região Norte, só 2,7% das escolas recrutaram estes docentes sem profissionalização, enquanto no Centro o valor foi de 19,6%.

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Vigília de Professores “Pela Educação” em Viseu reúne mais de 120

 

Ao todo éramos mais de 120! Em conjunto foi sugerido voltarmos no dia 14 de outubro, pelas 21 horas e trazemos mais colegas.

Se formos resilientes chamamos a atenção de mais e mais neste e noutras cidades do país.

Temos que sair do conforto por de trás do ecrã do computador e vir para as ruas e praças mostrar o nosso desagrado com o estado da educação.

 

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“Perplexidades”. Falta de professores: há alunos que não tiveram avaliação final

Disto ninguém fala. O Ministério a Educação devia informar-se melhor antes de dizer que está tudo bem. Esqueçam lá isso das aulas de recuperação, seja no verão ou durante o ano letivo. Há alunos que durante meses não tiveram professor a alguma disciplina e a retórica das recuperações das aprendizagens perdidas está gasta e já não engana ninguém. Não se tapa o sol com uma peneira.

Clicar na imagem para visualizar a reportagem. Basta-nos compreensão dos encarregados de educação.

“Perplexidades”. Falta de professores: há alunos que não tiveram avaliação final

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Morreu professora que não consegui vaga na MPD

Morreu professora com doença oncológica que não conseguiu ficar colocada perto de casa no regime de mobilidade por doença

O Sindicato dos Professores da Região Centro (SPRC) anunciou esta sexta-feira a morte de uma professora, com uma doença oncológica, que foi colocada a mais de 200 quilómetros de casa este ano letivo, devido às novas regras da mobilidade por doença. Chamava-se Josefa Marques e tinha 51 anos. Era docente do 1º Ciclo. Recorreu ao Ministério da Educação, devido à sua situação, mas nunca obteve resposta.

Segundo a informação avançada pelo SPRC, “nos últimos anos”, a professora “encontrava-se colocada no concelho de Almeida, onde residia, ao abrigo do regime de Mobilidade por Doença (MpD)”. “A colocação de Josefa Marques no concelho de residência permitia-lhe ser apoiada pela família, mas, também, exercer a profissão de que tanto gostava”, diz o sindicato, em comunicado.

Mas, este ano, “devido à alteração do regime de MpD, à professora Josefa Marques foi reconhecida a doença incapacitante de que padecia, mas não foi deslocada para Almeida por, na sequência das novas regras impostas pelo Ministério da Educação, não ter obtido vaga”. “Acabou colocada, através do mecanismo de Mobilidade Interna, em Oleiros, a 207 quilómetros de casa. Recorreu ao Ministério a Educação, expondo a sua situação, mas não chegou a receber qualquer resposta”, continua a nota.

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Reserva de Recrutamento n.º 05

Publicitação das listas definitivas de Colocação, Não Colocação, Retirados e Listas de Colocação Administrativa – 5.ª Reserva de Recrutamento 2022/2023.

Aplicação da aceitação disponível das 0:00 horas de segunda-feira dia 03 de outubro, até às 23:59 horas de terça-feira dia 04 de outubro de 2022 (hora de Portugal continental).

Consulte a nota informativa.

SIGRHE – Aceitação da colocação pelo candidato

Nota informativa – Reserva de recrutamento n.º 05

Listas – Reserva de recrutamento n.º 05 

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Lista provisória de ordenação – procedimento concursal simplificado (local) – Espanha

Lista provisória de ordenação – procedimento concursal simplificado (local) – Espanha– horário MAD05 e MAD31

Informam-se todos os candidatos que encontra publicada a Lista provisória de ordenação do procedimento concursal simplificado destinado ao recrutamento local de professores do ensino português no estrangeiro para o 1º e 2º CEB – língua espanhola– horários a prover, em substituição, horário MAD05 e MAD31.

Click to access Lista_provis%C3%B3ria_de_ordena%C3%A7%C3%A3o_MAD05_MAD31.pdf

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De faca e taser, está semana está a ser violenta nas escolas

Depôs de dois ataques com facas damos conta de um alegado ataque com um taser numa escola. Esta semana está num modo de violência extrema. Será fruto da retirada de autoridade aos professores?


A PSP de Beja disse ter sido informada sobre uma alegada agressão a uma aluna numa escola local, supostamente atingida por um taser por outro estudante. Está a recolher elementos junto da direção escolar.

“Só hoje é que tivemos conhecimento deste suposto episódio”, que se terá passado na terça-feira, disse à agência Lusa fonte do Comando Distrital de Beja da PSP. “Temos conhecimento do assunto por um e-mail que a associação de pais da escola nos remeteu hoje, por volta das 12 horas, e que reencaminha outro e-mail de um progenitor de uma aluna a transmitir o episódio”, indicou a fonte.

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Está na moda o esfaqueamento dentro das escolas?

É o segundo caso esta semana.

Um jovem de 15 anos, aluno de uma escola no Cacém, Sintra, foi preso pela PSP por ter esfaqueado outro aluno nas costas, no interior da escola EB 2,3 António Sérgio.

O alerta foi dado pelas 09h30.

A vítima, de 17 anos, sofreu duas perfurações na omoplata esquerda. A arma usada foi um canivete.

Aluno preso por esfaquear outro dentro de escola do Cacém em Sintra

 

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Desorientação

Não sei se é a palavra certa para traduzir o universo da educação no nosso país. Desnorte é mais forte. Desorientação e desnorte vão na crista da onda que nos leva à deriva. Desorientação do governo, do ministério (ME), das escolas, dos professores, dos pais, das crianças e jovens. Todos às aranhas sem saber como hão-de descalçar a bota. Em casa onde não há pão todos ralham e ninguém tem razão. Desde há muito, foi o governo que pôs as escolas públicas à míngua e sem capacidade de resposta em situação de emergência.

Um mal nunca vem só. Para além das mudanças com profundos reflexos na organização e funcionamento das escolas, paradas no tempo, a crise pandémica virou tudo do avesso e pôs a nu a incapacidade do governo e do ME para responder aos problemas mais urgentes: pobreza, desigualdades, professores cansados, pais divididos entre o trabalho e os filhos, filhos abandonados, em casa e na escola. Em tempo de crise as crianças indefesas são as mais expostas às incapacidades de resposta dos adultos. Em dois anos, e apesar dos milhões do PRR, os problemas não tiveram resposta e em grande parte agravaram-se. Quem pagou as favas foram as crianças e jovens.

Para além dos referidos problemas de abandono que vêm de trás, o maior e mais urgente tem a ver com o abandono dos professores, vítimas de maus tratos ao longo de décadas. Como atrair, recrutar, formar, profissionalizar e efetivar os professores em falta, para o imediato e a longo prazo, e como recuperar e atualizar os professores dos quadros, tanto tempo abandonados e sem incentivos nem condições para adequar as suas competências às profundas mudanças científicas, tecnológicas e ambientais que requerem uma outra escola.

A única maneira conhecida de atrair mais e melhores professores é melhorar as condições de trabalho e as remunerações. Tarefa de vulto, mas ainda assim insuficiente. Não se pode recrutar mais e mais professores e dizer-lhes: vão e ensinem como aprenderam. Seria um modelo reprodutor de pecados passados. É preciso recriar cada escola, cada professor e cada aluno como entidades aprendentes e inovadoras, criativas, capazes de elaborar diagnósticos e planos de ação e de aprendizagem adequados às características e necessidades reais de cada um. No hospital, cada doente é um caso específico, na escola não há dois alunos iguais. Todos requerem tratamento diferenciado. É por isso que a noção de turma e de lição igual para todos perderam sentido. É preciso aprender de outro modo, à medida de cada um.

Este problema é transversal a todo o sistema educativo e é por isso que é difícil, lento e tem de ser pensado transversalmente por pessoas que saibam conceber a escola como comunidade de formação e de aprendizagem, capaz de se pensar a si própria em função das necessidades dos seus alunos, dos seus professores e também dos pais.

A história vivida da formação docente mostra-nos que a sua qualidade foi diminuindo com o aumento progressivo do número de professores como resposta ao aumento exponencial do número de alunos. O investimento na qualidade foi inversamente proporcional ao aumento da quantidade. O problema maior é que neste momento os sistemas de formação, até ao mais alto nível – universidades e politécnicos – assentam em modelos de educação e de escola centralizados, burocráticos, normalizados, magistrais e ultrapassados. Generalizar é sempre um risco e não posso excluir a existência de formadores e polos de formação de excelência. Mas os casos concretos que vou acompanhando em diferentes escolas de nível superior assentam muito em modelos ultrapassados, massificados, com um suporte online normalizado, bibliografias de há 20 anos e exames tradicionais que não acrescentam nada ao modo como os formandos aprenderam como alunos em tempos distantes. São sistemas reprodutores de modelos que pretendemos ultrapassar.

Tenho visto boas iniciativas privadas que gostaria de ver no ensino público, assentes no empreendedorismo, na inovação, na criatividade, na autonomia e responsabilidade das escolas. E autarquias apoiando programas de formação nesta onda para escolas públicas dos respetivos concelhos, visando mudar os velhos modelos de ensino assentes na transmissão por inovadoras estratégias de aprendizagem.

A formação de qualidade tem de estar ancorada nas escolas, em grupos de formação que possam observar, participar, analisar e debater as práticas, apontar caminhos em função de diagnósticos personalizados. Aprendemos uns com os outros, em comunidades de aprendizagem. Os novos professores têm de passar por aqui e os professores dos quadros devem ter incentivos para poderem motivar-se, atualizar-se, rejuvenescer, aderir aos novos movimentos de inovação e serem promovidos em função das melhorias adquiridas. É preciso pôr em movimento todo um sistema que o centralismo imobilizou. “Todo o mundo é composto de mudança”. Uma mudança orientada para responder a todas as mudanças que se operaram fora da escola e que se abatem sobre as nossas cabeças.

José Afonso Baptista | Ciências da Educação | Beiras 2022.09.29

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Aluno esfaqueia outro dentes da escola

A agressão aconteceu esta manhã de quarta-feira

Aluno de 14 anos esfaqueia colega no interior da escola na Maia

Um aluno de 18 anos foi agredido, esta quarta-feira, com uma arma branca por um colega de 14 anos na Escola Secundária de Águas Santas, na Maia.

A vítima sofreu ferimentos ligeiros, segundo disse uma fonte do Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) do Porto à agência Lusa. A agressão aconteceu no interior da escola por volta das 11h35, indicou a mesma fonte.

Uma hora mais tarde, a Polícia de Segurança Pública chegou ao local para apurar as circunstâncias em que este ato violento aconteceu.

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Sedes quer que escolas contratem professores a partir de uma shortist de candidatos

Associação para o Desenvolvimento Económico e Social defende concursos para vinculação com duas etapas. Mantém-se a graduação profissional e escolas escolhem depois a partir de um shortlist. A solução, que é apresentada esta quarta-feira num debate, implicaria que os concursos para quadro de agrupamento fossem mais demorados.

 

Sedes quer que escolas contratem professores a partir de uma lista de candidatos

Seria um “ponto intermédio” entre o actual modelo de contratação dos professores, baseado na sua graduação profissional, e um sistema aberto, em que são as próprias escolas a escolher quem vai integrar os seus quadros. A Sedes – Associação para o Desenvolvimento Económico e Social defende que os concursos para a vinculação dos docentes aos quadros de agrupamento passem a ter duas etapas. Numa primeira, a lista nacional continuaria a servir para ordenar os docentes, uma segunda etapa com um júri constituído por cada agrupamento que faça uma “apreciação qualitativa e mais aprofundada”

 

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Estado está a reter milhares de euros das escolas

Em causa estão as receitas próprias das instituições de ensino, que no final de cada ano civil são encaminhadas para o Tesouro. Diretores pedem a devolução urgente do dinheiro e há uma escola em Lisboa que reivindica a devolução de 168 mil euros.

Estado está a reter milhares de euros das escolas

Com o ano letivo já a decorrer, o Estado continua a reter milhares de euros das escolas. Em causa estão as receitas próprias das instituições de ensino conseguidas com as vendas nos bares ou o aluguer de espaços, que no final de cada ano civil são encaminhadas para o Tesouro. Ministério da Educação promete resolver o problema em breve.

Regra geral, esse dinheiro é depois devolvido no início do ano seguinte, mas já passaram nove meses e ainda não foi transferido para as escolas.

Por norma, o Governo entrega às escolas orçamentos para cada ano letivo no mês de março, mas este ano ainda não se concretizou.

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Não, à ressurgência da BCE! – Santana Castilho

 

Marcelo Rebelo de Sousa abriu o ano lectivo na escola Pedro Nunes. Não fugindo às generalidades que caracterizam boa parte das intervenções que faz, a propósito não importa de quê, disse, desta feita, que o Governo não tem a cabeça virada para a Educação e que é hora de se fazer um debate sério sobre os seus problemas.
Aproveito a deixa e pego num, o novo regime de recrutamento e colocação de professores, no âmbito do qual o ministro da Educação pretende que as escolas passem a escolher 1/3 dos seus docentes, para lembrar que a contratação de escola (a BCE, que deu desastrosos resultados) já existiu e foi abandonada em 2016, por um Governo a que João Costa pertenceu, por ser um processo marcado por favorecimentos clientelistas e menos justo do que o que tem uma lista de graduação nacional por base.
Não nos iludamos, por mais liberal (figura no programa do IL) que seja a proposta: a Constituição diz (nº2 do Art.º 47º) que “todos os cidadãos têm o direito de acesso à função pública, em condições de igualdade e liberdade, em regra por via de concurso”; concursos locais (cerca de 5.836 escolas e 713 agrupamentos) seriam bem mais complexos e dispendiosos do que um concurso nacional, agregador de indicadores minimamente equitativos e justos; as escolas não têm recursos para promover concursos locais sérios, que teriam de ter critérios diferentes, consoante as áreas disciplinares; admitindo que uma escola cheia de carrancudos problemas contratasse um professor com dons superiores para lidar com eles, nada poderia impedir que esse docente, uma vez nos quadros, zarpasse para outra escola, de rosto mais sereno, fazendo da contratação “por perfil” porta giratória para tratar da vida; e já experimentámos a ineficácia gestionária de milhares de ofertas de escolas em simultâneo e a cascata de desistências dos candidatos que, podendo habilitar-se a todas, fazem depois escolhas que obrigam a novas iniciativas de selecção.
Uma autonomia assim desenhada aumentaria as desigualdades entre diferentes zonas do país, com as escolas “mais reputadas” a disputarem os docentes “mais talentosos”, como, aliás, ficou demonstrado em sede de experiências de outros países. Os defensores da medida citam-nos. Bom seria que reflectissem sobre os estudos que expõem os resultados obtidos, que não são bons.
Escolher professores por “perfis” (gostava que o ministro explicasse direitinho o que é isso), num universo de milhares de candidatos e escolas, para além de substituir a objectividade possível por uma subjectividade indesejável, introduziria demora e entropias inaceitáveis. Simplesmente, porque o nosso sistema não funciona vaga a vaga. Entendamo-nos: os concursos nacionais, assentes numa fórmula de graduação, já funcionaram em modo estável, colocando os professores a tempo e horas, sem protestos. Esqueceram-se deste facto?
Posto isto, não reconheço que ensinar em contextos sociais difíceis requer características específicas e acrescidas por parte dos professores? Obviamente que reconheço. Simplesmente, o preenchimento directo de lugares de quadro pelas escolas não só não resolveria o problema como seria um dos mais graves atropelos a acrescentar à vasta lista de injustiças cometidas em sede de colocação de professores. Como reagiria um contratado, que espera há 20 anos pela entrada no quadro, se soubesse que um colega, acabado de formar, lhe passava à frente pela porta estreita de um convite do director de uma escola?
A desejável adequação do processo de recrutamento às necessidades particulares das escolas (e, já agora, às dos professores, também) é um bom objectivo. Mas não é com uma ilusória intervenção a jusante que lá chegamos. É necessário agir a montante, corrigindo primeiro os atropelos e as injustiças escabrosas que se acumularam em sede de concursos e reformando, depois, profundamente, toda a gestão de recursos humanos do sistema. Tudo coisas de que António Costa foge a sete pés e João Costa não sabe fazer.
Em conclusão: uma coisa é o interesse público, que o concurso nacional protege, outra os interesses particulares, que os concursos de escola favorecem; esses concursos reforçariam o poder discricionário e autocrático dos maus directores, cujo número é, infelizmente, elevado.

In “Público” de 28.9.22

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Vigílias pela educação (desta semana)

Em Aveiro – largo Jaime Magalhães Lima
Em Gaia – em frente à CM

És professor? Junta-te a nós, para debatermos os problemas na educação: vigília da insatisfação da educação, 30.09.2022, 21 horas, Largo do Rossio, Viseu.
Traz um colega e convida outro!!!

DIA 28 DE SETEMBRO ÀS 18:30

Vigília em Vila Nova de Gaia

Câmara Municipal de  Vila Nova de Gaia

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Vêm aí as 7.500 juntas médicas para vigiar baixas de professores

As juntas médicas estão em fase de contratação, de adjudicação, foi uma iniciativa do Ministério de Educação, contratar 7.500 juntas médicas para fazer exatamente a vigilância de alguns padrões de baixa que não são tão regulares como parecem

Governo adjudica 7.500 juntas médicas para vigiar baixas de professores

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Aumentos salariais para 2023, o que podemos esperar?

Este ano, os funcionários públicos tiveram uma atualização salarial de 0,9%, em linha com a inflação verificada em 30 de novembro de 2021, descontada a deflação de 0,1%.

Além da proposta de atualização salarial em linha com a inflação, a Fesap vai propor um aumento do subsídio de refeição para seis euros, face aos atuais 4,77 euros, e vai exigir a não aplicação do salário mínimo nacional à função pública, reivindicando uma remuneração mínima no Estado de pelo menos 775 euros para os assistentes operacionais.

Também a presidente do Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado (STE), Helena Rodrigues, disse à Lusa esperar que a proposta do Governo de atualização salarial para 2023 “tenha em conta o interesse dos trabalhadores e que seja mais do que a inflação”.

Por sua vez, a CGTP, da qual faz parte a Frente Comum dos Sindicatos da Administração Pública, reivindica aumentos salariais de 10% para todos os trabalhadores em 2023 e um mínimo de 100 euros de aumento por trabalhador.

O primeiro-ministro, António Costa, afirmou, em 12 de setembro, que o Governo está a trabalhar com um referencial de inflação em 2022 de 7,4%, mas rejeitou um aumento dos salários da administração pública da mesma proporção.

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Estatística e gestão…. não é contar paletes… – Luís Sottomaior Braga

 

Estatística e gestão…. não é contar paletes…..
No agrupamento onde labuto, 100% das psicólogas estão de baixa e é muito bom para o país.
Ambas estão grávidas e vão nascer crianças.
O nosso ministro mostra, nas declarações de ontem, que é mesmo de Letras e sofre do fascínio dos grandes números, típico de quem lida mal com números e acha que eles podem ser olhados na linha do advérbio “aproximadamente”.
E acha que atirar números sem contexto prova alguma coisa. Só prova que é preciso ver os números com mais atenção.
E está a fazer microgestão e um discurso de micro-gestor, para disfarcar o problema que o devia preocupar realmente ao nível de gestão macro, que é o que ocupa: porque faltam substitutos para tão poucas baixas? Que medidas tomar para as baixas naturais deixarem de ser problema?
As baixas são, para o ministro, como os incendiários nos fogos florestais. Interessa pouco saber como nasce o fogo, quando o que é preciso é apagar. Neste fogo florestal da falta de professores o ministro quer ser a PJ que descobre indícios ou o espontâneo que se queixa do fogo posto na televisão, em vez do bombeiro que apaga.
Discutir baixas é conversa para o nível de batalhão (os diretores), não para o general. Eu discuto e conto baixas ao nível do agrupamento. E faço gestão de assiduidade. E tem de ser.
As baixas têm atestados médicos, sempre. O colega da saúde, que acho que os passará, lhe explicará a futilidade de se queixar disso.
Números agregados não se olham assim: às paletes.
Porque até nem são assim tantas as substituições e para horários anuais ainda vai havendo quem lhes pegue.
Se houver, no total, 100 mil professores em Portugal, ao fim do mês, as mil semanais (ainda que sejam todas baixas novas) serão 4000 baixas. 4% ou menos do total de professores.
Então não se consegue substituir 4% do total de trabalhadores? Tão pouco? (para quem não saiba há indicadores, em alguns setores, de absentismo médio na casa dos 10% ou mais) . O ministro podia dizer-nos a taxa em vez de atirar “mil”…. Mas é para dar ideia que são muitos…..Paletes de baixas.
E saliento que a maioria das baixas são de pessoas com 14 horas letivas e os substitutos potenciais podem trabalhar até 28 horas letivas por semana. No limite, para 4000 baixas pode nem precisar de 4000 professores e governar o caso com bem menos que esse número.
Que sejam 3500. No proximo mês não se arranjam 3500 pessoas para substituir? O trabalho é assim tão mau?
Um exército que não esteja preparado para render 4% ou menos do seu efetivo, que baixa ao hospital militar no espaço de um mês, tem um problema: os generais.
Estes números indicam que, em média, num agrupamento médio de 200 professores há 2 doentes por semana, 8 ao fim do mês, se nenhum se curar. 1 professor doente em 100 é assim tão grande problema para o ministro se vir lamentar?
Quando chegar a gripe, ou o covid atacar de novo, ui…..
A ironia é que o ministro está a salientar o que é normal, apenas para disfarçar o problema de que não quer falar: sempre houve substituições.
Hoje são baixas de gente com idade. No passado eram gravidezes. Mas tirando a Cláudia Raia, não há quem tenha filhos aos 50/55 que é a média de idades…..
Mas no passado havia quem (como eu fui) aceitasse ir fazer substituições. Agora não há porquê, senhor general?
No agrupamento em que vivo 10 horas por dia, as psicólogas estão as 2 de “baixa”. E desejo que assim continuem. É sinal que estarão cheias de felicidade a tratar os seus recém-nascidos.
Desejo a essas crianças que cresçam num mundo com menos gente a torcer números para disfarçar falta de soluções e inabilidade política.

 

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E quais são as razões dos pedidos de baixa?

Será por termos uma classe docente envelhecida e sujeita a um desgaste físico e psicológico (principalmente) acima da média. O desgaste psicológico entende-se bem, só quem não exerce profissão ou não está em contacto direto com ela não o entende. O desgaste físico é inerente ao psicológico e agravado por constantes deslocações a que os docentes com 20 e mais anos de serviço ainda estão sujeitos. O Sr. ministro, ouviu da boca de um professor, numa das reuniões com os sindicatos, que em trinta anos de serviço, esse professor conseguiu aproximar-se do seu concelho de residência, apenas, cerca de 8 Km, ou seja, ainda se encontra colocado a 32 Km de casa.  Será por isso que o desgaste físico leva a tantos pedidos de baixa? Cada um que tire as suas conclusões.

Também podíamos falar da MPD, mas já nem vale a pena, tudo foi dito, só não ouviu quem não quis.

 

Todas as semanas, estão a chegar ao ministério da Educação cerca de mil pedidos de baixa, que exigem a substituição desses professores, revelou esta segunda-feira João Costa. De visita a uma escola a Santo Tirso, o ministro garantiu que 90% dos horários por preencher são em escolas das regiões de Lisboa e Vale do Tejo, Alentejo e Algarve.

João Costa assegurou que 97% das necessidades estão hoje preenchidas. Isso significa, admitiu, que 3% dos alunos não têm todos os docentes. E, “um aluno sem aulas é um aluno a mais”, disse, citado pela rádio TSF.

 

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Dia 20 recebemos a esmola

 

Apoio de 125 euros será pago a partir de 20 de outubro

A atribuição do apoio “não carece de qualquer adesão por parte dos cidadãos, sendo automática”, explica o Ministério das Finanças. IBAN precisa de estar actualizado.

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Pré-escolar para além das 17 horas e almoços grátis

Medidas constam no Plano de Ação da Garantia para a Infância até 2030. Documento prevê ainda o reforço do regime de licenças de parentalidade.

Governo quer crianças do Pré-Escolar mais tempo na escola e almoço grátis

 

O Governo quer almoços grátis e o prolongamento do horário do Pré-Escolar para lá das cinco horas letivas atuais. A medida consta no Plano de Ação da Garantia para a Infância, a que o JN teve acesso. O documento prevê, entre outras iniciativas, o reforço do regime de licenças de parentalidade. No âmbito da Agenda do Trabalho Digno, está em discussão a possibilidade de os pais poderem, 120 dias após o nascimento do filho, conciliar a licença parental com o trabalho a tempo parcial e, assim, aumentar o tempo com o bebé.

O Plano de Ação da Garantia para a Infância 2022/2030, assente em quatro pilares de intervenção, tem como objetivo lutar contra a exclusão social das crianças e dos jovens, “através da garantia do acesso efetivo ao acolhimento na primeira infância, a uma educação de qualidade, a cuidados de saúde, a uma alimentação saudável e a uma habitação digna”. Até 2030, a Estratégia Nacional de Combate à Pobreza tem como meta a retirada de 170 mil crianças desta condição.

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O que diz o parecer sobre a MPD?

 

Parecer diz que pedidos de mobilidade por doença sem colocação não podem ser analisados caso a caso

Ministério da Educação tinha anunciado que iria analisar, caso a caso, os pedidos dos professores que não ficaram colocados nas escolas que pretendiam, no regime de mobilidade por doença. Agora, revela parecer que diz que não é possível.

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A BELEZA DA GRADUAÇÃO COMO FÓRMULA

 

A fórmula da graduação, a sua transparência e blindagem à cunha e favoritismo, foi que o me permitiu ser professor.

Ela é a culpada. E por isso a defendo.
Se os professores fossem selecionados pela simpatia, eu não me safava pois não sou simpático (melhor dito, não passo graxa, nem manteiga, nem lambo nada que não deva).
Há quem diga que mordo, mas ainda está para se provar.

Se os professores fossem selecionados pela cor política eu não me safava. Mesmo quando fui do PS (até 2005) nunca fui da facção “certa” na minha terra. Era da minoria rebelde. Até houve um presidente de câmara do meu partido, ex-colega de escola da minha mãe, que lhe fez o apelo de que me fizesse portar bem que “iria longe”. A minha mãe riu-se.

Mas parece que eu quis ficar perto da consciência e não longe. E especialmente mal acompanhado.

Se a escolha dependesse desse autarca é doutros que incomodei e seus camaradas, aulas não daria.

Ser professor foi a forma de ser livre.
Era bom aluno e tive boa nota. Estudei muita História e depois tive boa nota na profissionalização (16,5) o que me deu impulso nos 1º concursos a que concorri, em que a competição era com gente com pouco tempo de serviço e menos nota.

ÀS VEZES PENSO QUE O PROBLEMA É OS POLÍTICOS NÃO ENTENDEREM A MATEMÁTICA DA COISA…..

A FÓRMULA DA GRADUAÇÃO é simples: para considerar o conhecimento e formação profissional inclui a nota do curso que habilita para ensinar.

A essa nota, chamada classificação profissional, acresce 1 valor por cada 365 dias de serviço após ser profissionalizado e 0,5 por cada ano antes da profissionalização.
O trabalho conta, em dias. E com eles a fórmula considera a experiência.

Balanceia formação e experiência.

Quando a fórmula foi criada, há décadas, havia muito pouca capacidade de computação
E como não sou um fanático de nada, até admito que poderíamos hoje criar convenções de melhoria da fórmula.

Para enriquecer a capacidade de fazer “perfis”, que excita tantos, mas sem que deixe de ser possível todos concorrerem com todos em todas as escolas (que é isso que a graduação permite).

Afinal se eu concorrer a qualquer escola portuguesa serei sempre o tipo que já tem 27 anos de serviço e uma nota inicial de 16,5. E, se outro candidato, com 12 valores e 3 anos “conhecer muito bem o projeto educativo do agrupamento” (fórmula que muito diretor batoteiro adorava nas ofertas de escola para escolher os amigos) não passa, por isso, a ser lógico ou aceitável que possa passar-me à frente na seleção (não se riam, que vi acontecer….).

Por exemplo, podíamos pensar muita coisa para mudar a fórmula sem a desequilibrar. Dar bonificações de tempo de serviço a quem for para certas zonas, que quem não for não tem, a acrescer à graduação. Acrescentar valores por cada conjunto de horas de formação certificada (1/365 avos por cada 5 horas de formação, para exemplificar, que não estou a propor), bonificar quem tenha grau maior que o que dá a habilitação (ex: quem é licenciado como habilitação, se tiver um mestrado certificado ter mais, por hipótese, 25% na classificação), etc.

É TUDO UMA QUESTÃO DE FÓRMULA, DE MATEMÁTICA, DE COMPUTAÇÃO

Na verdade, a graduação é uma convenção matemática. A convenção foi feita por matemáticos e não políticos. E ainda bem que é numérica e substantiva e não adverbial.

Contaminar a escolha de professores com subjetividades irrelevantes e com potencial pouco ético é um problema para o futuro do país.
A “escolha dos diretores” é sempre menos rigorosa que a uma fórmula matemática convencionada geral. Em especial num processo que sempre envolverá milhares de pessoas no curto periodo de tempo de preparação de cada ano letivo.

365 dias podiam ser um valor mas podiam ter sido dois e o tempo antes da habilitação podia ser meio ou 0,75 valores.

A convenção foi definida há muitos anos e ficou. Mas se a configuração até pode ser mudada, não deve ser alterado o princípio transparente e comparável, em especial se for por troca com métodos mais caros, mais incómodos, lentos, complexos e potencialmente corruptivos.

Que me perdoem os meus colegas diretores: confio mais numa fórmula matemática, abstrata e geral, para escolher professores e definir bons perfis que nas suas opções e escolhas.

Até porque já as vimos a funcionar e correu mal. Muito mal.

A violar a Constituição e a justiça.

Pena é que a possibilidade de haver cunhas seduza tantos que deviam defender regras claras e abstratas. Mas que acham que piores regras os podem beneficiar.

 

Luis Sottomaior Braga

 

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Reserva de Recrutamento n.º 04

Publicitação das listas definitivas de Colocação, Não Colocação, Retirados e Listas de Colocação Administrativa – 4.ª Reserva de Recrutamento 2022/2023.

Aplicação da aceitação disponível das 0:00 horas de segunda-feira dia 26 de setembro, até às 23:59 horas de terça-feira dia 27 de setembro de 2022 (hora de Portugal continental).

Consulte a nota informativa.

SIGRHE – Aceitação da colocação pelo candidato

Nota informativa – Reserva de recrutamento n.º 04

Listas – Reserva de recrutamento n.º 04 

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Há margem para aumentar Função Pública à inflação

 

O Governo pode aumentar os salários da Função Pública em 2023 em linha com a inflação esperada e manter alguns apoios às famílias e, ainda assim, conseguir um défice orçamental inferior em cerca de 650 milhões à meta que definiu.

 

Negócios Premium

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Se a empresa onde trabalhas te pagasse o mesmo e te mandasse para Lisboa ou Algarve, tu ías?

 

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OS DOCENTES SERÃO NOTIFICADOS BREVEMENTE

 

Houve 309 pedidos de aperfeiçoamento

27 não foram admitidos

10 desistiram

272 passaram a reunir os requisitos

o programa de colocações está a decorrer e abrirá uma vaga para cada se tiver obtido colocação na altura

OS DOCENTES  SERÃO NOTIFICADOS BREVEMENTE

 

 

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As vigílias continuam pelo país

2ª Vigília Aveiro , 21/9. Reportagem interna! (Excelente!! Tal como a organização!!!). Ontem fomos mais e seremos cada vez mais! Juntos seremos mais fortes na próxima Vigília, dia 28 às 18.30H.
“Quem luta pode perder, mas quem não luta já perdeu!”

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Recomeçou a violência sobre professores – Aluno pontapeou professor

Um professor foi agredido, ontem, por um aluno, de 16 anos, na Escola Secundária do Padrão da Légua, em Matosinhos. O docente teve de receber tratamento hospitalar.

Aluno pontapeou professor na Secundária do Padrão da Légua

A agressão ocorreu, cerca das 11 horas, no interior da sala de aulas quando o jovem, por motivos que se desconhecem, pontapeou o professor, de 65 anos.

A PSP esteve no local, com elementos da Escola Segura, que identificaram o agressor, e o docente foi receber tratamento hospitalar.

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Inspirado para ser professor a todas as disciplinas – Luís Sottomaior Braga

Inspirado pelo que li num post de rede social sobre o ensino no meu grupo disciplinar (cito abaixo), agora, com a autonomia para contratar, vou candidatar-me a dar português do 10º e 11º. Afinal fiz o português de Humanidades no Secundário nos anos 80. É fácil. E se não souber como ensinar uso a escola virtual e os manuais. Bué da fácil….

Nos intervalos vou ver uns tutoriais no YouTube para pilotar aviões ou aprender a fazer cirurgias cardiotorácicas.
Ensinar inglês do secundário também podia mas é demasiado fácil para mim. Talvez prefira ver uns tiktoks e dedicar-me ao volteio no trapézio.
Nem sei para que gastei tantos anos da minha vida e tanto dinheiro em livros e formação para me especializar em Historia.
66 horas de formação ou umas cadeiritas de “história da cultura” chegavam para ensinar toda a História de Portugal.
E se tiver de ensinar a civilização egípcia basta lembrar-me dos sólidos da 4ª classe. Para explicar a Reforma (a protestante) basta pensar na missa a que me obrigaram a ir tantas vezes na infância.

A ignorância é muito atrevida. O
A próxima “História de Portugal em disparates” vai ser com tiradas de “professores” da dita disciplina….

Aqui fica a pérola……

“Eu sou do grupo 300, licenciatura em estudos portugueses e com pós graduação e mestrado em inglês..
Ainda no último ano letivo estive a dar HGP pois a minha licenciatura dá habilitação própria para o 200.
Dei HGP ao 5° e 6° anos. Várias turmas.
Não tive qualquer dificuldade. É como a colega (….) disse aí acima. Os licenciados em estudos portugueses tiveram imensas cadeiras de história. Até história da arte e da cultura das artes tive.
O programa de HGP é bastante acessível e fácil, até por ser o 2° ciclo. Desde a pré história, a idade média, as cortes, a 1a república, o estado novo de Salazar, a democracia etc etc. Quem tiver estudado história e souber história, consegue lecionar o programa facilmente. Não tive qualquer dificuldade, nunca tinha dado história e não precisei de uma única ajuda nem de colegas ou da coordenação. Fiz tudo sozinha.
Os manuais, caderno das perguntas e os materiais e vídeos da aula digital e da escola virtual da porto editora ajudam imenso nas aulas.
E muitos dos alunos eram interessados e faziam-me imensas perguntas sobre as matérias.
Até fiquei com ideia que gosto mais de história que de português. 🤣
Muito mais difícil que HGP é o português de 11° ou 12º ano. .”

 

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O que vai ser negociado entre o ME e os Sindicatos?

Escolas podem escolher parte da equipa de acordo com critérios locais

O Ministério quer dar autonomia aos diretores para que possam selecionar parte dos professores, tendo em conta o perfil dos docentes e os projetos educativos da escola.

Os concursos nacionais de professores não desaparecem, mas as escolas podem escolher parte da equipa de acordo com critérios locais.

O Ministério quer também reduzir a dimensão dos Quadros de Zona Pedagógica (QZP) e que haja mais docentes vinculados a Quadros de Escola em vez de QZP.

Além disso, a tutela pretende que as vinculações sejam mais rápidas. Todos os anos, os sindicatos denunciam casos de professores que só se vincularam depois de mais de duas décadas de serviço.

O país está dividido em dez zonas, que são os dez Quadros de Zona Pedagógica (QZP). Por exemplo, um professor do QZP 10, no Algarve, pode, num ano, estar a dar aulas em Lagos e, no seguinte, em Vila Real de Santo António.

Mudanças no modelo pretendem reduzir casos de professores que andam com “a casa às costas”

Os professores começam por ser integrados em QZP, o que significa que uma zona do país pode ter os docentes necessários para responder às necessidades mas não estarem colocados nas escolas onde são necessários.

O Ministério quer reduzir a dimensão dos Quadros de Zona Pedagógica, aproximando os professores das escolas. Além disso, pretende que os professores estejam vinculados aos Quadros de Escola em vez dos QZP.

Para a tutela, estas mudanças iriam reduzir os casos de professores que andam com “a casa às costas”.

A revisão do modelo de recrutamento e colocação de professores é uma das principais reivindicações das estruturas sindicais nos últimos anos. Para os sindicatos, o atual regime é um fator de instabilidade e a revisão que resultar das negociações deve assegurar que as escolas conseguem satisfazer as suas necessidades.

Isso implica, por exemplo, a vinculação de mais professores em número semelhante ao dos professores contratados no início de cada ano letivo para horários anuais e completos e que, para os sindicatos, correspondem às necessidades permanentes dos estabelecimentos de ensino.

A integração deve ser, de preferência, nos quadros de escola, sendo que, à semelhança do Ministério da Educação, também os representantes dos professores defendem o aumento do número de QZP e a redução da sua dimensão.

Quanto aos concursos, os sindicatos já se manifestaram contra a possibilidade de as escolas contratarem diretamente tendo em conta o perfil dos docentes e os projetos educativos.

Em vez disso, defendem que se mantenham os concursos nacionais e a seriação dos professores por graduação profissional.

Recentemente, e na sequência da alteração dos requisitos das habilitações próprias para o ano letivo 2022-2023, os sindicatos defenderam também que as escolas deixem de poder contratar professores sem habilitação profissional, que atualmente implicam um mestrado em ensino.

Tutela e sindicatos entendem que o modelo de recrutamento e colocação de professores é um dos caminhos para se conseguir uma profissão com maior estabilidade e segurança, tornando-a mais atrativa.

Atualmente, os professores são uma classe envelhecida, prevendo-se que metade dos atuais docentes esteja reformada até 2030, sendo por isso atrair jovens para a profissão.

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Aviso de abertura de procedimento concursal simplificado por vacatura (local) – França

 

Aviso de abertura de procedimento concursal simplificado por vacatura (local) – França – horário RPA13H; RPA78H; RPA80H; STR02H

Informam-se todos os interessados que se encontra aberto um procedimento concursal simplificado (local) destinado ao recrutamento local de professores do ensino português no estrangeiro para o 3.º CEB e SEC – História (língua francesa), para prover, em regime de substituição, os horários: RPA13H; RPA78H; RPA80H; STR02H.

 

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Ainda vale a pena lutar – Luís Sottomaior Braga

Quebrar o consenso da apatia. As vigílias são para isso. Conversar e levar à ação.

Ontem alguém observou, e com razão, que o facto de ser eu a divulgar e promover as vigílias de insatisfação na Educação, em Viana, estará a prejudicar o crescimento delas. Porque, ao serem associadas a mim, são associadas a alguém que não é consensual. (E eu acrescento, não é, nem quer ser).

Ontem, estivemos bastantes à volta dos bancos de pedra da praça a ter uma conversa franca e aberta sobre a educação e o que nos traz insatisfeitos. Que terminou quando consensualmente concluímos que era hora de ir descansar, porque hoje às 8h30 havia aulas.
E todos os que lá estiveram creio que dirão que foi tempo bem utilizado.

Há 2 consensos que retirei da conversa: estamos insatisfeitos e é preciso sair da apatia e tirar as pessoas dela.

A insatisfação até pode ser consensual no sentimento, mas não precisa de ser consensual na raiz, desde que gere ação comum.

E isso pode ser usar um símbolo comum (as resistências) ou o mero compromisso de mobilizar colegas para se juntarem.

E esses pequenos passos são bom caminho para coisas mais visíveis.

Todos podemos ter motivos diferentes para estar zangados com o Estado da Educação, mas, mesmo assim, conseguir juntar numa ação conjunta essa insatisfação para produzir efeito e ação.

Daí o símbolo das resistências.

E neste quadro geral, eu e o que digo, escrevo e faço não interessa realmente.
Na verdade, não quero nem nunca quis ser em momento algum da vida consensual.
Se quisesse, eu sei o que precisava para ser consensual, mas não quero.

Dizer-se que não sou consensual é, do meu prisma, elogio. A minha mãe e a minha avó ficariam felizes de saber que esse foi o resultado final da educação que puseram em prática.

E fico feliz se o pouco que tenho feito (mandar avisos para a câmara a comunicar concentrações na Praça) ajudar a quebrar o consenso apático.

Hoje vai seguir mais 1 porque os que estiveram ontem querem continuar e alargar como está a acontecer noutros sítios do país.

O nosso mal como classe docente é o consenso instalado em muitos de que “já não vale a pena”. Mas vale.

Mas para isso é preciso falar e dizer uns aos outros o que se pensa e não ficar no consenso paralisado.

 

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