Pela equidade no 1.º ciclo e pré-escolar – José Carlos Campos

 

Pela equidade no 1.º ciclo e pré-escolar

Desde o final do ano lectivo transato até ao presente momento, temos assistido a um conjunto de afirmações e intenções que são indicadoras de um total reconhecimento da necessidade de haver uma compensação para os docentes do pré-escolar e do 1.º ciclo pelas caraterísticas da monodocência, tornando-se de todo premente a tomada de medidas para suprimir o tratamento desigual dado a estes docentes. Passemos a fazer uma descrição cronológica dos últimos acontecimentos.
A 8 de junho do corrente ano, o 1.º ministro, na Assembleia da República, relativamente à idade de reforma dos professores, admitiu a criação de condições funcionais onde há efectivamente discriminação, que tem a ver com situações de monodocência.
A 14 de junho, na senda dessa lógica, nas reuniões do ME com os sindicatos foi assumido pela tutela o compromisso relativamente à aposentação de assegurar para os trabalhadores docentes, o paralelismo de eventual tratamento diferenciado.
A 22 de Setembro, o SIPPEB, no âmbito das reuniões periódicas com o ME, comunicou ao Sr. Ministro que a aposentação na monodocência tem de se efetivar, tendo em conta os horários diferenciados dos restantes professores e que escreverá ao Senhor Primeiro Ministro neste sentido, que aliás já o reconheceu numa das suas alocuções o efetivo tratamento desigual dado à monodocência.
Por último, no passado dia 12 de outubro, a FNE, em Plenário Nacional, aprova uma resolução, a qual delibera no ponto 8: “Encontrar soluções de compensação aos educadores de infância e professores do 1.º ciclo que pelas caraterísticas do exercício em regime de monodocência não podem reduzir a sua componente letiva à semelhança dos seus pares dos restantes ciclos de ensino.”
Aqui, de forma sucinta, se relatam factos de reconhecimento de tratamento diferenciado aos educadores de infância e professores do 1.º ciclo. É de extrema importância constatarmos que esse reconhecimento vem do próprio poder central. Outro não menos importante, trata-se dos sindicatos, que por vezes parecem ignorar o pré-escolar e o 1.º ciclo, parecem ter revitalizado para pugnar pela compensação a estes profissionais da educação face aos horários diferenciados dos restantes professores. É com gaudio que verificamos que um sindicato independente e agora um sindicato afeto a uma central sindical se mostram atentos e interessados em por cobro a mais uma das muitas injustiças que padecem os referidos profissionais. Esperemos que os restantes sindicatos desta mesma forma clara e explícita pugnem pela defesa dos monodocentes. Estamos convictos que tal sucederá e é de todo previsível que mais vozes e entidades reclamem em prol desta causa na defesa da mais elementar justiça.
Perante estes novos factos e atitudes, os docentes do pré-escolar e do 1.º ciclo têm razões para se sentirem menos abandonados e, tal como a verdade é como o azeite: vem sempre à tona, começo a ter esperanças de que esta discriminação de que são alvo os monodocentes, mais tarde ou mais cedo, será corrigida através da criação de um regime específico de aposentação ou por outras medidas similares. Acrescento só que, para tal acontecer, é imperioso tornar cada vez mais audível a voz destes docentes.

José Carlos Campos

 

 

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48 comentários

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    • Manuel on 24 de Outubro de 2017 at 17:41
    • Responder

    Muito se queixam os docentes do 1º Ciclo! E à conta de tanta queixa já conseguiram muitas benesses, tais como umas reformas antecipadas no passado. Queixam-se exactamente do quê?
    E quem tem 6, 7, 8 turmas do secundário com mais de 30 alunos cada???!!! Sabem que em mais de 22 paises da Europa os docentes do secundário, esses sim, são distinguidos na carreira pelo esforço e desgaste que é lecionar o nível do secundário, mais exigente em termos científicos. Se entrarmos por aí…
    Tratem mas é de exigir o tempo e o dinheiro roubado descaradamente a todos os professores!!! Vejam o que já nos roubaram (não tem outro nome, e o estado é LADRÃO!): http://www.fenprof.pt/?aba=27&mid=115&cat=95&doc=11172

      • Professor Contratado on 24 de Outubro de 2017 at 19:10
      • Responder

      .
      Conheci uma antiga Professora Primária que fez aquilo que agora se designa de 9º Ano de Escolaridade (antigo 5º ano dos Liceus) e depois foi tirar o Curso do Magistério Primário (3 anos). Ou seja aos 18 aninhos foi Professora Primária.

      Chegou ao Topo da Carreira e aos cinquenta e picos anos ficou REFORMADA a ganhar mais do que se estivesse no activo. Anda por aí a passear numa BOA.
      Os mais novos que paguem a factura e os desmandos da ABRILADA.

      Atualmente já não existe o Magistério Primário, mas as coisas são pouco diferentes. As agora “educadoras” e “professoras do 1º ciclo” acedem com o 12º ano a uns cursos (ditos superiores) de 3 aninhos no (dito) ensino superior privado e nas ESEs e aí estão elas na maior (agora com Licenciaturas e Mestrados da TRETA).

      Que maravilha de Carreira.
      .

        • MGM on 24 de Outubro de 2017 at 21:44
        • Responder

        Pois eu tenho 41 ano de carreira e 61 anos de idade e estou não no 10º escalão, porque baixei (como todos) para o 9.º escalão e ainda estou no ativo, que me dizem? Claro que devo trabalhar até aos 70 anos ????!!!!!

        • maria on 24 de Outubro de 2017 at 21:55
        • Responder

        “As agora “educadoras” e “professoras do 1º ciclo” acedem com o 12º ano a uns cursos (ditos superiores) de 3 aninhos no (dito) ensino superior privado e nas ESEs e aí estão elas na maior (agora com Licenciaturas e Mestrados da TRETA).” Mas são essas que com esses cursos da “treta” como diz a desdenhar, que na prática mostram os melhores resultados que Portugal já alcançou a nível internacional na educação. Certamente esses ditos cursos da “treta” não são assim tão maus e as “educadoras” e “professoras do 1º ciclo” até conseguem uma eficácia e eficiência que outros também gostavam de alcançar.

          • Só rir on 24 de Outubro de 2017 at 23:51

          .
          …..eficácia e eficiência …….

          A ABRILADA tem destas coisas……..

          é só rir…..é só rir…….
          .

          • aa on 25 de Outubro de 2017 at 7:42

          Eh pá! Estes são mesmo pouco democráticos e anti-abril. São saudosistas! Deveriam ter um vencimento do tempo da outra senhora e já lhes passava o saudosismo, pois antes da abrilada os vencimentos dos professores eram inferiores aos dos operários.

        • Ferreira Joaquim on 25 de Outubro de 2017 at 3:08
        • Responder

        E não fez o mesmo?? Por que motivo? Trabalhou alguma vez numa escola onde por baixo tinha corte de gado, a 23 quilómetros da vila mais próxima, com marmita todos os dias e a rapar frio da neve que lhe congelava os pés??? NÃO… ??? Claro… Mas, para dizer “que maravilha de carreira” já tem língua, não é verdade??? Lérias, lérias!!

      • jose on 24 de Outubro de 2017 at 19:27
      • Responder

      Mas que benesses são dadas aos docentes do 1.º ciclo? Constatar que ao fim de 40 anos de serviço estes tiveram mais 16 anos e meio de componente letiva que os seus pares. Aliás, até será caso para citar um caso que considero paradigmático dessa discriminação pela negativa dos monodocentes que passo a citar. Uma professora do 2.º, 3.º ciclo e secundário com 20 a 22 horas de componente lectiva beneficia de uma redução de 6 horas da componente lectiva para amamentação e uma educadora de infância ou professora do 1.º ciclo com 25 horas de componente lectiva tem direito a uma redução 5 horas para o mesmo fim. Será que dá para entender? Claro que não, isto é um absurdo! Veja-se onde já chegou o caricato desta situação, já houve professoras que beneficiaram de 6 horas porque leccionavam no 2.º ciclo e a mesma professora amamentou outro filho quando leccionava o 1.º ciclo e só teve direito a 5 horas. E muitos mais casos poderia citar, mas mais palavras para quê?
      É contra a carreira única, então deve defender que um especialista em pediatria deve receber menos que os restantes colegas de outras especialidades por ter como pacientes crianças? E não se esqueça que se há países que os professores do 1.º ciclo recebem menos também há alguns países países que recebem mais.

      • Ferreira Joaquim on 25 de Outubro de 2017 at 3:06
      • Responder

      Como??? Diz que sofre um “desgaste que é lecionar o nível do secundário, mais exigente em termos científicos” ?? Se o 1º ciclo é assim tão “fácil”, menos trabalhoso, por que motivo NENHUM professor do secundário voltou á universidade para se formar apra trabalhar no 1º ciclo. Ao contrário, são milhares, percebe??? Ou os colegas do secundário (leia-se, supérfluo, de menos imprtância, já que até no ensino superior chegam alunso que NUNCA frequentaram o secundário, mas sem o 1º ciclo, não há nenhum que ingresse na universidade!!! ). Uma pergunta final??? Mas os colegas do secundário são masoquistas??? Continuam no secundário sabendo que são tão competentes cientificamente e não querem lecionar no 1º ciclo?? Estudem e venham para cá! Depois falamos!

      • Ricardo on 25 de Outubro de 2017 at 19:32
      • Responder

      O Manuel quando trabalhar com uma turma do 1ºciclo, com 25 alunos que lá são “depositados” para educar e ensinar, das 9h às 17h, a lecionar Mat, Port, Estudo do Meio, Expressões, atender pais, vigiar recreios, receber alunos de outras turmas, etc…TUDO NO MESMO DIA, pode opinar qual ciclo será mais massacrante.
      Enquanto isso não acontecer, pode vangloriar-se por ter alunos no secundário, a aprenderem áreas que eles próprios escolheram e para as quais sabem que têm de render.
      Mas se para si isso não é suficiente, relembro-o que no seu secundário trabalha 22h letivas e um docente “primário” faz tudo já referido distribuído por um horário de 25h e ganha o mesmo!
      Eu não quero saber se há 20 anos houve professoras que lecionaram apenas com o 10ºano (apesar de dizerem que eram autênticas enciclopédias )e agora têm excelentes reformas. Eu quero é saber das injustiças do presente!
      Lute pelos seus direitos…jamais me verá a criticar as reivindicações de um colega de outro ciclo. Se esta não é a sua luta, não fale do que não sabe!

      • Paulo on 25 de Outubro de 2017 at 19:34
      • Responder

      ahahaha deixe-me rir…você nem para “primário” servia com tanta ignorância nessa mioleira! Dedique-se antes às obras…se tiver forças!

    • coeh on 24 de Outubro de 2017 at 18:33
    • Responder

    “A monodocência sai mais barato” David Justino em Fronteiras XXI: De que escola precisamos? Apesar disso…continuam as turmas complicadas com 26 alunos e até com 27 alunos, turmas em inconformidade com a lei, por ter alunos NEE a mais, por vezes 6/7. Se o país tivesse falta de professores, mesmo ao serviço, compreendia as turmas mistas como esta “Este ano tenho 4º ano, sete nee, dos sete, dois são de terceiro e outro com trissomia 21… Ao todo são 20.” Alunos desinteressados e rebeldes sem a opção de os expulsar da sala.

    • Olho Vivo on 24 de Outubro de 2017 at 19:08
    • Responder

    .
    Os professores primários e/ou regentes escolares e as bábás (agora educadores de infância)

    – Tem 2 anos de dispensa total de componente letiva aos 25 e 33 anos de serviço.

    – Aos 60 anos, reducão de 5 horas da componente letiva.

    CUIDADO COM ESTA MARALHA
    .

      • CUIDADO COM ESTA MARALHA on 24 de Outubro de 2017 at 21:01
      • Responder

      É mesmo preciso ter muito CUIDADO COM ESTA MARALHA! Então não é que já reconhecem que são discrimanados! CUIDADO COM ESTA MARALHA que tem apostado na sua formação profissional e por lá proliferam mestrados e doutoramentos! CUIDADO COM ESTA MARALHA que colocaram nos TIMMS, em matemática, os alunos do 4.º ano no 13.º lugar, posição nunca alcançado pela educação portuguesa! CUIDADO COM ESTA MARALHA conseguiram no TIMMS ultrapassar a mítica Finlândia, que ainda há pouco tempo era impensável! CUIDADO COM ESTA MARALHA que eles com o seu esforço e dedicação ainda vão ser um alicerce para colocar Portugal lado a lado com os melhores da OCDE! É mesmo preciso ter muito CUIDADO COM ESTA MARALHA

    • Steve on 24 de Outubro de 2017 at 19:08
    • Responder

    .
    Caros Professores do Ensino Secundário

    CUIDEM-SE porque os professores primários (e as bábás) parece quererem passar de Soldados a Generais.

    Qualquer dia até querem ganhar como Professores Catedráticos.

    É parecido com a actual greve dos Enfermeiros que querem ganhar mais que os Médicos.

    Uma anedota.
    .

      • Sofia Mendes on 24 de Outubro de 2017 at 19:16
      • Responder

      Acho uma falta de respeito este comentário. É de alguém que não compreende nada de educação…

      • soldado raso on 24 de Outubro de 2017 at 22:01
      • Responder

      Oh senhor general, uma verdadeira anedota é o seu comentário! Presunção e água benta cada qual toma a que quer.

        • steve chupamos on 25 de Outubro de 2017 at 19:37
        • Responder

        cala-te ó seu enorme…só vomitas!

          • capitão on 25 de Outubro de 2017 at 22:14

          O teu comentário e pseudónimo só revela o ser asqueroso que és!

    • Desempregado on 24 de Outubro de 2017 at 19:11
    • Responder

    .
    Professora Primária……”Chegou ao Topo da Carreira e aos cinquenta e picos anos ficou REFORMADA a ganhar mais do que se estivesse no activo.”

    Que Maravilhaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa……

    Vamos comemorar!….Os Contribuintes pagam.
    ,
    http://revistaadega.uol.com.br/media/versions/champagne-1262279028_free_medium.jpg

      • Maria Candida on 24 de Outubro de 2017 at 19:12
      • Responder

      .
      Ou seja depois do 25 Abril quem lucrou com esta grande balducha foram os professores primários.

      É interessante saber isto. Desconhecia.

      É bom que se diga que quem está sujeito a maiores níveis de stress e de desgaste são precisamente os professores que lidam com adolescentes, isto é, os docentes dos 2º e 3ºciclo e do secundário e não os professores primários. Mas QUEM TINHA APOSENTAÇÕES MAIS CEDO ERAM OS PROFESSORES PRIMÁRIOS.

      É Muito Interessante conhecer esta realidade.

      Desconhecia.
      .

        • jose on 24 de Outubro de 2017 at 21:19
        • Responder

        Grande verdade! Quem lucrou com o 25 de abril foram os “professores primário” como da forma depreciativa lhes chama. Vou só dar-lhe um exemplo. Uma professora do 2.º, 3.º ciclo e secundário com 20 a 22 horas de componente lectiva beneficia de uma redução de 6 horas da componente lectiva para amamentação e uma educadora de infância ou professora do 1.º ciclo com 25 horas de componente lectiva tem direito a uma redução 5 horas para o mesmo fim. Mais palavras para quê?

      • jose on 24 de Outubro de 2017 at 21:10
      • Responder

      Eh lá! Já estou cansado de ver essa garrafa! Os contribuintes pagam muito e muita coisa, mas o que pagam aos professores do 1.º ciclo. Basta ver as declarações de David Justino em Fronteiras XXI:“A monodocência sai mais barato”.

    • Desmascarar on 24 de Outubro de 2017 at 19:14
    • Responder

    .
    Caros Professores do ENSINO SECUNDÁRIO

    De um total de 33 países da OCDE, a grande maioria (23 países!) detém um regime de vencimentos diferenciado em favor dos Professores do Secundário. Apenas oito países não registam diferenças salariais (Portugal e mais sete). Será que os outros 23 países é que estão errados? Penso que não! É de uma total injustiça colocar no mesmo “saco salarial” professores que têm uma complexidade de tarefas totalmente diferentes. É que volto à carga e não me canso de o afirmar: os docentes dos 2º e 3ºciclo e do secundário têm muito mais trabalho do que os docentes do 1º ciclo e pré-escolar, pelo que os regimes salariais deveriam ser totalmente diferentes.

    Ver aqui:

    http://maisumaaula.blogspot.pt/2012/11/dados-da-ocde-sobre-os-salarios-dos.html

    Os docentes dos 2º e 3ºciclo e do secundário são as GRANDES VITIMAS desta deriva ABRILISTA que colocou tudo no mesmo SACO e ainda beneficiou os menos qualificados oferecendo APOSENTAÇÕES aos 50 anos e a mesma TABELA SALARIAL e a mesma CARREIRA.
    ,

      • joana on 24 de Outubro de 2017 at 21:21
      • Responder

      DESMASCARAR – O documento referido está desactualizado e já tem quase uma década. DESMASCARAR – O mesmo documento faz referência a dois países onde os professores do 1.º ciclo auferem mais vencimento que os seus pares, mas essa verdade é melhor omitir. DESMASCARAR – Um desses países é a Coreia do Sul que aparece sempre nos lugares cimeiros do PISA e do TIMMS. DESMASCARAR – Nos testes internacionais, os melhores resultados de sempre foram os recentes testes TIMMS 2015 de matemática, para alunos do 4.º ano. DESMASCARAR – Nos testes TIMMS espante-se, ultrapassamos a Finlândia, a tal que nos deixa a milhas de distância nos testes PISA para os alunos de 15 anos. DESMASCARAR – Atualmente, em todos os graus e níveis de ensino proliferam mestrados e doutoramentos e os docentes do pré-escolar e do 1.º ciclo não são exceção, havendo um nivelamento de habilitações. DESMASCARAR – O edifício da Educação tem de ser construído com uns bons alicerces, ou seja, sem uma boa base não se pense em apostar no telhado, senão o edifício acaba por ruir. DESMASCARAR – A tendência é para os países da OCDE verem a Educação como um todo e convergirem para a carreira única.

    • Jorge on 24 de Outubro de 2017 at 19:40
    • Responder

    Não faz sentido nenhum. Trata-se de uma profunda injustiça. Muitos professores do 1.º ciclo não exercem em monodocência e os que o fazem não deveriam fazê-lo. Mas, mesmo aqueles que ainda leccionam em monodicência, recuperam, de acordo com a Lei, toda a redução à componente lectiva que está prevista para os docentes de outros ciclo. Muitos já beneficiaram desse ano sem componente lectiva e, quem ainda não o fez, poderá fazê-lo de acordo com a Lei. A Fenprof andou pelas escolas do 1.º Ciclo a prometer que teriam um regime especial. Seria profundamente injusto para os outros colegas, pois todos têm a mesma redução, os do 2.º e 3.º ciclos ao longo dos anos, os do 1.º são contemplados com um ano completo sem componente lectiva.
    São truques para ver se nos enganam a todos. Quando deram a possibilidade a outros profissionais saírem do activo aos 55 anos bem poderiam ter contemplado os professores. Não o fizeram e agora andam com as manhas do costume. Tenham vergonha na cara e assumam que querem continuar a discriminar professores negativamente.

    • defesa4 on 24 de Outubro de 2017 at 22:43
    • Responder

    É preciso cuidado com o que escrevemos. As pessoas não são parvas. Temos que ser justos e não olharmos só para o nosso umbigo. Podemos neste momento não estarmos satisfeitos, mas não podemos esquecer a história de tudo isto. Estou de acordo com as reivindicações dos professores primários, mas não devem comparar as suas condições actuais, com os outros professores, porque depois ficam sujeitos a levar a resposta. De facto, os professores que ganharam mais com o 25 de Abril, foram os professores do 1ºciclo. Milhares deles passaram automaticamente de um curso médio para um curso superior com as respectivas benesses que se materializaram na reforma para a maioria deles.

      • Isabel on 25 de Outubro de 2017 at 0:06
      • Responder

      Triste o que aqui vou lendo. Cada um desempenha a sua função se é assim tão bom porque não tiraram formação na área e não estão nestes sectores.

        • defesa4 on 25 de Outubro de 2017 at 8:42
        • Responder

        Porque terá sido que uns escolheram ir para o Magistério Primário e outros para a Universidade? Investigue-se…

      • mfc on 25 de Outubro de 2017 at 13:22
      • Responder

      Cuidado com afirmações como esta sr. Defesa4:”De facto, os professores que ganharam mais com o 25 de Abril, foram os professores do 1ºciclo. Milhares deles passaram automaticamente de um curso médio para um curso superior com as respectivas benesses que se materializaram na reforma para a maioria deles.” O que afirma é pura mentira, ninguém passou de bacharel para licenciado sem tirara a respetiva licenciatura. Quem tirou licenciatura foi reposicionado na carreira e os que não quiseram tirar a licenciatura mantiveram o mesmo escalão e o mesmo salário. Cuidado com este tipo de afirmações. Esperemos que fique elucidado e não repita mais esta mentira.

        • defesa4 on 25 de Outubro de 2017 at 21:10
        • Responder

        Estamos a brincar? Mentira? Qual Bacharel? Desde quando um professor primário era considerado Bacharel? Está armado em quê? Bacharel não era curso médio. Bacharel era o aluno que fazia todo o Liceu e finalizava o 3ºano de um curso superior e a licenciatura no final do 5ºano. Bacharel é curso superior. O magistério primário NÃO ERA CONSIDERADO CURSO SUPERIOR. e mesmo que fosse como o senhor diz, qual foi o milagre das rosas que fez que um aluno com o antigo 5ºano, ao fim de 3 anos no dito magistério, era considerado bacharel. Não tenho paciência para PALERMAS!!!! percebeu. Olhe se não sabe o que diz, cale-se.

          • maria m on 25 de Outubro de 2017 at 22:25

          Indique um único professor do 1.º ciclo que passasse automaticamente de um curso médio para um curso superior. O que diz é mentira. Informe-se, em vez de dizer patetices!

          • defesa4 on 26 de Outubro de 2017 at 9:34

          Milhares!!! Vou-lhe explicar, depois vemos quem é pateta. Antes do 25 de Abril, o Magistério primário, as escolas de enfermagem, o INEF (Instituto Nacional de E. Física) por exemplo, NÃO ERAM CONSIDERADOS CURSOS SUPERIORES. com o 25 de Abril passaram a cursos superiores e veja lá…… como é possível, até mudaram de nome. Magistério Primário- Escola SUPERIOR de Educação; escola de enfermagem- Escola SUPERIOR de Enfermagem; o INEF- IS(SUPERIOR)EF, hoje faculdade de motricidade humana. Até na tropa, quem não tivesse o Liceu completo- sargento miliciano; quem tivesse o Liceu completo- oficial miliciano. Está a seguir…. Vamos voltar aos professores primários. Com o 25 de Abril e a passagem de Escola a Escola Superior, os respectivos professores foram equiparados a bachareis (ganharam 2 anos aos outros professores). Depois a maior parte destes professores tiraram uma licenciatura. AONDE ???? NAS ESCOLAS SUPERIORES tchhh, isto é perseguição….mas também em 2 anos. Ou seja 2+2 =4. Ganharam 4 anos.
          Eu respeito os professores do 1º ciclo, mas factos são factos. Agora peça-me desculpa, senão maria m, vou sempre considerá-la uma pateta.

          • maria m on 26 de Outubro de 2017 at 22:13

          Dá a impressão pelo seu texto que com o 25 de abril acabou o Magistério Primário. Vou-lhe dizer o que se passou comigo a ver se fica a perceber um bocadinho do que se passa com estes professores. Acabei o Magistério Primário em 78, ingressei na carreira no 1.º escalão e os licenciados ingressavam no 3.º. Em 90, se não me engano, veio a carreira única consagrada com o ECD. Mantive-me no mesmo escalão e com o mesmo índice remuneratório. Passado meia dúzia de anos tirei uma licenciatura e, aí sim, fui reposicionado na carreira como licenciado e não passei automaticamente como diz de “um curso médio para um curso superior” e pelo que constato não tenho conhecimento de qualquer passagem automática como diz.

          • defesa4 on 27 de Outubro de 2017 at 9:01

          http://www.ipv.pt/millenium/14_fg.htm

          file:///C:/Users/Aur%C3%A9lio/Downloads/Dialnet-DoMagisterioPrimarioABolonhaPoliticasDeFormacaoDeP-3398319.pdf

          http://www2.faced.ufu.br/colubhe06/anais/arquivos/27MariaJoaoMogarro.pdf

          • mfc on 26 de Outubro de 2017 at 21:44

          Peço-lhe que leia o Decreto Lei 409/89, onde se lê: “Artigo 7.º Escalões de ingresso
          1 – Os docentes profissionalizados com bacharelato ingressam no 1.º escalão da carreira docente.” Isto referia-se exatamente aos professores do 1.º ciclo e às educadoras de infância.

          • defesa4 on 26 de Outubro de 2017 at 21:58

          1974 para 1989 – 15 anos. Meus Deus, isto de professor estrangeiro é problemático. Chamou-me idiota e agora vem com um decreto de 15 anos depois de aquilo que eu afirmei. Olhe mfc isso não são argumentos sérios. É a fuga para a frente. Se é honesta faça uma mea culpa e assuma que errou quando disse que aquilo que eu afirmei era uma patetice.
          Para mim a partir de agora não vou reagir a nada do que escreva, porque não a considero credível para discutir estas problemáticas.

      • Carlos on 25 de Outubro de 2017 at 19:41
      • Responder

      Por favor….. Sou professor de Mat Cn do 2ºciclo e agora leciono no 1ºciclo e garanto-lhe que o 1ºciclo é muito mais desgastante …mas de longeeeeeeeeeee

        • Andorinha on 25 de Outubro de 2017 at 21:41
        • Responder

        .
        ès formado no PIAGET ???????????????????????????????

        Perguntar não ofende. Pergunto isto porque ouvi dizer que no PIAGET fazem-se uns cursos rápidos que permitem lecionar no 2º ciclo (antigo ciclo preparatório) e no Ensino Primário.
        .

    • Angela Monforte on 25 de Outubro de 2017 at 13:46
    • Responder

    Tão triste o que leio aqui. Se tivessem a decência de se informarem primeiro, não escreveriam o que escrevem e nem insultariam os professores do 1º ciclo, nem os educadores de infância.
    Nem uns nem outros podem trabalhar no ME, sem ser em regime de exclusividade, por isso se chama monodocência, o que não acontece com os outros graus de ensino.
    Por isso, só aos 60 anos de idade (quando o ECD foi revisto, pela última vez) temos direito a redução de 5 horas letivas.
    Por isso é que tinhamos um regime especial de aposentação, que era mais que justo, pois eram os únicos grupos de docência que eram colocados em aldeias distantes, sem transportes ou sequer alojamento e em escolas e jardins de infância sem o mínimo de condições de trabalho. Informem-se junto de quem andou de casa ás costas anos a fio.
    Tenho 35 anos de serviço, 57 anos, tive cancro, não tenho condições físicas para trabalhar, estou proibida de fazer muitas coisas na minha profissão, no entanto, foi-me recusada a aposentação por incapacidade e, mesmo sem poder, continuo a trabalhar com crianças de 3, 4 e 5 anos.
    Sou privilegiada em quê? Fui OBRIGADA a fazer a licenciatura, se queria progredir na carreira (que está congelada há cerca de 9/10 anos) e andei a estudar 2 anos, em horário pós laboral, para a fazer. Invisto em formação, PAGA do meu bolso, onde estão os benefícios?
    Sabem quantas áreas de conteúdo, matérias, temos que trabalhar/ensinar aos grupos com quem trabalhamos? Vai desde a matemática, português, estudo do meio, plástica, computadores (TIC), etc
    Não acusem e mandem “bitaites” sem saberem do que estão a falar.
    Já pensaram que ainda não foi negociado os termos do descongelamento da nossa carreira? Que o tempo de serviço, do tempo em que estivemos congelados não vai contar para a progressão? Isso não é mais importante do que andar aqui a lançar insultos a quem não os merece?
    Se querem as tais benesses que dizem nós termos, venham lecionar na nossa área…tão simples quanto isso e tenham vergonha na cara e parem com os insultos que não beneficiam ninguém e só envergonham que os escrevem, principalmente, aqueles que nem se dignam identificarem

      • Alfredo (conhecido por Fred) on 25 de Outubro de 2017 at 21:47
      • Responder

      .
      Eu vivo em Fornos de Algodres e tenho uma filha a tirar o curso para professora primária no PIAGET DE VISEU.

      Gostaria de saber se será possivel ela fazer (talvez naquele instituto em Fafe) um cursito desses de Administração Escolar a seguir e ir para a direção de uma escola?
      .

        • Fredinho on 25 de Outubro de 2017 at 22:50
        • Responder

        O senhor deve pôr a sua filha em Curral de Moinas que tem uma filial da Universidade de Oxford para administrar estábulos.

      • Rafael on 25 de Outubro de 2017 at 21:52
      • Responder

      .
      Esta postagem INFELIZ sobre os MONO(IN)DOCENTES serviu para quê??????

      Os professores primários querem o quê???????? Querem uma carreira à parte?????…Se é isso estejam à vontade…já a deviam ter vai muito tempo.

      Igualar a Carreira dos Professores Universitários, dos Professores do Ensino Secundário e dos Professores Primários é ABSURDO.
      .

        • alice on 25 de Outubro de 2017 at 22:30
        • Responder

        “A disputa entre professores, quer consideremos a substância, quer consideremos a forma, não serve a classe, porque a desagrega e lhe diminui a credibilidade aos olhos da sociedade. São professores do secundário que depreciam os colegas do pré-escolar e do 1º ciclo, são professores do público que se opõem aos do privado e vice-versa, são lutas menores entre grupos disciplinares, rivalidades entre os que pertencem aos quadros e os que almejam lá entrar e directores que esquecem facilmente que também são professores. “Retirado de um artigo de Santana Castilho, em 06/2017

    • manuel on 25 de Outubro de 2017 at 16:41
    • Responder

    As forças de segurança reformam-se aos 60 anos, isto depois de andarem uns quantos anos na “Reserva”, ou seja, a ganharem sem nada fazerem. Militares, GNRs, PSPs, Polícia Marítima, etc. Porque têm profissões de risco. Alguns sim. Sem dúvida. Todos? Duvido. O GNR que é cozinheiro ou aquele que está em serviço administrativo corre mais riscos que um professor? Em quê, exactamente? Brincamos.
    Médicos, enfermeiros, forças militares e de segurança continuaram a progredir. Os professores não. Porquê? É uma questão para o sr. presidente (minúscula, sim) desta triste república, mas eu respondo desde já:
    Porque há portugueses de primeira e outros de segunda.
    Porque o parlamento, com a conivência do sr presidente, permite medidas discricionárias.
    Porque uns são funcionários de primeira (progridem por pontos), outros são funcionários de segunda, os professores zecos, que (não) progridem com avaliação, formação (paga do próprio bolso!!!) e tempo de serviço. Professorzecos sem ajudas de custo, sem despesas de representação, que todos (alunos, pais e tutela) espezinham com desdém.

    Todos querem/exigem melhor educação? Como? Impedindo os professores de progredirem na carreira (uma aspiração justa e legitima, como em qualquer outra profissão), roubando-lhes tempo de serviço e vencimento há cerca de 10 anos?!!!! Exigindo-lhe mais e mais independentemente da idade. Exigindo-lhes que façam formação a expensas próprias fora do horário de trabalho, no tempo de descanso, à noite e fins-de-semana? Brincamos.
    Os professores devem zelar pelos interesses dos “seus” alunos? Da mesma forma que os médicos e os enfermeiros pelos “seus” doentes. DIZENDO BASTA!

    • manuel on 25 de Outubro de 2017 at 19:25
    • Responder

    Professores aprendam! Alguém duvida que os médicos se preocupam com os seus doentes? Pois é. Mas a greve só funciona quando dói a alguém.

    “Greve dos médicos encerra maioria dos blocos operatórios”
    https://www.publico.pt/2017/10/25/sociedade/noticia/greve-dos-medicos-encerra-maioria-dos-blocos-operatorios-1790235?page=/&pos=3&b=stories_a

      • Karamelo on 25 de Outubro de 2017 at 21:42
      • Responder

      .
      Diz isso ao Kamarada Mário Nojeira……..

      os meus interesses não são os mesmos da restante função publica….
      .

    • Sempre a 110 on 26 de Outubro de 2017 at 11:41
    • Responder

    .
    Ao ler a postagem fico com a ideia de que os Professores Primários ( e Regentes Escolares – agora professores do 1º tri-ciclo) e as Bábás (agora Innnducadoras das Infâncias) querem uma carreira à medida com vencimentos diferenciados (ou não será isso????) e uma idade de aposentação de 50 Anos de Idade (como a seguir à Abrilada).

    Eu acho muito bem que assim seja. O senhor ministrinho já devia ter tratado desta gentinha.
    .

  1. […] via Pela equidade no 1.º ciclo e pré-escolar – José Carlos Campos — Blog DeAr Lindo […]

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