No seu espaço de intervenção, Alexandre Homem Cristo referiu que estávamos num momento importante de reflexão. O SEAE referia-se ao processo negocial de revisão do ECD, à clarificação da relação do Ministério da Educação, Ciência e Investigação (MECI) com os municípios e à urgente valorização do PAE: “Precisamos de estar todos alinhados nas nossas missões”, sublinhou. “Estamos a arrancar o processo negocial de revisão do ECD e há uma evidência, muitas vezes esquecida, de que na escola nada é mais importante que o professor”. Nas suas palavras, “este foi o ponto de partida do nosso racional, uma lógica de política pública, o nosso objetivo e a base de tudo o que temos feito até aqui”.
Alexandre Homem Cristo frisou que na recuperação do tempo de serviço congelado “tivemos que resolver esse obstáculo que estava à nossa frente” e as negociações foram muito abertas, frontais, transparentes: “Havia uma vontade de encontrar um caminho comum. E encontrámos um ponto de articulação satisfatório entre as partes. É isto mesmo que também pretendemos para a revisão do ECD, um desafio de mais longo prazo e com um impacto frontal nos docentes e no sistema educativo”.
Quanto à calendarização da revisão do ECD, o SEAE lembrou que ela tem o prazo de um ano, pois “se queremos fazer isto bem não o vamos fazer à pressa. Queremos um ECD que tenha durabilidade e que contribua para a carreira de média e de longo prazo. Se não formos eficazes não vamos resolver coisa nenhuma. Penso até que um ano até será curto. Deveriam ser dois ou três anos. Mas o sistema educativo precisa que sejamos mais eficazes”.
O SEAE destacou que o MECI trabalha muito com dados, com informação, com avaliações de impacto, planeamento e estudos projetivos. A grande dificuldade é a falta de dados oficiais sobre os professores: onde estão, com que percursos de carreira: “Na avaliação do impacto orçamental, a própria Unidade Técnica de Apoio Orçamental (UTAO) se queixou que os dados eram insuficientes. Vamos parar de ter duplicação de informação. Vamos fazer uma análise comparada com carreiras de outros países, ver o que correu bem e adaptar ao nosso contexto”.
O MECI também fará uma auscultação a especialistas, académicos, sindicatos e à sociedade em geral: “Vamos ter um debate público sobre esta matéria. Não podemos achar que não há limites orçamentais. Mas este será apenas um item. Estamos abertos a ideias, sugestões. Esperamos que haja um acordo na revisão do ECD, mas já percebemos que haverá áreas em que estaremos mais perto, outras mais longe. Procuraremos um equilíbrio e não vamos misturar todas as dimensões. A avaliação de desempenho será uma área mais difícil. Mas vamos fatiar o elefante”.
Para Alexandre Homem Cristo, o seu ministério tem que sair da bolha e chegar às famílias e à sociedade: “Na pandemia houve uma certa indiferença da sociedade em relação às escolas. Queria-se os alunos na escola e não em casa. Depois houve consciência de outras prioridades”.




11 comentários
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Uma das questões é haver diálogo acerca dos professores que passaram a maior parte do tempo incluindo o congelado no Continente e por algumas razão foi para a RA Açores e não há diálogo entre as duas regiões! Embora se resolvam os processos, deveria haver mais canais de diálogo entre as estruturas da educação entre o Continente e as Regiões Autónomas.
“… na Escola nada é mais importante que o professor ”
Ficaria melhor na fotografia se dissesse que “na Escola nada é mais importante que o ALUNO ” . Afinal, qual a razão de ser da Escola? (sem desprimor para o professor, evidentemente )
Que disparate. Na escola nada é mais importante do que um funcionamento simples e eficaz, que respeite hierarquias, puna quem não as respeita (nomeadamente alunos e encarregados de educação) e, consequentemente, funcione para todos. De outro modo, o descalabro vai ser eterno e obviamente não vai haver professores para os aluninhos. Depois, quero vê-los a todos no privado (só para rir).
O aluno, o aluno, ai o aluno… tudo paleio da treta. Dadas as circunstâncias, dizer-se que “na Escola nada é mais importante do que os Professores”, parece sensato. Não há professores, não há aulas!
Sem alunos também não haverá professores. Ambos são muito necessários ao processo educativo
Não vai deixar de haver alunos, a não ser que a população passe toda a LGBT. Já professores…
Eu diria, que na escola nada é mais importante que o diretor, que põe e dispõe conforme lhe apetece, favorecendo quem gosta e calcando quem não gosta.
Pois eu com um diretor, em situações diferentes, tive que ir 2 vezes ao Sindicato para fazer cumprir a lei, que me estava a ser retirada e a querer prejudicar-me. Conhecendo ele a lei e o chefe da secretaria, que também tinha que fazer o que o diretor mandava. Fui eu/ a lei quem venceu, mas não deixou de me assediar psicológicamente, o que me causou grandes episódios de ansiedade, pânico e insónia, até ter de ficar de baixa médica de longa duração.
O universo tem para todos e vai ter para ele também.
Você ponha esse Diretor em tribunal para pagar as maldades que lhe fez.
Palavras leva-as o vento, sr. secretário de estado.
Ou há ações concretas, ou é só paleio de treta, como de costume.
A ver vamos. Mas vamos estar cá para ver … e avaliar!
Bom dia!
Palavras…passa-se do aluno-rei, centro do ensino , para o professor solar?
Estranhas reflexões sobre um assunto tão complexo!
A escola é o espelho da sociedade, tout court…!
Há , houve e haverá professores solares e alunos -reis.
Espero para os professores- solar atuais , o reconhecimento do seu trabalho ;para os que já existiram e se reformaram têm consciência tranquila e tiveram de certeza o reconhecimento de muitos dos seus alunos e EE. Quem é assim reconhecido , apesar de terem sido prejudicados na carreira… verá com bons olhos uma política educativa que faça justiça à importância da educação e dos seus intervenientes (funcionários das escolas, inclusive), espero eu.
Para os vindouros , sinceramente, BOA SORTE!
Nas escolas há muitos que se põe na ponta dos pés a todo o momento, para se fazer ver às direções.
e as direções vão nisso e adoram os bajuladores.
São todos farinha do mesmo saco.
Biltres nojentos que apenas fingem ser o que não são.
Conheço alguns que chegaram agora à profissão, apesar da idade já ser média, que são assim.
É nisto que se transformou a Educação pública em Portugal. Mas vai piorar.
Saem os sérios e entram os nojentos. Independentemente da idade.