O número de alunos colocados em licenciaturas em Educação Básica aumenta 21% face ao ano anterior, preenchendo 97% das vagas e consolidando uma tendência que já se sentia em 2022. Contas feitas, nos últimos dois anos as colocações nestas licenciaturas tiveram um acréscimo notável de 45%.




20 comentários
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Afinal há professores?
Vem aí uma fornada boa de professores de aviário….
… se a notícia for verdadeira.
Se tiver origem no desgoverno…
” licenciaturas” em educação básica e “coisas” parecidas
Para quem não sabe, Licenciatura é um grau académico, outorgado – exclusivamente – por uma Universidade , com a duração de 5 (cinco) anos e em áreas passíveis de investigação – logo tendo implícito um de amplo e complexo conhecimento.
O resto é conversa, é o descrédito . Biba Portugal.
digo, um amplo…
5 anos ou 4 anos era antes de Bolonha.
Agora são 3 anos.
Oubiste, maria, Mendes, Tavares, Esteves e outros?!
É só mais uma fornada para o clube dos explorados e desrespeitados.
Pelos vistos não se importam.
E é assim que as coisas vão andando. Andam mal … andam torto … andam na fantochada, mas o desgoverno pode sempre dizer que vão andando.
E afinal está tudo bem, no país das maravilhas cor de rosa.
A licenciatura em educação básica não habilita para a docência. Apenas o mestrado em ensino.
Veja o q diz na UMinho
A Licenciatura em Educação Básica, possibilitando a aquisição de competências abrangentes nas diferentes áreas do saber científico, tecnológico, artístico, humanístico e pedagógico, abre uma diversidade de saídas profissionais no âmbito da educação infantil e básica.
Este Ciclo de Estudos habilita para o exercício de funções educativas não letivas, designadamente em:
– Centros de apoio ao estudo acompanhado e ateliers de ocupação de tempos livres;
– Instituições que promovam o acompanhamento de crianças no prolongamento do horário;
– Projetos de inovação pedagógica;
– Projetos de animação de bibliotecas escolares e públicas e de mediação/promoção da leitura;
Não há problema.
Depois tiram uns cursos de 60 horas e ficam aptos a dar qualquer coisa.
Viva Portugal. Viva o PS.
O abismo aproxima-se a passos largos. Costa à vista em direção ao fundo do poço.
Mas estes jovens não têm mais para onde ir? Muito sinceramente não acredito na notícia. Sendo verdadeira, tenho pena destes jovens que ainda não viram como e a vida de professor.
Irão para o privado, onde terão melhores condições, já que lá não há congelamentos, diferenciações entre quem passa ou não passa, entraves à entrada em escalões remuneratórios e a ADD só serve para dar prémios pecuniários no final do tempo avaliado (ninguém deixa de passar para o escalão seguinte por causa da ADD, a menos que seja negativa).
Mas isto acontece porque continuam a dizer que há falta de professores….e a maioria destes candidatos a professores que ingressam em educação básica fazem-no para ir para os GR 100, 110, 220, 230 onde não há falta nenhuma….
220 não está incluido. 100, 110, 200 e 230. Assim é que é correto.
Já alguém viu as médias de entrada desta gente? Já puseram as mãos à cabeça (ainda que num momento a sós…)? Então, é assim: para quem está em negação, relembro que as médias são meramente fictícias e correspondem à grande máquina inflacionatória que constitui o sistema de avaliação na esmagadora maioria dos estabelecimentos de ensino do país. A coisa começa nos testes. Básicos, quase todos oferecidos pelas editoras que, alinhadas com o governo, têm umas escolhas múltiplas, ums espaços em branco, umas tabelas para ligar e já está. Tudo giro, cheio de cores e interactivo, para mais. Depois, em reuniões de avaliação, é um fartote de confissões: “Pronto, deixa lá subir a miúda para 12! A média dela, bem ponderada, não passa de 10, mas pronto, se dou a uns, também dou a esta!” ou “Há aqui uma discrepância, colegas! Não pode ser! Se o aluno tem tudo dezassetes e dezoitos (sabe – se lá como!) como é que tem 14 a Português?! (a única nota séria, credível e real do aluno!). Vamos reflectir!”. A seguir, para quem nunca assistiu a este circo, aquilo sobe rapidamente para dezasseis, graças aos bons dos professores que são os melhores beneméritos do desastre que este país é.
Esta gente que foi para estes cursos são as abéculas que querem ser stôres porque, como uma mãe uma vez me confidenciou, como a filha não sabia o que queria fazer, “foi pa prefessora primária porque a média dava e aquele dinheirito é garantido todos os meses, doutor!”….. Há mais alguns coisa a dizer?
Nem mais.
Nas reuniões de avaliação os colegas passam a vida nisso. E no privado é igual.
Deixa lá subir a média para ver se ela passa. Deixa lá subir a nota para ver se entra para o quadro de mérito.
E por vezes subidas de 2 valores de uma só vez.
Uma falsidade. Enganam-se os alunos e os encarregados de educação. Mas são as ordens implicitas das direções e do governo, porque dá jeito mandar dados positivos para a comunicação social e para a Europa.
Tudo mentira. Uma ilusão e uma farsa.
Pagaremos tudo isto, mais cedo do que mais tarde, e com sangue.
Estou absolutamente de acordo. O que andamos a fazer é uma falsificação de resultados.. uma vergonha!!
Passamos o tempo a queixar-nos do total descompromisso dos alunos e dos pais e da indisciplina e no fim, mesmo sem termos o mínimo dos argumentos, passamos qualquer um. É uma vergonha e isto põe em causa os valores éticos da classe docente.
Falam falam mas não são melhores…Nos anos de “ouro” os alunos entravam nas licenciaturas com 11 de valores depois formavam-se com 12 média e graças ao tempo de serviço estes candidatos conseguem mais graduação e ultrapassam candidatos com Mestrado com 18 de média, é só observar a lista de ordenação L (licenciado) com 11 valores ultrapassa M (mestrado) com 18 valores! GANDA PORTUGAL SÓ MESMO NESTE PAÍS PLANTADO À BEIRA MAR que permite que alguém com menos estudos consiga ultrapassar e receber mais que alguém que “queimou as pestanas” para tirar mestrado e/ou doutoramento, porque tiveram a sorte de nunca conhecer o desemprego e AINDA GOZAM com aqueles que têm mais estudos que eles por estes fazerem o mesmo trabalho e recebem muito menos! Justificam com tempo de serviço como se esta condição fosse garantia de boa prática de Ensino! Ridículo. O que seria correto seria ordenar os candidatos conforme seus diplomas e notas finais de curso acrescidos do tempo de serviço! Doutouramento, Mestrado e finalmente Licenciatura….
No meu caso, o mestrado nem contou, porque foi tirado antes de entrar na carreira.
Com isto roubaram-me 4 anos, a juntar a ultrapassagens do Despacho 118/2019 e agora a este diploma de treta.
Só roubam neste país de miseráveis e aldrabões.
Cá para mim, escolhem “isto” porque tem média de entrada mais baixa. Uma vez entrados, ao fim do 1.º ano pedem transferência para o curso que realmente queriam desde o início e mandam a docência passear…