Ministro diz que novo diploma permitirá progressão a 65 mil professores

Ministro diz que novo diploma permitirá progressão a 65 mil professores

 

O ministro da Educação disse hoje que o diploma sobre progressão nas carreiras docentes promulgado pelo Presidente da República permitirá a progressão de cerca de 65 mil professores.

Vamos poder já no próximo mês beneficiar um conjunto muito alargado de professores. São mais de 60 mil professores”, disse João Costa em declarações a jornalistas, referindo que a nova legislação inclui os cinco mil docentes afetados apenas pelo segundo congelamento, que decorreu entre 2011 e 2017.

João Costa explicou que a diferença entre a primeira versão — devolvida no final de julho ao Governo pelo Presidente da República – e a atual é que passam a estar abrangidos “não apenas os professores afetados pelos dois congelamentos, mas também os que tiveram apenas o segundo congelamento”.

Na prática, a alteração “vai acelerar a carreira de cerca de 65 mil professores já com efeitos a setembro”, ao abranger “agora um universo maior, de mais cinco mil professores beneficiados”.

No dia em que Marcelo Rebelo de Sousa anunciou a promulgação do diploma, a Federação Nacional de Professores (Fenprof) anunciou também que era preciso continuar a lutar até que os docentes vejam contabilizado todo o tempo de serviço congelado.

Sobre um eventual arranque de ano letivo marcado por greves, João Costa sublinhou que “os alunos não podem ser mais prejudicados”, lembrando que o passado ano letivo foi “um ano em que as negociações não pararam”.

“Há muitos professores que vão ver neste diploma, assim que for publicado, a sua carreira acelerada no imediato”, disse, voltando a sublinhar a importância de ter “um ano em que se ponha os alunos em primeiro lugar”.

O diploma hoje promulgado estabelece um regime especial de regularização das assimetrias na progressão na carreira dos educadores de infância e dos professores dos ensinos básico e secundário dos estabelecimentos públicos de educação pré-escolar e dos ensinos básico e secundário.

Para a Fenprof, “o diploma que, supostamente, regulariza assimetrias na progressão na carreira dos docentes não só não resolve o problema das assimetrias existentes, como dá origem a mais algumas”.

Os professores continuam a reclamar a recuperação integral do tempo de serviço cumprido, ainda que de forma faseada e dizem que quando conhecerem o diploma irão decidir “da necessidade de tomar nova posição”.

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21 comentários

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    • DesGoverno ordinario on 21 de Agosto de 2023 at 23:45
    • Responder

    A discriminação ordinária que esta legisdlação vem introduzir só demonstra que este país é uma autentica farsa, e que o Estado de Direito é uma fantasia.

      • DesGoverno ordinario on 21 de Agosto de 2023 at 23:46
      • Responder

      legislação

        • Luluzinha! on 22 de Agosto de 2023 at 12:23
        • Responder

        * autêntica (palavra esdrúxula, logo, acentuada). Enfim…

          • Enfim ... e não só on 22 de Agosto de 2023 at 13:08

          Enfim … mas o fundamental é que tem razão no que diz, Luluzinha. O resto são pormenores. Ninguém vive só de pormenores.

    • Batista on 22 de Agosto de 2023 at 0:27
    • Responder

    CRETINO.

      • Gardner on 22 de Agosto de 2023 at 9:29
      • Responder

      Não se esqueçam de votar neles… Esquerdas radicais e corruptas.

    • Como é possível? on 22 de Agosto de 2023 at 11:22
    • Responder

    Está implementada a ” lei” do quero, posso e mando.
    Senhores professores não se esqueçam de continuar a votar nestes ditadores. Não lhes mostrem o cartão vermelho já nas eleições europeias e depois andem por aí a lamentarem-se.

    • Pedro Silva on 22 de Agosto de 2023 at 12:23
    • Responder

    Não tenho qualquer dúvida de que se existissem eleições legislativas antecipadas voltavam a ganhar. Sem maioria absoluta mas ganhavam. Se ganhasse o PSD não pensem que a receita seria muito diferente. Já tivémos provas disso.

      • Tap o buraco on 22 de Agosto de 2023 at 12:45
      • Responder

      Tivemos provas de que o PS deixou várias bancarrotas para o PSD resolver (a última do Sócrates em que o Costa também fez parte do governo).
      Quem descongelou a uns e não a outros foi a geringonça fantástica que nada fez pelos professores.
      E a saga continua com o PS com maioria absoluta até a próxima bancarrota.

      • Ó gente on 22 de Agosto de 2023 at 13:38
      • Responder

      O governo da geringonça pouco ou nada fez pelos professores. Os sindicatos andaram sempre de mãos dadas com eles. A Catarina e o Jerónimo trataram de se governar a eles e aos seus.
      Não nos podemos esquecer que a direita governou com limites que foram impostos pela Troica. Todos se esqueceram de que o governo PS/Sócrates Costa&companhia deixaram Portugal numa situação económica muito difícil e que foi a direita que equilibrou as contas, melhorou a vida dos portugueses e ganhou as eleições.
      O Costa só governou porque se coligou com a estrema esquerda e com os comunistas.
      O problema é que muitos têm memória curta e só olham para o seu umbigo.

        • Maria on 23 de Agosto de 2023 at 11:26
        • Responder

        Como é possível. Então a direita equilibrou as contas e melhorou a vida dos portugueses? Se tivessem continuado no governo ainda estarias com cortes nos salários e a economia não teria crescido tão depressa. Esses só pensam na forma de atrofiar o mais pobre, entretanto as empresas são aliviadas para que o país não fique mais pobre, como dizem. Quais são as alternativas do PSD para o país?

    • Poucochinho da Treta on 22 de Agosto de 2023 at 13:10
    • Responder

    O IP3 já está construído?
    Em 2019 o “poucochinho” dizia que não se podia recuperar o tempo de serviço dos professores porque depois não haveria dinheiro para acabar o IP3.
    Já há IP3?
    Aldrabão!!

      • Lenine on 22 de Agosto de 2023 at 14:17
      • Responder

      O pouco que há de ip3 está muito mal construído, com zonas em que nem há faixa de emergência… Está como a carreira docente: na rua da amargura.

    • Mirtha on 22 de Agosto de 2023 at 13:18
    • Responder

    Não são os ministros (governo) que mandam nisto, mas sim os ministérios e acima deles ainda existe quem manda nesta economia de mercado ocidentalizada.

      • Pluto on 22 de Agosto de 2023 at 20:34
      • Responder

      Portanto, na sua opinião, a culpa é do mercado ocidentalizado.
      Só faltava esta. Há cada uma!

        • Sardanisca on 23 de Agosto de 2023 at 1:23
        • Responder

        Olá, seu Pluto!
        Bonito nome. Acredite, é o nome do meu cachorro.

          • Pluto on 23 de Agosto de 2023 at 11:35

          Obrigado, Sardanisca.
          O seu nome também é muito giro.
          Curiosamente, tenho uma iguana de estimação que tem o mesmo nome.

    • Roda a roda que a gente gosta... on 22 de Agosto de 2023 at 19:48
    • Responder

    Boa tarde!
    Memofante para muita gente!
    Os partidos que suportaram a geringonça nunca governaram… Apenas garantiram a aprovação dos orçamentos com negociações ponto a ponto. O PSD resolve os problemas do PS? Que me lembre esse governo do Paços foi para além do imposto pela troika, aliás, gabavam-se disso e até nos mandaram emigrar. Este desgoverno PS, não caiu antes por pirueta política do Rio, aquando da chantagem de demissão do Costa, com o momento decisivo para os professores da aprovação em AR da contagem integral do tempo de serviço dos professores. Quem é radical e corrupto? Haja memória!

      • Anonimo on 22 de Agosto de 2023 at 20:35
      • Responder

      São todos.
      Uns radicais neoliberais.
      Os outros ditadores nojentos disfarçados de socialistas.
      Tudo a mesma massa acastanhada.

    • Zulmiro on 23 de Agosto de 2023 at 14:10
    • Responder

    Essa lógica binária de tentar diferenciar os partidos da direita dos da esquerda é uma verdadeira falácia… Se o PM tivesse sido o Paços Coelho, hoje estaríamos mais ou menos na mesma, isso é óbvio. O António Costa só aplicou o programa da troika, desenhado pelo governo PSD/CDS depois da bancarrota do PS, apesar de 70% dos professores terem votado PS ou BE. Nem na geringonça houve qualquer progresso, em nada (lucros da banca, diferenças entre ricos e pobres, lucros das empresas que gerem as autoestradas do país mais portajado da Europa, saúde para ricos e para pobres, etc.), não me refiro apenas aos professores. Em Portugal não há Esquerda para além das questões LGBTQLMNOP.

    • Mario Silva on 25 de Agosto de 2023 at 21:51
    • Responder

    ENTÃO ADMITE QUE 35 000 NÃO BENEFICIAM!…
    QUAL FOI O CRIME QUE COMETERAM PARA SER DECRETADA ESSA PENA?

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