Pela 1.ª vez, este ano letivo que terminou trouxe ofertas de escola, na zona de Lisboa e Porto, para docentes do grupo 110. Ainda a lista tinha muitos candidatos a professores e as vagas foram recusadas por duas vezes consecutivas. Se isto não é um sinal de alarme…
Já nem vamos falar de outros grupos de recrutamento que já se encontram em falência há muito, o ME sabe, muito bem disso, mas não soluciona o problema.
É necessário fixar professores em certas áreas do país e isso só se faz com incentivos que, por exemplo, vão fixando uns poucos médicos no interior. Fixar professores nas áreas geográficas em que estão em falta far-se-á da mesma forma, ou, um destes dias, voltaremos aos tempos em que com o 12.º ano se podia vender umas aulitas no interior do país.
Para uma geração cada vez mais qualificada, o que vem a seguir à licenciatura? A vontade de mudar o mundo, uma crescente taxa de desemprego jovem, as longas jornadas de trabalho, os recibos verdes. “O sistema educativo não nos dá a noção do que vamos passar a seguir.”
“Ou dou o salto, ou mudo de área. Não aguento…”, diz uma geração presa à entrada do mercado de trabalho
De manhã cedo, Mariana sai de casa. Quando regressa, é já noite fechada. Salta de um lugar para o outro. Sai do autocarro, sobe a calçada, entra na escola para dar mais uma aula. Ouve o toque para a saída, despede-se das crianças, apressa-se a segurar na mala, volta à estação e entra em nova carruagem que a levará a mais uma escola, na cidade vizinha.




8 comentários
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O Estado tem de tomar medidas de apoio à fixação de população no centro das grandes cidades.
Por exemplo, redução da taxa de IRS a quem se desloque do interior para maiores as cidades do litoral, lol.
Vais partir naquela estrada
Onde um dia chegaste a sorrir
Vais deixar abandonada
Essa flor que era amor a florir
Vão para a GNR, pagam subsídio de risco e têm direito a camarata. Depois não venham dizer que andar com uma arma é perigoso…
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Correndo o risco de repetir aquilo que aqui afirmei na qualidade de Comentador Residente devo dizer o seguinte:
1. Não há qualquer falta de gente para dar aulas, pelo contrário há Excesso de Professores;
2. Este proximo ano letivo, para que não restem duvidas, vamos assistir a Milhares de Professores no DESEMPREGO;
3. face a esta realidade não me parece necessário os Contribuintes com os seus Impostos despenderem de mais dinheiro para o Serviço Publico de Educação
Deixem-se de Tretas….e de subsidios disto e daquilo…
O Sistema Publico de Educação carece de uma mudança profunda porque o sistema está a gerar muita ineficiencia. Seleção de Professores, alteração profunda na dita carreira unica, mudança na gestão…….
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E, no entanto, eles faltam e há turmas que ficam meses sem professor, porque ninguém aceita aqueles lugares.
A realidade é f…edida, não é, caro paquiderme?
Olhe que não, olhe que não!
Os professores fazem falta, até a si que evidentemente estudou pouco ou nada.
Passe a vista pelo OE para compreender qualquer coisa sobre alocação de recurso por via da cobrança de impostos e não dar o passo maior do que a perna.
Com o devido respeito, parece-me ignoraste tudo aquilo que escreve, confirmando-se que o país precisa muito dos professores. Já imaginou um país pejado de indivíduos com um pensamento mal formado e incompleto que não conseguem o mínimo que é destrinçar educação de concurso de professores? Julgo que é evidente que não gosta de professores, que gosta de escrever por aqui coisas tontas e sem sentido e que não faz a mínima ideia do que é educação e a escola.
Vaticinar MILHARES DE DESEMPREGADOS , desculpe mas parece-me sem dúvida pensamento de um alucinado a precisar de ajuda. Com que dados? Baseado em que fonte? Pois, mostrava algum equilíbrio e conhecimento se fosse capaz de referenciar o que escreve.
A bola de cristal mais evoluída teria em conta uma série de variáveis que rapidamente a aconselhariam a não validar “patetices”. Outra certeza: não gosta de aprender. Eu faço a minha parte, como professor cá estou, gratuitamente, a tentar que o “menino” tenha a oportunidade que todos os outros tiverem. Aprender!
Quando um professor paga por um quarto (e não digo por uma casa) quase tanto como o que ganha, há locais que um professora não concorrer ou não pode aceitar vagas. Por exemplos, Silves, Vila Nova de Mil Fontes e outros locais, em que alugam quartos por 850 euros, ou casas por preços exorbitantes… em que os professores só encontram casa até Maio, depois têm que saírem, irem viver em campos de campismo o resto do tempo, é degradante… Estas história repetem-se já à mais de 15 anos, e ninguém lá de cima faz nada…
O cerne da questão é que “os de lá de cima” apenas resolvem os problemas ….deles!!!!
Os que estão na base, que se amanhem…….
Sempre assim foi e será !
Há dúvidas?