Com Amigos Assim

… bem podem passar quase tudo para contratação de escola para Técnicos Especializados.

E se calhar por estas e por outras do género é que para breve devem ser revistas as habilitações profissionais para os diferentes grupos de docência.

E também não discordo que as habilitações sejam adaptadas aos novos cursos de bolonha que entretanto apareceram e que já foi tema de conversa aqui no blog.

 

 

Professores de Geometria Descritiva confirmam que há docentes sem preparação a leccionar a disciplina

 

 

Polémica em torno de critérios para a escolha dos candidatos pôs a descoberto problemas numa disciplina específica para alunos que querem ir para Arquitectura.

 

 

A Associação de Professores de Desenho e Geometria Descritiva (APDGD) e o autor do programa, no entanto, concordam com a directora: há quem esteja a ensinar sem nunca ter tido qualquer formação na área.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2013/09/com-amigos-assim/

29 comentários

Passar directamente para o formulário dos comentários,

    • Mary on 18 de Setembro de 2013 at 15:40
    • Responder

    Isto é estranho…normalmente, no grupo 600, os colegas têm formação em Geometria. Poderão existir casos em que o domínio não é o melhor…O curso de carater geral de artes(12) tem 3 anos de geometria descritiva. No superior tb devem ter. Atenção, não sou do 600.

      • Daniel on 18 de Setembro de 2013 at 17:17
      • Responder

      No superior a maioria dos cursos de belas artes têm uma disciplina semestral de Geometria Descritiva.

      O curso de artes do Secundário tem 2 anos de geometria.

      1. As Belas Artes tem agora com Bolonha a cadeira semestral de GD, porque nos anos 80 e 90 tinha dois anos de GD e anual o mesmo que a faculdade de arquitetura. mas agora pelos vistos podem lecionar Artes Visuais todos e mais alguns…

      • Joi on 18 de Setembro de 2013 at 20:45
      • Responder

      Quem faz GD com 10 no secundário não sabe quase nada de GD e há licenciaturas em artes plásticas onde não há GD. Dessas licenciaturas até um mestrado em ensino, alguns sem didática da GD, é fácil chegar.

      Portanto, pode-se efetivamente (tentar) lecionar GD sem saber quase nada da disciplina.

      1. Essas licenciaturas em Artes Plásticas não deviam ter habilitação para lecionar ao secundário.

    • Eterno Contratado on 18 de Setembro de 2013 at 15:43
    • Responder

    De facto há necessidade de serem revistas as habilitações porque se passa o mesmo noutros grupos de recrutamento, designadamente no 430, fruto da medida economicista que o MEC em tempos tomou de juntar os antigos 6º e 7º grupos, metendo no mesmo saco diferentes tipos de licenciatura fazendo com que uma grande parte dos horários apareçam nas ofertas para Técnicos Especializados. Reconheço que se fosse diretor de uma escola não hesitava em colocar um horário de Contabilidade ou Cálculo Financeiro como um horário de Técnico Especializado, pois caso contrário corria o risco de receber um licenciado em Direito ou em Sociologia que não tiveram formação académica nessa área de conhecimento. Por isso estamos a assistir a todo este circo e o mais estranho é que não há ninguém que ponha cobro a isto.

    • Crow on 18 de Setembro de 2013 at 15:46
    • Responder

    Psicologia no Secundario é leccionado por licenciados em Filosofia, Perfeito disparate

      • artur francisco alves carvalho on 18 de Setembro de 2013 at 19:26
      • Responder

      Concordo plenamente, o curriculo de filosofia no superior nada tem a ver com o de psicologia.

    • MP on 18 de Setembro de 2013 at 15:49
    • Responder

    Apesar de ser péssimo, é verdade. Veja.se que só dois dos mestrados em Ensino do grupo 600 é que existe a Didática da Geometria (nas belas artes e na lusófona) http://www.aproged.pt/mestrados.html . Realmente quem vê de fora, pode pensar que os colegas se criticam gratuitamente, mas é a realidade. No entanto há colegas muito competentes em GD e que estão no desemprego ou a dar explicações porque não encontram colocação. É irónico….

      • Joi on 18 de Setembro de 2013 at 20:31
      • Responder

      Confirmo, enquanto mestre em ensino de artes visuais, por uma das universidades que citou. Mas ter didática da Geometria Descritiva não é igual a ter Geometria Descritiva.

      Eu tive duas cadeiras semestrais de didática da Geometria Descritiva, e equivalência na disciplina de Geometria Descritiva, uma vez que tinha feito 2 anos completos, de exigência extrema, na Faculdade de Belas Artes.

      Eram as cadeiras mais duras do curso, com percentagens de reprovações elevadíssimas. A isto junto 3 anos de Geometria Descritiva A, que incluiu perspetiva linear, no ensino secundário, com média de 19.
      Tendo um total de 6 anos de Geometria Descritiva, ainda fui fazer estágio com uma turma de 11º ano de Geometria Descritiva, e fiz a minha tese sobre a utilização de software dedicado ao ensino de Geometria Descritiva.

      Serve isto para quê? Para lecionar tudo menos Geometria Descritiva, e ver escolas a mandar a disciplina para técnicas especiais, ao alcance de qualquer pessoa que tenha alguns conhecimentos, mas sem formação de professor.

      Existe um problema na formação de uma boa parte dos professores do 600 para lecionar GD? Existe.

      Resolve-se esse problema rotulando-os A TODOS de incompetentes para lecionar GD? Não.

      Isto resolve-se com formação. No 600 e noutros grupos com problemas semelhantes.

    • Ex professora on 18 de Setembro de 2013 at 16:30
    • Responder

    É urgente rever as habilitações para a docência, há muito que falta:
    – colocar na educação especial os docentes de acordo com a formação inicial (é uma atrocidade pedagógica permitir que colegas do 3ºciclo estejam a exercer funções no 1ºciclo);
    – criar um grupo de recrutamento para lecionar psicologia (deixar que sejam os de filosofia a dar um jeito);

      • MadalenaPereira on 18 de Setembro de 2013 at 18:47
      • Responder

      A ex professora diz que é uma atrocidade os colegas do 3º ciclo a exercer no 1º ciclo, mas não considera mau os psicólogos, que não têm estágio pedagógico…nem as cadeiras pedagógicas no seu currículo, possam leccionar!

    • Goma on 18 de Setembro de 2013 at 16:42
    • Responder

    Completamente de acordo com o Arlindo. Se os colegas (do 600) teimam em dizer, e tornar público, que não têm formação, das duas uma: Ou as associações e afins andam à procura de formandos, ou querem mesmo ficar sem mais uma disciplina que desde sempre pertenceu às artes visuais. Já basta termos ficado praticamente impossibilitados com uma disciplina que também tradicionalmente sempre nos pertenceu, a História de Arte. É um autêntico tiro no pé.

    A falta de formação é uma desculpa. A GD faz desde os anos 50 do século XX parte do currículo artístico nacional secundário e universitário.

    Então para que servem os colegas de AV? Só para EV e Desenho? Os colegas do 600 podem dar mil e uma disciplinas. Dou um exemplo muito mais compreensível do que a GD, que faz parte dos currículos há séculos. Quanto fiz a minha licenciatura não se trabalhava com computadores. ora hoje como se sabe existem infinitas aplicações informáticas nesta área. Porque é que ninguém diz também que não têm formação nestas áreas?

    Se calhar mais vale acabar com o 600 e dar a lugar a técnicos para o que der e vier. É óbvio que num mundo de especialização ninguém sabe tudo mas por este caminho qualquer dia os colegas não têm habilitação para nada.

    • Maria on 18 de Setembro de 2013 at 16:50
    • Responder

    Concordo inteiramente consigo, é um grupo desunido, as pessoas não querem dar-se a trabalhos. Todos os cursos têm Geometria na sua formação, caso contrário não tinham sido habilitados para a docência. O problema é que é a disciplina, como tantas outras sofreu alterações no programa e provavelmente o que foi ensinado na faculdade já pouco tem haver com as designações e terminologias usadas hoje. É necessária formação, sim, mas uma escola secundária não dispõe de recursos nos quadros que assegurem uma disciplina fundamental? Preferem enviar para técnicos especializados? Não compreendo.

      • Goma on 18 de Setembro de 2013 at 17:10
      • Responder

      Incompreensível de facto Maria, e com se já não bastasse a actual situação no ensino há sempre alguém que rema contra a maré afundando-se a si e aos outros, irra!

    • Daniel on 18 de Setembro de 2013 at 17:22
    • Responder

    O pá! Deixem-se de tretas, o corporativismo não entra aqui. Há poucos professores de Artes Visuais nos quadros das escolas. E por norma só 1 ou 2 (com sorte) leccionam GDA com qualidade.

    Pior estão as escolas com um único professor de Artes Visuais e em que este não sabe ensinar a Geometria.

      • Goma on 18 de Setembro de 2013 at 17:26
      • Responder

      Então, e corporativismos à parte, o que é afinal os professores de Artes Visuais sabem ensinar?

        • João on 18 de Setembro de 2013 at 17:47
        • Responder

        Eu sou professor do grupo 600, estou desempregado, e sei leccionar qualquer uma das disciplinas da área e ainda posso leccionar muita multimédia e afins que vão a concurso para técn. especializados sem qualquer problema. Digo mais, já passei por 3 mudanças de conteúdos a GD (estudei GD de uma forma no 10º ano, de outra nos 2 seguintes e na licenciatura, voltou a sofrer modificações quando já dava aulas) e mantive-me sempre atualizado mesmo quando não leccionei GD…
        Há aqui muita coisa mal, mas não são as disciplinas que pertencem ao grupo que estão no sitio errado! Em vez de andarem a levantar questões que só prejudicam o grupo tanto em credibilidade como em horas, mais valia fazerem as coisas correctamente…

          • Goma on 18 de Setembro de 2013 at 18:28

          Concordo João, é pena é dizer-se que existem colegas que não sabem ensinar o que quer que seja. Para mim ou se tem habilitação ou não e a formação essa faz-se ao longo da vida.

    • João on 18 de Setembro de 2013 at 17:30
    • Responder

    Posso garantir-vos que existem professores com habilitação profissional para o grupo 600 capazes de leccionar todas as disciplinas da área e estão muitos no desemprego. O problema não está na revisão dos grupos de recrutamento (neste caso), mas na revisão dos curriculos de algumas profissionalizações. Atenção que esta era uma área em que até há uns anos atrás apenas se conseguia ser profissionalizado fazendo a profissionalização em serviço, posteriormente surgiu uma licenciatura que conferia a habilitação profissional (a qual conheço e forma profissionais competentes e capazes de leccionar toda a área do grupo) e mais tarde surgiram mestrados e cursos especializados para profissionalizar tudo e todos, sendo que há muitos colegas com formação base do 240 a leccionar no 600 e com formação de design, belas artes, etc com essas profissionalizações e sem formação em GD. O erro aqui é da creditação dos cursos e não dos colegas que, legitimamente, quiseram tirar outro curso e com isso lutar por outras possibilidades, mas o mal também não está no grupo em si. Podendo leccionar HCA, GD, Desenho, Of. de multimédia, entre outras não podemos querer que um arquiteto, um designer ou um professor do 240 tenha formação nisso tudo, mas há licenciaturas de “artes visuais – ramo de ensino” que têm no seu currículo tudo o que é preciso para poder leccionar nessa área, sem falar que são profissionalizados.
    No entanto, acho que a escola em questão também se esqueceu, como disse o Arlindo, que existe o período experimental.
    O pior no meio disto tudo, nem são as vigarices, são as questões que se levantam que levam todos a pagar por um erro de meia dúzia de insconscientes que andam habilitados a dar coisas que não sabem, mas também não se esforçam por saber, de outra meia dúzia que credita coisas que não são adequadas e de outras dúzias que resolvem as coisas a inventar critérios para colocarem nos horários quem lá querem ao invés de quem lá devia estar…
    Enfim…

  1. O que acho preocupante é o facto de alguém se recusar a leccionar uma disciplina por “não gostar dela”, por “não se sentir preparado para a leccionar” ou, alegadamente, por nunca a ter tido na sua formação, independentemente do facto de a disciplina em causa ser GD ou outra.
    Já leccionei disciplinas de que não gostava ou para as quais nunca tive formação e que remédio tive senão estudar e preparar-me? Como eu, muita gente o fez com certeza e leccionou tais disciplinas o melhor que sabia. O que é que se passa, na realidade?

    • Miguel Castro on 18 de Setembro de 2013 at 18:28
    • Responder

    Acho bem que se revejam as habilitações para a docência.
    Uma medida para ontem era acabar com a pouca vergonha da Matemática no 2º Ciclo estar junta com as Ciências Naturais, o que permite toda a espécie de pessoas com as habilitações mais patéticas dar Matemática.

    • MP on 18 de Setembro de 2013 at 18:37
    • Responder

    Embora o assunto não seja bem o mesmo, alerto para outra situação que está a acontecer nas OE, desta vez com técnicos especializados: tenho recebido feedback de colegas que são passados por técnicos especializados que colocam anos de experiência a mais e apresentam portefólios que depois se vem a saber que nem são deles.
    Se já nos anos anteriores era uma realidade, este ano está a ser um flagelo.
    Portanto, colocar alguns horários como técnicos especializados só vem piorar a situação.

    • Ex professora on 18 de Setembro de 2013 at 18:48
    • Responder

    A propósito do comentário do MP, essa é a consequência mais evidente dos cursos “dois em um” 1ºciclo+EVT, 1ºciclo+Ed Fis… Preocupante é que se dissermos que esses produtos estragam o cabelo, as pessoas evitam comprá-lo, mas insistir que é prejudicial para a qualidade do ensino isso é um mal menor…
    E preparem-se para os futuros candidatos polivalentes, com os mestrados integrados “à bolonhesa”, não tarda muito a monodocência será uma realidade no 2º ciclo…

  2. Boa tarde!

    Não fiquei colocada nas listas de 12 de setembro´13 e encontro-me a concorrer a horários de oferta de escola, maioritariamente TEIPs. Estes horários apresentam-se como ANUAIS (término em 31/08/2014).

    Questões:

    1 – O tempo de serviço será contabilizado desde o dia 1 de setembro visto que não nos foi permitido candidatarmo-nos antes ou essa retroatividade é apenas para os da lista de colocados de12 de setembro?

    2 – Esses horários anuais e completos autorizados por aumento de turmas (agora em contratação de escola), caso no próximo ano se mantenham e haja concordância da escola e candidato são renováveis? Para serem renováveis basta que seja a primeira colocação ou é necessário ter efetivamente os 365 dias de serviço?

    3 – Vários horários anuais completos aparecem como substituição por mobilidade ou por licença sem vencimento. Estes também são passíveis de renovação?

    Agradeço a atenção!

    • Caçador De Bestas Quadradas on 18 de Setembro de 2013 at 19:55
    • Responder

    Sobre este assunto, tenho algumas considerações a fazer:

    1) Ao ministério da deseducação, que não é mais do que uma estensão do ministério dos cifrões, tanto faz que a GD seja lecionada por especialistas em Latim como especialistas em coisa nenhuma.

    2) Alguns directorzecos completam o borrar da pintura, fazendo a escolha de quem irá lecionar GD, não de acordo com o bom senso e a inteligência mas sim de acordo com propósitos inconfessáveis.

    3) Só a falta de juizo de quem decide estas coisas permitiu a existência desta autêntica plêiade de formações (e deformações …) que dão acesso ao ensino da GD.

    4) A angústia do desemprego faz com que toda a gente se considere mais apto do que o vizinho para lecionar GD, sem cuidar de reflectir sobre as barbaridades que profere.

    • Joi on 18 de Setembro de 2013 at 20:39
    • Responder

    Os meus 6 anos de GD, estágio com turma de GD e tese sobre a utilização de software específico para GD, deixam-me há vontade para lecionar a disciplina. Mas na turma de mestrado a que pertenci, acredito que só 1/4 o saiba fazer com à vontade, e mais alguns esforçados o fariam, mesmo não sabendo muito do assunto.

    E o referido mestrado tem 2 cadeiras de didática da GD.

      • Joi on 18 de Setembro de 2013 at 20:40
      • Responder

      *corrijo, é “à vontade”, não “há vontade”.

        • Goma on 18 de Setembro de 2013 at 21:48
        • Responder

        Parabéns para ti Joi…

Deixe um comentário

Your email address will not be published.

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.

Discover more from Blog DeAr Lindo

Subscribe now to keep reading and get access to the full archive.

Continue reading