O que ganhamos nós, professores, em aparecer na comunicação social sistematicamente como desgraçadinhos? Nada. Esta colega ficou nesta escola/zona porque a escolheu. Se não queremos ficar longe de casa não escolhemos escolas demasiado afastadas da nossa residência. Estou neste quadriénio a várias dezenas de km de casa, já estive a bem mais. Em todas as situações fiquei em escolas/zonas que escolhi, o MEC nunca me colocou em sítios que não escolhi.
Em determinada altura dividiram o país em 3 ou 4 zonas. Sei que do rio Tejo para sul era uma única zona. Obrigaram os QZPs de então a concorrer para uma dessas regiões. Algumas (diria até muitas) pessoas ainda não conseguiram sair do agrupamento ou escola em que efetivaram. Foram estando destacadas, mas não conseguiram novo lugar de quadro. Estes professores não escolheram nada. Nem o sítio, nem sequer efetivar.
Há sempre quem esteja pior… tipicamente português: se partir uma perna “ainda bem que não foram as duas”, se o noivo abandona a noiva no altar “antes assim… se fosse depois seria pior”; até a morte têm o consolo de “melhor assim do que ficar a sofrer”. Aqui é: está sempre longe mas pior seria estar desempregada. La Palice no seu melhor.
6 comentários
Passar directamente para o formulário dos comentários,
O que ganhamos nós, professores, em aparecer na comunicação social sistematicamente como desgraçadinhos? Nada. Esta colega ficou nesta escola/zona porque a escolheu. Se não queremos ficar longe de casa não escolhemos escolas demasiado afastadas da nossa residência. Estou neste quadriénio a várias dezenas de km de casa, já estive a bem mais. Em todas as situações fiquei em escolas/zonas que escolhi, o MEC nunca me colocou em sítios que não escolhi.
Em determinada altura dividiram o país em 3 ou 4 zonas. Sei que do rio Tejo para sul era uma única zona. Obrigaram os QZPs de então a concorrer para uma dessas regiões. Algumas (diria até muitas) pessoas ainda não conseguiram sair do agrupamento ou escola em que efetivaram. Foram estando destacadas, mas não conseguiram novo lugar de quadro. Estes professores não escolheram nada. Nem o sítio, nem sequer efetivar.
Pior está quem ao fim de 13 anos a contrato, nao tem escola, nem perto, nem longe!
Ora aí está, Miguel.
Há sempre quem esteja pior… tipicamente português: se partir uma perna “ainda bem que não foram as duas”, se o noivo abandona a noiva no altar “antes assim… se fosse depois seria pior”; até a morte têm o consolo de “melhor assim do que ficar a sofrer”. Aqui é: está sempre longe mas pior seria estar desempregada. La Palice no seu melhor.
Boa Ana… 🙂