Exposiçao/​Reclamaçao Sobre Criterios Ilegais em Concursos de AEC

Texto enviado por Luís Sottomaior Braga a varias entidades, sobre alguns critérios ilegais nos concursos das AEC.

 

 

Ex.mo Senhor Director Geral de Administração Escolar

CC conhecimento ao

Ex.mo Senhor Provedor de Justiça

Ex.mo Senhor Chefe de Gabinete de Sua Excelência o Ministro da Educação

Ex.mo Senhor Chefe de Gabinete de Sua Excelência o Secretario de Estado da Administração Escolar

Ex.mo Senhor Presidente da Comissão de Educação da Assembleia da Republica

Ex.mo Senhor Inspector Geral de Educação e Ciência

Aos responsáveis das entidades referidas no presente documento (cujos contactos se encontram disponíveis)

Luís Miguel Sottomaior Braga Baptista, cidadão de nacionalidade portuguesa, portador do BI 9XXXXX7, residente na Rua dos xxxxxxxxx, XXX XXXX Darque, Viana do Castelo também contactável pelo meio electrónico pelo qual envia esta comunicação vem por este meio expor factos anómalos constantes do site oficial dessa direcção geral que passa a expor:

1.Como ponto prévio salienta-se que a questão da definição de critérios para selecção de docentes e outros profissionais de Educação em processos externos ao chamado concurso nacional para a docência foi objecto de múltiplas situações polémicas em anos anteriores.

Essas situações geraram diversas decisões judiciais com derrota das posições da administração que solidificaram doutrina consistente sobre os limites de definição de critérios e a necessidade de condicionar a sua arbitrariedade, subordinando-a a normativos legais e regulamentares que, sendo claros, estão também subordinados aos direitos fundamentais consagrados na Constituição da Republica Portuguesa.

Parte dessa doutrina foi ainda enunciada de forma cristalina em diversas recomendações, juridicamente muito robustas e expressas de forma notável e com linguagem incisiva, pelo Senhor Provedor de Justiça quando se pronunciou, quer sobre concursos no âmbito do Ministério da Educação, quer em concursos do âmbito do IEFP.

2. Sendo essas orientações bem conhecidas prescinde-se de as citar, referindo contudo, que, nesse contexto, e muito bem, essa Direcção geral emitiu a circular B12029396X (16-10-2012) que referia explicitamente os critérios que não eram admissíveis em concursos de selecção (no caso para escolas TEIP mas que, obviamente, se aplicam aos restantes casos, visto que, não é sequer necessário a circular os afirmar para serem resultantes do contexto normativo do Estado de Direito em que nos situamos).

No seu ponto 12 listava-os:

a) continuidade pedagógica ou leccionação no estabelecimento de ensino em anos anteriores;

b) experiência de ensino na escola TEIP que procede à oferta de escola;

c) experiência de ensino em determinada oferta educativa ou formativa (ex: cursos CEF, EFA e cursos profissionais, formação modulares e CNO);

d) conhecimento da realidade sócio-económica do agrupamento;

e) critérios de selecção em razão de ascendência, sexo, raça, língua, território, religião, convicções políticas ou ideológicas, situação económica, condição social ou orientação sexual.

A esta listagem o signatário acrescentaria a selecção pelo local de residência, cujo uso como critério e´ tão flagrantemente disparatado, que nem deve ter ocorrido a quem elaborou a circular lista-lo (tão óbvia é a sua inadmissibilidade, seja na perspectiva da localidade, distancia ou região ou pela disponibilidade de meios de transporte).

3. Perante tudo o referido (e, em particular, pela sua origem o que consta desta circular) resulta assim muito estranho e incompreensível que, tendo sido ontem consultado o site da Direcção Geral na parte relativa a Actividades de Enriquecimento curricular – onde constavam 233 ofertas de lugares a concurso – se tenham registado múltiplos casos em que estes critérios não admissíveis são referidos repetidas vezes como parte do processo de selecção.

4. A desfaçatez de haver entidades publicas (Escolas e Municípios), ou privadas, que realizam actividades delegadas pelo Estado e Municípios (Associações de Pais), que, no próprio site da DGAE, desrespeitam as suas orientações, vertidas em circular, que reafirmam o que obviamente resulta da Lei e da Constituição, produz um espectáculo pungente do estado de desorganização a que chegamos.

Solicito, por isso, e nos termos legais que regulam a transparência da acção administrativa, que me seja informada a natureza e data de eventuais medidas correctivas, informativas ou punitivas (ou, pelo menos, anulatórias dos procedimentos em curso) que, face `a constatação, possa V. Exa. vir a tomar.

Para maior facilidade de acesso à informação remeto a V.Exa lista das entidades detectadas que, na data de referência, introduziram na aplicação concursos com critérios não admissíveis (nos exactos termos da Direcção geral e não com base em mera opinião do signatário), transcrevendo os critérios que não são admissíveis e referindo a pontuação que lhes foi atribuída (e que se constata ser decisiva na esmagadora maioria dos casos).

Com os melhores cumprimentos e disponibilizando-me para qualquer esclarecimento adicional.

Luís Sottomaior Braga

 

1 2 3 4 5 6

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2013/09/exposicao%e2%80%8breclamacao-sobre-criterios-ilegais-em-concursos-de-aec/

37 comentários

1 ping

Passar directamente para o formulário dos comentários,

    • Martinz on 4 de Setembro de 2013 at 11:57
    • Responder

    Infelizmente, este é o pequeno e triste país que temos..
    O do fator C.. Ou para ser alguém.. Tem que se meter na política..;
    Conheço in loco, um caso aqui referenciado..
    O que disseram na entrevista e mesmo antes, no ano passado é sempre para os mesmos..
    Já há 2, 3, 4 anos os mesmos.. ate nas listagens..
    Será legal..? Será justo..?
    Porque será..?.. Mera coincidência.. Estranho..
    Valerá a pena perder tempo em concorrer..?
    Mentalidades pequenas mesquinhas politiquices..

      • Paulo Malheiro on 4 de Setembro de 2013 at 14:00
      • Responder

      Reclamem, mas isto sempre se passou. Agora com muitos professores contratados a ver a vida a andar para trás… as AECS, já são uma opção. Mais uma hipocrisia.
      Lembro-me bem do desdém, que alguns professores titulares e colegas de profissão, tinham por estas atividades. Agora que o cerco aperta, já andam todos indignados com os critérios…
      Desde o inicio deste projeto, os critérios sempre foram pouco claros, privilegiando o fator C.

  1. Caros colegas,

    A exposição que foi feita nesta carta indigna qualquer professor que passou os últimos 7 anos nas AECS. Como foi a nossa vida nesses últimos 7 anos?

    -Horários pequenos;
    -Salários baixos( nem todos recebiam pelo 126 e mesmo os que recebiam, recebiam num índice inferior ao dos contratos) Acham justo?
    -Períodos anuais de desemprego. Enquanto o contrato de um contratado termina em 31 de Agosto, o das aecs termina a 15 de Junho ou 30 de Junho. Enfrentamos 2 meses e meio a 3 de desemprego por ano, ANO APÓS ANO. Acham justo?
    -As escolas não nos dão livros, nem materiais de nenhum tipo, apenas temos de seguir um programa flexível do ministério. Temos dezenas e centenas de euros investidos em materiais.

    As entidades promotoras optam pelo critério da continuidade pedagógica, porque uma vez que não nos podem efetivar e temos que estar 2 ou 3 meses no desemprego por ano, é uma forma de compensar o corpo docente e dar-lhe alguma estabilidade, mesmo pequena, no meio da instabildade.
    É justo que um professor que está há 7 anos na mesma entidade promotora, esforçando-se com meios que tem e não tem para valer o seu trabalho, ser despejado por um indivíduo que nunca deu AECS, nem sabe bem o que isso é, que só tem mais tempo de serviço no 3ºciclo, que sempre desprezou as aecs e olha agora para elas com interesse só porque não tem mais nada??

    Enquanto os contratados andaram nas escolas, perto ou longe de casa, a receberem bons salários, os professores das aecs andaram a dar o corpo ao manifesto, recebendo pouco, lutando para defender o projeto da escola a tempo inteiro e lutando para dignificarem as suas vidas.
    É justo serem despejados?

    Por amor de Deus, o critério da continuidade pedagógica é o único que dignifica um pouco o nosso trabalho, tão pouco dignificado pelo resto da continuidade escolar.
    O critério da continuidade pedagógica é o único que nos dá força para continuar o projeto, ao fim de três meses consecutivos de desemprego.

    Tive nas aecs a 30km de casa, num dos últimos anos.O valor em gasolina para cada dia perfaza 6 euros. Recebia 20 euros por dia,. Retirando os custos, dava 14 euros por dia. Acham que isso dá para viver? Acham que estava numa boa posição?
    Quando comecei a ficar perto de casa, não poupei combustível quase nenhum, tamanha era a quantidade de escolas a que tinha que me deslocar, tinha uma hora em cada escola e de uma escola para a outra a distância era, por vezes, superior a 10km.
    Alguma vez recebi mais por isso?Não.

    Durante ANOS E ANOS, ninguém quis saber dos concursos das aecs, exceto os que estavam nesse projeto.
    De repente, os contratados decidem que querem aecs e revoltam-se contra as normas do concurso, (que vigoram há quase uma década) e decidem que devem expulsar os colegas que sempre estiveram nas AECS.
    Acham isso bem? Enquanto tiveram colocados, nós também só conseguíamos dar aecs, também concorríamos a nível nacional e não conseguíamos nada.

    Deixem os colegas AECS em paz e tenham respeito por eles. O drama que todos vivemos já é suficiente, não é necessário criar mais confusão.

    Cumprimentos

      • FLO on 4 de Setembro de 2013 at 15:58
      • Responder

      Nunca vi tanta asneira junta!!!!
      É que nem consigo escolher a pior para ilustrar, mas talvez “ser despejado por um indivíduo que nunca deu AECS, nem sabe o que isso é “, ou então ” Deixem os colegas AECS em paz e respeitem-nos”, ilustrem bem a caldeirada de asneirada que por aqui vai. No entanto achei piada à anedota de que um professor contratado ganha bem e tem muito mais estabilidade!

        • Elsa Fernandes on 4 de Setembro de 2013 at 18:54
        • Responder

        FLO, subescrevo inteiramente o que diz. Nunca vi tanto disparate. Dá para verificar que a colega nunca trabalhou pelo concurso nacional de professores, pois os professores contratados não são beneficiados. Os contratos não se estendem até 31 de agosto como diz, existem situações em que os colegas terminam as suas funções ainda antes de 30 de junho; deslocam-se pelo país e não apenas 30km como refere da sua situação, para fazerem tempo de serviço e ganharem algum dinheiro; são sujeitos a avaliação, assumem cargos de grande responsabilidade, como, por exemplo, coordenação, direção de turma e correção dos exames nacionais e depois levam um xuto, sem saberem sequer se no próximo ano letivo vão ter trabalho: Pelo menos a Ana , pode contar com a continuidade e, por pouco que seja, tem também o privilégio de se manter em 1ª prioridade e contar tempo de serviço. Poderia ficar aqui a enumerar muitas mais questões, mas nem vale a pena, pois percebe-se acima de tudo, a sua insegurança quanto à possibilidade de a continuidade pedagógica deixar de existir.

      • Cidália Sousa on 4 de Setembro de 2013 at 16:53
      • Responder

      Cara Ana,
      Compreendo a sua indignação, mas sou da opinião que a continuidade pedagógica não deve ser um critério, mas sim o tempo de serviço em AEC’s. Esse sim é um critério que me parece justo. Espero é que com a falta de colocações dos contratados, não comecem a colocar a graduação como critério. Seria os fim…

      • marta on 4 de Setembro de 2013 at 20:37
      • Responder

      Ana estou totalmente de acordo consigo. O cerco aperta e agora é ver a grande maioria a deitar as garras de fora. Deplorável.

        • Joana on 12 de Setembro de 2013 at 16:13
        • Responder

        Eu tenho bastante tempo de serviço em AEC. Já vi uma das ofertas a que concorri ser invalidada porque não tinha tempo de serviço no agrupamento em concreto. Acha justo? Pois, também me parece que não…

    • Patrícia on 4 de Setembro de 2013 at 15:04
    • Responder

    Ana, dei sempre AECs ainda antes destas terem este nome. Desde 2000 a 2006 tenho 0 dias de serviço porque não existia contagem. Nunca fiquei nestes anos todos a menos de 27 km de casa. Nunca tive continuidade pedagógica e já fiquei prejudicada em imensos concursos devido a esse critério em que vejo pessoas com menos formações e experiência passar a minha frente. Neste ano a câmara da Maia, por exemplo, deu 60 pontos em 100 para quem já lá deu aulas, tive os outros 40. Sou professora AEC e sempre fui e sou completamente contra a continuidade pedagógica, principalmente com e peso com que ele é usado. Querem dar prioridade a quem sempre deu aulas no 1o ciclo, é uma coisa. Peçam dias de serviço em AEC.
    Agora continuidade pedagógica é o factor Cunha, sim.

    • Pinto on 4 de Setembro de 2013 at 15:21
    • Responder

    Parabéns Luís, pela iniciativa!
    Só tenho pena que não figurada sua lista a Câmara Municipal da Maia, onde o compadrio é do pior.

    • Maria on 4 de Setembro de 2013 at 15:27
    • Responder

    Cara colega, num concurso desta natureza que é para fazer apenas e só o trabalho de professor, todos os que para essas áreas estão habilitados deverão concorrer em igualdade de circunstâncias e o critério deveria ser somente a Graduação, pois se só teve de se deslocar 30 km para trabalhar, há professores que para trabalhar tiveram de se deslocar centenas de Km e para estar desempregados também no final de junho, quando tiveram essa sorte!!! Não há privilegiados, há critérios definidos no Concurso Nacional que estão definidos na lei e esses SIM podem ser tidos em conta. Dificuldades todos estão a passar!!!!

    1. Cara colega,

      Sabe o que é gastar 6 euros por dia, para receber 20?
      Eu explico-lhe. Ganha 400 euros por mês, menos 120 euros de combustível. Dá 280eur.Pelas horas que tinha, como contratada receberia muito mais.

      Não diga que sabe o que é ser professor AEC.Não passou por isso. Não sabe o que é trabalhar por um salário que nem paga a renda.

      Depois, cara Maria, não concordo que os mais graduados devam passar à frente dos professores aecs. Isto porque experiência( anos de serviço) não é igual a competência.
      Os professores AECS especializam-se nas aecs. Os contratados especializam-se noutros níveis de ensino.

      Por fim, os critérios do concurso nacional são os do concurso nacional. Nós NÃO somos contratados pelo concurso nacional, NÃO TEMOS AS MESMAS REGALIAS que têm os que ficam pelo concurso nacional, nem os mesmos critérios de seleção.
      Além dsso, este nem é um concurso exclusivo para professores. Na ausência de professores, podem contratar-se técnicos, conforme está no despacho.

      Já que estão tão contratados em prejudicar os professores das AECS, eu sugiro algo mais produtivo.

      Façam print screen dos vários salários e exponham em carta a discrepância salarial que existe, sendo que várias entidades pagam ABAIXO do valor legal( índice 126 para professores).

      É que há contratados preocupados em ficar com as aecs, mas quando virem que uns recebem 15 euros à hora e outros 7,50, talvez viram que perderam tempo com uma batalha inferior e deixem de querer ser professores nas aecs.

        • Maria on 4 de Setembro de 2013 at 20:38
        • Responder

        Colega os seus comentários são completamente descontextualizados com a realidade dos contratados. É absolutamente ridículo separarmos um classe só, tal como apelamos sempre aos colegas de quadro! Deixe de olhar apenas para o seu umbigo que é uma atitude mísera.

        • Ana on 4 de Setembro de 2013 at 23:15
        • Responder

        Só não consigo perceber uma coisa: se é assim tão mau trabalhar nas AECS (e não duvido que seja) qual a razão para esse apego por um emprego em que nem o ordenado mínimo ganha???

  2. O sr Luís SottoMaior tinha feito melhor se, aquilo que fez com os critérios de seleção, fizesse com os horários.
    Simples: professores aecs têm de receber pelo 126.
    Técnicos pelo índice 89.

    Muitas entidades promotoras não estão a cumprir a lei. Vejam em Amares, 6 horas dá 205 euros. Com os respetivos descontos para a SS e ADSE, dará uns 190 euros, no máximo.
    O salário do professor de AEC tem de ser contabilizado pelo índice 126 e na proporção de 25 horas letivas( horário de professor de 1ºciclo). Pelo que paga a câmara de Amares, um professor com 25 horas letivas(horário incompleto) só receberia 800 euros.
    Todas as entidades promotoras recebem a mesma verba por aluno, saliento. Algumas apenas fazem é desvio de dinheiro.
    Saliento ainda que os profs das aecs não recebem pelas férias como os contratados, porque nas pausas letvas são obrigados a meterem férias.

    Isto é um mero exemplo, existem irrregularidades destas em muitas entidades promotoras.
    Sugiro que façam uma exposição sobre isso, se vos interessar.

  3. *onde se lê horários(linha 1), leia-se salários.

    • Lúcia on 4 de Setembro de 2013 at 16:15
    • Responder

    Continuidade pedagógica é factor C?! Só se for C de correcto!! Cheira-me é a inveja e desespero de quem sempre teve tudo e agora ficou sem nada. Pois eu dei AEC’s desde 2005 e nunca tive nada, apenas o dever de descontar! Nunca recebi subsidio desemprego! E continuo sem nada… e até esse NADA querem tirar?! Não me venham dizer que tenho vantagens ou regalias se me derem continuidade pedagógica, ou que usei factor C!! É o MíNIMO que se pode fazer por quem anda há anos a comer migalhas… e a dar ao litro por nada! Eu nunca fui de férias, nem nunca fui ao Avante!!

    • Busybee on 4 de Setembro de 2013 at 16:37
    • Responder

    Depois de 8 anos nas AEC a pagar segurança social, sem qualquer tipo de estabilidade (pelo menos os contratatos TÊM contratos anuais), a trabalhar a RECIBOS VERDES sem ter direito a nada (férias, doença só depois de 30 dias, subsidios, etc) a única coisa que tenho é o o reconhecimento pelo meu TRABALHO ao longo destes anos. Acham mesmo que isso nos deve ser retirado agora que há interesse da parte de outros professores em fazer AEC’s? EU NÃO CONCORDO!!! Mais, os professores de AEC de Inglês também são pessoas altamente qualificadas (native speakers) com diplomas e certificados internacionais, especialmente pela Universidade de Cambridge (CELTA; Proficiency, TKT) que também têm de ser levados em consideração mas que não entram na graduação conforme ela é feita no caso dos professores contratados.. A maior parte destes profissionais está impossibilitada de tirar uma licenciatura em Portugal pois não existem mestrados via ensino apenas de Inglês. Este critério de apenas contar a graduação e nada mais também seria extremamente injusto para todos aqueles que têm estado a dar tudo de si nesta ultima decada.

      • Ana on 4 de Setembro de 2013 at 23:27
      • Responder

      Os contratados não têm contratos anuais. Mas isto é só um pormenor sem importância porque a comparação entre o mau e o péssimo não faz sentido nenhum. Diga-me uma coisa… acredito que seja altamente qualificado na sua área… por que é que se sujeita a trabalhar na situação terrível que descreve? Que um professor use as AECS para ter um acréscimo de ordenado, para completar o horário, para ter um extra… é normal. Mas na situação em se trabalha e com os vencimentos que são descritos… não é possível sobreviver apenas disso. Quer a curto, quer a longo prazo. De qualquer modo é, objetivamente, um beco sem saída.

        • Busybee on 5 de Setembro de 2013 at 1:45
        • Responder

        Trabalho nas AEC porque quando vim para Portugal foi o que me foi possível fazer inicialmente e nunca mais consegui parar porque adoro os meus pequenitos. Dou aulas numa escola de línguas e faço a preparação dos alunos para os níveis mais elevados da Universidade de Cambridge (FCE; CAE e CPE) mas os pequenitos são a minha alegria. Parecem esponjinhas a absorver tudo que lhes ensino. E fico muito triste se não os puder ensinar mais 🙂

          • Ana on 5 de Setembro de 2013 at 9:37

          Se faz outra coisa para além das AECS e se o faz por gosto então compreendo. Espero que fique colocada. Boa sorte colega.

    • Daniel on 4 de Setembro de 2013 at 17:51
    • Responder

    Lá está o Luís com as cartinhas dele…

    Agora até contesta a forma como as associações de pais contratam pessoal.

      • Elsa Fernandes on 4 de Setembro de 2013 at 18:36
      • Responder

      A verdade seja dita: se pretendem ficar com os mesmos trabalhadores, para os compensar, que deixem de lançar a oferta de trabalho e passem a contratar diretamente os bem aventurados. Também trabalho nas AEC e nunca fui beneficiada pela continuidade pedagógica. Os disparates são muitos, pois não se trata de tirar o lugar a alguém, mas sim de obedecer a critérios que promovam a igualdade. O tempo de serviço nas AEC já é um critério que em muito beneficia quem trabalho há anos neste setor, colocarem critérios como: proximidade de residência; continuidade pedagógica, ter lecionado neste agrupamento e critérios ainda mais absurdos, deixam de fazer sentido, pois violam os princípios de igualdade e, neste caso, não vejo a necessidade de realizar concurso público. E já agora, Ana, ninguém é insubstituível. Existem bons profissionais.

    1. E muito bem Luís! é assim mesmo.
      E só trabalhamos nas aec’s pq no concurso nacional é quase impossível!

    • Gaspar Paiva on 4 de Setembro de 2013 at 19:26
    • Responder

    É isso mesmo. Temos de continuar a denunciar todas as situações. AFINAL SÓ QUEREMOS QUE A LEI SEJA CUMPRIDA.
    Bom trabalho.

  4. Ao que se chegou, mas será que ainda há alguém que queira dar aec’s e trabalhar precariamente 1 hora por dia??. Abram os olhos e mudem de vida enquanto sois jovens!!!

      • Elsa Fernandes on 4 de Setembro de 2013 at 23:00
      • Responder

      Nem todos os horários a concurso são de 1 hora por dia, para além de que há pessoas que gostam da profissão de professor e, sinceramente, as alternativas, neste país são escassas, para não dizer nulas. Resta a emigração, mas nem toda a gente pode fazê-lo.

        • Ana on 4 de Setembro de 2013 at 23:41
        • Responder

        Gostar de ser professor..e gostar de ter casa, carro, comida, família, viagens… uma vida normal? Eu sei que isto está tudo muito mau… para jovens, para menos jovens, para todos. Mas a vida é como um funil: começamos na parte mais larga, em que as opções são muitas e acabamos na parte mais estreitinha em que só dá para ir em frente e manter o rumo. Eu já não sou muito nova, mas sempre tive muito cuidado para não colocar os ovos todos no mesmo cesto e deixar de ter outras opções. Ainda hoje mantenho opções em aberto, apesar de estar numa situação estável… mas que considero mal remunerada. Por isso é que me custa e sinceramente faz-me pena, ver pessoas jovens e qualificadas agarrarem-se e lutarem por algo que classificam como um grande nada.

    1. As opções são quase escassas para os jovens, cujo canudo em ensino de pouco serve na generalidade das empresas que existem.
      Lamentavelmente, cara Ana, estamos na parte mais apertada do funil.
      É óbvio que nem todos professores das AECS não vivem só do salário das AECS. Alguns têm sorte de darem explicações e formação em part time, a recibos, mas são rendimentos extra, incertos.

      Todos estamos a lutar por uma situação melhor. Pode crer que na existência de melhores soluções, todos optaríamos por elas.

      Os jovens professores não qualificam as aecs como um grande nada, qualificam-nas como algo bom, que gostam de fazer, a troco de um salário que prefeririam ver engordar.
      Continuamos, porque temos esperança de, com mais tempo de serviço, um dia termos direito à nossa colocação. Continuamos porque gostamos do que fazemos. Continuamos porque o salário mínimo em Portugal são 485 euros e recebemos propostas dessas quando procuramos outro emprego. O canudo de professor não vale de nada no mercado de trabalho português, exceto no ensino.
      Lutamos por uma vida melhor e só queremos ser dignificados.

      A continuidade pedagógica só é injusta para quem não beneficia dela. Se vos dessem oportunidade de renovarem o contrato, não o fariam porque é injusto? Não sejam hipócritas nem mais papistas que o Papa.
      Além disso, a continuidade pedagógica tem uma finalidade muito importante, dar estabilidade ao corpo docente. Ao trocarem-se de professores, aumenta grandemente a possibilidade de um grande número abandonar o horário ao longo do ano, o que deixa as escolas sem professores e as entidades promotoras com necessidade de relançar novos concursos. Isto é de todo indesejável.. Temos de ir a concurso, mesmo com a continuidade pedagógica, nada nos é garantido.

      Não sou contratada, mas os contratados deveriam ter possibilidade de renovarem o seu contrato também. Não viola o princípio de igualdade. Acontece o mesmo no privado. Se a escola gostou do professor, para quê trocá-lo por outro??

      Toda a gente deveria lutar por estabildade no emprego. Querem manifestar-se? Lutem pela renovação de contratos, junto com os sindicatos. Parece-me mais lógico do que quererem que andem TODOS, TODOS OS ANOS, a saltarem de batata em batata.

        • Ana on 5 de Setembro de 2013 at 10:01
        • Responder

        Sinceramente acho a continuidade pedagógica um critério importante. Mas também a lista graduada. E se por um lado a escola deveria poder escolher os professores com quem gosta de trabalhar e isso eliminava muitos “cromos”, de todas as idades, que aparecem, por outro lado todos sabemos que o desrespeito pela lista abria caminho a uma série de situações de “amiguismo”… De qualquer modo colega, apenas escrevi no sentido de tentar ajudar. Não a critico, não a julgo, apenas estou a tentar pôr-me no seu lugar. Sei que o curso via ensino tem poucas opções em termos de empregabilidade, mas existem outras opções…. ainda não está na parte mais estreita do funil. Tem um trunfo grande: tempo de vida. E não vai ser sempre assim… :-)… Pode tirar outra licenciatura (eu fi-lo com 35 anos, só pelo gozo), pode trabalhar por conta própria à custa de uma boa ideia, pode fazer tudo isto simultaneamente e ainda as AECS. Claro que devemos todos lutar por melhores condições de trabalho… independentemente de sermos quadros , contratados, prof das AECS, operários, médicos, etc. Mas temos pôr a nossa pessoa e a nossa vida à frente de uma luta de classes que não me parece que nos próximos 15 anos dê frutos.

          • Ana on 6 de Setembro de 2013 at 2:41

          Cara Ana,

          Considerei o seu comentário como um comentário cheio de sensatez e de alguém que vive com os pés na terra.

          É certo, como disse, que o critério da continuidade pedagógica pode abrir caminho a situações de amiguismo, que é algo que acontece em Portugal, de Norte a Sul do país.
          Chegou ao cúmulo de eu, no centro de emprego, ter tirado ficha para obter informações sobre o CAP de formador e ter recebido como resposta, da funcionária que me atendeu, que deveria desistir de ser formadora, a menos que arranjasse uma boa CUNHA. Disse-me que as empresas de formação praticamente só funcionavam com cunhas. Mandou-me ir para casa arranjar uma cunha ou nem me dar ao trabalho de me inscrever na bolsa de formadores do IEFP. Ainda me disse que o facto de eu ser jovem me dificultava tudo.Engoli em seco.Não é correto dizer a um jovem que deve desistir. Tenho colegas da minha idade que dão formação. Não é fácil, mas não é impossível.

          Por outro lado, o critério da continuidade pedagógica, aliado ao critério da graduação e uma boa avaliação, poderiam ser um caminho mais certo mais dar mais conforto de vida aos contratados e mais estabilidade às escolas e ao corpo docente. Não faz sentido nenhum uma escola trocar todos os anos de professor de Matemática, se o anterior fez um bom trabalho.
          Acho que não podemos atingir a perfeição nem a justiça total, pois se é injusto não abrir vaga na escola porque o contratado renovou o ligar, também é injusto despedir o contratado, que fez um bom trabalho, para colocar outro professor, que a escola nem conhece de lado nenhum, nem sabe se será competente. Para quem vive a trocar de escola, é angustiante.

          O critério da graduação profissional, se for o único critério, pode também não ser o mais certo. Isto porque experiência não é igual a competência.

          Quanto a tirar outra licenciatura, não há verbas, mas o seu discurso foi motivador e realmente quem sabe se um dia essa possibilidade não se abre, de voltar a estudar.
          Tenho colegas que já estão a desistir do ensino. A seu tempo, tudo se resolverá.
          Enquanto colegas de classe, devemos ser lutar pelos nossos direitos e pelo que for melhor para todos.

          Agradeço o seu comentário 🙂

    • maria on 5 de Setembro de 2013 at 3:43
    • Responder

    Todos os anoa esta trapalhada… é necessário cumprir a lei. Só em países subdesenvolvidos existe esta tendência em não cumprir.

    • bruno on 6 de Setembro de 2013 at 10:23
    • Responder

    JÁ PENSARAM QUE A DISCORDIA/DESUNIÃO ENTRE A CLASSE NOS LEVOU ATÉ AO QUE TEMOS HOJE!?!?

    Não há união entre professores, vejam por exemplo:
    – a quantidade se sindicatos que temos para nos representar;
    – a diferenciação que é feita entre os niveis de ensino.
    – …

    • S. Teixeira on 6 de Setembro de 2013 at 16:37
    • Responder

    Não posso deixar de concordar com algumas coisas que aqui foram ditas. No início das Aec os professores que as lecionavam eram os coitadinhos, não tinham hipótese de serem colocados e vai daí foram para um lugar desprestigiante.Fui professora das AEC, fui professora contratada e sim, vejo muito bem a diferença. Como contratada, embora com horários pequenos ou com contratos de substituição temos uma melhor remuneração do que sendo professores das AEC. Sei disso porque estive contratada com 16 horas e noutra situação estive nas AEC com 16 horas e a diferença de salário era de mais de 300 euros por mês. (Em caso de dúvida caros colegas até posso colocar aqui os recibos). Como professores das AEC fomos desprezados, menosprezados e enxovalhados de profissionais inferiores por sermos AEC’s. Como professores contratados a história é muito diferente.
    Enquanto não havia tanto desemprego ninguém se importou com os critérios, agora como somos sete cães a um osso já todos nos preocupamos. Não digo que estou do lado A ou do B, mas se calhar quem não viu as coisas de ambos os lados como eu vi deveria ter um pouco mais de paciência para com quem viveu e sobreviveu às AEC. Ficamos com o que ninguém queria e agora que todos querem já há injustiças. Sempre assim foi e sempre será enquanto que o estado ou normalizar as AEC como qualquer outro concurso de professores, ou deixar a cargo das câmaras tal como estava para sermos contratados com qualquer empregado em qualquer empresa. Até lá há que aguentar!

    • Anjo on 11 de Setembro de 2013 at 11:46
    • Responder

    Acrescente-se a esta lista o município de santa marta de penaguião

    1. e muitos outros que até calculam por 35h ou agora 40 horas o índice 126.

    • CRATO on 13 de Setembro de 2013 at 16:25
    • Responder

    Só me apetece dizer fodei-vos a todos…

  1. […] Chegou-me a resposta de uma entidade promotora que foi enviada ao Luís Braga a propósito do que foi feito e dado conhecimento aqui. […]

Deixe um comentário

Your email address will not be published.

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.

Discover more from Blog DeAr Lindo

Subscribe now to keep reading and get access to the full archive.

Continue reading