Escolas preparam exames digitais obrigatórios no 9.º ano com computadores “obsoletos” ou “avariados”, internet “lenta” e sem técnicos de informática

Ainda sem terem sido tornados públicos os resultados das provas de aferição em formato digital, que se realizaram em maio de 2023, as escolas preparam os exames do 9º ano também em suporte digital. Com uma diferença: se as provas de aferição não têm peso na classificação dos alunos, os exames nacionais do 9º ano contam para nota. Os professores alertam que as escolas não estão preparadas e os pais prometem estar atentos
Ana Paula Frederico é professora de matemática do 3.º ciclo do Ensino Básico. Por estes dias, apesar de o ano civil estar nos primeiros dias, no seu pensamento e no dos seus alunos do 9.º ano da Escola Secundária Sebastião da Gama, em Setúbal, estão já os últimos dias do ano letivo que agora entra na segunda metade. Ana Paula prepara já os alunos para os exames nacionais do 9.º ano, que se realizam em junho, contam para a classificação e vão ser feitos este ano pela primeira vez em formato digital. Um fator que acrescenta ansiedade a professores e alunos.




7 comentários
Passar directamente para o formulário dos comentários,
Exames digitais, o meu único comentário, é rir, mas rir com força, só me consigo rir.
Na minha simples opinião, os pais também têm que se mexer e não só os professores. Está na altura dos pais se manifestarem contra. Se eles nada fazem, os professores também não se devem stressar muito. O que sair saiu, Os professores têm que deixar de fazer tudo o que lhes mandam e de se preocuparem com tudo! No final da sempre certo porque os professores se fartaram de trabalhar e lutam que nem doidos para os seus alunos conseguirem terem boas notas, mostrando assim que está tudo bem e que tudo foi fácil. Ficando o governo sempre bonito e os pais nunca se preocupem. Está na hora dos professores deixarem essa luta para os pais, associação de pais e superiores. Façam só o que conseguirem e a mais não são obrigados, pois não lhes pagam para isso , pelo contrário , ainda gozam com os professores.
As provas de aferição já se sabe o resultado e foram maus.
Concordo plenamente com a Maria Estafada.
Aproveito para fazer notar que os computadores nas mãos dos alunos estragam-se com muita facilidade.
Na minha opinião, vale o que vale, os alunos não têm cuidado nenhum com os computadores, e os pais também não.
Entregam os computadores aos alunos e já se sabe como são as crianças e os adolescentes, estragam tudo.
Este portátil no qual escrevo tem mais de 10 anos e tenho o mesmo portátil do Kit Digital desde que começou o programa.
Ambos estão como se fossem novos.
O ambiente agradece e é uma poupança de milhões só em papéis!! Os tempos mudam, é preciso evoluir, saber adaptar-se!
Ai é? Então as baterias, não poluem?
E a tralha de plásticos, chips e outras merdices, não poluem? Não esgotam o planeta.
Deves ser dos tais armados em professor Pardal só para te evidenciares, dar lustro ou proteger interesses!
Já ouviste fakar em papel reciclado? Terás alguma vez ouvido falar na necessidade de preservação da memória através de suporte material?
Acaso saberás que os apagões e a apropriação de dados já são a ciberguerra num mundo sem provas físicas dedicado a fabricar imbecis digitais? Estás a querer por-te a jeito a ti e à humanidade? Ou só estás a escrever isto para o blog ter bué bué de coisices e postices ?!
Os diretores têm a solução na mão. Isto só chegou até aqui porque todos têm assobiado para o lado e não ouviram quem está no terreno. O IAVE lavará sempre as mãos, o JNE sacudirá o capote, e se a coisa der mesmo para o torto (como se prevê) poderão sempre apontar uma ou mais escolas do regime, com técnicos de informática e conveniente suporte técnico. Os últimos responsáveis são e serão sempre os diretores, portanto não se escondam nem se aquietem sob promessas vãs. Não digam o exemplo do vosso chefe que é o primeiro a pôr paninhos quentes e a massajar o ME com água de colónia.