São apenas mais 5 mil professores desmotivados, sem perspectivas de mudança de escalão tão cedo. Um autêntico murro no estômago dado pelo Ministério das Finanças/Educação a estes professores que tem um peso miserável no Orçamento de Estado em cerca de 0,007%. Na qual me incluo, e por isso tudo o que alguma vez me pedirem para fazer mais isto ou aquilo terão resposta à altura.
Quase 5.000 professores impedidos de progredir na carreira, diz Fenprof
O número de docentes retidos nos 4.º e 6.º escalão vai aumentar para mais do dobro. Fenprof volta a contestar a existência de um limite de vagas para progredir na carreira.
O número de docentes retidos nos 4.º e 6.º escalão vai aumentar para mais do dobro, segundo a Federação Nacional dos Professores (Fenprof), que volta a contestar a existência de um limite de vagas para progredir na carreira.
São quase cinco mil docentes que ficam “presos” naqueles dois escalões, segundo as contas feitas pela Fenprof tendo por base o número de vagas para os 5.º e 7.º escalões anunciado na sexta-feira pelo Ministério da Educação. Têm de concorrer a estas vagas os professores com avaliação inferior a Muito Bom e Excelente (notas que dão acesso automático ao escalão seguinte).
Segundo a tutela, entre as subidas automáticas e as vagas abertas, vão progredir cerca de 11.500 docentes para os dois escalões. O ministério salienta que estas progressões quase duplicaram no último ano, mas a Fenprof prefere olhar para os que ficaram para trás, criticando o facto de “aumentar para mais do dobro” os professores retidos.
A estrutura sindical recorda que no ano passado ficaram retidos pouco mais de dois mil docentes nos dois escalões e agora, com as cerca de 3.500 vagas abertas, deverão ficar retidos quase cinco mil docentes (4984): Há “um aumento de 145,3%”. Além das vagas, existe um outro travão: a definição de quotas de avaliação, uma vez que existe um limite para a atribuição dos Muito Bom e Excelente, que dão acesso direto aos escalões seguintes.
A Fenprof diz que alguns docentes “tiveram uma classificação que lhes deveria permitir ter obtido Muito Bom (8 a 8.9 em 10) ou Excelente (9 a 10), só que a aplicação das quotas de avaliação fê-los descer para Bom” e por isso deixaram de poder progredir sem depender de vaga. Para a estrutura sindical, esta situação cria injustiças e desigualdades.
No comunicado divulgado este sábado, lembra que “houve escolas em que docentes avaliados com Excelente desceram para Bom, enquanto em outras foi possível manter no Muito Bom quem obteve esta menção, o que significa que houve muitos casos em que foi retido quem obteve melhor classificação, provocando uma inadmissível discriminação e tornando ainda mais injusto o regime de avaliação”.
A discriminação acontece também porque o modelo aplicado aos professores que dão aulas no continente é diferente ao existente nas ilhas: Nos Açores não há progressão sujeita a vagas e na Madeira o número de vagas tem sido igual ao de docentes que reúnem todos os requisitos de progressão.
Em comunicado, a Fenprof volta a defender “o fim do regime de quotas, pois distorcem a avaliação, e de vagas, pois penalizam os docentes que já estão muito penalizados por diversas perdas de tempo de serviço, para além de criarem fortes injustiças”. Em alternativa, defendem que o ministério deveria substituir o despacho de vagas publicado na sexta-feira por outro que “preveja um número de vagas igual ao de candidatos, exigindo que tenha lugar o indispensável processo negocial”.




5 comentários
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Boa noite colega Arlindo.
Será que sabe quando será publicada a lista dos docentes que ficaram travados no 4 e 5 Escalões ?
Muito obrigada.
Eis o manês, o Karamba, o famoso Pintelko!
A falar de javardice! Pois claro, de que havia o manês de falar? Já é fim de semana e, pois claro, já anda todo contente a postar as suas habituais postas de pescada! Pudera, nos fins de semana anda sempre com o Sardão entalado!
E a estória do “Ninguém Fica para Trás” é só para os outros? Temos de nos unir e fazer uma manifestação de desagrado histórica… Só há dinheiro para tap, salgados, Sócrates e amigos políticos esquerdalhas!
Segundo me parece, a tutela assume que todos os MB e Excelentes são atribuídos aos professores dos 4º e 6º escalões. As escolas também assumem isso? Eu acho que de facto faz todo o sentido, a tutela até parece contar com isso, mas…
Gostaria que quem tem mais e melhor acesso a números o possa confirmar.
Nas minhas contas, em 140k (?) professores, um 1/4 deverão ser avaliados em cada ano (duração dos escalões). assim, serão avaliados 35k professores. As quotas de MB e Ex totalizam 25%, o que dará 8750 professores com essas avaliações. Mais dos que os 8000 estimados (talvez devido às progressões de retidos e do desvio da situação real em relação à média), mas parece que no entender da tutela TODOS (ou quase), os MB e Ex deverão ser atribuídos aos 4º e 6º escalões…
É necessário passar à ação.
Comecem por assinar a petição do colega:
https://participacao.parlamento.pt/initiatives/2074?fbclid=IwAR3kxOv0d0lg5w64sfWIrNwZGEDmtcDe6BTq7klLV73zp8Uxod6oHaUi0Ds