128 surtos nas escolas

 

Há 128 surtos nas escolas, mais 44 do que há duas semanas

As escolas públicas, privadas e do setor cooperativo registavam, esta segunda-feira, 128 surtos de covid-19, mais 44 do que há duas semanas. A Direção-Geral de Saúde (DGS) dá conta de 569 casos de infeção entre alunos, profissionais das escolas e “coabitantes dos mesmos”.

A DGS ressalva que, em comparação com a semana anterior, o número de infetados decorrentes de surtos nos estabelecimentos de ensino (escolas, creches, Ensino Superior e outros equipamentos) baixou. “Em relação à semana passada, registam-se menos 97 casos em surtos neste contexto. Trata-se de um número significativamente inferior ao início do ano, ou seja, no período em que as atividades letivas presenciais ainda decorriam, em que se chegaram a registar 190 surtos”, especifica, em resposta ao JN.

No entanto, comparando com os dados fornecidos pela DGS há duas semanas, referentes a 14 de junho, constata-se um aumento no número de surtos ativos nas escolas: passou de 84 para 128. Dos 569 casos de infeção pelo coronavírus na comunidade escolar e respetivas famílias, “parte” já está recuperada, concretiza a DGS, que, apesar da solicitação do JN, não fornece informação regionalizada do número de surtos nos estabelecimentos escolares. Recorde-se que, esta segunda-feira, foram suspensas as atividades letivas presenciais de mais de 1300 alunos nas escolas do 1.º e do 2.º ciclos de cinco concelhos do Algarve: Albufeira, Faro, Loulé, Olhão e S. Brás de Alportel. A medida visa conter as cadeias de transmissão na região e manter-se-á até ao final do presente ano letivo, que encerra a 8 de julho.

No entanto, a DGS indica a distribuição regional do total de surtos ativos em Portugal Continental. Em todo o país, contam-se 323 surtos, mais 82 do que a 14 de junho (então, registavam-se 241 surtos no país). Cerca de 70% estão na região de Lisboa e Vale do Tejo (225 surtos). Contam-se, ainda, 37 a Norte, 31 no Algarve, 21 no Alentejo e nove na região Centro.

“Estes dados contrastam drasticamente com o máximo de surtos ativos registados em fevereiro de 2021, quando chegaram a existir em Portugal continental 921 surtos ativos”, sublinha a DGS, esclarecendo que um “surto ativo é constituído por dois ou mais casos confirmados com ligação epidemiológica entre si no tempo e no espaço. Só depois de terem decorrido 28 dias após a data do diagnóstico do último caso confirmado (dois períodos de incubação sem novos casos) é que o surto é dado como encerrado”.

Nos lares de idosos, foram reportados quatro surtos, com 51 casos, “parte dos quais já estarão igualmente recuperados”. Em comparação com a 14 de junho, há menos um surto, embora mais infetados.

“Também neste setor a redução do número de surtos tem sido significativa. Em fevereiro, Portugal registou o maior número de surtos ativos em lares de idosos: 405. A diminuição drástica neste contexto demonstra a importância que a vacinação tem tido no controlo da pandemia e na proteção da população mais vulnerável”, alerta a DGS.

Existe, ainda, um surto numa instituição de Saúde com dois casos confirmados, porém a DGS não indica o nome da instituição em causa.

 

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5 comentários

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    • Tretas on 29 de Junho de 2021 at 16:15
    • Responder

    Janeiro/fevereiro foi o descontrolo total da pandemia com centenas de mortes. Estava-se numa outra estação do ano. Faz sentido estar a comparar com essa altura? Porque não se compara com junho do ano passado? É só para camuflar a situação? O que se prova é que a vacinação não trará a imunidade de grupo, porque na verdade ninguém está verdadeiramente imune. Com maior ou menor gravidade os vacinados correm de facto o risco de serem infetados e consequentemente de infetarem os outros. Destes infetados de agora quantos estão vacinados? Quantos foram internados ou morreram? Isso é que interessa!

    Há muita gente que já refere: “já estamos vacinados”. E então qual é a garantia de que não serão infetados nem infetarão? O que prova que não estão infetados são os testes e não o pseudo certificado digital. Enfim, todos têm cabeça para pensar.

    • Rosinha on 29 de Junho de 2021 at 16:34
    • Responder

    E os bailes de finalistas continuam a fazer-se por todo o país nas quintas!!!

    • Sophie on 29 de Junho de 2021 at 17:53
    • Responder

    Concordo com o/a Tretas

    • Lima on 29 de Junho de 2021 at 18:27
    • Responder

    Quem tem 2 doses de vacina não tem carga viral suficiente para transmitir.

    Estar infetado não interessa nada desde que não haja doença.

    Nesta altura estar a falar de infetados e não de doença é aberrante.

    Num país de 11 milhões estar a falar de 20 pessoas com vacina em UCI é aberrante.

    Pensem…saiam da vossa hipocondria.

      • limão on 30 de Junho de 2021 at 17:37
      • Responder

      Quem diz isso?
      Qual o cientista?

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