Professores: muito obrigada! – Dina Isabel

Professores: muito obrigada!

Esta semana os alunos voltaram na totalidade às aulas presenciais. Como mãe de uma aluna do secundário, fico muito feliz por podermos regressar a alguma normalidade. Não há aulas online que substituam o ensino presencial, quer na aprendizagem, quer no envolvimento de toda a comunidade escolar e do contacto pessoal com colegas e amigos. Recomendei o que todos os pais devem ter dito: sempre máscara, mão desinfetadas e distanciamento fora da sala de aula.

Quando estão em causa crianças e adolescentes, apenas podemos confiar no bom senso que lhes incutimos e no exemplo que damos e, mesmo assim, sabemos que não é garantia de cumprimento, mas é o que temos.

Neste regresso à escola, quero agradecer profundamente aos professores. Professores que, no último ano, tiveram de se adaptar a uma realidade muito diferente daquela que conhecem e que sempre tiveram como certa. De um dia para o outro tiveram de se reinventar, aprender ou apurar novas ferramentas, manter o programa previsto sem resvalar por aí além, atribuir avaliações com base em metodologias diferentes das tradicionais.

Também insisti sempre para que mantivesse a câmara ligada durante as aulas, os professores merecem o respeito e dignidade que uma sala de aulas, ainda que virtual, deve ter.

Não assisti a praticamente nenhuma delas. Quando os nossos filhos estão no secundário é difícil fazê-lo sem que eles se sintam “infantilizados”, alguns pais devem ter passado pelo mesmo, certo?

No entanto, as conversas sobre a escola foram recorrentes: Como a professora de Educação Física se esforçou para que os meninos mantivessem alguma atividade; como a professora de Inglês todos os dias começava as aulas com uma música diferente para que os alunos fossem entrando (acabou por se tornar um momento especial); como a professora de Filosofia usou a atualidade para os desafiar a argumentar de uma forma sustentada. Poderia continuar, sei que do seu lado também terá bons exemplos certamente. Se todos o conseguiram fazer de forma eficaz e conseguida? Claro que não, mas em todas as atividades há fragilidades.

Aos professores que: também são pais com filhos para seguir; tiveram de aprender a utilizar novas ferramentas digitais; se esforçaram por adequar a sua comunicação a esta nova plataforma; tentaram manter o programa de ensino atualizado; foram escrutinados de perto pelos pais, nem sempre com a ponderação desejável; procuraram não deixar para trás nenhum aluno apesar das diferenças; ajudam a educar os nossos filhos. A todos, de coração: Muito obrigada!

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5 comentários

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    • Eulália Fidalgo on 19 de Abril de 2021 at 19:24
    • Responder

    Identifico-me nas suas palavras como mãe e agradeço-as como professora.

    • Zaratrusta on 19 de Abril de 2021 at 22:26
    • Responder

    O meu filho regressou hoje ao ensino presencial. Sendo aluno do secundário, fez o teste COVID logo de manhã e, logo de seguida, teve uma aula de 45 minutos. Nesta aula, deste maravilhoso ensino presencial em tempos de pandemia, os conhecimentos adquiridos fora de tal maneira extraordinários que já recebeu a notícia que amanhã pode ficar em casa – ele e toda a turma, pois uma colega testou positivo. Maravilhosa normalidade.

    • Leão de Estrela on 19 de Abril de 2021 at 22:39
    • Responder

    Sic transit, gloria mundi!!!!

    • João Almeida Pinto on 20 de Abril de 2021 at 11:20
    • Responder

    Caro Arlindo publique, por favor, as posições de ANDAEP e FENPROF sobre a petição pelo fim das vagas no acesso aos 5º e 7º escalões.
    Desde já, e de forma telegráfica, aqui deixo a minha apreciação a ambas:
    . ANDAEP – surpreendeu-me, ou talvez não, pelo seu conteúdo e tomada de posição pública.
    . FENPROF – tentativa de sobrevivência política pelo recurso ao autoelogio, da posição de juiz em causa própria, do subterfúgio ao ‘berramos primeiro’, pelo desdém do não reconhecimento do mérito de um movimento de professores na apresentação de proposta à AR (que se aproxima já das 20.000 assinaturas), bem patente no que sintetiza a sua posição final sobre esta questão e que aqui transcrevo: «a Federação admite que a Assembleia da República possa ter de levar à adoção de uma medida legislativa que determine a obrigatoriedade de as vagas para progressão ao 5º e 7º escalões em 2021 correspondam ao número de docentes que irão integrar as listas de progressão a estes dois escalões.»

    • Sónia on 21 de Abril de 2021 at 1:36
    • Responder

    👏👏👏👏👏👏👏👏👏👏👏👏
    Subscrevo como mãe e agradeço como professora. Maravilhoso!

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