Da motivação docente… A meritocracia por quotas.

 

Trabalhadores motivados, com adequadas aptidões e ferramentas, operando num clima organizacional sustentável, são os ingredientes chave para melhorar os processos, trabalhar com limitações financeiras e, finalmente, satisfazer os clientes e conduzir ao sucesso da missão” (Niven 2003: 35). Não vejo nada disto nas Escolas portuguesas… e cada vez menos.

Cabe ao “patrão” a cultura da meritocracia. Se ele não motiva, através de recompensas, os seus funcionários, eles não estarão dispostos a ser mais do que aquilo para que são pagos. Não vale a pena acrescentar tarefas às que usualmente fazem, porque só irão ser feitas de acordo com o que lhes pagam. No mundo empresarial todos sabem disso e se querem crescer aplicam-no. Um funcionário satisfeito é muito mais produtivo, está mais do que estudado e provado.

Este é o resultado prático de uma avaliação por quotas.

Na classe docente a meritocracia está disfarçada, chamam-lhe quotas. Não vou discutir se quem é contemplado com o “título de mérito” é ou não merecedor do mesmo, essa discussão há-de ser eterna. O que interessa são as quotas.

Num sistema em que se quer que os trabalhadores deem o seu melhor, que necessitam que deem o seu melhor, não se pode limitar o reconhecimento com quotas. As quotas são limitadoras do sucesso de qualquer empresa, de qualquer “empreitada”. Um sistema onde é permitido afirmar que um trabalhador tem mérito para ser recompensado, mas não possui quotas para o fazer, está condenado ao fracasso. A desmotivação vai tomar conta de todos aqueles que trabalharam para o mérito e, com o tempo, dos que algum dia teriam o tal mérito. Se um individuo vê outro ser injustiçado é mais do que aceitável que presuma que o mesmo lhe pode vir a acontecer.

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10 comentários

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    • António on 18 de Abril de 2021 at 9:51
    • Responder

    O problema na classe docente não é só as quotas, mas também em alguns avaliadores que não conhecem o procedimento e num resquicio de malvadez tendem em despretigiar os colegas detentores de formação academica superior. ..
    Esta avaliação não é equitativa e prestigiante, pois só o seria se fosse a nivel de prova nacional e isenta do fator amiguismo.

      • Acordem! on 18 de Abril de 2021 at 19:12
      • Responder

      Quais avaliadores?????
      O problema são os diretores. São eles que decidem quem tem avaliação de mérito.
      Provas? Ora apontem UM , UM ÚNICO, r e lamento do CG que tenha ficado retido pelas quotas? ??? Agora apontem um único dos bufos e lacaios ( todos facilmente identificáveis) que gravitam em torno do ditador da escola que não tenha obtido muito bom ou excelente???
      É triste que professores não entendam que o cancro que é preciso extirpar das escolas são os ditadores, perdão, diretores e o norte-coreano modelo de gestão.

    • António on 18 de Abril de 2021 at 10:14
    • Responder

    Concordo e acrescento que o ambiente nas escolas vai voltar à epoca do professor titular… professores contra professores e desmotivaçao completa na classe docente provocada pelos professores que hoje estão no escalão superior ao 8 e nunca foram avaliados em regime de quotas.
    Quem sofrerá as consequências da desmotivação será os jovens que não poderão contar com a motivação dos professores, mas sim um cumprimento de um horário

    • Docente on 18 de Abril de 2021 at 10:30
    • Responder

    À margem desde típico e como docente de risco e do 1°ciclo, ainda não tive qualquer mensagem desde a primeira hora.
    Alguém sabe o que se passa?
    É que isto de trabalhar com colegas já com 76% de imunidade depois de tomarem a primeira vacina não me parece muito justo.
    Estamos em desvantagem, estamos a ser descriminadas.
    A quem se apurarão as responsabilidades se algo se passar?

    Aguardo ansiosamente pela vacina.

      • Docente on 18 de Abril de 2021 at 10:32
      • Responder

      (ainda recebi qualquer SMS para a vacinação.)
      Isto é preocupante.

        • Rita Santos Costa on 18 de Abril de 2021 at 12:22
        • Responder

        Preocupante é receber, por questões de pressão social, uma PORCARIA DE UMA VACINA “ASTRAZENECA” e ver que este fim de semana, até foram todos como se de cordeirinhos se tratasse, receber a PFIZER.
        COBAIA 1 VEZ/COBAIA NUNCA MAIS!
        E já agora: Por que motivo uma senhora de 60 anos, alheia à classe docente, deverá receber, a ASTRAZENECA e uma senhora PROFESSORA de 60 anos recebe/recebeu/receberá a PFIZER este fim de semana?
        VERGONHA DE UM PORTUGAL EM QUE IMPERA O APADRINHAMENTO E A CORRUPÇÃO.

          • Maria on 18 de Abril de 2021 at 12:54

          A pressão social é grande, mas pode não lhe ceder. Não fui cobaia nenhuma das vezes, porque a minha racionalidade me disse que vacinar toda a população com uma vacina que matará de certeza uma percentagem dos vacinados não fazia sentido. Ainda mais por causa de um vírus que mata uma pequena percentagem dos infectados. Por isso, sim, há pressão social, mas ter-se submetido a ela foi decisão sua.

          • António on 18 de Abril de 2021 at 14:29

          Mas você queria levar a Pfizer?
          Não lhe chega já Astrazeneca?

        • Maria on 18 de Abril de 2021 at 14:33
        • Responder

        Tenha calma, logo chega a sua vez! Você leva a Sputica, que é a melhor e mais barata.

    • João Almeida Pinto on 18 de Abril de 2021 at 15:39
    • Responder

    Mas que raio?!
    Este tópico é sobre meritocracia e discutem marcas de vacinas???
    Já se notam os efeitos secundários. Ainda bem que me recusei.

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