Importância da Avaliação Pedagógica em Ensino a Distância (E@D)
João Costa, Secretário de Estado Adjunto e da Educação
Em tempos de pandemia, avaliar não só é possível como necessário.
Desde a suspensão das atividades letivas presenciais, a transição abrupta para um sistema de ensino a distância tem suscitado, como é natural e fruto da preocupação em prestar o melhor serviço educativo, inúmeras dúvidas e inquietações. Várias das questões frequentes prendem-se com o processo de avaliação.
Neste âmbito e numa lógica de apoio às Escolas, no roteiro Princípios Orientadores para uma Avaliação Pedagógica em Ensino a Distância (E@D), enumeram-se alguns princípios e orientações para a avaliação e dão-se vários exemplos de instrumentos e técnicas que funcionam a distância.
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8 comentários
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Isso, há que republicar isto até entrar e entranhar bem na mioleira.
Repitamos até à exaustão: Avé, SE Costa!
Mais do mesmo para os mesmos pelo mesmo…
Realmente! Fazer testes online para os pais ou os explicadores responderem é que é avaliar. Então não?
Este ano tivemos sorte porque avaliámos 2 períodos e o 3º é manter, na maior parte dos casos, e eventualmente subir ou descer uma avaliação será raro, dependente daquilo que os alunos fizerem, ou não, neste 3º período.
Agora, avaliar “à distância”????
Será que eles não querem enviar os exames de 11º e 12º anos para serem avaliados à distância????
Vão gozar com outro!
Foi o Sr SE da E que elaborou aquelas tabelas? E num formato tão arcaico e tão pouco apelativo? Não tem acompanhado as novas tecnologias?
Dou um doce a quem conseguir ler nas entrelinhas o que o SE João Costa pretendeu dizer com a palavra “novamente”, entre vírgulas, que surge logo na primeira folha.
Nota: o doce é muito bom.
É referido, no texto,que (…)”a forma tradicional de avaliar apenas conhecimentos mostra-se, novamente,
inadequada.”
Convém clarificar o que entende o SE João Costa por ‘uma forma tradicional de avaliar’.
Quanto à avaliação de ‘apenas’ conhecimentos, há décadas que em Conselhos de Turma de avaliação essa prática não é comum, pois em cada início de Ano Lectivo, em Concelho Pedagógico, são definidos ‘Critérios de Avaliação’, os quais, em termos genéricos estabelecem duas grandes Domínios: o Domínio cognitivo e o Domínio Sócio-afectivo e psico-motor (valores e atitudes).
Os quais são, bem ou mal, tidos em consideração na avaliação dos alunos.
Perante discursos tão incoerentes, pergunto-me se não haverá ideias preconcebidas por parte da tutela sobre a actividade docente, não obstante as orientações dadas superiormente, as quais são colocadas em prática por via das Direcções escolares no terreno em todos os estabelecimentos de Ensino público.
Há que lembrar, também, que com os novos paradigmas de avaliação focados no ‘Perfil do Aluno à saída da Escolaridade Obrigatória’ e o sistema de articulação curricular, ambos enquadrados sucintamente pelo DL 55/2018 e nos apêndices aos Programas Curriculares, há escolas em que a articulação curricular tem sido uma prática interiorizada aos poucos, a qual só não tem sido implementada correctamente por falta de informação e de formação, dando azo a interpretações que resultam em práticas absurdas perpetradas, na generalidade dos casos, por docentes (particularmente Directores de Turma) que, desconhecendo as especificidades de cada disciplina, tentam “forçar” articulações curriculares sem qualquer tipo de bom senso, só porque as Coordenações de Directores de Turma mandam fazer. Entretanto com o surto da pandemia as parcerias pedagógicas através de projectos comuns, os quais já de si acarretavam um considerável trabalho burocrático, tiveram de ser relegadas para segundo plano, devido essencialmente ao trabalho muito mais penoso de garantir a leccionação a alunos em regime de teleaula, de que resultou um novo e imprevisto paradigma muito mais exigente em termos de tempo e de diversidade de estratégias, por vezes para uma turma apenas.
Isto tudo para dizer o quê?
Por um lado para inferir que o SE João Costa alegadamente parece desconhecer a realidade da prática implementada nas Escolas/Agrupamentos e a prática docente.
As Escolas/Agrupamentos têm sido, genericamente, muito mais proactivas e pragmáticas na gestão das muitas singularidades da sua comunidade educativa.
E não me parece que haja irresponsabilidade por parte das Direcções das Escolas/Agrupamentos na tomada de decisões de contingência relativamente à realidade.
Só é lamentável que as Direcções estejam mudas e caladas e não exponham publicamente todo o trabalho produzido por todas as suas equipas de profissionais, contentando-se em ser representadas por uma única figura, na pessoa do sr. Filinto Lima, da ANDAEP, que não parece estar a tempo inteiro nesse cargo, ao contrário do sr. Mário Nogueira, da Fenprof, por exemplo.
As Escolas/Agrupamentos estão integradas em comunidades educativas , nas quais as Juntas de Freguesia, os Municípios e outras forças vivas locais, como os meios de comunicação regionais e locais, têm poder para interagir e valorizar publicamente o trabalho feito pelos profissionais da Educação. Se estas iniciativas não são tomadas, é porque, provavelmente, há algum “carreirismo” de vistas curtas por parte de quem gere uma Escola/Agrupamento. Também o inverso pode ser promovido. Em terra de compadrios, ao menos que se assuma o lobby das escolas/agrupamnetos junto das entidades locais influentes para a promoção da imagem local da Escola.
Os professores nunca tiveram um desafio tão grande na sua carreira, e têm estado à altura do desafio, muito embora não seja esta a função de um docente, pois o seu contrato de trabalho não me parece que abarque situações de excepção tão exigentes em termos de tempo. E neste particular, também é lamentável que não haja por parte dos profissionais da Educação a noção concreta de que todo o trabalho que têm desempenhado nos últimos dois meses, e outros mais que se seguirão, vai muito além do razoável. Como se costuma dizer, “estão prontos para outra”. E quanto mais exigente, melhor, Ora esta atitude, como tem acontecido recorrentemente, tem contribuído para que se exija mais e mais dos docentes, pois, precisamente, estes, não obstante a sua competência, são passivos e subservientes, na sua generalidade.
Ora esta atitude evidencia alguma falta de amor-próprio e falta do respeito que se deve ter pela profissão que se tem. Um pedreiro, carpinteiro, médico, enfermeiro, por mais que diga que “gosta da sua profissão”, não deve trabalhar ‘pro bono’. Isso é desrespeitar a profissão que se tem e dar azo a que seja explorado.
O novamente é porque o senhor doutor Secretary of State of Education (https://www.portugal.gov.pt/en/gc21/ministries/education/secretaries-of-state?i=Education) considera que o modo de avaliar e ensinar dito tradicional e próprio do século XIX, com base na reprodução de conhecimentos, vulgo marrar/decorar/responder a questões do manual, etc. , se manteve nesta fase de E@D. Obviamente sobre isso nem me vou pronunciar, não posso perder tempo, até porque fiz só uma pausa, estava agora mesmo a dar feedback aos alunos!
Já agora… fica uma questão: quem produz estes documentos, deu aulas onde, a que turmas, em que disciplinas, em que contextos (para além da Universidade)? Será que alguém me pode saciar a sede de conhecimento e informação? Será que alguma vez deram aulas a 14 turmas aí numa TEIP, daquelas mais… mais… desafiantes? Uiii… que bruto que eu fui agora… e lá estão estes velhos profs sempre a arranjar desculpas para não se “adaptarem”!
Será que alguém lá do Ministério da usurpação (li algures, provavelmente mal, que a pedagogia e a didática são matérias dos professores, ao Ministério compete o programa e a organização curricular e escolar) me podia telefonar para esclarecer as minhas dúvidas… e eu poder aprender fazendo, tudo aquilo que fazendo ainda não aprendi?
Munt’agradecido! E olhem que nessas TEIP menos fofinhas… só “mandá-los”, vá, “pedir-lhes”, para subirem as calças, sentarem-se, e tirarem o “cap” , ou “bonnet” (fica mais chique assim), já é capaz de chegar para haver feedback, roleplay e gamificação que… nem imaginam! A menos que isso seja, novamente, tudo errado! O que importa é que sejam felizes e, sobretudo, que participem nas decisões e estejam envolvidos! O que eu sei, nem a um burro lembraria… “anda Pacheco”! Siga o Fandango!
Quando produzirá nova pérola o SE Costa?
E sairá por cima ou por baixo?