Exaustão, burnout, interferência dos E.E. e até a má educação

Um artigo a ler…

Exaustão de professores “a níveis mais elevados” do que nunca

A professora Cláudia recebeu um convite de videochamada de um aluno, para acabar insultada na praça pública. Paula diz que o peso dos pais no ensino à distância deixa-a mais perto de desistir. Os docentes estão à beira de um ataque de nervos e as baixas psicológicas e psiquiátricas não param de chegar.

Professores apontam a intervenção dos pais como um dos maiores motivos de stress. Ora comentam o que está a lecionar durante uma aula, ora dão as respostas aos filhos enquanto assistem à mesma, ora pedem aos educandos para a interromper com determinadas perguntas, ora exigem menos trabalhos, ora exigem mais.

As ferramentas utilizadas entre professores e alunos vieram “abrir a porta a muita gente com falta de princípios”, escondidos “cobardemente” atrás das mesmas.

“Em 26 anos de trabalho, pela primeira vez, fui insultada.” As aulas corriam normalmente, em formato de videoconferência, para garantir que a matéria fluía da mesma forma para todos. Um dia, depois de ter dado por terminada a aula síncrona, Cláudia recebe um pedido para atender uma nova videochamada de um aluno. Do outro lado, ouviu ser-lhe repetido vezes sem conta o mesmo insulto, “porca”.

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41 comentários

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  1. Zés Tones tugas..o que se há-de fazer…nUm há remédio!
    Agora era descobrir o marmanjo (que n deve ser difícil) e nunca mais assistia a aula nenhuma..os pais que o aturem em casa a chamar-lhe os coisas pelos nomes!

    • Falta de educação on 8 de Maio de 2020 at 10:49
    • Responder

    Felizmente, eu até à data, não tive qualquer intervenção dos EE na minha sala de aula virtual através do teams, embora, saiba que alguns pais estão lá. Porém, penso que a colega deveria imediatamente desligar a chamada, pois quem não sabe conversar com educação e respeito deverá ser desligado. As minhas aulas estão marcadas de modo a que o professor tenha o controlo da video chamada inclusivamente de excluir o aluno. Talvez seja isso que esteja a faltar nas definições da videochamada. As aulas são para os alunos e não para os pais. São os professores que sabem quais as estratégias/recursos/metodologias a utilizar com cada turma e não os pais/EE, portanto, não têm que interferir na sala de aula virtual. A participação incorreta/perturbadora/abusiva deverá levar à expulsão daquele aluno e ao registo da pertinente e imediata participação de ocorrência com as consequências previstas no estatuto do aluno e regulamento interno das escolas. Os pais/EE devem contactar os DT´s e não os professores em tempos normais de aula, como no regime presencial. A sua Escola tem de adotar medidas e punir disciplinarmente que não sabe estar numa sala de aula em regime presencial ou virtual. A saúde e trabalho dos professores deve ser protegida e respeitada.

    1. Infelizmente há professores que querem ser simpáticos e prestáveis. Aula terminada, conversa encerrada. Assim deveria ser.
      Para além disso, toda a gente mete o bedelho no trabalho do professor…
      Querem ser professores? Então estudem, apresentem-se aos concursos e batam com os costados por esse país fora.
      Depois então, mais informados, venham falar do que é a realidade do trabalho dos professores!

  2. “Exaustão, burnout, interferência dos E.E. e até a má educação”
    “Exaustão de professores “a níveis mais elevados” do que nunca”
    Mais do mesmo!
    Os professores, a classe profissional mais vitimizada com a pandemia, a que mais trabalha, a que mais sofre, a que mais teve de se reinventar… (rolling eyes)
    Se merecem ser respeitados? Claro que sim, sem dúvida nenhuma! Assim como todas as pessoas e classes profissionais.
    Andarem a vida toda a dramatizar só vos descredibiliza!

    1. O problema é que quem como aparentemente você, que está do outro lado, não valoriza o trabalho docente. E por isso os professores se vitimizam tanto, pq não sentem que lhes é dado o devido valor!
      Com a pandemia, só agora mts pais perceberam o tipo de filho que têm em casa. Acredito que a partir de agora, vai-se ouvir mais x sim sim sr professor..ele não é fácil!

      1. “Com a pandemia, só agora mts pais perceberam o tipo de filho que têm em casa”
        Se assim for é grave. Demonstra uma tremenda falta de acompanhamento das crianças/adolescentes pelos próprios pais.
        Agora, a questão aqui é outra. A constante vitimização em todos os meios de comunicação social, em blogs, etc… Já chega!
        Não vejo outros profissionais a ter esta atitude.
        Revela um total desconhecimento da realidade do país, e de outras realidades diferentes do que se passa dentro de uma escola.
        Como é que temos como educadores das gerações futuras, pessoas que só olham para si mesmas, que desconhecem o significado da palavra “empatia”, que não conhecem o mundo à sua volta?
        É que há tantas e tão diversas dificuldades e percalços em todas as áreas profissionais, que a vossa contínua vitimização só revela IGNORÂNCIA, IGNORÂNCIA e mais IGNORÂNCIA.

          • Paulo roberto on 8 de Maio de 2020 at 20:24

          E tu, o que fazes, além de lambeculismo?

      • palmira on 8 de Maio de 2020 at 16:22
      • Responder

      pois

        • Palmira on 8 de Maio de 2020 at 16:25
        • Responder

        Pois já cheira mal tanta vitimização! Os pais também têm presenciado o horror de trabalhos enviados e a arrogância de alguns profs.
        Enfim é o ensino PÚBLICO que temos.

          • Paulo Roberto on 8 de Maio de 2020 at 20:23

          Sai dele, Palmira.

    2. Palpita-me que o/a Cris não tem filhos, pois é muito trabalhoso criar/educar.
      Mas dar bitaites sobre o trabalho dos professores, lá isso sabe…

    • Luluzinha on 8 de Maio de 2020 at 12:10
    • Responder

    Finalmente, surge uma consciência que alerta para esta perversidade criada à qual se atribui a designação de Ensino a Distância. As mentes que persistem na continuação desta farsa, em detrimento das aulas presenciais, continuarão, com certeza, com o mesmo tipo de postura já que, apesar de toda a evidência, é preferível comodamente não sair de casa para se deslocar ao seu local “natural” de trabalho, exercendo, DE FACTO, a profissão que, supostamente, “elegeram”.

    1. Ó atrasada, só há mesmo duas alternativas: ensino à distância ou aulas presenciais? Toda esta palhaçada não teria sido evitada caso o ano lectivo tivesse terminado no segundo período?

      1. Rf a sua solucao seria acabar com o ano letivo em marco sem exames sem qualquer contato online entre escola e alunos? Nao existem solucoes perfeitas mas temos obrigacao de gradualmente voltar ao novo normal com aulas online a algumas aulas presenciais com mascaras e regras de seguranca.
        Politica da terra queimada como diziam no 25 de abril. Caso o governo terminasse o ano letivo e optasse por lay off com professores com 66./ de salario gostava?

          • Luluzinha on 8 de Maio de 2020 at 15:36

          “(…) em marco”? ??!!!

          • Costa on 8 de Maio de 2020 at 18:29

          Escrever no telemóvel origina esses erros , corrijo “(,,,) março..

          • Eme on 12 de Maio de 2020 at 22:03

          O que terá pensado a Luluzinha quando viu a palavra marco?

    2. Já agora, ó sua atrasada, foram os professores que decidiram o fecho das escolas e decretaram o estado de emergência? Mas essa não é a questão que se impõe, sua grande atrasada, mas esta: em termos de saúde pública, faz sentido a reabertura das escolas para umas poucas semanas de aulas, para mais quando o que se pretende é apenas garantir a realização de exames, excluindo outras alternativas de seriar os candidatos ao ensino superior?

        • Luluzinha on 8 de Maio de 2020 at 13:15
        • Responder

        Sim, faz rodo o sentido.

          • Luluzinha on 8 de Maio de 2020 at 13:17

          Isto é: sim, faz todo o sentido.

          • Eme on 12 de Maio de 2020 at 22:05

          Afinal também te enganas, Lu!

    • Rui Filipe on 8 de Maio de 2020 at 15:00
    • Responder

    Esses E.E. poderiam fazer algumas coisas, como: lerem mais, rezarem mais, limparem as sanitas e fazerem outras tarefas domésticas,etc,etc.
    Uma coisa é certa : cada macaco no seu galho.

    1. E.E??
      Encarregado de Educação?
      Porquê limpar sanitas? Talvez até seja o trabalho de alguns EE e depois? Limpar sanitas desvaloriza alguém?
      Aqui deste lado, eu como EE são uma mãe atenta que de momento já estou a trabalhar fora de casa novamente. Enquanto estive em casa acompanhei as aulas dos meus filhos (do mais novo principalmente) e não vejo problema nenhum nisso.
      Porque é que se sentem melindrados se os pais estiverem a acompanhar as aulas? Acredito que muitos até tenham de o fazer se quiserem depois auxiliar os filhos no estudo.
      Os professores dos meus filhos são Professores e por esse motivo não se sentem melindrados se houver EEs a acompanhar as aulas, nem os mandam limpar sanitas!
      Tenham vergonha!!

        • Paulo Roberto on 8 de Maio de 2020 at 20:27
        • Responder

        Os profes podem acompanhar a tua profissão em direto ou é demasiado hardcore?

          • Cris on 8 de Maio de 2020 at 21:02

          Quando a seriedade vai pela rua da amargura…
          Quando a capacidade de contra argumentação não existe…
          Fazer-se uns comentários para chamar a atenção.
          Tão triste!

          • Cris on 8 de Maio de 2020 at 21:03

          * fazem-se

          • Paulo Roberto on 8 de Maio de 2020 at 21:34

          Repara em duas coisas: não sou profe, apenas um vagabundo; segundo, fizeste exatamente aquilo de que acusas.

          Eu contra-argumentei, com hífen, mesmo sabendo que era retórico.

          Agora, de controleiro nada tenho.

          Mas queres conversar: quem és e o que fazes? Com quem praticas culambismo, além do marido?

          • Francesc Ferrer Y Guárdia Um Bocadinho Manco on 8 de Maio de 2020 at 23:17

          O horrror! O HorroR! Onde é que eu já ouvi isto? ?? Uma pide em cada esquina, uma Palmira em cada mão, põe-se na linha a profissão! Força Palmira vai espreitando! Espreita Palmira, espreita! A tua vida há-de ter uma luz!

        • Fartinho da Silva on 8 de Maio de 2020 at 23:19
        • Responder

        Uma câmara na cara da CRIS e todos a olharmos para a CRIS, para ver se ela faz bem o trabalhinho!

        • Rui Filipe on 9 de Maio de 2020 at 12:00
        • Responder

        Alguns E.E. são como os porcos, metem o nariz onde não devem.Colaborar com os seus educandos e com os professores é uma coisa, querer substituir os professores é do do domínio da ignorância e do atrevimento, que andam de mãos dadas.

      • Marcos on 8 de Maio de 2020 at 19:01
      • Responder

      A educação anda mesmo pela rua da amargura! Como exigir educação aos alunos , pais e ou encarregados de educação quando na verdade os próprios não a têm?
      Estão aqui comentários ilustrativos da degradação da Educação.

        • Dr. Contraditório on 8 de Maio de 2020 at 23:07
        • Responder

        “Estão aqui comentários ilustrativos da degradação da Educação.”

        Aqui está o teu,

          • Marcos on 10 de Maio de 2020 at 10:52

          Ó dr. Contraditório! Volte à universidade se é que alguma vez lá esteve.

  3. Se há tanta exaustão e tanto trabalho expliquem la como é que as reservas andam em mínimos históricos. O choramingo já chateia, se não aguentam metam baixa ou mandem um tiro nos cornos

      • Brandão on 8 de Maio de 2020 at 18:41
      • Responder

      Zabka… engole a própria língua.

      • Paulo Roberto on 8 de Maio de 2020 at 20:29
      • Responder

      Ainda consegues entrar em casa?

    • Ser prof. não é para qualquer um on 8 de Maio de 2020 at 21:20
    • Responder

    Caros E.E’s,
    não admira que tudo vos pareça só mais uma das muitas atividades profissionais que têm de se adaptar às novas práticas laborais mas, no nosso caso, enganam-se!

    O desgaste a que os vossos diabinhos nos sujeitam no dia a dia é suportável apenas por heróis! Agora, no estudo em casa, juntam-se os / as diabinhos seniores! Uns porque querem ajudar os filhos e, por excesso de zelo, censuram as práticas e conhecimentos dos professores, outros porque gostam de participar na indisciplina que os filhos já exerciam na sala de aula presencial, outros porque gostam do charme do professor X ou da stora Y… (o esforço que fazemos para nos distanciarmos daquilo que acontecerá por detrás do ecrã ao cair do pano!). Damos para tudo.

    Já tive várias profissões ao longo da vida, algumas delas são certamente aquelas que v. exas desempenham atualmente e, nessa época, também não fazia ideia nem compreendia as queixas dos professores.

    Agora sim, sei do que se queixam e estou inteiramente solidário com os meus colegas: venha quem vier, digam o que disserem, SER PROFESSOR NÃO É PARA QUALQUER COMUM MORTAL, MAS PARA PESSOAS DOTADAS DE VIRTUDES EXCECIONAIS.

      • Paulo Roberto on 8 de Maio de 2020 at 21:37
      • Responder

      Tens razão, mas também é verdade que tens como colegas uns tipos e umas tipas absolutamente miseráveis. E são demasiados, o que apenas faz com que as crises desta vida morram do mesmo que o Joane.

    1. “SER PROFESSOR NÃO É PARA QUALQUER COMUM MORTAL, MAS PARA PESSOAS DOTADAS DE VIRTUDES EXCECIONAIS.”
      ??!
      “Já tive várias profissões ao longo da vida, algumas delas são certamente aquelas que v. exas desempenham atualmente e, nessa época, também não fazia ideia nem compreendia as queixas dos professores.”
      Não há coerência entre os 2 parágrafos. Corrija lá isso na sua cabecinha, antes que revele mais ignorância.
      Somos todos diferentes, com aptidões distintas.
      O que seria se todos gostassemos de amarelo?
      Mas, virtudes excepcionais? Há seres humanos acima de outros? Ah ah ah!
      Olhe junte-se aí ao Paulo Roberto e abram uma escola excepcional, para alunos excepcionais e garantam que os EE são também pessoas com virtudes excepcionais (só professores claro!)
      Sejam felizes na vossa bolha de excepcionalidade!😂
      Nós os comuns mortais cá continuamos no mundo real!

        • Ser prof. não é para qualquer um on 8 de Maio de 2020 at 22:57
        • Responder

        Dona Cris.
        É bem a realidade do seu mundo e dos rebentos que “educam” que faz das escolas de hoje autênticas casas de reclusão de indivíduos cujo comportamento desviante os professores, no alto da sua distinte excecionalidade contrariam, dia a dia, heroicamente!

        • Roberto Paulo on 8 de Maio de 2020 at 23:14
        • Responder

        Chamaste, crises?

        Os seres humanos são todos iguais? És só estúpida ou acumulas com a ignorância do calhau metafórico?

        Além de escreveres tão bem como um aluno do segundo ano, também és uma ignorante. Deixa cá pensar dois segundos, que três cansa muito: Winston e José é tudo igual, pá. No mundo da normalidade boçal da crises, é tudo a mesma coisa, apenas se diferenciam por lá por aptidões diferentes. Por exemplo, o Adolfo do bigode tinha aptidão por aquecimento a gás, enquanto o Oskar era mais para roubar elementos do chuveiro do dito Adolfo.

        A sorte das crises é que a estupidez e a ignorância não pagam impostos, caso contrário já andaria a vaguear por aí para (sobre)viver.

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