16 de Maio de 2019 archive

Marcado Cordão Humano Para Amanhã, em Valadares

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Devido a esta agressão a uma professora.

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Pelo Educare – Parlamento aprova alterações ao regime da educação inclusiva e dá mais direitos aos pais

Parlamento aprova alterações ao regime da educação inclusiva e dá mais direitos aos pais » Educare – O Portal de Educação

A Assembleia da República aprovou ontem alterações ao regime jurídico da educação inclusiva, depois de pedidos de apreciação parlamentar do BE e do PCP, que traz mais direitos para os pais e respostas às necessidades de cada criança.

As anteriores alterações ao regime jurídico da educação inclusiva são de 2018, mas tanto o Partido Comunista Português (PCP), como o Bloco de Esquerda (BE) levantaram dúvidas e criticaram.

O PCP, por exemplo, refere que, apesar das “muitas expectativas criadas com a publicação do decreto-lei” que substituiria o anterior regime, de 2008, o novo diploma acabou por suscitar “profundas preocupações” ao partido.

O BE, por seu lado, refere que o decreto-lei publicado em julho de 2018 teria efeitos já no ano letivo 2018/2019, “um aperto de prazos” que para o partido “parece ser um convite a que não corra bem”.

Ambos os partidos pediram a apreciação parlamentar e o texto final acabou aprovado ontem com abstenção do PSD e do CDS e o voto a favor dos restantes partidos.

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Se os 2A9M18D São 70% do Módulo do Tempo Padrão …

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…então pela associação da mesma regra, a formação e a duração das aulas assistidas para quem vai beneficiar deste tempo também deve ser proporcional à mesma lógica?

12,5 horas de formação anual para efeitos de progressão em 10 anos são 125 horas de formação, se aplicarmos a mesma regra, os docentes neste período precisam apenas do proporcional das horas de formação em relação a um módulo padrão de 10 anos transposto para os 2A9M18D? 3,6 horas de formação por cada ano recuperado?

E as aulas observadas? os 180 minutos de aulas observadas podem reduzir-se a apenas 30 ou 60 minutos?

Deixo no ar estas dúvidas e desafios.

 

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Em Gaia, Mãe e Avó Empurram Professora Pelas Escadas Abaixo

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Mãe e avó de aluna empurram professora pelas escadas abaixo em escola de Gaia

 

Agressões verbais também foram feitas. Incidente aconteceu na Escola Básica do Campolinho, em Valadares.

A mãe e a avó de uma aluna de sete anos agrediram verbalmente e fisicamente uma professora da Escola Básica do Campolinho, em Valadares, Vila Nova de Gaia.

Segundo o que o CM conseguiu apurar, as agressões aconteceram esta quarta-feira durante o intervalo das aulas, com a mãe e a avó da menina a empurrarem a docente das escadas e a provocarem-lhe ferimentos.

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Os Professores e a “conversa” que a classe dominante tem utilizado

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Os Professores e a “conversa” que a classe dominante tem utilizado

 

 

Não acham que os nossos impostos são mais bem aplicados para pagar aos professores (aquilo a que têm direito), “ e paguem a educação a que todos merecemos, financiem o sistema de educação do que todos os desperdícios que a má gestão do erário público, a corrupção, o tráfico de influências e o nepotismo têm gerado? Não falo só da banca e do “regabofe” a que temos assistido”.

Reparem no truque dos comentadores do sistema a propósito das eleições europeias. Claro que este discurso é desmascarado e contestado pela realidade. Portugal registava, em 2000, data da adesão ao euro, uma dívida pública de 48,6% do PIB – inferior aos critérios de Maastricht que impõem 60% – que, em finais de 2018, quase triplicou – situando-se nos 121,5% do PIB -, agora ensaia-se outro tipo de discurso, para complementar este.

Por exemplo o discurso que Carlos Moedas, o comissário europeu português, ensaia num artigo que agora publicou na edição do jornal Expresso do passado dia 11.05.2019 e onde afirma ser necessário que os europeus se empenhem em 3 frentes de ação política: identidade, desigualdade e governança que, ademais e segundo ele, estarão interligadas.

É óbvio que, a ser necessário este empenhamento, isso quer dizer que o projeto europeu, consubstanciado na UE, faliu. Não conseguiu a identidade que propalava, cavou ainda mais as desigualdades e agravou as condições de pobreza o que torna o projeto ingovernável e insustentável.

 

Voltemos aos professores, reparem na pornografia da corrupção em Portugal: Caso “Fax de Macau”, Caso “Paquetes da Expo”, Caso “Tecnoforma”, Caso “Bragaparques”, Caso “Freeport”, Caso “Vistos Gold” etc.

Pasme-se com o que se passa com os Srs. Deputados, teve de ser, Ferro Rodrigues a pedir em dezembro “máxima urgência” para resolver as viagens e as moradas dos deputados.

Para já, há uma certeza: o grupo de trabalho que está a preparar propostas de alteração à resolução que regulamenta os “princípios gerais de atribuição de despesas de transporte e alojamento e de ajudas de custo aos deputados” defende que só sejam pagas as viagens que forem mesmo feitas e declaradas.

Reparem no pormenor “as viagens que forem mesmo feitas e declaradas” que “mimo”!

Relativamente aos professores, a linguagem é de ódio, por um lado estes “opinadores” não reconhecem que “todos os trabalhadores têm o direito de lutar por melhores salários, carreiras e condições de trabalho. E o facto de uns trabalhadores “não terem” o que outros reivindicam não retira legitimidade a estes para exigirem para si o que consideram justo,” por outro lado esquece o ameaçador 1.º Ministro Costa que fez “acordos políticos com o BE e o PCP para dar suporte parlamentar a um governo socialista, mas isso nunca impediu o PS de procurar e conseguir entendimentos pontuais com o PSD para fazer passar iniciativas políticas a que se opunham os partidos à sua esquerda. Então por que razão, numa matéria como o tempo de serviço dos professores, em que o governo se entrincheirou numa posição fechada, insensata e intransigente, deveriam estar os restantes partidos impedidos de dialogar, procurando uma base comum de entendimento?”

 

Ricardo Basoalto

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Carta a António Costa, por António Bulcão

 

Carta a António Costa
Caro António: talvez não te lembres de mim, mas fomos colegas na Faculdade de Direito da Universidade Clássica de Lisboa.
Ou até poderá acontecer que tenhas uma leve ideia de um açoriano magrito, de bigode, que militava na Tertúlia Académica, juntamente com muitos outros, dos quais relembro o André, o Júlio e o Marcelo.
Tirámos o mesmo curso, até escolhemos a mesma menção (Ciências Jurídico-Políticas), mas seguimos caminhos diferentes na vida. Aliás, logo na Faculdade se começou a ver que tínhamos visões diferentes da mesma vida. Relembro um episódio que o prova.
Comia-se mal nas cantinas. Havia, aliás, dias em que se comia muito mal. Quando se tornou insuportável, decidimos, na Tertúlia Académica, fazer um levantamento de rancho. Havia quem quisesse partir tudo, em sinal de protesto. Mesas, cadeiras, material de cozinha. Foi a muito custo que consegui convencer os outros de que era má ideia. Que as cantinas iam fechar e quem era pobre e dependia delas iria sofrer. Lá aceitaram a minha proposta de fazer uma manifestação pacífica, e assim fizemos.
Enchemos a Reitoria de tabuleiros com comida intocada. Comida que não comemos por todo o lado. No chão, em cima de balcões, etc. Ficámos lá toda a tarde aos gritos, até que, já de noite, finalmente o Magnífico Reitor nos veio brindar com um discurso lindo. Mas nós não queríamos palavras. Com elas não encheríamos a barriga. Convidámo-lo para jantar. O homem resistiu. A multidão insistiu. Até que o Reitor cedeu e foi jantar connosco à Cantina Velha.
Por sorte era pescadinha de rabo na boca a refeição. Um dos pratos mais temidos, pela falta de gosto e pela insuficiência de peixe. Já com jornalistas presentes no repasto, um deles perguntou ao Reitor se ele achava, em consciência, ser aquilo suficiente para futuros médicos, advogados, juízes, engenheiros, etc, se alimentarem de jeito, tendo de estudar à noite. Foi então que o Reitor proferiu a sua frase mais célebre: “A fome depende do apetite que se tem”. No outro dia estava esta máxima nas primeiras páginas dos jornais. Passadas umas semanas, a comida melhorou bastante.
Não te vi em nenhum passo desta luta, António. Tu, que até eras dirigente da Associação de Estudantes, embora te escondesses atrás do José Apolinário.
Entendo que, sendo de Lisboa e na capital vivendo, não precisasses da cantina. Ias comer a casa. Mas, que diabo, tinhas sido eleito para nos representar e defender os nossos interesses. Se não fosse por tal obrigação, que fosse por solidariedade para com os colegas que eram das ilhas ou de outras paragens continentais. Os pobres que não tinham alternativa que não fosse andar com o credo na boca enquanto comiam a pescadinha com o rabo na dita.
Afinal, não eras socialista? Não era por seres da JS que tinhas sido eleito? Não nos devias pelo menos a tua presença solidária, já que incapaz de organizar e levar a cabo o protesto?
Seguimos caminhos diferentes, com visões diferentes da vida e de valores. E perguntarás por que vem este chato agora à tua superior presença.
Venho porque sou professor, António. Nunca quis ser famoso ou importante, como tu. Desejava, e consegui, fazer advocacia e ensinar numa escola. No fundo, dar utilidade ao curso que tirei. Pelo menos tu também acabaste o curso, diferentemente do César, que andava por Lisboa a pastar e a gastar o dinheiro do pai, mais interessado na Juventude Socialista do que na Teoria Geral do Direito Civil. Olha onde o levou e ainda o poderá levar a preguiça… Com a tua ajuda, meu caro.
Sou professor, António. Desde 1984, já ajudei a formar uns milhares de alunos. Coisa pouca, admito, ao pé do Orçamento do Estado. Mas lá fui andando, humildemente.
E é como professor que não te perdoo, António. Não pelas tuas opções políticas, tu é que sabes dessas coisas importantes. Foi do PS a célebre frase “primeiro as pessoas”. Foi de um distinto antigo dirigente socialista a frase “há mais vida para além do défice”. Mas, para ti, ajudar bancos e fazer boa figura em Bruxelas é que é sagrado. São opções…
Não te perdoo é por teres transformado a classe dos professores numa classe odiada. Dói-me tanto, António, ver títulos nos jornais como “Quase todos contra os professores”, expressando uma sondagem sobre a opinião dos portugueses.
Que fizemos nós de errado? Talvez, apenas, termos escolhido esta profissão, quando acreditávamos que o Estado seria pessoa de bem. De resto, cumprimos as nossas obrigações lectivas e fiscais, aguentámos cortes nos vencimentos e congelamento das nossas progressões nas carreiras, tudo em honra da salvação da Pátria. E depois começámos a lutar para recuperar o que é nosso por Direito. Achas mal? Não é justo?
A História está cheia de exemplos de homens e mulheres que lutaram por aquilo que achavam justo e para recuperar o que era seu. O Conde de Monte Cristo impressionou os meus doze anos, e depois descobri que na vida real tinha de ser assim também. Lutar para recuperar o que me roubassem. Ou deveria desistir, sabendo que assim seria facilmente vencido, ao contrário do que proclama Mário Soares ainda hoje no Largo do Rato?
Se não é possível, pois que não seja. Afinal, nestas crises todas, apenas a classe política não perdeu nenhum privilégio. Pelo contrário, aumentou-se descaradamente.
Escusavas era de fazer todo este cagaçal, de exercer toda esta chantagem, de vires com números falsos sobre o aumento da despesa, transformando-nos nos maus da fita. Quando nós, apenas, lutámos e continuamos a lutar pelo que consideramos ser justo. Que outras classes façam o mesmo, terão o nosso apoio. Nós, só fizemos a nossa parte…
Mas tu queres é derrotar a direita. Ter maioria absoluta. Livrar-te da geringonça. E, para conseguir ganhar os teus jogos políticos, não te importa que sejamos odiados. Nem tens a caridade de proclamar que seriam justas as nossas reivindicações, mesmo que não fosse possível acolhê-las. Seria, ao menos, um consolo, ver-te dizer que temos razão…
Em vez disso, preferes transformar-nos em tema de campanha. Para berrar que os socialistas são os campeões das contas certas.
Ó António, pelo menos alguma vergonha na cara. Então não nos lembramos da primeira intervenção externa do FMI em Portugal, quando era 1º Ministro Mário Soares? Não nos recordamos do Guterres em frente às câmaras de televisão, a tentar fazer contas com olhos de calculadora alfanumérica? E sobretudo, de José Sócrates, principal culpado deste imbróglio todo? Andaste tão perto dele e nunca desconfiaste que não era flor que se cheirasse? Campeão das contas certas, o Sócrates?
Não te perdoo, António, por andares por aí, de comício em comício, a dizer que toda a oposição nos queria enganar. Acredita que não é fácil seja quem for nos enganar, a nós, professores. Sobretudo quem queira devolver-nos o que é nosso. Como nos enganaria, ao fazê-lo?
Mas admitindo que toda a gente nos queira enganar, uma virtude tem esta tua sanha: obrigar-me a reconhecer que tu és o único que nunca me enganaste… Mal te cheirei ao longe, soube logo o que a casa gastava.
Mesmo assim, quem me dera voltar quarenta anos atrás… Se frequentasses a cantina, com gosto te ofereceria a minha pescadinha de rabo na boca, ficando eu com fome. Desde novo tive consciência de que os nossos governantes, passados e futuros, precisam de muito alimento…
António Bulcão
(publicada no Diário Insular)

 

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Aprovada alteração à Educação Inclusiva

 

A Assembleia da República aprovou ontem alterações ao regime jurídico da educação inclusiva, depois de pedidos de apreciação parlamentar do BE e do PCP, que traz mais direitos para os pais e respostas às necessidades de cada criança.

Entre outras alterações os pais e encarregados de educação que passam a poder participar na equipa multidisciplinar de apoio à educação inclusiva como elemento variável.

 

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Comícios da Indignação de 20 a 24 de maio

 

 

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