Concelhos com mais contratos (até RR26)

Davide Martins

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Resolvi fazer uma análise das contratações por concelho até ao final do 2º Período (RR26).
A imagem abaixo mostra os 20 concelhos com mais contratações até à data e como se esperaria o QZP 7 ocupa os 3 lugares do pódio e o primeiro concelho fora deste QZP aparece na 5ª posição (Porto). Se clicarem na imagem terão acesso aos dados de todos os concelhos, para poderem analisar alguma zona em particular.

Algumas evidências:

  • Os Concelhos da zona metropolitana de Lisboa ocupam 12 nas primeiras 20 posições, como seria de esperar, com mais contratações anuais;
  • 5 concelhos da zona metropolitana do Porto e 2 do distrito de Braga também se encontram nesta lista;
  • Loulé é o único concelho do Algarve aqui presente.

Com base nos dados percebe-se também que as zonas de Lisboa e Algarve são aquelas onde o número de horários anuais supera os horários temporários o que permite concluir que nessa zona não há professores efetivos colocados em número suficiente (ou então há, mas mobilizados para outras regiões);

Nos concelhos a norte o número de horários anuais é muito reduzido (e mesmo estes são maioritariamente incompletos) o que indicia aquilo que é óbvio: o envelhecimento docente é uma realidade e os atestados e baixas consecutivas e prolongadas são muito comuns… tendência que se tem agravado nos últimos anos e provavelmente continuará a evidenciar-se nos próximos.

Será que o Ministério das Finanças não tem nenhum estudo sobre o impacto financeiro (nem vou falar do ponto de vista pedagógico) destas baixas consecutivas? Seria assim tão oneroso para as contas públicas a aplicação imediata do mecanismo de pré-reforma publicado, para permitir rejuvenescer a classe docente?

P.S. – Artigo atualizado às 16:40

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2019/03/concelhos-com-mais-contratos-ate-rr26/

2 comentários

    • Cármina Vaz on 28 de Março de 2019 at 13:13
    • Responder

    Obrigada!

    • Piedade on 28 de Março de 2019 at 15:14
    • Responder

    .
    Será que o Ministério das Finanças não tem nenhum estudo sobre o impacto financeiro (nem vou falar do ponto de vista pedagógico) destas baixas consecutivas? Seria assim tão oneroso para as contas públicas a criação de um mecanismo de pré-reforma ou reforma antecipada que permitisse rejuvenescer a classe docente?

    O Decreto Regulamentar n.º 2/2019. de 5 de fevereiro diz respeito ás pré-reformas para funcionários públicos com mais de 55 anos.
    https://dre.pt/home/-/dre/119188972/details/maximized

    Os professores apenas tem que colocar o requerimento.

    .

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