Ainda não soaram os alarmes no Ministério da Educação?

No país do faz de conta

No país das contas arrumadinhas e de tricas políticas intermináveis, mas em que se discute muito pouco o verdadeiro estado dos serviços públicos, há milhares de alunos que passam meses sem aulas, à espera de professores substitutos que nunca chegam.

Na Escola Secundária D. Dinis, por exemplo, duas turmas estão sem Física e Química há dois meses. Na Secundária de Bocage, há turmas de 12.0º ano (e que, portanto, vão fazer exame) sem professor de Matemática

 

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11 comentários

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    • Benvinda Branquinho on 31 de Março de 2019 at 16:37
    • Responder

    Não me admira nada que as escolas fiquem sem Professores . Um País que trata tão mal os seus Professores não merece ter Professores nas escolas.

    • Paulo on 31 de Março de 2019 at 16:51
    • Responder

    Os alarmes ainda não tocaram…. porque ainda existem colegas que por uma razão ou outra vão substituindo os colegas em falta, colmatando a falta de professores… com sobrecarga dos seus horários e desgastando a sua saúde! Parabéns a todos … o país agradece, mas a sociedade nem se importa.


    1. Tem toda a razão. Estes colegas que substituem outros podem simplesmente faltar…que não lhes acontece nada. desde que cumpram o seu horário inicial, sem as horas extraordinárias.

    • Farto de mobilidades on 31 de Março de 2019 at 17:40
    • Responder

    Esta situação pode ser analisada de diferentes formas.

    Se por um lado podemos dizer que tal acobtece porque o salário não é atrativo, muito menos para substituições, muitas vezes por pouco tempo.

    Por outro lado, e isso não interessa a muita gente, o ME pode começar a questonar-se sobre o que e aconteceu às centenas de professores vinculados nesses Qzps que estão deficitários. Onde estão? O que fazer para que quem vinculou num Qzp fique lá? Por certo, mudar as regras da mobilidade é a forma mais imediata, rápida e “justa” de diminuir o problema. E quem não estiver bem que saia. Muitos dos que estão a recusar os horários de substituição, muito provavelmente aceitariam vincular e sem de seguida ir para outras paragens através da mobilidade.

      • Trutas on 1 de Abril de 2019 at 8:36
      • Responder

      Óbvio… O n de professores está equilibrado. Se os que vincularam nesses qzp ficassem lá de facto estariamos a dar estabilidade ao sistema e a gerir bem o 💰 público.


      1. Concordo com a primeira parte da intervenção mas não com a segunda, não vejo relação entre o lugar de provimento do QZP e o local onde está colocado. Se o QZP está colocado em outro local é porque ele tem horário lá, portanto faz falta naquela zona. Quanto à justiça nas regras de mobilidade isso é outro assunto que eu não discuto.
        O interessante aqui era fazer um levantamento das escolas sem professor, as disciplinas e a zona. No Ribatejo há turmas sem professor de Geografia desde o inicio do ano, pelo Oeste falta de professores de informática e também de Matemática e pelo Alentejo também se verificam casos semelhantes.

      • Margarida Sousa on 1 de Abril de 2019 at 15:01
      • Responder

      É isso mesmo!

      A muita gente convém que se continue a pensar que este problema está apenas relacionado com o facto de a carreira de professor ser pouco atrativa.

      A muita gente não convém que a opinião pública saiba que abriram imensas vagas nessas zonas onde agora os alunos estão sem aulas e que o grosso dos professores que lá efetivou está agora, a maior parte, no Norte do país. Muitos deles conseguiram mobilidade para horários MUITO incompletos.

      Arlindo, quando puder, disponibilize uma grelha que mostre por QZP e grupo:
      – o n.º de professores que efetivou no QZP
      – n.º de professores que efetivou no QZP mas que saiu devido a mobilidade
      – o n.º de horários anuais ocupados por contratados por QZP
      – n.º e horários temporários por QZP

      E se possível, apresentar por QZP e grupo, o n.º de escolas sem professor porque não se consegue substituto.

    • Ave Rara on 31 de Março de 2019 at 21:02
    • Responder

    .
    Qual alarme??????

    Ainda não dei pela falta de “educadoras”, de “professores primários” e de “professores de ginástica”. Bem pelo contrário, existe mesmo excesso.

    Onde existem falta de docentes é de Professores do Ensino Secundário (Inglês, Historia, Geografia, Física, Química, Economia, Tecnologias de Informação…). É o Mercado a funcionar.

    Se os Licenciados em áreas com procura no Sector Privado fazem essa opção, tanto melhor. Ninguém tendo outras opções quer andar com a casa ás costas feito nómada e a aturar “porcaria”.

    O Mercado de Trabalho melhorou e há maior empregabilidade de Licenciados e Mestres com Cursos Superiores tirados em Universidades (com credibilidade).


  1. Chamem o senhor Miguel Sousa Tavares para ele comentar e encontrar a solução para o problema.

    • Margarida Sousa on 1 de Abril de 2019 at 15:01
    • Responder

    Arlindo, quando puder, disponibilize uma grelha que mostre por QZP e grupo:
    – o n.º de professores que efetivou no QZP
    – n.º de professores que efetivou no QZP mas que saiu devido a mobilidade
    – o n.º de horários anuais ocupados por contratados por QZP
    – n.º e horários temporários por QZP

    E se possível, apresentar por QZP e grupo, o n.º de escolas sem professor porque não se consegue substituto.

      • João Almeida on 1 de Abril de 2019 at 18:16
      • Responder

      Aposto que ele não irá fazer esse tipo de análise.

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