Uma Petição Para Dar A Aparência De Algo | O Meu Quintal
PS:
Sim porque a atrofia democrática do tempo do engenheiro continua aí e mais refinada…
Vamos Lá Então Ao Parecer Do Relator Deputado Silva, Porfírio De Sua Graça – 1 | O Meu Quintal
Vamos lá avivar a memória do duputedo relativamente à audição da comissão representativa dos subscritores da Iniciativa Legislativa de Cidadãos sobre a consideração integral do tempo de serviço docente prestado durante as suspensões de contagem anteriores a 2018, para efeitos de progressão e valorização remuneratória (gravado em 16/Janeiro/2019):
Sandra Carmo na Audição na CEC [Comissão de Educação e Ciência] da Comissão de Representantes da ILC
Luís Braga na Audição na CEC da Comissão de Representantes da ILC
(…) “Enquanto a minha colega estava a ler, estava a olhar para vocês deputados e estava a reparar no vosso enfado”
“E estava a pensar gastar os meus 7 minutos e apenas ficar a olhar e ter a esperança que houvesse alguma vergonha para o que está a acontecer com os professores”
“Se os professores tivessem falhado como a plataforma de recolha de assinaturas falhou, os professores teriam um processo disciplinar”
Ouçam o resto, é capaz de ser o maior sermão alguma vez dado a deputados por um cidadão comum, que com muito orgulho chamo meu colega, professor Luís Braga.
Fantástico!
[Daqui: Audição na CEC da Comissão de Representantes da ILC | ComRegras]
Mar 07 2019
A Ler – Uma Petição Para Dar A Aparência De Algo
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1 comentário
Estando a ILC admitida a votação em plenário e podendo os partidos apresentar propostas alternativas, caso considerem que deve ser uma reposição integral mas faseada do tempo de serviço docente, para que serve esta petição da Fenprof? Para ajudar a confundir e baralhar? Porque a petição não tem qualquer poder vinculativo e nada adianta ao que já está em discussão.
Como é habitual, a Fenprof que tanto criticou a ILC e os seus promotores (de forma indirecta ou por mensageiros em redes sociais e centrais de comunicação) vai de arrasto e apresenta alga que falta a coragem que outros tiveram. Enfim, as palhaçadas do costume pelos actores-bufos vitalícios que nos habituaram aos ziguezagues tácticos de prognóstico no final do jogo e que anda de vitória em vitória até à derrota final de que nunca assumem qualquer quota-parte da responsabilidade.
Alcatrão e penas seria pouco. Se isto é um discurso anti-sindical que tira força ao “poder negocial” dos sindicatos? Nada disso. Basta ver que neste mandato nunca o tiveram, o que se tem demonstrado de forma gritante, pelo menos para os professores que estão na carreira e andam a aguentar isto há que tempos. Apenas fica mais a clara noção de que há gente que nada arrisca de seu, que foi granadeirada perante todos e usa os que diz representar para guerras políticas de terceiros.
Acreditem que me custa ter de escrever isto. Há quem ache que deteste sindicatos. Pelo contrário, admirei os dos enfermeiros, sem estrelitas, mas uma acção forte e sólida. E preservo a memória de quem, na minha família, lutou por que existissem sindicatos livres. O que abomino é oportunistas (como aqueles acerca de quem me avisaram desde novo que só foram democratas quando os riscos se tornaram quase nulos) encavalitados há décadas na arte da “representação”, decisões pré.definidas em guiões formatados ou em reuniões de cúpulas iluminadas, em que grande parte dos participantes sabe que não sofrerá as consequências directas dos seus erros.
Autor: Paulo Guinote