6 de Fevereiro de 2019 archive

Congresso Nacional Cientistas em Ação destinado a jovens em maio em Estremoz

Congresso Nacional Cientistas em Ação destinado a jovens em maio em Estremoz

O evento, que vai decorrer de 02 a 04 de maio, promovido pelo Centro Ciência Viva de Estremoz, pretende valorizar as atividades experimentais realizadas no espaço letivo, desenvolvendo o espírito crítico e científico nos jovens alunos, desde o 1.ºciclo do ensino básico até ao ensino secundário.

A iniciativa, destinada a atrair alunos do ensino básico e secundário, de escolas públicas e privadas de todo o país, para a ciência e tecnologia, decorre anualmente no Centro Ciência Viva de Estremoz, no distrito de Évora.

O congresso pretende ainda fortalecer o contacto e a troca de ideias e experiências entre alunos do ensino básico e secundário, professores e cientistas, no âmbito da divulgação e comunicação da cultura científica e tecnológica.

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Perguntem aos de Cá do Superior Como as Coisas Andam – Regras nas aulas levaram professora universitária a ser suspensa | Vídeo

Regras nas aulas levaram professora universitária a ser suspensa | Vídeo

Uma professora universitária foi suspensa por duas vezes por exigir regras de comportamento nas salas de aula.

Anita Moss, professora de Biologia na Universidade do Texas em San António (UTSA), nos Estados Unidos, não queria alunos a usar o telemóvel, a conversar com os colegas ou a colocar os pés em cima das cadeiras. No entanto, as suas regras levaram a uma discussão com uma aluna e acabou por ser suspensa em novembro do ano passado até ao início deste ano e foi obrigada a frequentar aulas para aprender a lidar com os seus alunos.

Mas o regresso da docente durou pouco tempo, já que em 14 de janeiro voltou a ser suspensa.

Segundo a imprensa norte-americana, depois do diretor da universidade receber inúmeras queixas de outros professores referindo que Anita Moss não havia alterado nada no seu regresso, a professora voltou a ser suspensa.

De acordo com o site “Paisano”, na descrição da sua cadeira, Moss referia que nas suas aulas não tolerava: dormir, usar auriculares ou auscultadores, recostar-se nas cadeiras ou colocar os pés em cima do mobiliário da sala de aula.

Na sua primeira suspensão, a discussão em novembro de 2018 com uma aluna, a polícia foi mesmo chamada a intervir a pedido da professora. O momento foi gravado e chegou mesmo a ser partilhado nas redes sociais.

No entanto, nem todos parecem contentes com a suspensão da professora. Vários alunos da UTSA fizeram uma petição, que conta já com 904 assinaturas, em 1000 necessárias, para que Moss voltasse a lecionar.

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Passar tempo com os filhos é a chave para o sucesso académico, defende estudo

Passar tempo com os filhos é a chave para o sucesso académico, defende estudo – Ciência & Saúde – SÁBADO

A investigação analisou ainda as consequências da ausência ou morte de um progenitor na qualidade académica das crianças.

Um estudo da Ohio State University, nos EUA, concluiu que os pais podem contribuir para o sucesso académico das crianças ao passarem tempo de qualidade com estas.

A investigação foi conduzida por Eric Gould e Avi Simhon Universidade Hebraica de Israel, e por Bruce Weinberg, professor de Economia na instituição de ensino norte-americana.

Os cientistas analisaram as informações de crianças em Israel que perderam uma figura parental por morte ou divórcio, e confrontaram os dados dos menores que passam no “exame de inscrição” israelita, um teste que é necessário para os estudantes do secundário se candidatarem à universidade. Apenas 57% dos jovens israelitas passam no exame, aponta o estudo.

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Abandono Escolar Desce Para o Valor Mais Baixo de Sempre

Abandono escolar desce para o valor mais baixo de sempre

 

A taxa de Abandono Precoce da Educação e Formação alcançou em 2018 o mínimo histórico. Os números divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística colocam o abandono escolar nos 11,8%, o valor mais baixo de sempre, quando no ano de 2017 tinha sido de 12,6%. 
A área de governo da Educação congratula-se com esta nova descida, uma vez que o abandono escolar constitui uma das grandes vulnerabilidades do sistema educativo português, com impactos profundos no crescimento económico e na igualdade de oportunidades.
Por isto, a sua redução foi definida pelo Governo como um dos principais objetivos para a atual legislatura.
Estes resultados devem-se, em primeira instância, a todos os que trabalham diariamente nas escolas, comprometidos com o desígnio de construção de uma escola inclusiva, que garante acesso à educação e ao sucesso educativo.
Todavia, enquanto houver jovens que abandonam a escolaridade obrigatória, este trabalho não está concluído.
Medidas
Deste modo, a área de governo da Educação reforça a insistência no conjunto de medidas, iniciadas nesta legislatura, que têm contribuído para a diminuição do abandono escolar e formativo.
São elas:
– O Programa Nacional de Promoção do Sucesso Escolar, com o envolvimento dos agrupamentos de escolas e autarquias, centrado no trabalho em sala de aula e na deteção precoce de dificuldades;
– O Apoio Tutorial Específico, para os alunos em situação de insucesso e em risco de abandono, potenciando o desenvolvimento de competências sociais e emocionais;
– A construção de uma escola inclusiva, com medidas de apoio contextualizadas e adaptadas às necessidades específicas de cada um;
– A Valorização de todas as vias e modalidades no ensino secundário, com reforço do ensino profissional e permeabilidade entre cursos e percursos;
– A autonomia e flexibilidade das escolas, na prossecução das melhores estratégias para garantir as aprendizagens de todos os alunos;
– O apoio ao trabalho dos psicólogos escolares para melhoria dos instrumentos de orientação vocacional;
– A valorização da cidadania, da arte e da educação física enquanto instrumentos para a formação integral dos alunos.

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E Esta, Hein?

Nem turismo nem imobiliário: foi a Educação que mais puxou pelo emprego em 2018

 

Em termos globais, olhando para todos os sectores, os salários líquidos subiram ao ritmo mais elevado desde a crise mas 57% dos trabalhadores continuam a levar para casa menos de €900/mês. E a precariedade dos vínculos laborais não diminuiu

 

Foi o motor do emprego e da recuperação da economia portuguesa nos últimos anos, mas o abrandamento do sector do turismo em 2018 remeteu-o para um papel mais modesto no mercado de trabalho. Os números publicados esta quarta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) não deixam margem para dúvidas: A população empregada no alojamento e restauração aumentou em apenas 5,3 mil pessoas no ano passado, o que compara com incrementos de 44 mil trabalhadores em 2017 e mais de 20 mil em 2016.

Contudo, isto não significou o fim da recuperação do mercado de trabalho em Portugal. Em 2018 o emprego aumentou em 110,1 mil pessoas (média anual) em termos líquidos face a 2017, levando a população empregada a atingir os 4,8667 milhões de pessoas, o valor mais elevado desde 2010 e impulsionando a queda da taxa de desemprego para os 7%, o valor mais baixo desde 2004.

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Consulta/confirmação do Recenseamento Docente 2019? Só amanhã…

 

A aplicação de Recenseamento Docente 2019 só estará disponível para consulta/confirmação, por parte dos docentes, a partir de amanhã, 7 de fevereiro, e até ao dia 11 de fevereiro. (Isto, se o pregador não mentir…)

 

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A escola pública e o “homem-massa” – Luís Filipe Torgal

A escola pública e o “homem-massa”

 

O SNS vai colapsar e a escola pública definha. Os dois últimos governos desconsideraram a educação. Impuseram mega-agrupamentos ingovernáveis, onde os alunos têm um apoio psicopedagógico menos personalizado. Depauperaram os orçamentos atribuídos às escolas. Demasiadas escolas tornaram-se um risco para a saúde pública: são hoje pardieiros, muitos ainda revestidos de amianto, onde, no inverno, alunos e professores, cada vez mais provectos, congelam e contraem constipações, gripes, pneumonias ou outras doenças mais graves. Os recursos humanos das escolas estão velhos e os seus engenhos educativos estão gastos e inoperacionais, sendo insuficientes para formar massas de alunos cada vez mais disfuncionais que frequentam as escolas do interior e das zonas pobres das grandes cidades. Este governo recusa-se a negociar com os professores os 9 anos de carreira que lhes foram usurpados pelos governos anteriores (note-se que a greve dos professores foi mais censurada pelas opiniões pública e publicada do que a greve dos enfermeiros). Apesar das últimas catástrofes florestais, o poder central continua a desprezar as populações do interior, o qual vai ficando ainda mais despovoado, desordenado e vai agonizando nos planos económico, social e cultural, com as consequências trágicas que isso provoca nas suas escolas.

Quais as consequências desta trapalhada? A transmissão de conhecimento e de ciência estão a regredir na escola. Todavia, o sucesso escolar vai crescer, a olhos vistos, graças a métodos pedagógicos inconsequentes, provas de aferição e exames levianos e critérios de avaliação que tornam os alunos idiotas inimputáveis (pobres dos alunos excelentes, bons e medianos!). A ponto de, no final do ano letivo, a máquina de propaganda do ME poder anunciar, à cidade e ao mundo, o êxito retumbante do seu folclore educativo. Razão tinha Ortega y Gasset quando escreveu A Rebelião das massas. É tão fácil burlar o «homem-massa». Está a ser tão fácil converter de novo a sociedade de massas a um mundo distópico dominado por ditadores de opereta.

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Palavras, leva-as o vento… promessas, também.

Fala em aumentos na função pública, mas sem certezas. E será para todos, ou, novamente, só para alguns?

 

António Costa admite aumentos salariais gerais na função pública a partir de 2020

 

“Mas isso é um compromisso que só poderemos assumir quando tivermos devidamente definido o cenário macroeconómico para os próximos quatro anos. Quando tivermos o Programa de Estabilidade, que teremos de apresentar em abril, aí poderemos perspetivar o que podemos contar para o período entre 2020 e 2023”, especificou.

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Mais uma recomendação…

Desta feita recomenda ao Governo a adoção de medidas em relação aos assistentes operacionais e assistentes técnicos das escolas.

Download do documento (PDF, 210KB)

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Palavras para quê? – Santana Castilho

 

Palavras para quê?

 

1. Palavras para quê? Para fixar os factos e garantir que a anedota aconteceu. Primeiro, em Março de 2016, quando PS e BE falaram em congelar o valor máximo das propinas, disse que era matéria estabilizada, na qual o Governo não devia interferir. Em Outubro de 2018, quando o BE anunciou que o valor máximo das propinas seria reduzido de 212 euros, não só não se opôs, como passou a defender o fim das ditas. Em Janeiro deste ano, por ocasião da Convenção Nacional do Ensino Superior, atazanou as hostes com tiradas impactantes sobre a gratuidade do ensino superior. Há dias, em pirueta antológica, veio dizer no Expresso que o fim das propinas seria … uma medida altamente populista, colando o correspondente epíteto na venerável fronte do Presidente da República e de dois secretários de Estado, que defenderam a morte das ressuscitadas. Falo, obviamente, do patusco ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior. O mesmo que disse que … nunca tinha falado de propinas e que … em Portugal há pleno emprego para os doutorados (sem contar, digo eu, os … que estão desempregados, recordando a eloquência de Américo Tomás, na feira de Torres Novas: “hoje visitei todos os pavilhões, se não contar com os que não visitei”.

2. Os desapercebidos Alexandra Leitão e João Costa assinaram um despacho (n.º 779/2019), que passou despercebido para a maioria dos professores. Estes predadores pedagógicos sugaram de um só sorvo a natureza científico-disciplinar da formação contínua dos professores portugueses e colocaram no seu lugar a doutrinação hipócrita dos decretos-lei 54 (educação inclusiva) e 55 (flexibilidade curricular). O fundamentalismo que os domina impediu-os de perceber que “não se deve tentar explicar ao cego o que é o vermelho, nem convidar o surdo para ouvir Chopin”. A irresponsabilidade que os caracteriza tornou-os incapazes de aceitar que não se podem sujeitar às mesmas provas finais alunos com dois tempos lectivos semanais de História e Geografia de Portugal e alunos com três.

3. O Secretário de Estado da Educação, ele, sempre ele, anunciou que no início de Maio começará o terceiro ciclo de avaliação das escolas, da responsabilidade da Inspecção-Geral da Educação e Ciência (IGEC). Na altura, esclareceu que a avaliação em causa terá na inclusão o indicador-chave e que as equipas responsáveis passarão a integrar pessoas ”que tiveram funções na escola, para trazer conhecimento de terreno ao processo avaliativo”. O Sindicato dos Inspectores da Educação e do Ensino reagiu, considerando grave o que João Costa disse. E foi. Entendamo-nos: naturalmente que o trabalho dos inspectores está sujeito à crítica. Mas a crítica não se pode limitar ao implícito e não fundamentado, muito menos ser hipócrita. Com efeito, a exigência de se ter sido professor para se concorrer a inspector foi retirada dos concursos por quem agora sugere que os inspectores não conhecem as escolas. A decência impõe limites! A manipulação que João Costa tece é simplória: no plano discursivo proclama a autonomia, a isenção e a independência dos organismos. Na esfera operacional, entra por eles dentro como elefante em loja de porcelanas, para impor a sua ideologia. Lembram-se dos inspectores transformados em polícias no final da greve às avaliações do passado ano, num acto intimidatório para consumar uma prática mais tarde considerada ilegal? Deram-se conta da purga que varreu agora o IAVE, a escassos meses dos exames?

4. O último estudo da OCDE (Measuring Innovation in Education) diz que a percentagem de alunos portugueses com acesso a computadores nas aulas caiu brutalmente. No 4º ano de escolaridade, por exemplo, essa percentagem desceu de 47% em 2011 para 14% em 2016. Coerentemente, o Governo vai pagar 10 milhões de euros, mais IVA, em licenças de manuais digitais, que os alunos lerão … nos tampos das carteiras.

5. A Fundação Galp deu pública fé de um inquérito sobre a confiança dos portugueses, relativamente a 18 funções profissionais e sociais. Bombeiros, médicos e professores ocupam as três primeiras posições do respectivo ranking. Os políticos estão na última. Numa sociedade que rumina “excelência” a propósito de qualquer propósito, e não me integrando eu no quadro orgânico das agremiações que veneram rankings, admito que este se adequa ao que descrevi.

In “Público” de 6.2.19

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